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Cidade gera 4.218 empregos e fica em segundo lugar entre municípios goianos

[caption id="attachment_14722" align="alignleft" width="300"]Com mais de mil contratações, setor de indústria foi o que mais se destacou  / Fernando  Leite/Jornal Opção Com mais de mil contratações, setor de indústria foi o que mais se destacou / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Anápolis ocupa a segunda posição entre os municípios goianos que mais geraram em­pregos em julho deste ano. A esta­tística tem base nos dados do Cadastro Nacional de Em­pre­gados e De­sem­pregados (Caged). A cidade, ainda que tenha índices inferiores aos registrados nos últimos anos, apresentou boa recuperação em relação ao mês an­terior e ao mesmo mês no ano passado. “O setor do trabalho, emprego e renda merece uma atenção especial da administração municipal, com o desenvolvimento de uma política de fortalecimento”, afirmou o secretário de Trabalho, Emprego e Renda, Ilmar Lopes da Luz. Segundo ele, mais uma vez, a cidade está em um panorama econômico de Goiás, como uma cidade produtiva e em pleno crescimento. Foram admitidos 4.218 trabalhadores formais, com carteira assinada. Porém, o número de demissões é alto. São 3.894 de contratos rescindidos. O saldo, ainda positivo, de 324 postos equivale a 6,67% das vagas abertas no Estado de Goiás. Dentre os admitidos, 427 foram de carteiras assinadas pela primeira vez e 3.747 para reempregados. O setor de indústria teve o melhor saldo, com 230 novas vagas e mais de mil contratações. O Caged foi criado pelo Governo Federal, pela Lei nº 4.923/65, e serve para elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado trabalhista. O Cadastro ainda é utilizado pelo Programa de Seguro-Desemprego.

Crianças Sustentáveis

A diretoria de Educação e O­rientação da secretaria de Defesa do Consumidor (Procon) avaliou o primeiro semestre da campanha “Con­sumo sustentável: abrace esta ideia”. O secretário, Valeriano Abreu, estima que mais de três mil pessoas foram al­cançadas diretamente. As atividades são realizadas em escolas da rede pú­blica de ensino e propõem conscientizar e espalhar um comportamento de consumo com foco no desenvolvimento sustentável. “Con­su­mo responsável, substituição de sa­colas plásticas por retornáveis e in­centivo à se­pa­ração seletiva do lixo são os três ei­xos educativos definidos para o de­senvolvimento da campanha”, explica o secretário. Segundo a diretora de Educação e Orien­tação, as crianças aprendem noções básicas de direito do consumidor e consumo sustentável. Ao final da palestra, há uma apresentação teatral com o grupo Expressão. As atividades continuam neste mês, outubro e em novembro.

Opositores se afogam em poços de vaidade

Sem ter estabelecido uma linha estratégica e comum de combate eleitoral ao governador Marconi Perillo, oposição agoniza

Seminário do Cerrado

O Parque Ipiranga será palco para o 1° Seminário do Cerrado nesta quinta-feira, 11 de setembro, data em que se celebra o Dia Nacional do Cerrado. “Alguns olhares para a sustentabilidade do Bioma” é o tema do seminário, realizado pela secretaria de Meio Ambiente/Diretoria de Edu­ca­ção Ambiental. A PEC 115, que torna o cerrado patrimônio ambiental nacional, será debatida no evento que tem, como público-alvo, profissionais de diferentes áreas –– como estudantes, produtores e empresários. “Vamos promover um intercâmbio de informações entre diferentes instituições e a sociedade civil, e divulgar al­gumas práticas que podem fazer a di­ferença”, afirma a diretora de E­du­ca­ção Ambiental, Sibele Maki. O Se­mi­nário do Cerrado tem parceria com o programa de pós-graduação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), TECCER, que tem foco voltado aos “Territórios e expressões culturais do cerrado”.

