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Escrito em 1905 e publicado em 1914, no livro de contos “Dublinenses”, o texto narra a história de uma jovem apaixonada vivendo sob o olhar reprovador da mãe
Porque do céu nada cai exceto nós mesmos, despertos de nossos sonhos de grandeza em cada pequeno acaso de nosso dia depois do outro
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A Câmara de Goiânia tem até 20 de dezembro para aprovar o projeto de reajuste para que os novos valores valham em 2015. Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Cerca de 80% dos bairros da capital goiana já estão na nova Planta de Valores Imobiliários de Goiânia. A proposta de reajuste do índice do valor venal dos terrenos, de acordo com o diretor da Receita Imobiliária da Secretaria Municipal de Finanças, José Marcos Pereira, tem uma correção que pode chegar a 300%. José Marcos, também presidente da comissão que está atualizando os valores da planta, não anunciou quais setores terão esse índice de reajuste, mas um deles seria o Jardim Goiás.
A nova planta deve ficar pronta nos próximos 15 dias. A defasagem no valor do metro quadrado dos terrenos chega a 500% em alguns setores devido a planta de valores não ser alterada desde 2005. A partir dos valores desses metros quadrados são calculados o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Territorial Urbano (ITU). Há noves que ambos impostos são corrigidos apenas pelo índice de inflação. Assim, bairros que receberam benefícios públicos e privados, na última década, terão o imposto aumentado na mesma proporção.
A prefeitura tem até 30 de novembro para encaminhar a proposta à Câmara Municipal. E, para que o documento valha no cálculo do IPTU e ITU de 2015, o projeto tem que ser aprovado até 20 de dezembro.
PMDB aguardará para punir “rebelde” Frederico Jaymeng>
O peemedebista Frederico Jayme voltou a tecer críticas a Iris Rezende (PMDB) e enaltecer o governador Marconi Perillo (PSDB), de cuja campanha é coordenador. Foi na quinta-feira, 31, dessa vez explicando os motivos de não deixar a legenda que ajudou a fundar. Frederico afirmou que o ex-prefeito de Goiânia “é o grande coronel do PMDB”. “Não vou deixar o partido só porque ele quer”, disse. No mesmo dia, o presidente da Comissão de Ética do PMDB, Leon Deniz, disse ao Jornal Opção Online que o pedido de expulsão de Frederico Jayme foi adiado por tempo indeterminado. “Ele está concedendo muitas entrevistas. O pessoal está esperando o momento certo para reunir tudo e fazer um processo só”, afirma Deniz, que explica ainda que fatos têm chegado constantemente ao diretório da sigla. Frederico afirma que Iris enfraqueceu o partido e colocou seu projeto pessoal acima dos interesses da sociedade. E foi além: “Marconi é, disparado, muito melhor do que Iris, por isso que mais de 50 prefeitos da oposição, incluindo aí os peemedebistas, já declararam apoio à reeleição dele”.
Surto de ebola fora de controle
“Se a situação continuar se deteriorando, as consequências podem ser catastróficas em termos de perdas de vidas humanas, mas também para a perturbação socioeconômica e o alto risco de contágio em outros países”, advertiu a chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na sexta-feira, 1°, sobre o surto de ebola na África Ocidental que está fora de controle. A declaração foi direcionada aos presidentes dos quatro países atingidos pela epidemia: Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim. Mais de 700 pessoas já morreram de ebola desde o início da pandemia. Segundo ela, a situação chegou a este ponto porque a resposta ao surto foi inadequada e o vírus tem se movimentado mais rapidamente que os esforços em controlá-lo. Os líderes da OMS, que se reúnem em Guiné, organizam mobilização de centenas de médicos extras e a empreitada está estimada em mais de US$ 100 milhões dos cofres da OMS. Este plano também visa reforçar o cordão sanitário nas fronteiras.Mais confrontos na Faixa de Gaza
O Exército de Israel declarou, na sexta-feira, 1°, o fim do cessar-fogo entre o país e o Hamas. A trégua terminou, horas de depois do seu início, com o argumento de que um dos seus soldados foi capturado por palestinos. “As indicações iniciais sugerem que um soldado foi raptado por terroristas num incidente em que violaram o cessar-fogo”, disse o porta-voz do Exército israelita, Peter Lerner. O acordo tinha sido anunciado na noite do dia anterior pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Fontes palestinas informam que pelo menos 35 pessoas morreram e 200 ficaram feridas nos bombardeamentos de tanques e aviões na área de Rafah, no sul do enclave. Há confrontos também ao norte da Faixa de Gaza.Pela igualdade na diferença
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor da criminalização da homofobia. Janot sugere ao Supremo que a punição por atos contra homossexuais seja aplicada pela Justiça nos termos da Lei 7.716/1989 (Lei de Racismo), que estabelece o tempo de prisão para crimes resultantes de preconceito de raça, etnia e religião. A manifestação do procurador foi enviada ao STF com base em um recurso da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais contra decisão individual do ministro Ricardo Lewandowski, que arquivou, no ano passado, o mesmo pedido para tratar a homofobia como crime de racismo. Não há data para o processo ser julgado.Crise na Cultura
Não foram os espetáculos que chamaram a atenção dos goianos essa semana. As manifestações da classe artística teve como palco a calçada do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Na quarta-feira, 30, um acordo não acalmou as reinvindicações. O aguardado Fundo Estadual de Cultura será repassado em três parcelas. Os projetos com datas mais próximas serão privilegiados. A classe desacredita que os valores serão repassados no prazo, em razão dos três adiamentos anteriores. Apresentações de grupos reconhecidos foram canceladas devido o atraso. Na manhã de sexta-feira, artistas manifestaram contra o acordo. “Nós temos que receber o dinheiro em sua totalidade, afinal passamos por uma seleção demorada e rigorosa”, disse o produtor cultural Ivan Lima. Ele ainda explicou que o acordo, feito entre Conselho Estadual de Cultura, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Secretaria da Cultura (Secult), não abrange toda classe, pois o conselho representa as instituições que estão com ele, não os artistas.
