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O “Pop” informa: “1961 — Jânio Quadros é eleito presidente com 5,6 milhões de votos (48%), seu vice é João Goulart, da oposição e genro de Getúlio Vargas. Na época o voto era separado” (domingo, 30). O que há de errado? Maria Thereza Goulart, a mulher do presidente João Goulart, não era filha de Getúlio Vargas. Jango era amigo e aliado do presidente Getúlio Vargas, mas não era seu genro. O “Pop” estaria pesquisando de modo aleatório no Google? É provável. O Google é uma maravilha para quem sabe pesquisar. Para quem não tem nenhuma informação preliminar, como parece ter sido o caso do repórter do “Pop”, é um risco. O Google contém pesquisas sérias, fundamentadas, mas também opiniões disparatadas e, mesmo assim, publicadas como se fossem informações precisas.
No material sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, os vários erros cometidos pelo “Pop” não invalidam o trabalho dos repórteres. No geral, o material especial é de qualidade, com pelo menos uma ingenuidade. O jornal parece acreditar que o goiano Mauro Borges tinha chance de ser candidato a presidente da República na sucessão de João Goulart. Até as pedras de Pirenópolis, a soja de Jataí, o calor do Norte goiano e o retrato de Carlos Drummond de Andrade em Itabira sabiam que o candidato do PSD seria, não fosse a ditadura, o mineiro Juscelino Kubitschek.
"Isto É" publicou entrevista de Maria Thereza Goulart, a mulher de João Goulart. “O golpe destruiu minha família”, disse. Ela frisa que, inicialmente, acreditou que o marido havia morrido de infarto, mas hoje admite que pode ter sido envenenado. Maria Thereza admite que Jango era mulherengo. “Mas sempre voltava pra casa.”
A Operação Poltergeist desnudou um esquema com dinheiro público na Assembleia Legislativa de Goiás. Funcionários fantasmas recebiam uma graninha e repassavam a maior parte dos salários aos chefes do esquema aparentemente mafioso. Os três diários, “Pop”, “Diário da Manhã” e “O Hoje”, estão cobrindo bem o assunto, com destaque para o primeiro.
O Jornal Opção perguntou para 22 repórteres: qual é o jornalista da comunicação setorial do governo do Estado de Goiás que é mais atuante? A maioria (14 votantes) disse que o chefe da comunicação setorial da Secretaria de Segurança Pública, Rodrigo Hirose, é o mais atuante, no sentido de eficiência, de conhecer bem os assuntos da pasta. Além disso, é apontado como o profissional que debate a questão da segurança pública, sem uma visão burocrática e e sem um viés excessivamente governista. É também citado como o assessor que atende bem os repórteres e que não é arrogante. Chegaram a dizer que, se erra, admite e se posiciona. Pode-se discordar, mas é a opinião dos jornalistas.
Historiadores revelam que os três ou quatro mosqueteiros existiram, podem ter se conhecido, mas possivelmente não lutaram juntos. D'Artagnan era mais velho que seus companheiros de luta
É certo que o governador Marconi Perillo estava esperando pela definição de Antônio Gomide em renunciar à prefeitura de Anápolis ou não para anunciar quem será o novo titular da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC)
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Ex-prefeito Antônio Gomide e prefeito João Gomes: dois desafios diferentes. Um deve se sobressair à sombra do antecessor; o outro tentar se tornar um sucessor[/caption]
A nova postura de Iris Rezende provocará, inevitavelmente, mudanças. O anúncio da pré-candidatura do líder peemedebista, ocorrida no fim da última semana, abre caminho para um cenário pouco abordado até agora: o do PT como terceira via nas eleições de outubro.
Sem Iris, Gomide seria o principal adversário do governador Marconi Perillo no pleito ao governo. Com Iris, Gomide se torna um terceiro na polarização já habituada entre os líderes goianos. Pode-se falar que os dois polos não são os líderes e sim seus respectivos partidos –– PSDB e PMDB –– e, assim, mesmo com Júnior Friboi, o PT continuaria como terceira via. Contudo, contra Friboi, Gomide se iguala ou se sobrepõe, uma vez que o empresário é novo duas vezes: neopeemedebista e neopolítico. Nunca disputou um cargo eletivo. Não tem méritos no setor para serem mostrados.
O que já não ocorre com Gomide, que –– como gosta bastante de ressaltar –– tem um governo de cinco anos e três meses com mais de 90% de aprovação por parte de uma das cidades mais importantes do Estado.
Mas são apenas previsões. Isso depende, primeiro, do resultado das convenções. Iris pode vencer Friboi em junho, como pode também perder. Quem sabe? É certo que Iris tem o apoio de grande parte dos diretórios regionais, mas Friboi tem ao seu lado a maior parte dos deputados tanto estaduais quanto federais, fora o número considerável de prefeitos. Quem vencerá apenas as convenções vão dizer, mas vale uma análise: se Iris vencer e a candidatura de Gomide se tornar uma terceira via, isso atrapalhará a caminhada de Gomide?
Nas palavras do deputado federal e irmão de Gomide, Rubens Otoni: “A decisão do PMDB ainda demorará. Não sabemos quem é o candidato e traçaremos nossa estratégia quando soubermos. Se for o Iris e passarmos a representar, de fato, uma terceira via, já sei o que devemos fazer. É só ouvir aquilo que o povo diz por onde passamos: ‘não queremos Marconi nem Iris’.”
Isto é, uma candidatura enquadrada fora da polarização pode mais beneficiar Gomide que prejudicá-lo. Mas, como disse antes, são apenas previsões.
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