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Ex-prefeito de Senador Canedo acreditou demais na própria capacidade e depois fez alianças erradas na política
Henrique Morgantini
Especial para o Jornal Opção
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Vanderlan Cardoso, a novidade velha da política goiana: terá de renegar o que disse em passado recente | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Vanderlan Cardoso foi uma novidade. Assim como “A Novidade”, música de Gilberto Gil de grande sucesso radiofônico, na qual seus versos mesclam a poesia singular do baiano e fortes versos de apelo social para um Brasil dos anos 1980, perdido em desigualdade. Tão antiga, tão atual. E, tal qual a novidade, a que “veio dar à praia na qualidade rara de sereia”, Vanderlan Cardoso um dia foi o novo que surgia nas areias da metafórica praia da política estadual.
Pelo menos foi nesta postura que ele se apresentou em 2010 quando foi candidato ao governo de Goiás pela primeira vez. Mais do que novidade, ele era a renovação, a reinvenção da forma de fazer política e de gerir. Com Vanderlan, a terceira via nunca soou tão viável. Era o Marconi 2.0.
Afinal, ele era “pop” por assim dizer. Por pelo menos dois motivos:
Cardoso vinha de duas gestões de grande aprovação e com a realização de mudanças na cidade de Senador Canedo para além dos tradicionais discursos. Vanderlan realmente fez. Fez para si e para a cidade, tendo em vista que ao construir seu patrimônio político a partir do tímido mas pujante município, o empresário também colocou a cidade da região metropolitana de Goiânia em um patamar que ela jamais havia sido considerada em termos de participação na agenda política regional.
A outra razão é sua própria biografia. Vanderlan é o perfil exato, milimétrico, do self-made man. O sonho conceitual americano É a representação dos homens que se fizeram pessoal e economicamente sozinhos. Aqueles que saíram da pobreza ou da realidade sem grandes perspectivas e se tornaram personalidades poderosas, homens ricos solidificados na força da própria vontade, do empreendedorismo e na astúcia.
Vanderlan seria um personagem clássico de Horatio Alger, o difusor – se não curador – do conceito do sonho americano. O escritor que difundiu o “Rags to Riches” (algo como dos trapos à riqueza). Vanderlan Cardoso é de Iporá e sua declaração de bens para as eleições de 2014 passa da casa dos R$ 30 milhões. O PIB de Iporá é pouco acima dos R$ 211 milhões e só um filho da cidade tem mais de 14% de sua geração anual.
Horatio Alger ficaria extasiado com o goiano.
Tudo isto fez/fazia/poderia ter feito de Vanderlan um político diferente, uma novidade como ele queria e tinha razão para reivindicar ser.
Mas, acontece que Vanderlan se perdeu. Talvez o excesso de confiança e fé no sucesso que tão bem o serviu ao longo da vida o fez cair numa dura realidade de derrota depois do resultado das urnas de 2010. Talvez esta combinação tenha feito o golpe doer ainda mais. E então, o empresário que se tornou milionário sem depender de relações de poder da política, que se tornou prefeito sem ser um político profissional, repentinamente quis mudar a estratégia. A novidade que, como na música de Gil, “era o máximo”, acaba-se por começar a se metamorfosear em “o paradoxo estendido na areia”.
Vanderlan era esta sereia bonita na política. E pode se tornar apenas um sonho que Goiás teve.
Isto porque após o pleito, o detentor da mensagem da renovação se comportou como um adversário menor, abatido. Deixou de lado o conceito do novo para se tornar mais um. Vanderlan deixou de bancar uma imagem própria para se tornar um político profissional: mais do mesmo.
Bancar uma derrota não é fácil. Seguir firme no mesmo após a derrocada é para os obstinados. E dizer que um sujeito pobre que se torna o mais rico candidato de Goiás não tem foco e determinação seria piada. Mas, talvez por falta de opções e orientações que fugissem do óbvio, Vanderlan caiu na vala comum. Foi buscar abrigo não somente em políticos escolados, professores do vício, medalhões. Ele foi além e deu dois passos para trás no tabuleiro. Ao entrar no PMDB pós-derrota de 2010, Vanderlan encontrou aconchego no grupo que já tinha perdido quatro disputas. Mais do mesmo ao quadrado.
Se aliar-se a Perillo seria ruim, ao PMDB de Iris era uma tragédia.