Pesquisadores dizem que, se houver segundo turno, vai ser entre Marconi Perillo e Iris Rezende

Marqueteiros e jornalistas ligados à campanha de Vanderlan Cardoso espalharam boatos a rodo, na semana passada, insinuando que o candidato do PSB havia crescido nas pesquisas de intenção de votos — obviamente, nunca apresentadas, e os institutos, nunca revelados — e estaria se aproximando do candidato do PMDB, Iris Rezende. O objetivo, na pratica, é tentar forçar um crescimento de Vanderlan, menos para superar o peemedebista, consolidado em segundo lugar, e muito mais para tentar garantir o segundo turno. É provável que, se Vanderlan não crescer, Marconi seja eleito no primeiro turno. O Jornal Opção ouviu pesquisadores e pediu que examinassem pesquisas cuidadosamente, para verificar se detectavam o suposto “crescimento” de Vanderlan Cardoso. Um dos pesquisadores chegou a brincar: “A onda Marina Silva, se pegou Vanderlan, deu-lhe um ‘caldo’”. Os pesquisadores são unânimes em afirmar que, se existisse uma onda Vanderlan Cardoso, ao estilo da onda Marina Silva, ela deveria ter ocorrido logo após o crescimento da candidata do PSB a presidente da República — o que mostraria sintonia entre as candidaturas local e nacional.  Mas isto não ocorreu: Marina Silva não está “puxando” Vanderlan Cardoso. Um dos pesquisadores é enfático: “Não existe onda Vanderlan e, do ponto de vista eleitoral, Antônio Gomide, do PT, está mortíssimo”. Um terceiro pesquisador é peremptório: as pesquisas sinalizam dois quadros. Uma vitória do governador Marconi Perillo no primeiro turno ou, então, uma disputa entre o tucano-chefe e Iris Rezende no segundo turno. “Parece que é definitivo: se houver segundo turno, Vanderlan Cardoso estará fora do jogo.” É fato que, ao menos na Grande Goiânia, Vanderlan não vai muito mal, com números entre 13% e 15%. Porém, no interior, o candidato do PSB é uma espécie de grande ausência. O resultado é que, no somatório geral, o empresário não passa de 7% a 8%. Pode mudar? Pode. Porém, por enquanto, o quadro permanece inalterável.

Iris prioriza eleição de sua mulher. Gomide aposta no irmão. Caiado atua para si. Armando banca filho

[caption id="attachment_6663" align="alignright" width="300"]Casal Iris durante o anúncio da pré-candidatura do peemedebista , em abril, que viria a ser retirada semanas depois | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Iris Araújo e Iris Rezende: com seu projeto naufragando, o segundo começa a priorizar campanha de sua mulher para deputada federal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Iris Araújo e Iris Rezende: com seu projeto naufragando, o segundo começa a priorizar campanha de sua mulher para deputada federal Há indícios de que três políticos, todos candidatos, praticamente desistiram de seus projetos e focaram em projetos “menores”. O candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, diz que não entregou os pontos, mas seu staff perdeu fôlego. A prioridade do PT de Anápolis é basicamente trabalhar para eleger o deputado federal Rubens Otoni, que enfrenta problemas no município, dado o crescimento de Alexandre Baldy, do PSDB. Teme-se que, de 90 mil, Rubens caia para 50 mil votos. Iris Rezende garante que está empenhado em levar a eleição para o segundo turno e, de fato, permanece fazendo campanha. Mas sua equipe demitiu jornalistas e deve afastar outros colaboradores remunerados. A prioridade é o marketing na televisão e contratar cabos eleitorais no Entorno do Distrito Federal e em Goiânia. Nos bastidores, comenta-se que a campanha da coligação PMDB-DEM-Solidariedade passa pelo momento do “salve-se quem puder”. Ronaldo Caiado, candidato a senador, estaria mais preocupado com seu próprio projeto. Seus aliados não veem perspectiva de vitória para Iris. O próprio Iris teria confidenciado que, a partir de agora, sua prioridade absoluta é manter Iris Araújo na Câmara dos Deputados. O decano do PMDB avalia que, além de eleita, sua mulher precisa obter uma votação consistente e não pode ser “humilhada” por uma votação maciça de Daniel Vilela, o filho do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Iris chegou a convocar o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, ao seu escritório político e cobrou mais empenho na campanha de Iris Araújo. O petista teria prometido reforçar a campanha da deputada. Iris Araújo desconfia que Paulo Garcia está mais empenhado na campanha de Olavo Noleto, candidato a deputado federal pelo PT. Armando Vergílio, vice de Iris, estaria mais empenhado, segundo um peemedebista, na campanha de seu filho, Lucas Vergílio (SD).

