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O prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB) deve ser julgado pela Justiça Eleitoral na segunda-feira, 19. Se perder, Jardel Sebba pode recorrer, no poder, ao TSE.
O vice-prefeito de Catalão, Rodrigão Carvelo, do Solidariedade, planeja ser vice de Júnior Friboi. Se não conseguir, Rodrigão, que está em litígio com sindicalistas de Catalão, deve ser candidato a deputado estadual. Ele planeja ser candidato a prefeito do município em 2016, contra Jardel Sebba e com o apoio de Adib Elias, seu novo guia espiritual.
Pré-candidato a deputado federal, Daniel Vilela espera receber cerca de 50 mil votos em Aparecida de Goiânia. Com mais os votos de Goiânia e de Jataí, Daniel Vilela acredita que será eleito com mais de 120 mil votos.
Pré-candidato a governador pelo PSB, Vanderlan Cardoso recebe em Goiânia na sexta-feira, 23, o presidenciável Eduardo Campos. Durante um almoço, o ex-governador de Pernambuco vai conversar com políticos e empresários. Vanderlan Cardoso dirá a Eduardo Campos que não vai desistir da disputa e que pode contar com um palanque pequeno mas fiel em Goiás.
De Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, que viajou com Marconi Perillo para o interior: “O governador Marconi Perillo de 2014 nada tem com o de 2012. Ele está leve, feliz e confiante. E está em lua de mel com povo”. Eduardo Machado diz que Marconi reencontrou-se. “É impressionante a sua capacidade de dar a volta por cima e de fazer política em tempo integral, e sempre com um sorriso no rosto”, frisa o líder do PHS.
Balanço Geral do Estado referente ao exercício de 2010 ainda não foi julgado pelo Palácio Alfredo Nasser. Relatório do TCE apontou várias irregularidades e manifestou parecer recomendando a rejeição. Deputados da base governista estariam travando a pauta que decidiria o destino político do ex-governador
Aliados de Júnior Friboi afirmam, sem receio, que o pré-candidato a governador do PMDB não teme, de maneira alguma, uma possível “revolta” dos produtores de carne, os pecuaristas. Os friboizistas consideram que a área moderna do setor são exatamente os frigoríficos, como o JBS-Friboi, e não os pecuaristas, que, apesar das exceções, são apontados como conservadores e pouco a afeitos à mudança. Claro que dizem isto em off. Publicamente, em on, fazem elogios aos produtores rurais. Mas os pecuaristas atacam os frigoríficos, notadamente o JBS-Friboi, devido ao que denunciam como “cartel da carne”, que, asseguram, nada tem de moderno.

Se Jeovalter Correia, que conhece a máquina pública, especialmente em nível de Estado, não resolver o pepinoduto da Prefeitura de Goiânia, que tem uma dívida quase mas não incontornável, ninguém mais resolverá. Mas é preciso ter um pouco de paciência e entender que não se resolve um problema gigante — embora mais conjuntural (uma dívida de mais de 300 milhões de reais) do que estrutural — de um dia para o outro. O prefeito Paulo Garcia (PT) não pode transformar a Secretaria de Finanças numa máquina de moer técnicos que, embora capazes, não são mágicos. Dário Campos e Reinaldo Barreto, secretário anteriores, são competentes e seriíssimos, mas não são prestidigitadores. Eles alinham-se com os métodos modernos e discretos de Jeovalter Correia.
A queda de Caio Peixoto, que falava muito e trabalhava pouco, foi positiva para a gestão do prefeito Paulo Garcia. Primeiro, porque ele é desagregador e torna os ambientes onde “trabalha” insuportáveis. Segundo, é um homem do passado, e, como tal, não entende como funciona a gestão pública moderna. Ele “parou” no tempo. É o líder número um da vanguarda do atraso.
O presidente de um partido contou ao Jornal Opção que o pré-candidato a governador de Goiás pelo PSB, Vanderlan Cardoso, o procurou para uma composição e ofereceu-lhe a vice e ou então a vaga se candidato a senador. O político inquiriu: “Mas e o Aguimar Jesuíno, que é ligado à ex-ministra Marina Silva?” Vanderlan teria dito que ele poderia ser o vice, por exemplo, ou mesmo ficar fora da chapa majoritária. Vanderlan estaria interessado em duas coisas: experiência política e, sobretudo, mais tempo de televisão. Como tempo atual, o socialista terá pouco espaço para expor seus projetos e fazer as críticas que avaliar como vitais.
