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Carlos Amorim publica livro alentado sobre a Guerrilha do Araguaia

Layout 1“Araguaia — Histórias de Amor e de Guerra” (Record, 504 páginas), do jornalista Carlos Amorim, é um livro alentado sobre a Guerrilha do Araguaia, um dos temas do período ditatorial sobre o qual ainda se precisa esclarecer muitas coisas. A editora garante que se trata de “o mais completo e surpreendente livro sobre a organização mais importante da resistência armada ao golpe de 1964. Um livro que vai virar referência para historiadores e todos os interessados na história recente do Brasil”. Não li a obra, mas soa mais como publicidade, o que é natural, pois a editora tem mesmo de promover seus produtos. A Guerrilha do Araguaia é uma obra aberta, nada fechada, e será preciso muito mais pesquisas e livros para que se tenha uma compreensão mais abrangente do que efetivamente aconteceu na selva e nas pequenas cidades do Pará e de Goiás (hoje Tocantins) entre 1972 (e mesmo antes) e 1974 (e até um pouco depois). A obra que for apresentada como “bíblia” sobre o assunto amanhã poderá ser contestada, ao menos parcialmente, por novas pesquisas. O assunto Guerrilha do Araguaia, num primeiro momento, era “propriedade” do Partido Comunista do Brasil. Aos poucos, foi escapando ao controle do PC do B, incluindo versões dissidentes, como a de Pedro Pomar, e livros de pesquisadores não militantes (e também militantes). Entre os melhores estudiosos do assunto estão Romualdo Pessoa Campos Filho (militante do partido e doutor pela Universidade Federal de Goiás), Elio Gaspari, Myrian Alves, Eumano Silva, Taís Moraes, Hugo Studart (mestre e doutor com pesquisas sobre o tema), Luiz Maklouf de Carvalho e Leonencio Nossa.

Historiador lança biografia de Prestes, o mais celebrado comunista brasileiro

Daniel Aarão Reis é um dos maiores historiadores brasileiros. Seus livros sobre o golpe de Estado de 1964 e sobre a ditadura civil-militar resultam de pesquisas rigorosas e de uma interpretação inteligente e original. Ao contrário de outros estudiosos do período, sublinha que a ditadura não acabou em 1985. Altamente produtivo, mas sem deixar a qualidade cair, agora lança “Luís Carlos Prestes — Um Revolucionário Entre Dois Mundos” (Companhia das Letras, 576 páginas). Trata-se, pelo número de páginas, de uma obra alentada. Um sociólogo e jornalista brinca: “Não li e já gostei”. Com a brincadeira, o pesquisador quer dizer exclusivamente que a biografia de Prestes, dada a capacidade de Daniel Aarão Reis para pesquisar e interpretar, deve ser do balacobaco. Ao explicar Luís Carlos Prestes, um dos mais longevos políticos brasileiros — também foi militar (liderou a Coluna Prestes) —, Daniel Aarão Reis deve ter feito uma reconstrução minuciosa do século 20 e até de um pedaço do século 19. Prestes nasceu em Porto Alegre, em 1898, e morreu no Rio de Janeiro, em 1990 — aos 92 anos. O livro não chegou às livrarias, mas já pode ser pedido no site da Livraria Cultura.