Armando Vergílio diz que Iris Rezende, e não Vanderlan, vai para o segundo turno com Marconi Perillo

[caption id="attachment_6920" align="alignright" width="300"]armando_vergilio Armando Vergílio, vice de Iris Rezende: “Vanderlan Cardoso não irá para o segundo turno” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] “De três coisas, eu tenho certeza. Primeira: a eleição para governador de Goiás este ano terá segundo turno. Segunda: Iris Rezende, do PMDB, e o governador Marconi Perillo, do PSDB, irão para a disputa seguinte a 5 de outubro. Terceira: Vanderlan Cardoso, do PSB, em hipótese alguma irá para o segundo turno”, afirma o deputado federal Armando Vergílio, do Solidariedade, vice na chapa de Iris. Contrariando os dados das pesquisas Fortiori, Serpes, Gru­pom, os institutos mais gabaritados de Goiás, e Ibope, nacional, Armando Vergílio sustenta que as pesquisas de sua coligação indicam números diferentes. “Iris está atrás de Marconi apenas 6 pontos percentuais.” Armando Vergílio diz que Iris “está muito animado, pois sabe que estará no segundo turno”. O deputado afirma que fica admirado com a “disposição física” do candidato peemedebista. “Ele é incansável.” O deputado espera que seu filho, Lucas Vergílio, seja eleito deputado federal. “Ele faz uma campanha planejada. Vai ser eleito.”  

Irismo diz que Carlos Cachoeira blefa e o desafia a mostrar fotografias e gravações

Peemedebistas experimentados dizem que Iris Rezende arrependeu-se de ter provocado Carlos Ca­choeira, a quem chamou, sem meias palavras, de “bandido”. Líderes do PMDB avaliam que o candidato a governador cometeu um erro, que pode custar-lhe muito caro — dado o fato de que Cachoeira tem muitas informações sobre negócios de políticos do PMDB. Mas um irista contrapõe: “Cachoeira não tem fotografia alguma que incrimine Iris. Se tiver, nós o desafiamos a publicá-la”. O irista garante que “Iris não tem relacionamento algum com Cláudio Abreu ou com um homem de sobrenome Pacheco. Quando prefeito de Goiânia, Iris pôs Cláudio Abreu para correr do Paço Municipal — aos gritos”. Carlos Cachoeira estaria “blefando” sobre Iris. “Ele vai ficar falando que tem fotos e gravações até o dia 5 de outubro. Mas não vai mostrar nada, simplesmente porque não há nada para exibir. O mais provável é que, brevemente, seja processado mais uma vez.” Com a palavra, portanto, Carlos Cachoeira, apontado como “blefador-mor” pelo irismo. Um aliado do empresário afirma que ele escreveu um segundo artigo, com o apoio de um jornalista do “Diário da Manhã”, e vai publicá-lo com algumas fotografias “espantosas”. Estuda também a possibilidade de conceder uma longa entrevista ao “DM” ou ao jornal “O Popular”.

Aliado de Antônio Faleiros diz que Thiago Peixoto é a Iris Araújo da coligação governista

[caption id="attachment_10990" align="alignleft" width="250"]Antônio Faleiros: “Depois da saúde, minha bandeira no Congresso será a reforma política”  | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Um aliado de Antônio Faleiros, candidato a deputado federal pelo PSDB, afirma que Thiago Peixoto, do PSD, “é a Iris Araújo da coligação governista”. O faleirista afirma que, “na tentativa de ser o mais bem votado, Peixoto está invadindo áreas de postulantes da base, tratando-os como ‘inimigos’. O prefeito de Goianésia, Jalles Fontoura (PSDB), havia prometido apoiar o ex-secretário da Saúde. Porém, pressionado, decidiu montar palanque para o ex-secretário da Educação”. ThiagoPeixotoOk Não convidem, desde já, Faleiros e Peixoto para o risoto do cerrado do restaurante Contemporane. Pode sair sangue, muito sangue, mas não será do “trio de linguiça” do risoto. O que também impressiona o faleirista é o volume de recursos financeiros movimentados pelo candidato do PSD. “Ninguém sabe de onde sai tanto dinheiro”, afirma.