Os governistas pretendem ampliar o confronto direto com os tucanos nas peças da campanha de Dilma, como acontece na CPI da Petrobrás
O projeto do PT inclui o confronto sobre corrupção com o PSDB, mas sem investigar a Petrobrás, cujos fornecedores contribuíram para a campanha de um terço dos 12 senadores da CPI, que esqueceu a petroleira e vai investigar operações de tucanos e do PSB do presidenciável Eduardo Campos. Como revelou o repórter Murilo Rodrigues Alves, quatro senadores governistas que integram a CPI receberam doações de construtoras que fornecem serviços à Petrobrás, como a Camargo Corrêa, que financiou os quatro. Dois são petistas, o cearense José Pimentel e o pernambucano Humberto Costa. Relator da CPI, Pimentel recebeu R$ 1 milhão da Camargo. Costa teve doação também da OAS. Os outros dois senadores são o piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP, e a amazonense Vanessa Graziottin, do PCdoB. Além da Camargo, a Votorantim financiou Nogueira. A Camargo lidera o consórcio responsável pela obra da refinaria pernambucana Abreu e Lima, que o governo colocou na CPI da Petrobrás para atingir o ex-governador Eduardo Campos. Naquele programa de televisão e rádio de quinta-feira, o PT demonstrou como pretende abordar na campanha o confronto sobre corrupção. A base da argumentação será a sustentação de que nunca nenhum governo combateu a corrupção como os petistas. No vídeo, a câmara focalizou gavetas amontoadas como quem diz que antes as denúncias eram engavetadas. “Nunca tantas pessoas foram investigadas e julgadas”, narrou o locutor, sem se referir ao julgamento de mensaleiros. “Quando eles governavam, sabe o que acontecia com as denúncias?”, mencionou os tucanos. “Morriam, eram esquecidas na gaveta”, disse e emendou: — Avançar no combate à corrupção ou voltar ao passado? Três dias antes, Lula, em entrevista ao jornal “A Tarde”, de Salvador, insinuou que a oposição espera arrecadar dinheiro com as denúncias sobre a Petrobrás, mas não sugeriu de onde viria a grana. “Tem gente querendo fazer caixa dois”, deixou a questão no ar. Há nove anos, naquela célebre entrevista em Paris à televisão, Lula admitiu o desvio de dinheiro do mensalão e explicou que a grana foi para caixa 2 de campanha – o que se faz na política “sistematicamente” neste país. Um mês depois, mudou a conversa. Em pronunciamento na televisão, Lula pediu desculpa ao povo brasileiro pela ocorrência do mensalão.
O cruzamento entre duas pesquisas do Datafolha divulgadas há uma semana revela como o governo Dilma Rousseff coincide com o aumento histórico da descrença do eleitor nos políticos. O desencanto estimula a abstenção e os votos brancos e nulos. Quando as três vertentes se transformam em protesto do eleitor, a oposição perde voto. Apesar do mensalão, o Lula se reelegeu presidente em 2006 e fez a sucessora quatro anos depois. Agora a conta pode ser cobrada pelo eleitor na reeleição da presidente Dilma. Mas sobra prejuízo para a oposição, pois a rejeição à série de escândalos neste século mais a insatisfação com o governo federal se convertem em desinteresse pelos políticos em geral. Veja-se a pesquisa do Datafolha sobre o voto obrigatório, onde a gestão de Dilma coincide com um salto histórico no número de eleitores que deixariam de votar se as urnas fossem facultativas. Se o voto não fosse obrigatório hoje, a maioria dos eleitores não votaria: 57%. Entre eles, 43% seriam dos eleitores de Dilma que deixariam de votar na presidente. A perda seria café pequeno quando comparada aos prejuízos dos dois principais candidatos da oposição. O tucano Aécio Neves perderia 58% de seus votos. E o socialista Eduardo Campos? Ficaria sem 62%. Mas fiquemos com os votos brancos ou nulos, que serão realidade em outubro. Dezesseis por cento dos eleitores tendem a votar em branco ou nulo no primeiro turno dentro de quatro meses e meio. É o índice mais alto apurado pelo Datafolha desde que iniciou as pesquisas em 1989, na primeira eleição presidencial direta do pós-ditaduras. Naquele ano, em abril, 11% dos eleitores tendiam ao voto nulo ou branco. No frigir dos ovos, em outubro, a conta foi menor: apenas 6,4% do total de votos foram brancos ou nulos. Na eleição de FHC em 1994, na pesquisa em maio 14% anunciaram o nulo ou branco. Em outubro, somente 4,1% se consumaram. Em 1998, na reeleição, 12% pretendiam votar assim. Quando outubro veio, a conta foi mais alta com 19%. As eleições de Lula. Em 2002, corria maio quando 5% dos votos se consideraram nulos ou brancos. Em outubro, as urnas receberam o dobro deles, 10%. Na reeleição em 2006, com o mensalão em campo, 7% se se revelaram brancos ou nulos em junho. Em outubro, foram 8%. Em 2010, na eleição de Dilma, em maio 6% se disseram nulos ou brancos. Nas urnas, foram 9%. Agora, quando a presidente busca a reeleição, os que votam em Dilma são os mais reconhecidos: 59% deles disseram que ela é a candidata ideal. No caso de Aécio Neves, menos da metade de seus eleitores o consideram ideal, 47%. Com Eduardo Campos, são menos ainda, 35% de seus eleitores.