A partir de então, se envolveu em disputas inglórias e inférteis com quadros como Adib Elias e outros nomes satélites do PMDB. Não é questão de menosprezar a trajetória de qualquer político goiano, mas a impressão que se tinha era que Vanderlan não era disso, não era para se tornar mais um na multidão. Ainda mais na multidão pra lá de batida, desgastada e vencida do PMDB. Política é feita se escolhendo lados. Mas o determinante é deixar claro para quais lados você não deve ir.
Ir para todos os lados não é escolher, é sobrar.
Quando tudo parecia ter chegado ao limite do desgaste, Cardoso conseguiu se superar: aliou-se de forma quase consanguínea a Ronaldo Caiado. Se tinham em comum uma espécie de “ódio” a Marconi Perillo, o empresário não precisava ostentar uma paixão fraternal tão intensa pelo recém-aliado Caiado. A Novidade havia feito escola no PMDB e se formado no PFL. Era mais um episódio do triste fim de uma trajetória de renovação, que prometia ser brilhante.
Ao fazer este movimento, Vanderlan não somente sucumbiu à roda da política tradicional como também deixou um recado para os futuros políticos que querem fazer algo de diferente: não tentem, não compensa. E, por isto, Vanderlan Cardoso tornou-se, nas eleições de 2014, uma versão do Pneumotórax de Bandeira: o político que poderia ter sido e não foi. O resultado foi o mesmo: o que poderia ter sido e não foi: mais do mesmo ao cubo.
Agora, não mais numa tentativa de ser novidade, mas de obter apenas uma sobrevida política – e quem sabe obter a chance de um recomeço – o ex-prefeito de Senador Canedo refugia-se novamente onde já foi lombo e chicote. Busca conforto em quem ele deveria ter sido e não foi. Se, antes, se anunciava como o novo do novo, agora tenta encontrar remédio para suas enfermidades em Marconi Perillo. Deixa de ser planeta para se candidatar a satélite numa triste órbita já viciada e com excesso de contingente.
Se até o primeiro trimestre de 2010 Cardoso era aliado de Perillo, tornou-se seu adversário por duas eleições e agora terá dificuldades para tentar apagar da memória do seu próprio eleitor tudo o que ele já disse sobre o Estado gerido pelo tucano. Terá de desdizer opiniões como “governo atrasado e pouco transparente” e por aí vai. Nada mais profissional e típico num político de carreira: tentar apagar o que se disse.
Lá se vai a novidade, perdendo-se na praia já sem a “qualidade rara de sereia”. Vanderlan abriu mão de tentar ser o único para, agora, arriscar ser mais um.
A desistência de Cardoso gera uma silenciosa massa de órfãos que esperam, ainda, por uma novidade que não respire os ares da política feita em portas fechadas e com alianças de oportunidade. “Esqueçam o que eu falei”, começa a repetir o mantra de Cardoso. Nada novo, tudo igual e todos.
A Marconi, resta recolher Vanderlan Cardoso em seu pedido de abrigo com vistas às eleições metropolitanas do próximo ano. O persistente Vanderlan, que já disse estar cansado de concorrer sem aliados, mas se esquece de que suas alianças foram fruto de suas escolhas, sonha em ter a estrutura de Marconi numa possível disputa à Prefeitura. Sem precisar fazer qualquer compromisso, resta ao governador dar o abraço do vencedor no derrotado e, aos amigos, soltar um sorriso de canto de boca, como quem diz “eu já sabia”.
Na canção de Gil, a disputa entre o poeta e o esfomeado acaba por estraçalhar a tal sereia bonita. O sonho, acaba sendo despedaçada pela realidade da fome, da ganância, da vaidade.
Não há tanta poesia, tampouco poetas, na política, mas o que mais se tem são esfomeados pelo poder despedaçando sonhos e projetos. São os verdadeiros “paradoxos estendidos ali na areia”.
Resta-nos observar e saber se a novidade, que seria um sonho, um milagre risonho da sereia, irá se tornar um pesadelo tão medonho...
