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Em muitos dos municípios do Norte do Estado, o pleito já está desenhado. Em Porangatu, não existe outra saída: a eleição ficará entre os grupos do deputado estadual Júlio da Retífica (PSDB) e do atual prefeito, Eronildo Valadares (PMDB). Em Campinorte, a eleição também deverá ser polarizada. O embate deverá acontecer entre Vander Borges (PP) e o atual prefeito, Francisco Sobrinho, o Chicão (PSB). Niquelândia: o atual prefeito Luiz Teixeira (PMDB) deverá enfrentar a ex-primeira-dama e ex-deputada estadual Gracilene Batista (PTB), além de um candidato do Solidariedade ainda não definido.
Segundo o presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves, a lista de prefeitos que deverão se filiar ao partido deverá aumentar ainda mais. Depois de filiar o prefeito de Quirinópolis, Odair Resende (ex-DEM), Afrêni garante que já tem conversado com prefeitos de vários municípios, muitos deles do PMDB e do PT. “Atualmente, temos 32 prefeitos. Queremos chegar a 100. Vamos fazer com que o partido cresça em quantidade e em qualidade antes mesmo de chegar o período eleitoral”, diz. O trabalho tem sido feito de modo rápido. Afinal, o prazo limite para filiação de quem quer disputar no ano que vem é setembro.
O presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves, garante que logo na primeira semana de agosto, tão logo passe o recesso, se reunirá novamente com os deputados federais Waldir Soares, Fábio Sousa e João Campos e com o deputado estadual Mané de Oliveira. O motivo: debater a situação de Aparecida de Goiânia. Acontece que os quatro foram os mais votados na cidade do prefeito Maguito Vilela (PMDB).
Sobre Aparecida: o presidente da comissão provisória do PSDB da cidade, Allison Cabral, chega de férias nesta semana. Os tucanos da cidade garantem que, tão logo chegue, Allison deverá convocar reunião para decidir sobre a abertura de edital visando à eleição do diretório municipal.
Há algo de podre no reino. Não, não se trata de Hamlet, mas de Eduardo Cunha (PMDB). Parlamentares garantem que o presidente da Câmara Federal está articulando uma nova estratégia contra o governo federal. “Tenho certeza, e falo de coisas que ouvi, que o PMDB irá colocar em votação neste segundo semestre a mudança de sistema político, tentando aprovar o parlamentarismo”, diz um presidente de partido. Ele continua: “Pode parecer insanidade, mas o projeto, de autoria do deputado Roberto Freire (PPS), já está bastante avançado nos bastidores da Câmara”. A questão, segundo este político, é que, se aprovado o parlamentarismo, a presidente Dilma se tornaria uma espécie de “rainha da Inglaterra”, isto é, sem quase nenhum poder. Quem mandaria, de fato, seria o primeiro-ministro. “E este cargo ficaria sob responsabilidade do próprio Cunha, do presidente do Senado, Renan Calheiros, ou do vice-presidente Michel Temer”, afirma.
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Enil Henrique, o presidente atual, e Flávio Buonaduce: disputa na OAB Forte?[/caption]
A dissidência de alguns integrantes da situação na OAB-GO abriu uma polêmica inesperada. De um lado o Conselho Seccional unido em sua maioria esmagadora apoia e cobram do presidente Enil Henrique de Souza Filho sua candidatura e permanência à frente da OAB-GO. De outro, alguns conselheiros estaduais possuem maior identidade com Flávio Buonaduce Borges. Mas a dúvida perdura. Afinal, quem detém legitimidade para angariar para si o slogan OAB Forte?
Enil balança a bandeira da OAB Forte há mais de 15 anos, período em que foi conselheiro e diretor da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) nos mandatos de Felicíssimo Sena e Miguel Cançado. Já na gestão de Henrique Tibúrcio foi diretor-tesoureiro e ainda possui o apoio, dentre os conselheiros eleitos pela OAB Forte, de Otávio Forte, primogênito de Eli Alves Forte. Já, entre os apoiadores de Flávio Borges, Felicíssimo e Miguel entendem que, por direito, possuem condições de embandeirar o slogan.
Embora alguns entendam que o slogan possa estar desgastado pelo fator tempo, a briga promete capítulos inesperados, pois de fato os dois lados possuem suas razões e o resultado pode oferecer ainda maior divisão — principalmente se for confirmada a dissidência de Flávio Borges.