A 1ª Guerra Mundial e suas consequências

Gavrilo Princip, o jovem estudante bósnio que assassinou Franz Ferdi­nand, príncipe herdeiro do trono áustro-húngaro, em 28 de junho de 1914 em Sarajevo, mudou, sem que o intencionasse, os rumos da História. O atentado não só alterou a configuração do mapa político europeu. Provocou, além disso, grandes alterações de limites além das fronteiras europeias, especialmente no Oriente Médio e na África. Nunca um atentado teve repercussões políticas, geopolíticas, econômicas e sociais tão abrangentes. Princip, membro da organização secreta “Mlada Bosna” (Nova Bósnia) de orientação nacionalista revolucionária, lutava contra a anexão da Bósnia e Herzegovina, em 1908, pelo império Áustro-Húngaro, um plano que Viena vinha perseguindo desde 1880 e que, para alguns historiadores, é a verdadeira origem da 1ª Guerra Mundial. Até a anexação em 1908, a Bósnia e a Herzegovina faziam parte do Império Otomano. A anexação foi apoiada pela Rússia que, baseado num acordo secreto com a Áustria, recebeu apoio desta para o cobiçado controle do Estreito do Bósforo, uma saída para a Rússia pelo Mar Negro para o Mediterrâneo. O objetivo russo não chegou a se concretizar. Segundo os autos do processo, Gavrilo Princip não atuou sozinho. Teve dois cúmplices diretos, Nedeljko Cabrinovic (19 anos) e Trifko Grabez (18 anos), ambos pertencentes à Narodna Odbrana (Proteção Popular) outra organização secreta sérvia nacionalista que, por sua vez, tinha vínculos com várias organizações secretas entre as quais a “Mão Negra”, da qual foi recrutada a maioria dos participantes do atentado. Houve outras figuras atrás do atentado, entre as quais a mais importante, Dragutin T. Dimitri­jevic, mais conhecido por seu apelido “Apis”, chefe do serviço secreto do exército sérvio. Apis, uma figura extremamente obscura costumava aparecer sempre nos lugares onde havia tensões ou conflitos. Por esta razão era conhecido na região dos Bálcãs. Milan Ciganovic, outro membro do serviço secreto sérvio, teve importante atuação nos preparativos do atentado. Morava na mesma casa na qual morava Gavrilo Princip. Foi o “orientador” dos três jovens, forneceu-lhes as armas e deu-lhes instruções em seu manejo. Ciganovic tinha dúvidas quanto à “qualificação” de Gavrilo Princip. Chegou até a abordá-lo com a intenção de substituí-lo por outro candidato mais capacitado. Gavrilo Princip, no entanto, insistiu em querer cumprir a tarefa. Foi assim que entrou na História: como verdadeiro assassino do príncipe herdeiro Franz Ferdinand. Todos os participantes envolvidos, um grupo de 20 pessoas, foram presos e condenados. Três foram condenados à morte, os demais a penas entre 8 e 20 anos. Gavrilo Princip não foi condenado à morte porque ainda não tinha atingido a maioridade (faltavam-lhe quatro semanas). Foi condenado a 20 anos de prisão dos quais cumpriu apenas quatro. Era tuberculoso e a cela úmida e escura na qual fora confinado precipitou sua morte, aos 24 anos. Gavrilo Princip era visto, na an­tiga Iugoeslávia, como herói na­cional e a Sérvia, até hoje, venera-o como o seu maior ídolo. Em 7 de maio de 1945 a municipalidade de Sarajevo homenageou-o com uma placa comemorativa. Na calçada do local do atentado encontra-se uma placa com a in­crustação da sola de suas botas já co­locada naquele lugar antes de 1945. Seis cidades da Bósnia e da Herzegovina lembram-no com nomes de ruas que permanecem até hoje. No ano em que transcorre o centenário da eclosão da 1ª Guerra Mundial a Sérvia lembrou a data à sua maneira: em 27 de junho passado (faltava um dia para completar o centenário do atentado) políticos da cúpula do governo da Sérvia e da Bósnia e demais autoridades inauguraram em Sarajevo o primeiro mo­numento em homenagem a Gavrilo Princip. A obra foi financiada pelo governo sérvio e pelo cineasta Emir Kusturica que, na oportunidade, anunciou erigir um segundo monumento em outra cidade cujos custos correrão por sua conta. Há fontes que afirmam que a 1ª Guerra Mundial poderia ter sido evitada se as autoridades em Viena tivessem levado a sério uma informação