Livro de repórter revela como Henrique Pizzolato, do mensalão, fugiu do Brasil

[caption id="attachment_19475" align="alignleft" width="342"]Layout 1 Livro conta como Henrique Pizzolato fugiu para a Argentina, daí para a Espanha, até chegar à Itália, onde foi preso[/caption] Há jornalistas de variados matizes. Há os que se consagram como editores e formuladores de ideias e artigos nas redações. Há os que se tornam gestores e são úteis ao desenvolvimento do trabalho dos colegas. E, finalmente, há aqueles que consagram todo o seu tempo e sua vida à reportagem. É o caso de Fernanda Odilla, repórter da “Folha de S. Paulo” em Brasília. O mensalão petista (o mensalão tucano não parece aguçar a ferocidade do reportariado patropi) parece um caso esgotado, para a maioria dos jornalistas, com os jornais e revistas requentando notícias e, aqui e ali, adicionando algum molho para torná-las up-to-date. Fernanda Odilla, com seu faro apurado, percebeu que, no caso de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, havia mais a contar. Pediu férias do jornal, mas não da profissão, e correu atrás da história da fuga — o cinema patropi e o italiano certamente vai contá-la, pois é tão extraordinária quanto as histórias da máfia do país de Roberto Saviano — do homem que contribuiu para azeitar a operação do mensalão. Espécie de Truman Capote de saia, Fernanda Odilla correu estradas no Brasil e noutros países, como Argentina e Itália, fez uma série de entrevistas e contou, em detalhes, a história da fuga no livro “Pizzolato — Não Existe Plano Infalível” (Leya Brasil, 320 páginas). É uma reportagem de fôlego e, sem moralismo, uma história do banditismo “esperto” nas entranhas do poder no Brasil.

Leitores percebem que O Popular está se tornando um jornal policial

O “Pop” está passando a impressão para seus leitores que se tornou uma espécie de “Daqui 2”. Numa busca frenética por leitores (está perdendo assinantes e seu público envelheceu), o jornal está priorizando o jornalismo policial. Repórteres categorizados estão sendo transferidos para a cobertura policial. Por sinal, o jornal cometeu um erro ao demitir os revisores. Porque o número de erros é crescente em suas páginas policiais. A quantidade de repórteres na área policial estaria assustando até a repórter policial-mor do jornal, Rosana Melo. Um repórter brinca e diz que ela “estaria com receio de perder o emprego”. Não perderá, claro, pois é a mais competente repórter policial do jornal. É a que tem as melhores fontes. Quando tira férias, a cobertura do jornal cai. Aliás, se dependesse dela, já estaria fora da redação há muito tempo. Porém, como sabe tudo do ramo, a editora-chefe Cileide Alves faz o impossível para mantê-la. O “Pop”, com sua história de jornalismo correto, não pode ganhar a pecha de jornal que, “se torcer, sai sangue”. Ao priorizar o jornalismo policial, o jornal está perdendo espaço nas áreas de política, economia e cultura.