Irmãs seguem internadas na UTI da unidade hospitalar e respiram com ajuda de aparelhos
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Deputados Eduardo Siqueira Campos e Paulo Mourão: o embate que será cada vez mais frequente | Fernando Leite/Jornal Opção | Divulgação[/caption]
O deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) lamentou na sessão de quarta-feira, 22, que o Governo do Estado não tenha realizado as promoções de 1.200 policiais militares na terça-feira, 21, tradicional data em que esses atos ocorrem. Eduardo Siqueira destacou o trabalho realizado pela Assembleia Legislativa em aprovar a Lei que reorganizou o quadro da Polícia Militar (PM) e que viabilizaria a publicação do Ato de promoção dos policiais. Segundo o deputado, a decisão judicial que tratou do assunto não proibiu o governador de realizar as promoções.
Durante a solenidade de aniversário da cidade de Colinas, ocorrida no dia 21, o governador Marcelo Miranda (PMDB) homenageou todos os membros da PM pela data, em comemoração ao Dia de Tiradentes, patrono da PM. Mostrou-se indignado pelo fato de não poder anunciar as promoções da Corporação (previstas para ocorrer naquele dia), em decorrência de liminar emitida pela Justiça. “Mas isso só reforça o meu compromisso com a categoria. Essas promoções serão concedidas tão logo haja cabimento legal”, assegurou o governador.
Segundo Eduardo Siqueira, a decisão do juiz Océlio Nobre tratou apenas de reservar as vagas aos policiais promovidos em 2014 e que tiveram suas ascensões na carreira suspensas por decreto e contestadas judicialmente pelo atual governo. “Na minha visão, o Magistrado tratou somente de reservar as vagas aos já promovidos, pois estas estão em análise pelo Poder Judiciário. Mas em nenhum momento ele proibiu que o governo fizesse as 1.200 promoções que estavam previstas”, afirmou.
O deputado questionou os motivos de o governo não realizar as promoções. “Por causa da decisão judicial não foi”. Pois, ainda de acordo com Eduardo Siqueira, baseado na Lei aprovada pela Assembleia Legislativa na semana anterior, a PM detém atualmente cerca de 9 mil cargos e um efetivo de cerca de 5 mil policiais. Portanto, segundo ele, a promoção de 1.200 policiais em nada irá interferir na eventual promoção dos cerca de 2 mil militares que foi suspensa pelo atual governo, caso assim a Justiça determine no futuro.
O deputado disse também que, ao assumir o governo em janeiro de 2011, o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) encontrou várias promoções realizadas pelo ex-governador Carlos Gaguim (PMDB) em 31 de dezembro de 2010 e que todas foram respeitadas.
Mourão rebate críticas
O deputado Paulo Mourão (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, rebateu as críticas ao governo do Estado que, por decisão judicial, ficou impedido de promover os 1.200 policiais.
Paulo Mourão usou a tribuna para criticar o governo passado que, segundo ele, não apresentou o orçamento de 2014 e ainda enviou projetos, desequilibrando mais ainda a ordem econômica e fiscal do Estado.
“Um governo que não respeitou nos últimos quatro anos a Lei de Responsabilidade Fiscal, encaminha projeto de Medida Provisória, dando merecidamente promoções a militares, mas também causando vergonha a esse Estado em nível nacional, onde sargento vira coronel da noite para o dia”, discursou. De acordo com o deputado, os próprios militares ficaram incomodados com esse ato.
Mourão criticou duramente a oposição. “Não respeitaram a Lei Complementar 79. Não venham com lorotas politiqueiras de que o governo não promoveu os policiais militares. O governo Marcelo Miranda está tentando colocar ordem econômica e jurídica no Estado que estava bagunçado. É preciso que esta Casa se levante contra esse tipo de política baixa, rasteira que está levando este estado a um poço de profundidade interminável, moral e econômica”, sugeriu.
O líder do governo garantiu que o Executivo vai recorrer na Justiça sobre as decisões, por entender que são equivocadas. “A medida que o governo Marcelo Miranda propôs para as promoções agora no último dia 21 iria contemplar todos os policiais militares que estivessem sob o critério da Lei Complementar 79, não as que foram feitas de forma política eleitoreira”, explicou.
Mourão lembrou que a administração Marcelo Miranda, no que diz respeito a benefícios a funcionários públicos, sempre os fez, ao contrário do governo Siqueira Campos, que no seu entendimento, “sempre foi de tolher os direitos e as conquistas dos cidadãos; naquele tempo, não podia nem fazer ajuste de greve porque se fizesse eram maciçamente fiscalizado punidos transferidos ou demitidos”, atacou o líder.
