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Secretário Thomas Traumann: documento vaza e ele viaja[/caption]
Responsável pela denúncia do “caos político” no governo, o jornalista e companheiro Thomas Traumann se habilitou a uma provável promoção nesta semana: a troca da Secretaria de Comunicação Social no caótico Palácio do Planalto da presidente Dilma, pela estabilidade da assessoria correspondente na Petrobras.
A troca seria vantajosa. O ambiente na petroleira oferece mais sossego. A agitação do petrolão não é problema na empresa, pois se repete no Planalto, onde a tendência a envolvimento em escândalos promete crescer. Sem falar nos protestos de rua que se dirigem contra o palácio, como a pressão pelo impeachment da presidente.
O caminho à provável ascensão de Traumann foi aberto na quinta-feira, com a demissão do companheiro Wilson Santarosa na chefia gerência de comunicação há 12 anos. Ele, com origem sindical, desembarcou na Petrobrás quando o companheiro Lula assumiu o governo em 2003. Quer prova maior de estabilidade? Vale pelo menos enquanto não surgir outro Traumann em governo do PT.
Amanhã, segunda-feira, termina a folga de seis dias que o secretário Traumann combinou com a presidente Dilma para ir aos Estados Unidos acompanhar o tratamento médico de uma irmã. Na volta, terá de explicar a coincidência entre a viagem e o vazamento do documento com a crítica mais dura do PT à comunicação do governo. Mas isso não deve ser problema.
Tudo se passou no fim da tarde de terça-feira. Enquanto o secretário carregava a mala, o Datafolha se preparava para publicar a nova pesquisa que confirmou a implosão no prestígio de Dilma dois meses e meio depois da posse no novo mandato. A rejeição era de 24% no princípio de dezembro e chegou a 62 pontos no começo da semana passada.
Era como se a pesquisa fundamentasse o radicalismo da crítica que surgiu no próprio aparelho jornalístico do Planalto, numa falta de sintonia entre a comunicação do governo e a militância do PT. Um divórcio causado pela corrupção, palavra usada mais de uma vez no papel que transitou do palácio para a imprensa, sob o tratamento informal que companheiros se concedem:
“De um lado, Dilma e Lula são acusados pela corrupção na Petrobrás e por todos os males do país. Do outro, a militância se sente acuada pelas acusações e desmotivada por não compreender o ajuste na economia.”
Tudo bem, o papel seria apenas para conhecimento interno do palácio, mas vazou num momento de coincidências na fase mais crítica dos quatro anos e dois meses de gestão de Dilma. Veio ao público e expôs a oposição interna no palácio ao ajuste da economia com a redução de direitos trabalhistas.
No contexto, mais uma referência a corrupção. “A mudança nas regras do seguro-desemprego, o desastrado anúncio de cortes do Fies, o aumento da gasolina e energia, e do massacre das TVs com as denúncias de corrupção na Petrobras geraram entre dilmistas um sentimento de ‘abandono’ e ‘traição’”, denunciou o documento.
Abandono e traição. A divisão do PT a partir do racha entre Lula e Dilma, acentuada pela falência de governo que impôs à presidente esquecer seu antigo modelo econômico e buscar um novo projeto fora dos quadros petistas, com a incorporação dos novos ministros da Fazenda e do Planejamento, Joaquim Levy e Nelson Barbosa. No conflito, Traumann assumiu uma posição.
A crítica que está no texto da Comunicação não leva assinatura do autor, além de vazar. Mas quem poderia ser o responsável na secretaria? A autoridade pertence ao secretário Thomas Traumann, que bateu asas para o exterior em momento crítico à presidente, vítima, como o PT, das marchas de protestos que foram às ruas dois dias antes.
O secretário abandonou ou traiu a chefe? Em dezembro, quando Dilma reorganizava a equipe depois de reeleita, era certo que não estava em seus planos a renovação do contrato de Traumann. Mas ele foi ficando no palácio. Apenas em fevereiro a presidente formalizou a permanência do secretário, um mês depois de novo governo. Ele poderia se sentir abandonado e traído?