Amai-vos uns aos outros, mas só se for pra valer

Eberth Vêncio Especial para o Jornal Opção Não. Eu não quero um empréstimo con­signado. Eu não quero informações privilegiadas de um ex-diretor do Banco Central que atua no mercado financeiro. Eu não quero saldo ilimitado no cartão de crédito. Aliás, eu não quero que me enviem mais cartão algum com a primeira anuidade grátis. Eu não quero as menores taxas de juros do mercado. Eu não quero que você faça “aquele meio campo” pra mim durante a reunião. Eu não quero ser promovido a nada. Eu não quero investir na bolsa. Eu não quero que você traga uma Louis Vuitton do out-let. Eu não quero aproveitar a crise para comprar dólares. Eu não quero o telefone de contato do seu pistolão. Eu não quero curtir a vida adoidado, prefiro apenas viver. Eu não quero voar no jatinho do senador, nem que seja na poltrona da janela. Eu não quero comer a aeromoça. Eu não quero comissão nenhuma, é apenas um favor o que estou lhe fazendo. Eu não quero comprar uma apólice de seguro de vida. Eu não quero saber o que vem depois da morte. Eu não quero usar um trevo da sorte. Eu não quero morrer dormindo. Eu não quero ir pro céu. Eu não quero consultar um psiquiatra, nem me confessar com um padre (eu não quero que ele tenha ereções sob a batina, nem oscilações na fé, ao saber dos meus pecados). Eu não quero comprar assinaturas de revistas que me deixam alienado em suaves prestações. Eu não quero torrar grana em Miami. Eu não quero que você me ame por altruísmo. Eu não quero a guarda compartilhada de um amor que se acabou. Eu não quero me mudar do Brasil. Eu não quero ficar rico lavando latrinas para os nova-iorquinos. Eu não quero aprender mandarim, o idioma do momento. Eu não quero entrar no bolão da Mega Sena. Eu não quero ficar rico. Eu não quero saber de um segredo. Eu não quero acampar numa fila durante a Black Friday. Eu não quero almoçar amanhã com o governador no palácio. Eu não quero credenciais prum camarote VIP. Eu não quero prolongar os meus orgasmos, muito menos esticar o pênis (pelo amor de Deus, parem de anunciar o fim da calvície e enviarem spams por e-mail!). Eu não quero friccionar pomada japonesa na genitália de ninguém. Eu não quero massagens relaxantes, sem frescuras, para a minha satisfação total ou o dinheiro de volta. Eu não quero descabaçar uma virgem. Eu não quero explorar o ponto G de uma analfabeta afetiva. Eu não quero que uma cigana leia o meu destino antes de mim. Eu não quero alimentos que soltem o intestino. Eu não quero ficar musculoso, sexy e com boa aparência. Eu não quero ler Paulo Coelho na praça de alimentação do shopping. Eu não quero mais querer ser Carlos Drummond de Andrade. Eu não quero ser eleito para uma academia de vaidosos para passar o resto da minha mortalidade vestindo uma bata ridícula e tomando o chá das cinco com eles. Eu não quero atenuar as minhas rugas de preocupação e aplicar botox. Eu não quero o IPhone 6. Eu não quero um apartamento de cobertura em frente ao mar. Eu não quero me confraternizar com desconhecidos. Eu não quero saber o que disseram de mim no réveillon. Eu não quero fazer terapia para ser uma pessoa melhor e crescer como ser humano. Na verdade, eu não queria nem mesmo ser humano. Eu não quero aprender a desentupir a pia da cozinha usando Coca-Cola. Eu não quero parar de comer carne vermelha. Eu não quero discutir a relação. Eu não quero dar um tempo. Eu não quero dar conselhos nem mesmo para o surdo da porta da igreja. Eu não quero sentar na primeira fila para ter uma visão privilegiada. Eu não quero me aposentar o mais breve possível para poder aproveitar a vida. Eu não quero colocar aparelho nos dentes. Eu não quero sorrir quando sentir vontade de chorar. Eu não quero comprar o seu lugar na fila. Eu não quero pagar gorjetas numa repartição pública. Eu não quero dar um jeitinho na situação, seu guarda. Eu não quero saber em primeira mão o que você tem a dizer a respeito daquilo que não lhe diz respeito. Eu não quero autógrafos das celebridades. Eu não quero beijo de misse. Eu não quero me reconciliar com pessoas que não gostam de mim. Eu não quero fazer uma selfie comigo. Eu não quero parecer redundante. Eu não quero perguntar porra nenhuma pro palestrante, eu só estava me espreguiçando. Eu não quero ser hipnotizado no palco. Eu não quero blindar o meu carro e me sentir a salvo nesta cidade. Eu não quero aproveitar a nova isenção de IPI para comprar um carango zero com câmbio automático, trio elétrico, bancos de couro e dez anos pra pagar. Eu não quero lamentar a morte de quem me sacaneou. Eu não quero melzinho na chupeta, nem o amargo na boca. Eu não quero lisonjas. Eu não quero benesses. Eu não quero culpados. Eu não quero mais mentir. Eu só quero ser tratado com o mínimo de respeito. É só isso o que eu quero. Eberth Vêncio é escritor e médico

Dívidas da Prefeitura de Goiânia somam mais de R$ 1 bilhão

Paço Municipal conta com dívidas fundada e flutuante, que podem prejudicar andamento das atividades da cidade. Ações precisam ser tomadas ou próximo governante deverá ter dificuldades

Forte estiagem em Goiás já traz danos aos produtores rurais

Falta de chuva tem deixado agricultores e pecuaristas temerosos em contabilizar prejuízos milionários no final deste ano e no começo de 2015

“O PSDB não vai abrir mão de disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016”

Presidente da Agetop afirma que há uma intensa agenda de inauguração de obras ainda neste ano e no primeiro semestre de 2015

Nova equipe terá perfil técnico ou político?