O deputado Paulo Mourão (PT), líder do governo na Assembleia, voltou a citar o rombo do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev). “Vamos debater o caso Igeprev. Estou solicitando um pedido de audiência pública, pois estamos preocupados. O funcionalismo público do Tocantins só tem a capacidade e a garantia de ter a suas aposentadorias até o ano de 2018. É um risco”. O Igeprev, de acordo com o parlamentar, saiu de uma dívida consolidada em torno de R$ 5 bilhões, em 2010, que pode chegar a R$ 16 bilhões.
O prazo para a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina no dia 5 de maio, mas pode ser prorrogado por mais um ano. Até agora, cerca de 15 mil propriedades foram cadastradas no Sistema de Informação para a Gestão do CAR (SIG-CAR), implantado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Só nestes primeiros meses de 2015, foram mais de 10 mil cadastros. De acordo com o diretor do Meio Ambiente da Semarh, Rubens Pereira Brito, as pequenas propriedades rurais (até 320 alqueires), ou seja, de 0 a 4 módulos fiscais no Tocantins, deverão receber do Governo do Estado consultoria e assistência técnica gratuita para a inscrição no CAR. “É um compromisso nosso fazer o CAR de todos os pequenos proprietários rurais até maio de 2016. Já estamos em fase de licitação para contratar uma equipe de especialistas que vai até o proprietário mais isolado e que não tem internet”, explicou.
A ameaça de morte que o deputado Wanderlei Barbosa (SD) teria sofrido por telefone foi comunicada por ele, recentemente, no plenário da Assembleia Legislativa, devido às denúncias que fez sobre irregularidades praticadas, segundo ele, pelo prefeito Amastha. Em solidariedade a seu pronunciamento, o presidente da Casa, deputado Osires Damaso (DEM), colocou a Polícia Legislativa à disposição de Wanderlei e informou que vai enviar ofício ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Civil para que apurem o caso. De acordo com o Barbosa, um homem que se identificou como Neílton ligou para seu celular às 15h03, no último dia 15, insultando-o e disse que atiraria em sua cabeça. De posse do número que originou a ligação e com os testemunhos de duas pessoas, que a ouviram no viva-voz, Barbosa contou ter ido a uma delegacia de polícia para registrar a ocorrência. O deputado lembrou que fez recentemente denúncias de supostas irregularidades na Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Palmas. A atitude causou reação na Câmara Municipal, inclusive com ataques pessoais pela imprensa. O deputado relatou ainda que o portão da casa de seu filho foi vandalizado com pichações e pedras. Em recado direto aos autores da ameaça, o deputado declarou que vai se calar apenas quando os recursos do município forem aplicados “de modo honesto e coerente”. Barbosa negou que sua atitude seja uma questão pessoal contra adversários políticos e lembrou que uma das funções do Legislativo é fiscalizar o Poder Público.
O transporte coletivo de Palmas pode ter novo reajuste de tarifas nos próximos dias. A cidade é uma das 10 capitais do país que não tiveram aumento no ano passado. Os empresários querem um reajuste de 26,8% e a prefeitura oferece 24,8%. Só para lembrar: os deputados aprovaram recentemente a isenção de ICMS do óleo diesel, justamente para beneficiar as empresas de transporte coletivo do Estado. O que implicaria uma redução de 0,12% que deixariam de ser acrescidos ao valor da tarifa.
Com apenas 28 anos, presidente da nova sigla diz que partido irá sair do papel direto para as eleições de 2016
Situação atual não é boa para o gestor da capital tocantinense e oposição não perde a oportunidade
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Foto: Wagnas Cabral[/caption]
O peemedebista-chefe Iris Rezende estaria profundamente irritado com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia. Tem reclamado que está sentindo que o petista está cada vez mais próximo do governador Marconi Perillo — a quem Iris trata, não como adversário, e sim como inimigo.
Na verdade, Paulo Garcia, mostrando maturidade, aproximou-se de Marconi do ponto de vista administrativo, para viabilizar sua gestão. Ele entendeu, depois de muito “penar”, que gestor não faz oposição a gestor e que a disputa política se dá é em períodos eleitorais.