O documento da Comunicação poderia ser aquela autocrítica de governo que Dilma se recusa a fazer? Não, a presidente ainda não chegou a esse estágio. Em sua longa entrevista a repórteres na segunda-feira, ela ensaiou uma autorrevisão. Mencionou nove vezes a palavra humildade como uma postura pessoal a ser adotada, mas ainda não chegou nem a isso na prática.
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Dilma deveria intensificar os conflitos, segundo petistas[/caption]
O documento que vazou na Secretaria de Comunicação Social da Presidência animou uma ação dentro do PT que procura afastar Lula de desgaste com o ajuste fiscal da presidente Dilma, a quem lulistas acusam de se tornar impopular por conta da mudança econômica conservadora, mais a deficiência na montagem de um sistema de mídia adequado em apoio ao governo petista.
A impopularidade da presidente teria a ver com a falta de mídia mais manipulável, com verbas ou apoio aos recursos de comunicação disponíveis no aparelho do governo. Seria uma maneira de conter a independência dos veículos. Por isso, o documento oferece a Dilma a receita para “virar o jogo” com maior exposição em público, “não importa quantos panelaços eles façam”.
O estímulo a Dilma para desafiar a hostilidade da oposição nas ruas com seus panelaços seria um tiro no pé da própria. Uma forma maquiavélica de enfraquecer a presidente mais ainda, além de forçá-la a martirizar-se. Em benefício de quem? De Lula? Bem, ele seria poupado. Ficaria no bem-bom do lar e do escritório, entre os seus. A sucessora seria o boi de piranha.
Mas quem seriam aqueles que promovem o panelaço, como está no documento? São as pessoas que saem às ruas em marchas de oposição ao governo. Eles são o mal. Os companheiros do PT são o bem. A estratégia proposta a Dilma é a de intensificar os conflitos, a dissensão social. Com a disseminação de confrontos, militâncias poderiam ser milícias. Revolucionariamente.
A segunda parte da virada do jogo viria com a unificação dos serviços de mídias do governo. “É preciso consolidar o núcleo de comunicação estatal, juntando numa mesma coordenação ‘Voz do Brasil’, sites, twitter e facebook dos ministérios, facebook da Dilma e Agencia Brasil”, sugere o texto, que inclui também o aparelho dos ministérios e estatais.
O foco da ação do aparelho seria São Paulo, território tucano onde o PT é fraco. Seria algo em parceria com o prefeito e companheiro Fernando Haddad, como justifica o documento com um laconismo que torna a recomendação pouco clara, pobre em matéria de comunicação social:
— Há uma relação direta entre um e outro.
Observe-se que o ajuste fiscal de Dilma recebe progressivamente a condenação pública de comunicadores que passaram por Brasília a serviço de governo petista. Todos eles paulistas e militantes lulistas, como Traumann. Acusam a presidente de não montar um aparelho de comunicação que agregue apoio jornalístico ao governo e integre todos os meios públicos à disposição.
“Instrumentos de comunicação o governo hoje tem de sobra”, escreveu Eugênio Bucci em artigo, como se os recursos não existissem quando presidiu a antiga Radiobrás na era Lula. “Pagos a peso de ouro. As somas são bilionárias. Não foi por falta de máquina de propaganda que a classe média foi às ruas no domingo”, completou Bucci.
Também em artigo de jornal, André Singer atribuiu a Dilma uma contradição entre palavras e atos que “constitui perigosa sequência daquela produzida por uma campanha à esquerda e a montagem de um ministério à direita.” Escreveu Ricardo Kotscho que “o governo Dilma 2 está se acabando sozinho, numa inimaginável autodestruição.”
Pesquisadores estão sempre em busca de ossadas de Miguel de Cervantes Saavedra. Agora, depois de estudos intensos, encontraram ossadas que, supostamente, são do escritor. O que isto efetivamente muda na biografia do autor de “Dom Quixote” e outras histórias? Nada, ou quase nada.
Em termos da obra, não se fará mudança alguma, exceto se descobrirem algum texto inédito de Cervantes, o que, se não é impossível, é muito difícil. Portanto, entre as ossadas e “Dom Quixote”, os leitores que apreciam boa literatura certamente ficarão com o romance.
Há de se perguntar: os pesquisadores estão se comportando, de certo modo, como o personagem Dom Quixote de la Mancha?