procedente de Belgrado. O historiador australiano Christopher Clark registra o episódio em seu livro “The Sleepwalkers. How Europe Went to War in 1914”: Nikola Pasic, chefe de governo da Sérvia na época do atentado, um político e intelectual respeitado, ouvira rumores de que algo estava sendo tramado por oportunidade da visita do príncipe herdeiro Franz Ferdinand a Sarajevo. Pasic, que era austrófilo, resolveu informar o plenipotenciário sérvio em Viena que tinha bom relacionamento com Leon Biliski, na época, ministro de finanças áustro-húngaro. Leon Biliski foi informado de acordo mas ignorou a informação e, consequentemente, nenhuma medida foi tomada no sentido de cancelar ou adiar a programada viagem do principe herdeiro a Sarajevo. (Outros autores também comentam o assunto). A viagem foi concretizada e, após o atentado, o mundo en­trou em turbulências com consequências catastróficas, algumas das quais continuam causando conflitos até hoje. As consequências imediatas do conflito são amplas e minuciosas, razão pela qual nos limitaremos a mencionar apenas as de maior repercussão. As três grandes monarquias europeias (Rússia, Áustria-Húngria, Alemanha) e o Império Otomano desaparecem. É esta, talvez, uma das maiores repercussões. A política colonial da Europa entrou em declínio o que provocou grandes alterações territorias, especialmente no Oriente Médio e na África, onde arbitrariamente foram traçadas novas fronteiras e limites te­r­ritoriais sem considerar os diferentes grupos étnicos e religiosos. Muitos conflitos de hoje, especialmente nos Bálcãs, no Oriente Mé­dio e no norte da África são consequências diretas daquelas decisões ar­bi­trá­rias. O Iraque é apenas um exem­plo onde, atualmente, três grupos religi­osos de diferentes etnias se digladiam por terem sido confinados ar­bi­traria­mente num território comum. A Alemanha perdeu grande parte de seu território: a Alsácia-Lorena ficou com a França; Eupen-Malmedy com a Bélgica; parte de Schleswig ficou com a Dinamarca; parte da Prússia Ocidental e da Silésia passaram à Polônia. Além disso, a Alemanha perdeu todas as suas possessões coloniais na África: Togo, Namíbia, Tansania (sem Sanzibar), Burundi, Ruanda e parte de Moçambique que, somadas as superfícies, equivaliam quase ao dobro do então Império Alemão. No Pacífico perdeu Samoa, Papua-Nova Guiné e na China teve que entregar Tsingtau. O Império Áustro-Húngaro desintegra-se; a Rússia, vencedora da guerra, mesmo assim perde parte de seu território à Polônia, à Finlândia e aos países bálticos. A Europa perde a hegemonia mundial e os Estados Unidos da América surgem como nova potência. A Inglaterra ainda consegue manter o seu império colonial mas perde em influência; o mesmo vale à França. Ambos os países encontram-se altamente endividados com os Estados Unidos. Na Alemanha forma-se a Re­pública de Weimar que, logo de saída, encontra-se em difícial situação. Pressões da Direita e da Es­querda, muitos partidos, a maioria com tendências antidemocráticas, nasce a semente para a futura chegada de Hitler ao poder. O Tratado de Versalhes e a condenação da Ale­manha ao pagamento de altas reparações de guerra é a grande hipoteca que pesa sobre a Alemanha e que contribuíu para o fim da República de Weimar. Com o fim da monarquia czarista, a Rússia surge como novo gigante no palco mundial. A Revolução Bol­chevique que, com Lenin liderou a revolução de 1917, foi apenas o início de um longo período de sofrimento do povo russo que custou a vida de 13 milhões de pessoas e que culminou com a ditadura stalinista. O Oriente Médio até hoje continua sendo uma das grandes vítimas da 1ª Guerra Mundial. O acordo secreto Sykes-Picot, de 16 de maio de 1916, entre a Grã-Bretanha e a França, definiu as áreas de influência das duas nações no atual Israel, Iraque, Irã, Jordânia, Líbano e Síria, após a queda do Império Otomano. Sem o acordo secreto Sykes-Picot, sem o traçado arbitrário das novas fronteiras, o mapa político e religioso do Oriente Médio teria hoje outra configuração e é provável que as guerras entre Israel e árabes de 1948, 