Se a reforma administrativa é certa, até porque necessária, o futuro secretariado também causa expectativa e “balões de ensaio” já são jogados no ar [caption id="attachment_19492" align="alignnone" width="620"]Marconi Perillo comemora reeleição: segundo mandato vai começar com novo organograma administrativo | Foto: Leo Iran Marconi Perillo comemora reeleição: segundo mandato vai começar com novo organograma administrativo | Foto: Leo Iran[/caption] Cezar Santos Depois de uma semana da eleição, há quem pense que o processo que resultou na vitória de Marconi Perillo ao governo é água passada. Não é. O que possibilitou aquele resultado está influenciando no que vai ser o segundo mandato. A conjugação de forças que deu ao tucano a quarta eleição ao governo determina a configuração da futura equipe. Não foi por outra razão que o governador manteve intensas conversas com seus aliados na semana passada, ainda no calor da vitória. Isso, mesmo que se diga que Marconi dessa vez se comprometeu muito pouco — ou não se comprometeu nada — com nomes ou partidos, razão pela qual isso está mais que nunca livre para formar seu staff. A afirmação é verdadeira só até certo ponto. Afinal, Marconi vai governar com quem o ajudou a se eleger, embora aqui ou ali ele possa escolher um “estrangeiro”, um líder empresarial, por exemplo. Ou um técnico de fora, como Simão Cirineu, no início do mandato atual. Marconi pode também convocar um adversário para alguma missão — remember 2011, quando guindou o peemedebista Thiago Peixoto para a vistosa pasta da Educação, o que ajudou a desarticular ainda mais o PMDB. Mas é verdade que o governador reeleito agora está muito mais protegido das pressões em comparação a 2010, quando as disputas internas entre os partidos aliados para ocupar cargos chegaram quase à “briga de foice”. Naquela vez, o governador teve uma margem muito apertada de manobra para compor seu secretariado, o que refletia menor força política em termos estritamente pessoais. Agora é diferente, a heterogeneidade de forças que apoiaram Marconi aumentou (mais partidos na aliança) na medida em que cresceu também a força pessoal do governador em razão de sua reeleição sem reparos. Evidente­mente que nomes começam a pipocar aqui e ali, ao sabor dos desejos, das “plantações” de notinhas em colunas de política. Como de praxe, a “plantação” tem o objetivo de forçar uma indicação, ou, ao contrário, “queimar” alguém. E tome de aparecer secretários e presidentes de agências, além de “donos” de cargos de segundo e terceiro escalões. Faz parte do jogo pós-eleitoral. Evidentemente não ficarão de fora da próxima equipe de governo políticos de larga experiência e histórico de caminhar junto com o governador há muitos anos, como Vilmar Rocha, Leonardo Vilela, José Taveira, Carlos Maranhão, Antônio Faleiros, José Carlos Siqueira, João Furtado, Olier Alves, Sérgio Cardoso, para citar alguns. E outros que se agregaram ao longo dos governos tucanos, como o polícia federal Joaquim Mesquita, secretário de Segurança Pública, o empresário Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), e o economista Mauro Faiad, entre outros nessas condições. Pessoas que se enquadram nesse perfil só não continuarão na equipe se não quiserem, embora possam ser deslocados para áreas diferentes das quais estão hoje ou em que estiveram antes. Marconi já sinalizou que pode manter ocupantes nas mesmas áreas. Ou não. Fala-se na volta de José Paulo Loureiro, coordenador da vitoriosa campanha tucana, que atuou em administrações passadas e tem larga experiência em gestão econômica e financeira. Quem também deve voltar ao governo é a professora Raquel Teixeira, que comandou as pastas da Educação e de Ciência e Tecnologia nos primeiros governos de Marconi. Sabe-se ainda que o governador vai chamar deputados eleitos (tanto federais quanto estaduais) para a equipe, o que também serve para reacomodar forças regionais nos Legislativos. E mesmo quem não teve sucesso nas urnas, mas tem experiência comprovada como gestor, poderá ser convocado. O que o tucano quer é compromisso e