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O eleitor vai às urnas: pesquisa Datafolha comprova que tese do voto facultativo no Brasil ganha adeptos | Elói Corrêa\ AGECOM[/caption]
É falsa a ideia de que o desinteresse pelo voto atinge, sobretudo, os mais pobres e menos esclarecidos. A pesquisa do Datafolha a respeito voto facultativo demonstrou o contrário. Se renda e escolaridade indicam o nível de informação do eleitor, quanto mais esclarecida a pessoa, é maior o desencanto pela política.
A comprovação de que a maioria dos eleitores, 57% não votaria em presidente se o voto não fosse obrigatório supera de longe o índice de quatro anos atrás, quando a presidente Dilma Rousseff disputava a primeira eleição. Na época, 44% revelaram em maio que não votariam se o voto fosse livre.
O salto em quatro anos precisos, entre a primeira e a segunda eleição com a presidente no jogo, sugere uma alteração episódica da atitude de eleitores abalados por escândalos sucessivos, descrença e falta de esperança numa mudança politica.
Vejamos a oscilação da linha a favor do voto facultativo desde a volta da eleição presidencial direta em 1989. Em maio daquele ano, a taxa apontava os mesmos 44% de 2010. Depois a linha subiu a 49% em agosto de 1994 e estabilizou-se. O resultado se repetiu em setembro de 1998 e agosto de 2006 – em 2002 não houve pesquisa. A seguir, a queda em 2010.
Observemos os protestos desde então. O clamor silencioso está no número de votos brancos e nulos de urnas indevassáveis – que anotamos no texto anterior. Tornou-se ensurdecedor nas ruas, com manifestações que se sucedem desde que provaram a eficácia delas em junho do ano passado.
Agora, temos a Copa do Mundo com a excitação oportunista de corporações profissionais por ganho nos salários, mais os interesses de ocasião de movimentos sociais em busca de visibilidade nas ruas e na mídia, com alcance internacional.
Mesmo os capitalistas do mercado protestam publicamente contra o governo: quando o prestígio de Dilma cai nas pesquisas, a bolsa sobe e o dólar desce. Trata-se do vírus de desesperança que se propaga entre pessoas ricas e bem informadas. Mas a oposição perde votos entre pessoas com renda e informação. O protesto que gera voto nulo ou em branco vem desses eleitores.
Nesta mesma época do ano, em 1989, os que não votariam compulsoriamente seriam 44% dos eleitores. Em 1994, subiram a 49%, cotação mantida em1998 e na pesquisa seguinte em 2006. A taxa caiu 44% em 2010. Agora viria aquele salto a 57%.
Onde se concentram os eleitores que se recusariam a votar com tanta força neste 2014? Eles não são jovens nem velhos. Entre 16 e 24 anos, seriam 58%. Entre 25 e 34 anos, seriam 63%, índice que se repete na faixa de 35 a 44. A taxa salta a 68% entre 45 e 59 anos. Acima dessa idade, o índice cai a 49%.
Quanto maior a escolaridade, mais eleitores não votariam. No nível fundamental estão 53% deles. No médio, 63%. No superior, 71%. Da mesma forma, quanto maior a renda da família, eles não votariam. Até dois salários mínimos, 55% não votariam. Entre dois e cinco salários, 64%. Entre cinco e dez, 66%. Acima disso, 68% não iriam às urnas.