Marconi, por seu turno, quer ampliar a aliança administrativa com Paulo Garcia e também com a presidente Dilma Rousseff. A petista-chefe tem apreço pelo administrador goiano, pois o considera eficiente e criativo. O que Dilma Rousseff faz por Marconi Perillo, este quer fazer por Paulo Garcia.
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Foto: Reprodução/ Simsed[/caption]
Em greve desde o último dia 14, um protesto dos servidores da Educação municipal terminou mal na última quinta-feira, 23.
Após ocuparem os corredores do Paço, as reivindicações dos servidores foram recebidas por cassetetes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Uma professora chegou a sofrer um corte na cabeça e precisou ser socorrida.
Em nota, a Guarda Municipal lamentou o ocorrido e garantiu que os abusos serão apurados. O órgão afirmou que a determinação era que o movimento ocorresse na parte externa do prédio, e explicou que por isso foi necessário o “uso progressivo da força”.
Mas não foram apenas as agressões no Paço que marcaram as greves municipais esta semana. O MP-GO ordenou que 90% dos funcionários da Saúde municipal voltassem ao trabalho após declarar a inconstitucionalidade da greve. Ainda assim, o grupo decidiu pela paralisação dos 10% restantes.
A greve dos médicos, por outro lado, teve um fim mais ameno. Paralisados desde domingo, 19, os servidores voltaram às atividades na sexta-feira, 24. De acordo com o presidente do sindicato, Rafael Cardoso Martinez, o prefeito Paulo Garcia (PT) atendeu cinco das seis principais exigências, entre elas o pagamento da data-base de 2014 e 2015.
Em meio ao caos, servidores da Educação informaram que pretendem denunciar a Prefeitura ao MP-GO por pagamento de gratificações e regências para diretores que não estão exercendo função em sala de aula, mas sim cargos administrativos. O estatuto do servidor estabelece que os benefícios estão garantidos apenas a docentes em sala de aula.
O Jornal Opção Online teve acesso à lista com o nome de pelo menos sete servidores suspeitos de receber vencimentos irregulares.
CCJ aprova PEC que limita a 20 o total de ministérios
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira, 22, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 299/13, que limita em 20 o número de ministérios que o Poder Executivo pode criar e manter. De autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a proposta foi aprovada por 34 votos a 31. Apesar do governo ter tentado reverter os votos, o PMDB teve apoio de outros partidos da base, como PP e PTB, e causou mais esta derrota ao governo. Agora, uma comissão especial será criada para apreciar o projeto, que depois vai para duas votações no plenário, para então seguir para o Senado.Base diverge sobre projeto de reforma administrativa
A Câmara Municipal de Goiânia foi marcada por debates acerca do novo projeto de Reforma Administrativa do prefeito Paulo Garcia (PT). Após reunião com diretores de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) na última sexta-feira, 24, parlamentares da base aliada ficaram receosos com a retirada de direitos dos servidores do projeto. Os vereadores esperam que o prefeito atenda a pelo menos cinco alterações ao projeto de reforma administrativa. A demanda mais polêmica é quanto ao cumprimento de 60 horas semanais na jornada de trabalho de dois turnos. A categoria exige que seja retirado o trecho que fala sobre dedicação exclusiva às unidades de ensino. Matéria deve ser votada em maio.Comissão defende atendimento das OSs na Saúde
A base do governador Marconi Perillo (PSDB) na Assembleia Legislativa não deixou passar as críticas da oposição quanto à eficiência das Organizações Sociais (OSs). Presidida pelo tucano Gustavo Sebba, a Comissão de Saúde e Promoção Social realizou uma reunião com várias OSs com o objetivo de rebater as acusações quanto à viabilidade das entidades. Foram apresentadas estatísticas do antes e depois das OSs na área da saúde pública em Goiás. Um dos depoimentos foi do diretor-geral do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) — alvo da maioria dos ataques –, Ciro Ricardo Pires de Castro. O médico mostrou dados da unidade após a OS Gerir assumir a administração e garantiu que “houve mudanças da água para o vinho”. Mesmo após críticas, nenhum deputado oposicionista compareceu, o que foi lembrado tanto por Sebba quanto por Talles Barreto (PTB).Aprovada terceirização para todas as atividades
A Câmara dos Deputados concluiu na noite da última quarta-feira, 22, a votação do Projeto de Lei que regulamenta a contratação de serviço terceirizado no Brasil. Projeto agora segue para o Senado. A emenda principal, que manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim, foi aprovada por 230 votos a 203. Em Goiás, de 17 deputados federais, 13 votaram a favor da emenda. Os tucanos Alexandre Baldy, Célio Silveira, Fábio Sousa, Giuseppe Vecci; os peemedebistas Pedro Chaves, Daniel Vilela; além de Heuler Cruvinel (PSD), Jovair Arantes (PTB), Lucas Vergilio (SD), Magda Mofatto (PR), Marcos Abrão (PPS), Roberto Balestra (PP) e Sandes Júnior (PP) votaram a favor. Já Delegado Waldir (PSDB), Flávia Morais (PDT) e Rubens Otoni (PT) foram contra. João Campos (PSDB) foi o único parlamentar goiano ausente.PSDB precisa se decidir: impeachment ou não?