resultado. O certo é que imediatamente após a eleição, o governador já começou a agir no desenho da reforma administrativa. Em entrevista, o governador falou em redução do tamanho do Estado e enxugamento das contas do governo. É prevista a fusão de pastas e corte de comissionados como forma de conter despesas. Ao se falar em reforma administrativa, inevitavelmente leva à cogitação de nomes. Mas, independentemente de fulano ou beltrano, sempre que começa um novo governo, uma questão que se coloca é sobre o perfil da nova equipe. E normalmente se especula sobre dois tipos, que seriam excludentes entre si: técnico ou político? A questão pode ser suscitada a partir do que o próprio Marconi falou assim que foi eleito. Ele ressaltou que em seu segundo mandato será enfatizado o aspecto de modernidade. Ou seja, na nova administração vai vigorar mais o conceito de eficiência de gestão e foco nos resultados rápidos, sustentados pelas novas tecnologias. Nesse sentido, vai ganhar atenção especial logo de início o sistema Vapt Vupt, unidades de atendimento ao cidadão que estão espalhadas por várias regiões da capital e em vários municípios do Estado — há dez dias foram entregues mais duas unidades fixas, em Planaltina e Novo Gama, ambas na Região do Entorno do Distrito Federal. O Vapt Vupt se tornou referência de serviço rápido e sem burocracia, onde o cidadão é atendido com conforto. Marconi quer transportar esse sistema para o mundo virtual, disponibilizando grande parte dos serviços na internet, e, assim, facilitar e agilizar ainda mais a vida do cidadão. Em relação a obras, o carro-chefe do novo governo será a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Goiânia. A obra está prevista para ser entregue em 2016 e o novo transporte chegará para substituir a linha de ônibus do Eixo Anhanguera. O presidente da Agetop, Jayme Rincón, prevê início da obra logo no início de 2015. [caption id="attachment_19494" align="alignnone" width="620"]Vilmar Rocha, Leonardo Vilela, José Taveira, Carlos Maranhão, José Carlos Siqueira, João Furtado, Olier Alves, Sérgio Cardoso, José Paulo  Loureiro, Raquel Teixeira, além de Jayme Rincón e Antônio Faleiros: nomes que devem integrar a equipe de Marconi Perillo para o segundo mandato | Foto: Fotos: Fernando Leites/Jornal Opção Vilmar Rocha, Leonardo Vilela, José Taveira, Carlos Maranhão, José Carlos Siqueira, João Furtado, Olier Alves, Sérgio Cardoso, José Paulo, Loureiro, Raquel Teixeira, além de Jayme Rincón e Antônio Faleiros: nomes que devem integrar a equipe de Marconi Perillo para o segundo mandato | Foto: Fotos: Fernando Leites/Jornal Opção[/caption] Na Saúde, o tucano assegurou que vai completar a rede Hugo com dez hospitais de urgências em todas as regiões do Estado. Ele também disse que a saúde continuará com os hospitais sendo geridos por Organizações Sociais (OSs). Marconi ressaltou que também a educação vai ser inserida nesse conceito moderno de gestão. Ele não explicitou como isso será aplicado, mas disse que o objetivo é melhorar a qualidade do ensino para manter Goiás na primeira colocação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A área de segurança pública, que é um problema nacional agravado pela omissão do governo federal, vai continuar sendo prioridade no novo governo. Segundo Marconi, investimentos em inteligência policial, equipamentos novos e monitoramento por câmeras vão aumentar. Se o que se anuncia envolve tecnologia, pode-se pensar: isso é coisa de técnico, então a nova equipe de Marconi será mais técnica que política. A questão não tem razão de ser para um experimentado auxiliar de Marconi, daqueles de primeira hora mesmo. Segundo ele, não se pode conceber uma equipe só técnica ou só política. “Só o técnico não adianta, porque toda secretaria tem função política. O bom secretário se cerca de bons técnicos. É preciso mesclar as duas características. Por isso, acho que a equipe tem de ser até muito política, com pessoas que tenham visão de Estado, visão política mais ampla. Não tenho dúvida de que o governador vai pesar esse critério”, diz a fonte.