1956, 1967 e 1973 bem como os atuais conflitos na Síria, no Líbano, na Faixa de Gaza, nas Colinas de Golã, no Iraque não teriam acontecido. Dos “escombros” do Império Otomano o general Mustafa Kemal criou a secular República da Turquia e por isso recebeu o honroso nome de Atatürk, isto é, “Pai da Turquia”. A modernização laicista iniciada por Atatürk nunca foi isenta de tensões internas. Apesar da aproximação da Turquia com o Ocidente, apesar de sua filiação à Otan, a Turquia não chegou a concretizar seus objetivos de tornar-se membro da União Europeia. Em virtude dos recentes acontecimentos no mundo islâmico este anseio está longe de concretizar-se. Nos Bálcãs e em alguns países do leste europeu como na Polônia, Lituânia, Estônia, Letônia, na Tchequia, Eslováquia a 1ª Guerra Mundial contribuíu para que estes países novamente voltassem a sentir “identidade nacional”. O vácuo deixado pela queda do Império Áustro-Húngaro e do Império Czarista Russo originou novos conflitos que culminaram com as guerras na ex-Iugoeslávia no fim do século XX. O historiador Herfried Münkler observa: “O Bálcã pós-imperial continua a causar problemas ao europeus até hoje e o fim desta situação infelizmente não é previsível. O relacionamento com os países desta região deve ser de extremo cuidado. É este um dos aprendizados políticos da 1ª Guerra Mundial”. Os Estados Unidos demoraram para entrar no conflito. As primeiras tropas chegaram à Europa só em abril de 1917 e, no fim, um total de 2,1 milhões de soldados contribuíram para dar novo rumo aos conflitos, embora o sonho do presidente Woodrow Wilson (1856-1924) de paz justa e uma nova ordem mundial não chegou a concretizar-se. A entrada dos Estados Unidos na 1ªGuerra Mundial marcou o início da supremacia americana. Sem a intervenção americana o andamento da guerra certamente teria se desenvolvido de forma diferente. Pouco mais tarde a vitória da democracia americana sobre o fascismo na Alemanha e na Itália bem como sobre o militarismo no Japão mais uma vez contribuiu para o surgimento de um novo império no Oriente: a China comunista. Os herdeiros de Mao são os únicos e verdadeiros concorrentes em pé de igualdade com a hegemonia americana. Mas agora, caro leitor, já estamos na 2ª Guerra Mundial. Entre o início da 1ª Guerra Mundial em 1918 e o início da 2ª em 1939 decorreram 30 anos. Há historiadores que afirmam que neste período a Europa viveu a sua 2ª Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Entre o fim da 2ª Guerra Mundial (1945) e a queda da União Soviética (1991) decorreram 46 anos de Guerra Fria. Mas as heranças da 1ª Guerra Mundial estão presentes entre os europeus (e outras partes do mundo) até hoje. Na Europa e nos Estados Unidos, há cerca de 25 anos, começou a manifestar-se um novo grupo de historiadores já conhecidos como “historiadores alternativos”. Seu objeto de estudo é a “história alternativa”. A pergunta que formulam, mesmo para diferentes assuntos, é sempre a mesma e posta sempre no conjuntivo como por exemplo, “ o que teria acontecido se...” Daí a razão de chamarem este novo estudo de “Especulação Histórica Conjetural”. Um dos expoentes deste novo tipo de historiadores é o alemão Dr. Karlheinz Steinmüller, um estudioso com diploma em Física, autor de vários livros de ficção científica e que se ocupa com história alternativa e futurologia. O jornalista Christian Aichner, membro da redação de www.web.de confrontou Karlheinz Steinmüller com a pergunta hipotética: “O quê teria acontecido se Franz Ferdinand não teria sido vítima de atentado?” É claro que as respostas de Steinmüller só podem ser hipotéticas, mesmo assim, são altamente interessantes e não estão em contradição com as afirmações feitas ao longo deste texto. Em suas considerações, que aqui apenas poderemos dar de forma resumida, o Dr. Steinmüller apoia-se nos estudos do professor britânico Niall Ferguson, da Univer­sidade de Harvard, que é visto como especialista em Finanças, Economia e História Europeia. O professor Dr. Karlheinz Steinmüller responde à pergunta formulada da seguinte maneira: “Se Franz