Caso similar ao que pode ocorrer este ano se deu na eleição de 2000, com as candidaturas do então dissidente conselheiro federal Edmar Lázaro Borges e do então presidente Felicíssimo Sena, ambos da chapa OAB Forte. Enquanto isso, a oposição marchou unida com Renaldo Limiro, mas ainda assim foi derrotada. A dissidência de Edmar Lázaro Borges, à época, ocorreu por não concordar com mais uma gestão de Felicíssimo após mandato-tampão. A história está se repetindo, todavia com personagens diferentes. Agora quem está sofrendo com dissidências é o presidente Enil Henrique, o que mais uma vez não diminui a probabilidade de derrota da oposição. Em enquete realizada na rede social Facebook foi revelada a seguinte situação: se a eleição fosse neste mês, Enil teria 160 votos; Lúcio Flávio, 139 novos; Paulo Teles, 11; Flávio Borges, 6; e Djalma Rezende, 4 votos.
Com o prazo para filiações se encerrando em setembro, os partidos estão a mil em busca de novos quadros para disputar as vagas da Câmara Municipal. Um deles é o PSDB. O presidente metropolitano, Rafael Lousa, afirma que a legenda seguirá três diretrizes: 1) Realizar seminários em cada uma das 10 zonais; 2) Identificar lideranças tanto do partido quanto fora dele com condições de disputar como vereador; 3) Coletar ideias e sugestões para formatar um plano de governo para o candidato que concorrerá à prefeitura. Tudo isso deverá ser feito até setembro. “Em outubro deste ano já vamos começar um trabalho de preparação desses possíveis candidatos, orientando-os, por exemplo, sobre marketing e prestação de contas”, diz Lousa.
Há um consenso entre os políticos das mais variadas siglas e ideologias: 2016 guarda eleições complicadas para todos. A questão: como os municípios estão “quebrados”, mais de 90% dos prefeitos não são bem avaliados. Logo, praticamente não há favoritos para o pleito do ano que vem, o que faz com que a expectativa seja apenas uma: a de disputas apertadas e ferrenhas, sobretudo, no caso de Goiás, nas cidades maiores.
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Para a vaga de vice do prefeito João Gomes, Fernando Cunha Neto, Pedro Canedo e Carlos Antônio tentam se cacifar[/caption]
A menina dos olhos da política em Anápolis não é a cadeira titular da prefeitura, mas sim compor a vice do prefeito João Gomes (PT) em seu projeto de reeleição. Primeiro de tudo, o chefe do Executivo é um candidato de voo único, ou seja, não poderá disputar uma nova eleição em 2020. Assim, se abre um espaço para o vice galgar candidatura no próximo pleito municipal após 2016, com capilaridade eleitoral e com a máquina pública em mãos.
Outro aspecto é a ausência de adversários em condições de derrotar o prefeito petista. Os poucos que dizem ser candidato não têm estrutura e muito menos agenda política para disputar com João Gomes. Além disso, o prefeito conta com a simpatia do governador Marconi Perillo (PSDB), quem de fato poderia ser adversário, mas que no momento dá todos os índicos que não quer se opor a João Gomes, inclusive estaria aprovando a ideia de um tucano ocupar a vaga de vice.
Se um quadro do PSDB vier ser o vice de João Gomes, o partido do governador terá chances ampliadas de ocupar a titularidade da Prefeitura de Anápolis. Porém, aí, surge outra questão. Será que o ex-prefeito Antônio Gomide e seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni, deixariam um tucano vencer eleições ao Executivo municipal? É preciso levar em consideração que em 2018, Gomide poderá disputar mais uma vez a prefeitura.
Primeiramente, se deve analisar que, qualquer deliberação que englobe o PT, as decisões deverão sair de um conjunto, não apenas de vontades isoladas. Numa aliança política, ainda mais quando se unem forças tecnicamente antagônicas, o compartilhamento de resultados é fundamental, sejam eles ônus e/ou bônus.
Outros pretendentes
Mas a vaga de vice de João Gomes não é somente disputada por tucanos, como o vereador e superintendente do Produzir, Fernando Cunha Neto. Há nomes de outros partidos que a querem. Um deles é o deputado estadual Carlos Antonio (SD), que tem afirmado que é candidato, mas que no final deve compor com a frente política liderada pelo PT. Outro nome que surgiu recentemente é do ex-deputado federal Pedro Canedo, do PP. Sumido da política, o pepista vê na vaga de vice uma forma de sair do ostracismo eleitoral em que se encontra.
O grupamento de político formado por PHS, PSD, PPS e PEN, denominado G4, também está com a mira apontada para a vice de João Gomes. Elismar Veiga (PHS) seria o nome que esta agremiação de legendas tem para se juntar ao prefeito. O vereador Frei Valdair (PTB) também considera a hipótese de unir forças com João Gomes.
Mas seja qual for o resultado deste leilão partidário, há séria possibilidade da vaga de vice ser ocupada por um quadro do próprio PT. Esta chance não é descartada. O presidente estadual da legenda, Ceser Donizete, por exemplo, tem plenas condições de compor uma chapa pura sangue com respaldo de um amplo grupo partidário.