“Bom 2º mandato vai alavancar projeto nacional”

Marconi Perillo pode alçar voo nacional em 2018, a depender do sucesso do segundo mandato. A o­pinião encontra eco em todos os lí­deres da base aliada, mas é endossada até mesmo nas hostes oposicionistas — nesse caso, quando a conversa se dá em off, naturalmente. Se não bastasse o extenso histórico de vitórias, a capacidade do tucano em vencer adversidades foi mais uma vez exercida a partir de 2011, quando foi alvo da CPMI da Delta. O presidente da Agetop, Jayme Rincón, tem uma expressão para definir essa virada: “Marconi saiu do fundo do poço para chegar ao cume do topo” [ver entrevista nesta edição]. Além dos problemas políticos com a CPMI, Marconi havia herdado um governo falido de Alcides Rodrigues, conseguiu sanear as contas do Estado, de forma a habilitar o Estado a obter recursos federais para realizar um impressionante rol de obras em todas as regiões goianas. Daí, a razão de ter chegado em 2014 em condições políticas para se reeleger, o que de fato aconteceu. O ex-secretário de Saúde Antônio Faleiros não tem dúvida de que Marconi Perillo pode sim sonhar com uma candidatura à Presidência da República. Ele diz que essa condição já é real, mas será sobremaneira fortalecida com o sucesso da gestão que se inicia em 1º de janeiro. “Para isso, será importante um segundo mandato realizador, continuando e ampliando programas sociais e obras. E digo mais: quero ser um dos coordenadores da campanha de Marconi à Presidência, em 2018.” Faleiros diz que o PSDB tem de colocar o nome de Marconi a nível nacional. “Marconi vai disputar com Lula. Entendo que não há ninguém que supere o currículo dele nos próximos anos, ou talvez nas próximas décadas, de ser governador eleito quatro vezes num Estado como Goiás, que tem um leitorado pequeno, mas é importante econômica e geopoliticamente. Marconi terá todas as condições de entrar nessa disputa nacional”, afirma o ex-secretário.

ATM pede para que prefeitos cobrem do Congresso a aprovação de medidas urgentes

[caption id="attachment_19463" align="alignleft" width="300"]Leonardo Cintra: “Temos que garantir o FPM, pois os municípios estão com a corda no pescoço para cumprir com as suas obrigações básicas” / Foto: Gleydson Medeiros Leonardo Cintra: “Temos que garantir o FPM, pois os municípios estão com a corda no pescoço para cumprir com as suas obrigações básicas” / Foto: Gleydson Medeiros[/caption] O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Almas, Leo­nardo Cintra (PSDB) pede para que os prefeitos cobrem dos deputados que compõem a bancada federal tocantinense a aprovação de duas importantes conquistas para os gestores públicos municipais: a elevação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a prorrogação do prazo para o cumprimento da Lei dos Resíduos Sólidos. De acordo com Cintra, como se trata de uma PEC, não é preciso ser sancionada, basta a promulgação. A matéria foi aprovada no Senado e não sofreu modificação na Câmara. “Assim, o último passo é a decisão no Plenário da Câmara”, observa o presidente da ATM. “Apesar de não ser o percentual justo de elevação do FPM, temos que garantir logo esse índice porque os municípios, sobretudo os de menor transferência, chamados 0.6, estão com a corda no pescoço para cumprir com suas obrigações básicas”, pondera Cintra. A aprovação da prorrogação do prazo para cumprir a Lei dos Resíduos Sólidos é a outra medida que o presidente julga importante e que precisa ser aprovada pelos parlamentares. “A emenda 5 incorporada na Medida Provisória 651/2014 concede mais quatro anos para que os governos possam fechar os lixões, substituí-los por aterros sanitários, entre outras atribuições da LRS”, argumenta Cintra, para quem o prazo precisa ser dilatado porque a maioria dos municípios não vai conseguir cumpri-lo.