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Baldy e Marconi, o padrinho, durante inauguração do comitê em Anápolis | Foto: Ascom[/caption]
No fim da semana passada, o governador Marconi Perillo (PSDB) foi a Anápolis para participar da inauguração do comitê político de Alexandre Baldy. E o evento do candidato a deputado federal pode ter mostrado uma face interessante de Marconi: a atenção que tem dado à criação de novas lideranças. É, na verdade, uma necessidade, visto que esta será a quarta eleição ao governo disputada pelo tucano e, quem sabe, a quarta que vence. Assim, é necessário que o PSDB tenha um nome promissor para “assumir” o lugar em 2018.
Assim, segundo dizem os marconistas, o jovem Baldy — aos 34 anos — é a maior aposta de Marconi na revitalização de seu projeto. Parte daí a insistência para que o empresário e ex-secretário de Indústria e Comércio fosse candidato. Aliás, foi muito devido à atuação de Baldy à frente da SIC, que Marconi passou a ter olhos mais profundos com o anapolino. Quando foi chamado para assumir a pasta em 2011, Baldy, embora tenha sido pego de surpresa, assumiu e desenvolveu um trabalho considerado por muitos como “excepcional”. O principal argumento é de que a expansão econômica do Estado nunca foi tão consistente quanto nesses últimos anos. E muito disso é atribuído a Baldy.
Nos bastidores, Marconi diz ter se surpreendido com a capacidade de articulação do pupilo e também com seu bom trânsito no meio empresarial, inclusive com certas relações internacionais. E todo esse sucesso acabou por lhe abrir espaço no campo político, contando muito com o incentivo de Marconi. A candidatura do jovem aglomera também à própria campanha à reeleição do governador, visto que Baldy é anapolino e tem trânsito na cidade — que apoia Marconi, mas tem demonstrado, pelo menos até o momento, ter boa receptividade pelo candidato petista Antônio Gomide, que foi o gestor por mais de cinco anos.
Assim, Baldy entra como um grande cabo eleitoral para Marconi e deverá capitalizar as ações que o governo estadual fez em Anápolis. “Foram R$ 700 milhões em três anos e meio”, ele nunca deixa de lembrar. Os destaques são a construção do aeroporto de cargas e o centro de convenções.
Por isso, os projetos para o jovem empresário são grandes e deverá partir dele a onda de renovação que, de certo modo, tomará conta dos partidos a partir deste ano. Perfil e capacidade de crescimento, Baldy tem. E se ele conseguir aglutinar todas as expectativas que pesam sobre ele, Goiás verá um possível herdeiro político de Marconi.
O senador e candidato a governador Ataídes Oliveira (Pros), que foi o primeiro a montar um comitê de campanha, também foi o primeiro a levar a campanha pra rua e se diz satisfeito com a receptividade que tem encontrado nas caminhadas pelas avenidas comerciais de Palmas. O candidato mantém agenda de compromissos da capital e anuncia que vai participar de todos os debates a que for convidado para mostrar que a coligação Reage Tocantins tem propostas para mudar a realidade do Estado.
Integram o conselho político da campanha do governador Sandoval Cardoso o ex-deputado Darci Coelho, o senador Vicentinho Alves (SD), o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e o ex-secretário de governo de Palmas Adir Gentil (PP). Ainda na condição de coordenadores estão o ex-secretário da Agricultura Júnior Mazola (DEM) e o ex-prefeito de Tocantínia Manoel Silvino (PR). Já o conselho político da campanha do ex-governador Marcelo Miranda contará com a participação do ex-vice-governador Paulo Sidnei (PPS), do prefeito de Paraíso do Tocantins, Moisés Avelino (PMDB), do ex-vice-prefeito de Palmas Derval de Paiva, do deputado Osvaldo Reis (PMDB), dentre outros que ainda serão anunciados.