Ferdinand não tivesse sido morto em atentado provavelmente: — a 1ª Guerra Mundial não teria eclodido quatro semanas depois; — toda a concatenação de episódios, isto é, a declaração de guerra do governo Áustro-Húngaro contra a Sérvia, a entrada da Alemanha na guerra em 3 de agosto de 1914, o apoio da Rússia à Sérvia, a entrada da França na guerra não teria acontecido e a chamada “catástrofe seminal do século 20” não teria ocorrido; — não teríamos tido a queda do Império Alemão e do Império Áustro-Húngaro e consequentemente não teríamos tido o Tratado de Versalhes; — não teríamos tido a Revolução Russa de novembro de 1917; — não teria ocorrido o genocídio dos armênios pelos turcos (Obser­vação minha: Que os turcos negam-se a admitir até hoje); — não teríamos tido a ascenção de Adolf Hitler ao poder. Neste caso Hitler acabaria sendo um pintor, talvez mais, talvez menos, conhecido; — sem a 1ª Guerra Mundial não teríamos tido a 2ª Guerra Mundial nem a consequente Guerra Fria; — não teríamos tido o holocausto; — teríamos tido, bem mais cedo, o conflito Norte-Sul entre os antigos países coloniais e suas colônias; — talvez a 1ª Guerra Mundial teria eclodido bem mais tarde e não teria sido tão brutal nem tão global; — a integração europeia teria começado bem mais cedo; — muitos estudiosos da História Alternativa partem do princípio que, sem a 1ª Guerra Mundial, a Europa e o mundo teriam tido um desenvolvimento mais humano”. São estas as considerações do professor Karlheinz Steinmüller. Certas ou erradas? O leitor que opine! Em todo caso dão motivo para reflexão e estudo. O estudo da 1ª Guerra Mundial é amplo e complexo. Aqueles que queiram aprofundar-se no assunto terão que estudar a História Europeia, a História do Império Alemão, a História do Império Russo, a História do Império Áustro-Húngaro e do Império Otomano. Terão que estudar o Colonialismo Europeu, a Guerra Franco-Alemã de 1870/71, as Guerras Napoleônicas, a Revolução Francesa, as guerras de Gustavo Adolfo da Suécia, a Guerra dos Trinta Anos e a Reforma, o grande acontecimento da Idade Média, que continua repercutindo até aos nossos dias. Voltemos, para encerrar, à 1ª Guerra Mundial: Os sérvios levaram um século para erigir um monumento em memória do assassino Gavrilo Princip, uma medida que não foi vista de bom grado no resto da Europa pois demonstra que os atuais sérvios mantém viva a chama de ódio contra as gerações sucessoras do Império Áustro-Húngaro. Os demais europeus também levaram um século para realizar uma cerimônia oficial à nível europeu em memória dos milhões de soldados e civis mortos e desaparecidos. Realmente nunca houve, neste século após o atentado de Sarajevo em 28 de junho de 1914, uma cerimônia cívica a nível de chefes de governo europeus para rememorar àqueles milhões que tragicamente perderam a vida simplesmente por uma política egoísta, expancionista e militarista que era o espírito da época. Tal encontro ocorreu, pela primeira vez, em 28 de junho de 2014 em Ypern, pequena cidade próxima a Bruxelas, em cujas cercanias teve lugar a primeira aplicação de gás tóxico pelo exército alemão. (Ver mesma coluna, Jornal Opção, Edição 2.042 na qual nos referimos ao assunto). Ypern é símbolo para a 1ª Guerra Mundial e muitos vestígios da guerra ainda podem ser vistos nas redondezas. Há muitos cemitérios de soldados mortos espalhados pela Bélgica, Holanda, França, Alemanha e outros países. São lugares vistos como santuários, bem conservados e visitados anualmente por milhões de pessoas. A cerimônia contou com a presença da cúpula da União Europeia bem como a de seus 28 chefes de Estado. Ficou, no entanto, a impressão de que o encontro só teve lugar porque os 28 chefes já se encontravam em Bruxelas para uma já programada reunião de cúpula que começaria na noite daquele mesmo dia. Jean-Claude Junker, também presente no ato e futuro presidente da Comissão Europeia, sucessor de José Manuel Barroso, que deixa o cargo em outubro próximo, resumiu: “Quem quiser conhecer a Europa de hoje, que visite os cemitérios dos soldados que caíram na 1ª Guerra Mundial”.