Mais obrigações

Segundo o presidente da ATM, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a criação de novas atribuições, como é o caso da Lei dos Resíduos Sólidos, sem indicar a fonte de custeio. “Já estamos administrando várias crises orçamentárias e todos os dias aprovam novas leis estipulando novos gastos, assim vamos falir de vez”, lamenta Cintra.

Aragão desafia presidente do Igeprev em reunião da CPI

“A quadrilha estava montada lá dentro do Igeprev. Se o senhor trouxer o demonstrativo de 2011 até agora comprovando que o Instituto teve lucro eu saio da CPI e renuncio o cargo”. O desafio foi feito pelo deputado Sargento Aragão (Pros), membro da CPI que apura os desvios de recursos do órgão, ao atual presidente do Igeprev, Lúcio Mascarenhas, durante reunião da CPI realizada na segunda-feira, 27. Aragão disse que hoje o prejuízo contabilizado no Igeprev, de 2011 até agora, passa de R$ 700 milhões. Em tom de ironia, o parlamentar sustentou que o Instituto só perde para a Saúde em número de secretários. “Isso mostra a fragilidade que nosso órgão vem sofrendo”. Aos questionamentos de Aragão, Mascarenhas foi enfático: “nos últimos seis meses o fundo do Igeprev cresceu em R$ 600 milhões e desse total metade é de arrecadação dos servidores”. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisep), Cleiton Pinheiro, também foi ouvido na reunião da CPI e destacou que a preocupação dos funcionários públicos é quanto aos desvios de recursos do Igeprev, ocorrido em 2013, no valor de R$ 153 milhões, segundo informações do Ministério da Previdência. “Nossa preocupação continua porque, mesmo com essas denúncias, o governo não está tendo cautela em suas ações para essas aplicações de risco. Queremos que esses investimentos sejam feitos em fundos seguros, assim como somos favoráveis à adequação de leis para melhor administração desses recursos”, disse Pinheiro. Outra questão que foi abordada tanto por Pinheiro como também pelos deputados foi com relação à fiscalização e controle do repasse para o Igeprev do dinheiro descontado dos servidores mensalmente. Para Pinheiro, o governo estaria atrasando essa operação, além de deixar de repassar o valor referente a um mês de desconto dos funcionários. O primeiro a responder aos membros da CPI foi o ex-gestor Joel Milhomem, que esteve à frente do instituto entre 2005 e 2006. Por meio de apresentação de gráficos, extratos bancários e planilhas de aplicações em Títulos Públicos Federais, ele demonstrou a rentabilidade dos investimentos que de R$ 111 milhões saltou para R$ 142 milhões resgatados nos anos seguintes, ou seja, apenas 20% do montante de R$ 500 milhões. “Agradeço à oportunidade de poder esclarecer todos os fatos e afirmar nesta CPI que, durante minha gestão, não houve nenhum prejuízo nas aplicações e, sim, um acréscimo significativo no rendimento”, frisou o ex-gestor. O atual presidente do Igeprev, Lúcio Mascarenhas, que também presidiu o instituto de 2011 a janeiro de 2013, foi mais questionado pelos parlamentares. Ao responder ao deputado Sargento Aragão (Pros), membro da CPI, sobre as transferências indevidas do Fundo de Previdência para o Plansaúde, um total de R$ 27 milhões, Mascarenhas frisou que o recurso realmente foi transferido, para custear despesas do Plansaúde de aposentados e pensionistas. “Isso vinha sendo realizado desde 2004. O governo tinha que pagar o plano dessas pessoas e não previa fonte de custeio, mas, quando assumi o Igeprev em 2013, a primeira providência foi suspender esse tipo de operação e voltar a fazer os remanejamentos amparados por lei, via autorização desta Casa de Leis”, explicou Mascarenhas. A respeito do recurso remanejado, Mascarenhas esclareceu que um projeto sobre o assunto foi aprovado na Assembleia Legislativa e trata da devolução de um total R$ 52 milhões pagos ao Plansaúde, valor atualizado pela inflação, que será restituído em 20 anos. Sobre a atual situação do Igeprev, o presidente respondeu que, apesar da arrecadação crescer R$ 600 milhões nos últimos seis meses, acredita que o sistema previdenciário do Estado precisa de uma reforma urgente na forma de arrecadação para suprir a demanda, além de precisar se arriscar em fundos mais vantajosos para suprir o déficit. “Apesar do desejo dos servidores de ver a aplicação desses recursos em bancos soberanos e fundos seguros, o governo não poderá mais continuar suas aplicações nessas modalidades”, respondeu o presidente do órgão.