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Se Iris Rezende e Armando Vergílio firmaram mesmo um acordo, não se sabe. Mas a questão tem sentido e combina com o perfil de ambos[/caption]
O que circula pelos corredores do QG peemedebista é que os candidatos ao governo na chapa Amor por Goiás tem um acordo. O cabeça da chapa, Iris Rezende (PMDB), parece ter prometido ao seu vice, Armando Vergílio (SD), que, se vencerem a eleição deste ano, deixará o governo no último ano de mandato. Sendo governador, mesmo que por um ano apenas, Vergílio se cacifaria como o candidato natural nas eleições ao governo de 2018. Mas por que Iris iria querer deixar o governo, caso vença, no último ano? A resposta é simples: para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Isso mesmo.
Acontece que a única posição pública nunca ocupada por Iris é justamente a de deputado federal. O peemedebista foi: vereador, aliás, começou sua carreira política nessa posição; prefeito de Goiânia em três oportunidades; deputado estadual; governador duas vezes; senador; e ministro [da Agricultura, no governo de José Sarney (PMDB), e da Justiça, no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso].
A intenção de Iris, segundo dizem os peemedebistas, é se aposentar após completar o mandato na Câmara. Assim, encerrará sua carreira política com currículo completo, faltando apenas ter ocupado a presidência da República — algo que a essa altura já deixou de ser parte dos planos. E pelo que consta, ninguém torce mais do que Vergílio para que isso ocorra. Isto é, que sua chapa vença este ano e que Iris cumpra a promessa de deixar o governo em 2018.
E a torcida se justifica. É certo que Vergílio conquistou, ao lado de Iris, algo que pouco provavelmente conseguiria na base do governador Marconi Perillo (PSDB): um lugar ao sol. Acontece que a base tem muitos nomes que, inclusive, quase se atritaram seriamente quando da definição do vice. O leitor atento há de se lembrar de Jovair Arantes (PTB) tentando alçar à vaga do vice José Eliton (PP). Assim, se uma oportunidade aparecer, tenha certeza leitor: Vergílio aproveitará.
Depois de seis mandatos consecutivos de deputado federal Osvaldo Reis (PMDB) desiste da reeleição, mas não vai abandonar a política, pelo menos por enquanto. Reis anuncia que deve coordenar a campanha do candidato a deputado federal Carlos Henrique Gaguim, na região do Bico do Papagaio. O deputado faz apenas uma exigência: que Gaguim mantenha entendimento com Marcelo Miranda. Gaguim já anunciou apoio a Marcelo.
Fortes pré-candidatos que ficaram pelo caminho, o que significa fim da linha. Siqueira Campos (PSDB), Nilmar Ruiz (PEN), Edmundo Galdino (PSDB), Paulo Sidnei (PPS), Osvaldo Reis (PMDB), dentre outros que desistiram de ser candidatos e podem pendurar as chuteiras. Sidnei foi convidado para integrar a equipe de coordenadores da campanha de Marcelo Miranda.
Por onde anda o empresário e suplente de senador Marco Antônio Costa (PSL), que chegou a lançar pré-candidatura ao governo do Estado e depois desapareceu no cenário político? Seu partido integra a base do governo Sandoval Cardoso (SD).
O ex-deputado Totó Cavalcante era o maior entusiasta da candidatura de Paulo Mourão ao governo do Estado. Para ele o petista é o quadro mais preparado do Tocantins para realizar o choque de gestão que o Estado precisa para sair da crise de imobilidade que está sofrendo. Totó mantém o apoio ao candidato a deputado que ele gostaria de ver no comando do Palácio Araguaia.
Partido com maior bancada na Assembleia Legislativa, o Solidariedade é o mais ameaçado de encolher nestas eleições. O partido do governador Sandoval Cardoso, que chegou a contar com sete deputados em plenário, não conseguirá eleger mais do que cinco parlamentares, segundo analistas políticos. Portanto dois não conseguirão retornar ao parlamento. Sem falar nos novos que podem ser eleitos. Não há outro jeito, o Solidariedade vai ter que fazer a “gata parir”.
Analistas políticos preveem um alto índice de renovação na Assembleia Legislativa, ainda que o governador Sandoval tenha o compromisso de reeleger os 16 deputados que o fizeram governador. Os parlamentares de oposição que mudaram de lado e de partido — “vira-casacas”, como diz o povão —, são os mais ameaçados de não retornar ao Parlamento. Solange Duailibe (SD), Vilmar do Detran (SD), Iderval Silva (SD), Eli Borges (Pros), dentre outros, integram a lista dos sujeitos a veto do eleitor.
O candidato da coligação A experiência faz a mudança, Marcelo Miranda (PMDB), declara que o seu vice Marcelo Lelis, do Partido Verde, também vai governar. Miranda diz que se for eleito terá de passar muito tempo em viagens para o exterior em busca de investidores, e nestas ocasiões vai entregar todo o comando ao vice Marcelo Lelis.
Se depender apenas dos votos de Araguatins o ex-prefeito Rocha Miranda (PMDB) pode encomendar o terno para a posse na Assembleia Legislativa. O candidato escolheu um mote de campanha que ajuda a potencializar apoio de eleitores do seu município. Lançou-se como o deputado de Araguatins. Lá dizem o seguinte: se Augustinópolis elegeu três deputados porque Araguatins não pode eleger um? Pelo jeito a cidade vai mandar Rocha Miranda dar expediente na Praça dos Girassóis.

