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O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, tem um ano e 11 meses para recuperar sua gestão, hoje mal avaliada pela sociedade.
Para tentar se recuperar, o petista-chefe vai seguir o exemplo do governador Marconi Perillo que, nos dois anos finais, focado inteiramente na gestão, conseguiu resgatar tanto o governo quanto sua imagem pessoal e política.
Paulo Garcia, como não vai disputar mandato em 2016, não tem a preocupação de fazer mais política do que de gerir a máquina. Aliados mais moderados avaliam que deve sair do “palanque” e estabelecer relações administrativas não conflituosas com o tucano-chefe. O petista precisa “amar” mais Goiânia e “adorar” menos Iris Rezende.
O contencioso de Paulo Garcia com Marconi Perillo deriva, em larga medida, de sua relação política com o prefeito com Iris Rezende. Ocorre, porém, que o peemedebista-chefe, com a derrota de 2014, “saiu” da política estadual e agora pode ser considerado, no máximo, um político de Goiânia. Noutras palavras, não tem mais sentido o petista “brigar” com o tucano para defender o decano de 81 anos. É uma batalha inútil, quixotesca.
Projeto número 1 das oposições, ou de parte delas: tentar impedir que o governador Marconi Perillo (PSDB) contribua para eleger o próximo prefeito de Goiânia. Acredita-se que, se perder em Goiânia, as oposições terão muita dificuldade para eleger o sucessor do tucano-chefe em 2018. Ao mesmo tempo, se o tucanato eleger o próximo prefeito, ficará mais fácil eleger o governador em 2018, pois as oposições terão perdido sua principal base no Estado, quer dizer, estrutura. Por isso, a batalha por Goiânia será agressiva — não será nenhum passeio. Os pré-candidatos — de todas as correntes — serão bombardeados. Até a lua de mel de parte do PMDB e do PSDB com Vanderlan Cardoso não deve demorar muito.
Um auxiliar da gestão estadual viu quando o superintendente do Detran, João Furtado, entrou no gabinete do governador Marconi Perillo com cara de poucos amigos. Porém, ao deixar o Palácio Pedro Ludovico, João Furtado já estava com cara de muitos amigos. “Suas feições não eram as de quem está demissionário. Ele saiu falando de projetos que pretende implantar no Detran.” O Detran é o órgão do Estado que, apesar de capitalizado, é o que mais atrai mídia negativa para o governo do Estado. João Furtado é um executivo competente e íntegro. Porém, num mundo cada vez mais integrado pela comunicação, o dirigente do Detran detesta comunicar-se.
Uma dessas coisas curiosas da vida: o Jornal Opção publicou que o vereador Vinicius Luz (PSDB), com menos de 40 anos, pode ser a alternativa renovadora para prefeito em Jataí. Aí, imediatamente, a cúpula do PSDB declarou que o empresário Victor Priori, quase bilionário, deve ser o candidato do partido. Porém, o Jornal Opção recebeu comentários e telefonemas sugerindo que, se quiser ganhar em Jataí, o PSDB terá de inovar. Lá, todos admiram Victor Priori como empresário bem-sucedido, mas quer na prefeitura “gente como a gente”. O empresário tende a ser derrotado, mais uma vez, pelo PMDB, agora com Leandro Vilela.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), reúne-se na terça-feira com vários governadores, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. Na pauta uma discussão ampla do etanol. Embora seja considerado como o futuro para o Brasil e para o mundo, por ser uma energia renovável e menos poluente, o etanol (os produtores), por falta de apoio do governo federal, está em crise. Várias usinas que produzem álcool — algumas tendem a priorizar a produção de açúcar — estão falindo.
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Giuseppe Vecci quer ser “o” herdeiro político de Marconi Perillo[/caption]
O fogo amigo no governo de Marconi Perillo nunca esteve tão quente. As razões? Disputa por espaço e consciência de que quem avançar mais poderá se tornar “o” herdeiro político. Dois tucanos querem disputar a Prefeitura de Goiânia, o presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o deputado federal Giuseppe Vecci. Veccistas sugerem que o parlamentar prefere disputar o governo, mas admitem que a prefeitura é o treino perfeito para o governo em 2022.
