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Ao bancar Nailton, Irismo trai José Nelto, que decide se aliar a Daniel Vilela

José Nelto teria sido iludido pelo irismo, inclusive por Iris Araújo

Andressa Mendonça cita amor para justificar retomada do casamento com Carlos Cachoeira

“É o amor, não tem motivação maior”, diz Andressa Mendonça. Cachoeira concorda: “É verdade”

Dilma desembarca na Suécia em busca de acordos comerciais e educacionais

Presidente será recebida neste domingo (18) pelo rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Silvia

“Magal está entre os cinco prefeitos mais bem avaliados do Estado”, garante Marquinho Palmerston

Fora do páreo em 2016, deputado sinaliza que reeleição do pepista é mais do que certa

Paulo Garcia: “Se momentos difíceis vivi, não me lembro deles”

Prefeito de Goiânia entregou mais uma obra na manhã deste sábado (17)

Em Madri, Marconi apresenta projeto que auxilia goianos no exterior

O "Andorinha" foi criado pelo governador de Goiás no ano de 2013

“Fantasma” da Assembleia repercute na imprensa internacional

Reportagem do "Washington Post" narra caso da ex-servidora goiana que virou meme nas redes sociais e, de quebra, faz uma análise sobre a corrupção no Brasil

Amanhã é dia de adiantar o relógio em uma hora

Horário de verão tem início à meia-noite e vai até o dia 21 de fevereiro de 2016

“Assembleia Legislativa é o órgão público mais controlado do Estado”

Deputado do DEM que preside o Legislativo goiano reconhece que tem pensamento divergente ao do presidente da sigla, senador Ronaldo Caiado, mas não cogita sair do partido

Conto-réquiem de Varlam Chalámov resgata história de como morreu o poeta russo Óssip Mandelstam

Um dos relatos de “Contos de Kolimá”, o brilhante registro literário da vida no Gulag, esclarece os últimos dias do poeta que ridicularizou o ditador Stálin e seu bigode de barata

TJ-TO julga inconstitucionais leis que promoviam PM e Bombeiros

[caption id="attachment_48715" align="alignnone" width="620"]Sandoval Cardoso: “bomba” para sucessor antes de sair Sandoval Cardoso: “bomba” para sucessor antes de sair[/caption] Dock Junior A tarde de quinta-feira, 15, foi marcada pelo julgamento por parte do Tribunal de Justiça do Tocantins da inconstitucionalidade das leis, sancionadas pelo ex-governador Sandoval Cardoso (SD), acerca das promoções de policiais militares e bombeiros em 2014. À época, o ex-governador realizou 506 promoções por “excepcionalidade”, que, somadas às ocorridas em novembro, dariam um total de 2.149 beneficiados. Por oito votos a quatro, a Corte Su­prema do Estado do Tocantins julgou como inconstitucionais aquelas legislações. O governador Marcelo Miranda (PMDB), após tomar posse em janeiro de 2015, avaliou a plausibilidade jurídica das leis, e propôs, em fevereiro, uma Ação Direta de Incons­titucionalidade que questionou a lei 2.921/2014, que reestruturava o Plano de Cargos e Carreiras do Corpo de Bom­beiros; a lei 2.922/2014, que reestruturava o Plano de Cargos e Carreira da Polícia Militar; a lei 2.924/2014 que alterou os critérios de promoções na PM-TO e a lei 2.925, que instituiu a promoção especial por tempo de serviço na PM. O chefe do Executivo também arguiu os decretos nº 5.134/2014, e 5.165/2014, que reduziram à metade o interstício para a promoção no quadro de oficiais da PM e Bom­beiros, respectivamente. O Executivo considerou que as promoções foram um devaneio administrativo, fruto de um governo sem compromisso com o equilíbrio das contas do Estado, que, de forma nunca vista no To­cantins, abusou de sua irresponsabilidade com o equilíbrio entre os gastos ascendentes e arrecadação estagnada. Caso fossem mantidas, as promoções aumentariam as despesas em aproximadamente 37 milhões de reais por ano.