Resumo da ópera. O desencanto com a política, além de fomentar protestos, estimula mais a ausência dos instruídos e informados nas urnas do que a abstenção de pessoas não esclarecidas. A presença de um cliente do PT na fila de votação é mais fácil de acontecer do que a de um eleitor tucano.
Sendo assim, temos uma equação a ser elucidada pelos políticos antes das urnas de outubro. Quanto mais informação e renda, mais desencanto. Quanto mais desencanto, mais oposição ao voto obrigatório.
A Primeira Guerra Mundial está completando 100 anos e, por isso, as editoras brasileiras estão publicando excelentes livros, como os de Max Hastings e Nial Ferguson. Sai agora “Os Sonâmbulos — Como Eclodiu a Primeira Guerra Mundial” (Companhia das Letras, 680 páginas, tradução de Berilo Vargas e Laura Motta), do historiador Christopher Clark, professor de Cambridge.
A seguir leia a sinopse fornecida pela editora:
“O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher pelo separatista bósnio Gavrilo Princip foi certamente um dos atos individuais de maior repercussão da história moderna. Atentado terrorista de eficiência impressionante, que ao final atingiu todos os seus objetivos — liberou a Bósnia da dominação dos Habsburgo e criou uma Sérvia forte —, culminou ainda na queda de quatro grandes impérios, na morte de milhões de homens e na efetiva destruição de uma ordem mundial. O que fez uma Europa aparentemente próspera e pacífica tão vulnerável ao impacto desse crime? Baseado em vasta pesquisa e documentos inéditos, o professor da Universidade de Cambridge Christopher Clark procura reconstruir esse contexto, esclarecendo, enfim, um dos momentos mais controvertidos e mal compreendidos da história. Numa narrativa transbordante de ação, Clark propõe uma nova abordagem do primeiro conflito bélico a assumir dimensões globais. Em vez de narrar estratégias militares, batalhas ou atrocidades do front, escolhe esmiuçar a complexa rede de eventos, interesses e frágeis equilíbrios de força que levou um grupo de líderes políticos, em geral bem intencionados, a decisões desastrosas, que culminaram numa guerra de violência inaudita. Sem perder de perspectiva a história de longa duração, Clark acompanha, a partir dos centros nervosos de decisão em Viena, Berlim, São Petersburgo, Paris, Londres e Belgrado, quase minuto a minuto, os eventos-chave para a eclosão do conflito, e compõe um panorama das leituras equivocadas e sinais mal compreendidos que em poucas semanas detonou o conflito.”Seja quem for, o próximo presidente terá de administrar os militares num caso que não criou ou estimulou, mas que um dia alguém teria mesmo de encarar: a administração na área militar do processo e julgamento de seis réus acusados do atentado no Riocentro há 33 anos, todos impunes até que a juíza criminal Ana Paula Vieira de Carvalho decidiu abrir ação penal contra o grupo. Embora o caso esteja em outro poder, o Judiciário, sobram inquietações militares a serem administradas pelo Executivo. Eles estão apreensivos desde os últimos anos com a investigação civil das vísceras ocultas da ditadura. O pessoal da ativa deve continuar disciplinadamente em silêncio. Mas isso não os impede de articulações discretas junto aos comandantes, que têm o ministro da Defesa como intermediário em relação ao Planalto e os outros poderes. Hoje, o ministro é Celso Amorim. Sempre na sombra, o pessoal da ativa pode estimular articulações dos colegas da reserva, que são mais livres para atuar politicamente. Entre eles, os aposentados, deve crescer o fluxo de troca de mensagens apreensivas pela internet. Sem se tocar com as reações, a decisão da juíza do Rio de Janeiro faz história como avanço significativo da responsabilização dos crimes da ditadura militar. Outros casos podem se instalar desde que a juíza Vieira de Carvalho resolveu que os seis réus, entre eles três generais reformados, não estão protegidos pela Lei da Anistia, de 1979, dois anos antes do atentado do Riocentro. Considerou a sentença que foram “crimes contra a humanidade”, “imprescritíveis”, prática frequente e sistemática durante a ditadura. Nessas condições, o processo não deverá ser julgado pela justiça militar, mas pela comum por envolver tentativa de homicídio, formação de associação criminosa, transporte de explosivo e fraude processual. A juíza se baseou em representação do Ministério Público Federal, onde os procuradores aproveitaram documentos militares que estavam com o coronel da reserva Miguel Molinas Dias, assassinado misteriosamente em 2012, em atentado de rua, em Porto Alegre.