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Carlos Maranhão: “Estamos buscando financiamento interno ou externo” / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O Jornal Opção recebeu a “informação” de que o VLT, dada a crise econômica nacional, não seria mais iniciado em 2015 — ficaria para 2016. O governador Marconi Perillo iria se concentrar em obras que pode terminar em seu quarto mandato. “Não procede”, contrapõe o geólogo Carlos Maranhão, responsável pelo Veículo Leve Sobre Trilhos — que vai circular na Avenida Anhanguera, em Goiânia. “Nós devemos começar as obras até junho deste ano e queremos inaugurá-la ainda no governo de Marconi.”
O que está ocorrendo, assim como em outros Estados, é que está mais difícil conseguir financiamento, afirma Carlos Maranhão. “Nós estamos buscando financiamento [público] interno. Mas há um plano B — um empréstimo externo. A licitação está feita, sem problema. Está tudo pronto. Com os recursos viabilizadas, as obras poderão começar. A tramitação está lenta no Ministério das Cidades, mas, como o ministro Gilberto Kassab, tende a avançar.”
Na semana passada, o empresário Júnior Friboi conversou com seus aliados e informou que estava “hibernando” no Sul do País. Na verdade, estava prospectando negócios, pois planeja montar uma rede de frigoríficos.
Friboi pôs uma ideia na cabeça: a partir do frigorífico Mataboi e de outros que pretende comprar, vai criar “a metade da JBS”, porém só para si e só com gado. Em pouco tempo quer transformar a JBJ numa grande empresa, uma referência nacional no mercado de carne. Recentemente, comprou fazendas e muitas reses. Agora, parou de comprá-las e está montando e conectando o sistema de abate.
Quanto à política, Friboi, mesmo convidado pelo PRB e pelo Pros, decidiu permanecer no PMDB. Não vai fazer pressão excessiva, mas vai trabalhar, ao lado de Maguito Vilela, Daniel Vilela, Leandro Vilela e Pedro Chaves, para assumir o comando do partido. Se necessário, com o consequente esvaziamento de Iris Rezende. O grupo conta com o apoio de Michel Temer.
O vice-presidente da República tem dito aos aliados que o PMDB de Goiás precisa se renovar, para deixar de ser perdedor nato — no fim de 2018, terá completado 20 anos fora do poder — e emplacar um governador na próxima disputa.
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Lúcia Willadino Braga: disposição para servir o paciente com qualidade e eficiência[/caption]
Aloysio Campos da Paz deixa uma herdeira profissional: a coautora de seu livro “Método Sarah de Reabilitação Baseada na Família”, a neuropsicóloga, música (e hoje presidente do Sarah), Lúcia Willadino Braga. Ela, que entrou na existência do hospital (melhor dizer dos hospitais Sarah Kubitschek) despretensiosamente, imbuiu-se, com o passar dos anos, do espírito de dedicação, sacerdócio, inovação e profissionalismo de Aloysio Campos da Paz. Acabou, naturalmente, por simples gravidade, tornando-se sua substituta e sucessora.
A revista “Veja” de 23 de maio do ano passado traz uma reportagem sobre a cientista. Entre outros fatos, reporta que ela teve oferta milionária do Qatar para se mudar para o emirado e lá trabalhar. Possivelmente ganharia dez vezes o que percebe no Sarah. Não quis trocar o prazer e a devoção profissionais pela fortuna, tal como fizera Aloysio no início de sua carreira. Rendemos nossas homenagens a ela.
O Sarah é hoje mais difundido pelo tratamento perfeito que deu a famosos, como o músico Herbert Viana, o escritor Jorge Amado, ou o humorista Millôr Fernandes. Ministros, senadores, deputados e autoridades várias experimentaram seu tratamento e falam maravilhas.
Mas para Aloysio eles não foram diferentes dos outros milhares de anônimos que provaram os mesmos cuidados, pelos mesmos profissionais, com o mesmo respeito e com o mesmo carinho. Quando morre e deixa uma lição clara, que cabe aos que ficam aprender e praticar, Aloysio Campos da Paz cumpriu sua missão na Terra, exemplarmente. Esperamos que seu comportamento sirva, efetivamente, de lição e que o percebam os que têm responsabilidade na saúde pública. Podemos, sim, ter uma saúde de primeiro mundo, desde que exista dedicação, honestidade e vergonha na cara. Essa, a lição que Aloysio mostrou de sobra.