O prefeito João Gomes se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargador Leobino Chaves, para solicitar mais agilidade na avaliação do processo que trata da situação do transporte coletivo de Anápolis. O processo tramita há cerca de dois anos na Corte Estadual. O julgamento foi adiado para a próxima semana, fato que motivou o prefeito, vereadores e outras autoridades a procurar o TJ. Leobino Chaves ouviu o pedido do prefeito e da comitiva. “Estamos aqui para ouvir os pleitos dos cidadãos e, com certeza, a celeridade desta matéria beneficiará diretamente a cidade de Anápolis”, declarou. Ao fim da audiência, o presidente designou o ouvidor do TJ-GO, desembargador Luiz Eduardo de Souza, para conhecimento e providências em relação ao caso. Há dois anos está em tramitação no TJ processo do qual sairá a decisão apontando qual empresa administrará o transporte público na cidade. A ação foi movida por uma das empresas que participaram da última licitação do transporte coletivo, questionando o resultado do certame.
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Prefeito João Gomes e secretário estadual de Governo, Henrique Tibúrcio, articulam o passe livre estudantil | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
Boa notícia para os milhares de estudantes anapolinos. Após reunião entre o prefeito João Gomes e o secretário de Governo do Estado, Henrique Tibúrcio, avançaram as providências para a implementação do Passe Livre Estudantil (PLE), fruto da parceria entre a prefeitura e governo estadual. Anápolis será a primeira cidade do interior do Estado, fora da região metropolitana da capital, a contar com o programa e a ideia é que todos os estudantes que já fazem jus à meia passagem tenham o benefício a partir do próximo semestre.
De acordo com Henrique Tibúrcio, a ação prioritária pela implementação do Passe Livre Estudantil em Anápolis será a realização de um estudo a ser elaborado em conjunto pelo governo estadual, prefeitura e empresas que detêm a concessão do transporte público na cidade.
Quando for efetivado em Anápolis, cada estudante terá direito a 46 passes mensais, que representam 23 viagens contando o trajeto de ida e volta. Estudantes de pós-graduação também terão direito ao benefício. No último levantamento realizado pela empresa que presta o serviço de transporte público na cidade, cerca de 15 mil estudantes utilizam o direito ao pagamento de meia passagem em Anápolis. Número que pode aumentar com a isenção integral das passagens.
Dentro da política de reconhecimento e valorização do servidor público municipal, a Prefeitura de Anápolis, concede aumento de 9% no salário de aproximadamente dez mil funcionários ativos e inativos. O Projeto de Lei, de autoria do Executivo, foi aprovado em segunda votação na terça-feira, 16, pela Câmara Municipal, e agora segue para sanção do prefeito João Gomes. O reajuste nos vencimentos entra em vigor já neste mês de março. O aumento beneficia servidores públicos municipais ativos do quadro efetivo e comissionado, além dos inativos com paridade, exceto os ocupantes de cargos de magistério que, no início deste ano, tiveram seus vencimentos reajustados, conforme piso nacional. Segundo o secretário municipal de Gestão de Recursos Humanos, Rodolfo Valentini, o porcentual da revisão foi estabelecido após uma análise realizada em diversos índices nacionais, por meio de uma comissão formada para discutir e analisar os proventos do funcionalismo público em Anápolis.
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Eleitorado evangélico tem poder de decisão dos rumos políticos da cidade | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
Não muito diferente dos demais municípios goianos, a fé e a política caminham lado a lado em Anápolis. Não que este seja um fato preponderante para ditar os rumos eleitorais da cidade, mas é um fator que tem seu peso na formação de chapas, coligações e definição de candidatos às eleições majoritárias e proporcionais. Dentro desta relação estreita entre poder e religião, destaca-se na cidade o segmento evangélico.
Tornou-se tradição dos partidos protagonistas da cena política anapolina a escolha de candidatos a prefeito que sejam evangélicos, com vices católicos, ou o inverso. As composições das siglas sempre se nortearam para um equilíbrio neste sentido. As legendas se orientam na representatividade religiosa desde que ela seja acompanhada de capilaridade política. É preciso ter sempre uma conciliação destes dois fatores, pois nada adianta embarcar em um projeto em que o peso religioso não tenha na balança eleitoral a mesma medida do político.