Marcelo Lelis pede revogação

O deputado Marcelo Lelis (PV) entrou com requerimento sugerindo a revogação da Me­dida Provisória 36, que extinguiu o Fundo Estadual de Re­cursos Hídricos. A medida permitiu ao governo estadual transferir, semanas antes das eleições, R$ 7,3 milhões, dos R$ 10.759.363 de que o fundo dispunha, para a conta do Tesouro estadual. A decisão do governador Sandoval Cardoso (SD) levou ambientalistas e o Mi­nistério Público Estadual a questionarem a medida. “O Estado segue na contra-mão em um período em que vários países no mundo e Estados como São Paulo agonizam contra a escassez hídrica que afeta mais de 14 milhões de pessoas”, ressaltou o parlamentar em seu pronunciamento. Lelis classificou a atitude do governo, ao editar a MP, como autoritária”, já que a medida foi tomada sem consultar o Con­selho Estadual de Recursos Hídricos, que já havia destinado por meio de um Plano de Aplicação Anual, todos os recursos disponíveis no Fundo, cerca de R$ 10 milhões até setembro deste ano.

Servidores públicos querem jornada de seis horas mais vale alimentação

Em que pesem as vitórias conseguidas ao longo desses anos, os servidores públicos estaduais querem que o governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) atenda a categoria em dois pontos: horário corrido de seis horas diárias e o vale alimentação. “Não conseguimos emplacar essa reivindicação junto ao governo atual”, lembra o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sisepe), Cleiton Pinheiro. Sobre o auxílio-alimentação, o presidente observa que o Executivo é o único poder que ainda não tem o benefício, ao passo que os outros já recebem.

José Bonifácio contesta indicação de Ricardo Ayres para comissão

O deputado José Bonifácio (PR) não concorda com a indicação do deputado Ricardo Ayres (PSB) para compor a Comissão Temporária criada para analisar a indicação de Alberto Sevilha para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas. O paramentar republicano argumenta, em seu ofício encaminhado à Mesa Diretora da Casa, que a referida indicação de Ayres fere o Regimento Interno, uma vez que o deputado peessebista faz parte do bloco parlamentar do qual é líder.

Conselho Político

O ex-deputado Derval de Paiva, que foi coordenador do Conselho Político da campanha do governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) acha que o órgão consultivo não só deve continuar para ajudar o novo governo como também sua ampliação, como ingresso de novas agremiações políticas.