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Ex-presidenciável Aécio Neves: “Impeachment não é golpe” | Twitter[/caption]
Os tucanos não decidiram ainda qual será o posicionamento quanto à possibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
O senador Aécio Neves já afirmou que, se comprovadas as “pedaladas fiscais” supostamente realizadas pela equipe do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, existirão motivos suficientes para pedir o impedimento da presidente. “Impeachment não é golpe de Estado. É constitucional”, já disse Aécio.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, disse no último domingo, 19, durante evento, que movimento pelo impeachment é “precipitado”. “Não pode ser tese.”
No mesmo evento, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, discordou de FHC e disse que, para ele, a presidente descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E aí, tucanos? Serão a favor ou contra o impeachment?

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Foto: Marcos Oliveira[/caption]
Se depender da deputada Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson e comandante-em-chefe do PTB, a fusão do PTB com o DEM está sacramentada. O partido continuaria com o nome PTB, mas com o número 25 do DEM, e iria para a oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. Neste caso, o senador Ronaldo Caiado ficaria no partido, ao lado de Agripino Maia e ACM Neto. Mas pode ir para o PMDB? Só se for por motivo de capilaridade eleitoral, tendo em vista a disputa do governo, em 2018.
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende torce pela filiação de Ronaldo Caiado ao PMDB. Tudo para evitar que o partido caia sob o controle de Júnior Friboi ou Daniel Vilela. O peemedebista-chefe não perdoa o pai do jovem deputado, Maguito Vilela, a quem atribui a invenção política de Friboi.
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Arquivo[/caption]
A situação do prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), é tão confortável, em termos eleitorais, que alguns de seus aliados, em tom de pilhéria, contam que estão procurando um candidato para lançá-lo como adversário na disputa de 2016. É que ninguém está querendo enfrentar Evandro Magal, que tende a ser reeleito com facilidade.
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Foto: Fernando Leite[/caption]
O deputado federal Sandes Júnior, do PP, afirma que está mais do que definido: “O candidato a prefeito de Goiânia pela base marconista será o presidente da Agetop, Jayme Rincón. Não há nenhuma outra alternativa”.
Sandes Júnior sublinha que Jayme Rincón “repaginou” o visual para chegar enxuto à disputa de 2016. “Gestor afiado, dono de um discurso firme e consistente, tão ousado quanto o governador Marconi Perillo, Jayme Rincón só não será candidato se não quiser.”
A chapa, na opinião do deputado, terá Jayme Rincón para prefeito e um político do PP — talvez ele próprio — para vice-prefeito. “Um tucano terá um vice do PP — assim como José Eliton (PP), candidato a governador em 2018, terá um vice do PSDB, possivelmente Giuseppe Vecci. E para o Senado? Possivelmente, um nome do PSDB, Marconi Perillo, e um do PSD, quem sabe Vilmar Rocha.”
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Foto: Fernando Leite / Jornal Opção Online[/caption]
Deputados do PT e do PMDB pretendem convocar a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, para que explique “por qual motivo a receita cresceu mais de 10% e o governo continua falando em apocalipse”.
Parlamentares do PMDB sugerem que é preciso explicar o significado do aumento da arrecadação e a questão da antecipação da receita. Além disso, frisam, deve-se mencionar o pagamento do IPVA.
Eles apostam que a crise vai explodir mesmo é no mês de agosto. Se a crise não for contida, se o país não crescer entre 3% e 4% — e dificilmente vai crescer —, governos estaduais e federal terão de “cortar” salários de funcionários públicos, avaliam deputados.