Para as eleições de 2016 a regra não será diferente. As legendas já pensam em alianças que contemplem o segmento evangélico sem deixar de contemplar os outros segmentos religiosos, como o catolicismo e sua grande influência na sociedade. Afinal, mesmo com divergências, protestantes e católicos são cristãos, há semelhanças de valores e de linhas de pensamento. Neste contexto, é necessário considerar os católicos ortodoxos da comunidade sírio-libanesa que, mesmo de menor número, têm importante representatividade na sociedade anapolina.
Influência política
O pastor da Assembleia de Deus e líder do PHS em Anápolis, Elismar Veiga, afirma que é necessário tomar cuidado para que não se confunda Anápolis como uma cidade politicamente evangélica. Segundo ele, este segmento tem se preocupado com questões de ordem social, ligadas às convicções do meio evangélico em relação a alguns temas, como aborto, homoafetividade, liberdade religiosa e o conceito de Estado laico. “O evangélico é muito politizado neste sentido e tem buscado eleger políticos, principalmente para o Legislativo, que pensam e compartilham das mesmas ideias”, explica. Para o presidente municipal do PSDB, Valto Elias, é reconhecido o engajamento dos religiosos do segmento evangélico na política local, sempre com a participação de pastores ou integrantes de diferentes denominações. Ele lembra que no passado, já tentaram promover confrontos políticos entre as diferentes igrejas evangélicas de Anápolis. Mas, segundo ele, a questão está superada e atualmente predomina mais o sentimento de união do que de cisão. Valto Elias ressalta que apelar apenas para o aspecto religioso para tentar capitalizar dividendos políticos pode ser uma tática equivocada. Isto porque a maioria do eleitorado religioso dá mais importância para questões programáticas, ou seja, projetos que sejam os melhores para Anápolis. “Temos uma diversidade religiosa bem composta, portanto é preciso lançar bases consistentes à representatividade evangélica, assim como a católica e espírita.” O deputado estadual Carlos Antonio (SD) diz que todas as vezes que se lançaram vários candidatos evangélicos a prefeito, houve uma grande divisão do segmento. Ele acredita que, para o ano que vem, os partidos vão levar em consideração a denominação dos candidatos para que não haja uma grande fratura desta parcela importante do eleitorado anapolino. E mesmo com grande antecipação e ao arrepio da legislação eleitoral, ele já se coloca no páreo: “Sou candidato a prefeito e reconheço a importância que o evangélico tem na decisão da eleição municipal.”Eleito presidente da República, Tancredo Neves escolheu um ministério que contemplou as forças que o apoiaram na vitória no Colégio Eleitoral. Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro, menosprezado a equipe indicada pelo político mineiro, disse: “Com esse ministério...”. Tancredo Neves respondeu na mesma medida, demonstrando impaciência, numa entrevista coletiva: “E ele, com esse secretariado?” A biografia “Tancredo Neves — A Noite do Destino”, de José Augusto Ribeiro, informa: “Ao dar a resposta, Tancredo batera com força a mão esquerda contra a parte de baixo de seu próprio ventre. Já seria a dor dos dias que se seguiriam”.
Essa é a terceira sentença do caso. Dos 41 candidatos acusados, oito já foram condenados
Em resposta ao caso da cadeira levada à UFG, Wolmir Amado visitou o Centro Acadêmico na noite desta sexta-feira (20/3) e garantiu que se empenhará para reavê-la
Agentes alegaram que a médica Claudiana Ramos Caiado poderia se manifestar livremente, mas sem os utensílios
Apesar de ainda continuar na UTI e não ter previsão de alta, o garoto já se alimenta normalmente, com dieta livre
Presidente contou, em entrevista ao Jornal Opção, qual é o panorama da empresa para os próximos anos. Criação de um instituto de Pesquisa é uma das prioridades
Entre os dias 17 e 20/3 foram fiscalizados 45 postos revendedores e foram realizadas 25 autuações na capital
Vice-presidente da associação afirma que tempo que aluno levou para tirar a cadeira do CA não seria suficiente para ele pichar paredes e quebrar troféus da sala