Criador do Sarah Kubitschek colocou medicina e paciente acima de questiúnculas político-corporativistas
Aloysio Campos da Paz era um apaixonado colecionador de armas, e um atirador ocasional. Aborreceu-se muito com a edição do Estatuto do Desarmamento, que colocava as armas das pessoas de bem, como ele, na mira de um controle absurdo, de uma burocracia insuportável, que os criminosos nunca experimentaram. Evitava polemizar sobre o assunto pois tinha amizades em todos os partidos e facções, inclusive as mais radicais de esquerda, para os quais o tal estatuto é um instrumento da luta de classes, e que consegue, a despeito da vontade popular, “desarmar a burguesia”.
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Idelma Lucia Chagas Ribeiro Vendo as propostas para a educação no Estado de Goiás na reportagem “O ensino público pode se igualar ao privado? Goiás tenta descobrir” (Jornal Opção 2064), percebemos a necessidade de que essas discussões saiam do papel e passem a ser materializadas, pois a educação precisa, com urgência, estar em outro patamar de prioridades por ser fundamental na formação de uma sociedade. E repensar como tem sido a realidade dos cursos de licenciatura na formação docente e como tem sido o processo formativo dos professores dentro da universidade são coisas que não podem mais ser adiadas. Quando nos deparamos com declarações como “precisamos pensar muito antes de fazer uma mudança, pois, não apenas na educação, há escassez de profissionais de ponta no País”, percebemos, sim, uma realidade. No entanto, nossos questionamentos ainda permanecem na intenção de chegar à raiz dos problemas. Por que não temos profissionais de ponta? Ou também o que fazer com os profissionais que não estão correspondendo às expectativas almejadas? Buscam- se resultados, porém, não é percebida a materialização de ações para se chegar à raiz do problema, que é sempre ocultada. Concordo plenamente que um dos caminhos para uma boa educação está na formação inicial dos professores, e isso percebemos estar cada vez mais em estado deplorável. A universidade precisa ser vista, nesse processo, como o caminho de partida e, para isso, a realidade no campo acadêmico precisa ser outra. Para construirmos um modelo de educação, mesmo que copiado de outros países, precisamos primeiramente pensar no processo de formação que vem de nossas universidades e, para isso, as políticas públicas precisam ser em prol de melhores condições de trabalho e de formação dentro das universidades. Como ser um professor de ponta se não há o necessário investimento para esse fim? E outro fator importante é: como melhorar a prática dos professores na sala de aula? Daí repensar a formação continuada e extremamente relevante e precisa ser um dos focos desse processo. Espero muito que essa realidade seja transformada, porque dói muito ouvir as expressões: “nesse governo a educação e a saúde serão prioridades” ou “a educação será o carro chefe desse governo”, mas termina governo e inicia governo e nada, nada muda. É justamente esse novo olhar que precisamos ter para dar sentido à nossa caminhada para uma mudança significativa na educação, principalmente, no que se refere à formação docente, pois, a falta de planejamento, de políticas educacionais e de ações nesse propósito tem nos levado a caminhos incertos, práticas incoerentes, a pouca reflexão sobre nossa prática e ao silêncio diante das questões relacionadas à formação inicial e continuada de nossos professores e, até mesmo, ao pessimismo diante das problemáticas decorrentes da falta de reconhecimento profissional e a falta de autonomia consciente. Ainda acredito na educação, ainda acredito que teremos profissionais de ponta e ainda acredito que nossas escolas serão escolas ideais. Por isso, ainda acredito que o governo do nosso Estado fará as mudanças necessárias para que esse “sonho de uma educação melhor” se torne realidade. Temos esperança de que as buscas de propostas que a Secretaria da Educação tem procurado sigam a um modelo de educação, além de necessário, que seja de acordo com a nossa realidade e, principalmente, que nosso aluno seja realmente beneficiado na sua luta por um País melhor e nossos professores sejam valorizados de fato. Idelma Lucia Chagas Ribeiro é secretária geral do Polo da Escola de Formação/NTE Porangatu e mestranda em Educação pela Universidade Federal de Goiás. E-mail: [email protected]
Coordenador de núcleo sobre violência na UFG critica as estratégias do Estado no combate à criminalidade e diz que é preciso fazer debate sério sobre a legalização das drogas
A exemplo do poderoso JBS, que se tornou o maior do mundo em sua área, outras empresas goianas vão ao mercado externo, até como alternativa ao momento ruim da economia brasileira