As propostas dos candidatos a governador e senador de partidos pequenos

Alexandre Magalhães, Professor Wesley e Marta Jane possuem as menores estruturas de campanha entre os governadoriáveis, mas se esforçam para ter espaço no debate político. Elber Sampaio, Antônio Neto e Aldo Muro são os candidatos nanicos ao Senado

Petistas planejam interferir na gestão de Paulo Garcia. Temem uma derrocada eleitoral em 2016

Na foto Paulo GarciaCrédito: André Kerygma Na semana passada, o Jornal Opção conversou com oito petistas, de várias tendências. Todos admitem que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, é bem intencionado, mas não tem uma imagem de gestor eficiente. Os petistas frisam que não vão assistir de camarote o possível fracasso do correligionário. Porque seu fracasso vai gerar prejuízo eleitoral para todos os integrantes da legenda, não apenas para o prefeito. O partido, com o desgaste de Goiânia, tende a ficar menor. A escassa intenção de voto em Antônio Gomide é atribuída à má imagem de Paulo Garcia, pois as notícias da capital repercutem em todo o Estado. Os petistas pretendem organizar um movimento, depois das eleições, com a missão de salvar a gestão de Paulo Garcia e de torná-la mais petista e, sobretudo, mais arrojada e criativa. A tese é: “Mais PT e menos PMDB na prefeitura”.

Marconi Perillo pode obter o apoio do petismo ou de Vanderlan Cardoso na hipótese de segundo turno

[caption id="attachment_12364" align="alignright" width="300"]Vanderlan Cardoso: no palanque de Marconi Perillo? É possível Vanderlan Cardoso: no palanque de Marconi Perillo? É possível[/caption] A hipótese de segundo turno em Goiás e no Brasil pode provocar uma reviravolta no quadro de alianças. Se o segundo turno for entre Vanderlan Cardoso, do PSB, e Marconi Perillo, do PSDB, o PT vai ficar neutro? Pode ser que não. Vanderlan estará no palanque de Marina Silva, portanto contra o PT. Agora, se Marconi optar por apoiar Dilma Rousseff, a situação fica complicada para o PT goiano. A presidente poderá pressionar por uma composição local entre petismo e tucanato. Agora, se o segundo turno for entre Marconi e Iris Rezende — hipótese mais plausível do que Vanderlan no segundo turno —, o PT fica com o segundo para puxá-lo para apoiar Dilma. Aí, Vanderlan não terá como subir no palanque de Iris e terá de buscar o apoio do tucano-chefe para Marina Silva. Noutras palavras, o quadro é confortável para Marconi e pouco favorável às oposições. O tucano tanto pode ganhar no primeiro turno, se crescer um pouco mais em Goiânia e Anápolis, quanto, se houver segundo turno, conquistar aliados que, de imprevisíveis, se tornariam previsíveis.

As regras do novo Bin Laden

Cartilha de Abu Bakr al Baghdadi, chefe do Estado Islâmico, que avança sobre Iraque e Síria, proíbe aulas de história e ciências

Falta estrutura e Mauro Miranda, Mabel e Barbosa Neto põem dinheiro pessoal na campanha de Iris Rezende

A campanha do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, está tão sem dinheiro que o comando — leia-se Mauro Miranda, Sandro Mabel e Barbosa Neto (o mais pão duro) — tem de pôr a mão no bolso, toda semana, e assumir alguns dos compromissos financeiros. Sim, eles estão colocando dinheiro pessoal na campanha. O trio citado e mais alguns políticos sabem que, se a campanha for derrotada, vão perder o dinheiro investido. Miranda, Barbosa e Mabel sabem que Iris Rezende tem uma cascavel no bolso e não se preocupa em pagar as dívidas de campanha, deixando os pepinos para o PMDB.