Igeprev pagava benefício a defuntos

[caption id="attachment_48716" align="alignleft" width="620"]Presidente do Igeprev, Jacques Silva: “Falta de controle” Presidente do Igeprev, Jacques Silva: “Falta de controle”[/caption] Dock Junior O presidente do Instituto de Gestão Previdenciária (Igeprev) do Tocantins, Jacques Silva, declarou que a instituição pagou R$ 915 mil a 98 beneficiários que já estavam mortos. Os valores foram creditados indevidamente no período de 2003 a 2014 e identificados pela atual gestão em março deste ano. A irregularidade foi constatada antes de ocorrer mais um caso. O pagamento em questão não foi efetivado, contudo, o fato levou os técnicos do órgão a uma análise mais minuciosa dos beneficiários, oportunidade em que ficou comprovado os equívocos anteriores. O gestor do instituto de previdência não fala em má-fé. Ele acredita que se trata de um erro do órgão em razão da falta de controle e organização. Silva afirma que fato dos processos ainda não serem totalmente informatizados no Igeprev, certamente, contribuiu para que os enganos ocorressem. Uma parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que recebe dos cartórios de registro civil as informações sobre óbitos regularmente, foi firmada com o objetivo de que os mesmos dados também sejam repassados ao instituto de previdência. Jacques Silva afirmou que os cartórios já estão repassando as listas de óbitos àquele instituto. Para ele, outra medida relevante é instituir o recadastramento anual dos beneficiários e por esta razão, um mutirão para essa nova coleta de dados terá início na próxima semana.

O russo Varlam Chalámov prova, com “Contos de Kolimá”, que a literatura pode iluminar a história

[caption id="attachment_48774" align="alignleft" width="620"]Varlam Chalámov: autor dos magistrais relatos dos “Contos de Kolimá”, um retrato fidedigno do que ocorria no Gulag comunista Varlam Chalámov: autor dos magistrais relatos dos “Contos de Kolimá”, um retrato fidedigno do que ocorria no Gulag comunista[/caption] “Contos de Kolimá” (Editora 34, 303 páginas, tradução de Denise Sales e Elena Vasilevich), do poeta e prosador Varlam Chalámov (1907-1982), é uma obra-prima da literatura russa. São relatos literários, nos quais a história subordina-se à vida cotidiana — os homens, mais do que heróis, são vítimas do sistema comunista —, muito bem escritos. Não há melodrama algum, às vezes há aquela secura típica de Graciliano Ramos. No geral, dadas a vivacidade da narrativa e a apresentação dos fatos como coisas vivas, a secura cede à riqueza e ao ritmo da vida. Não há espaço para romantismo. Chalámov não conta a partir daquilo que outro viu. Relata o que viu, o que aconteceu nos campos nos quais esteve como prisioneiro-pária. Suas histórias são vívidas e dolorosas. Historiadores, como Anne Applebaum, usam-nas como documentos históricos. “É necessário e possível escrever um conto que seja indistinguível de um documento”, escreveu o autor de “Contos de Kolimá”. A intensidade da dor parece retirar a vitalidade da literatura. Só parece. Porque a força da literatura do autor é tal que a dor pode ser percebida de maneira mais intensa. Nos campos de trabalhos forçados, Chalámov quase morreu de fome. Mas resistiu. E, tendo resistido, impôs-se uma missão: contar o que viu e viveu. Não há o didatismo dos autores de certos romances históricos e a preocupação documental do historiador acadêmico. A literatura, com sua elasticidade para capturar o cotidiano, é, por assim dizer, o instrumento perfeito para Chalámov registrar a barbárie dos campos de Stálin — tão terríveis, embora menos comentados, quanto os campos de concentração e extermínio do nazismo de Adolf Hitler. O leitor percebe homens de carne e ossos, vivendo em condições subumanas, e, ao mergulhar nos contos, dialoga e sofre com eles. Acusado de distribuir cópias de um texto no qual Lênin criticara Stálin, portanto era um “elemento socialmente perigoso”, Chalámov foi preso pela primeira vez em 1929. A base era o artigo 58 do Código Penal, que tipificava ações “contrarrevolucionárias” como grave crime político. Em 1937, quando Stálin comandou uma repressão feroz aos “inimigos” — inclusive comunistas que participaram da Revolução Russa de 1917 —, o escritor foi condenado pela segunda vez e enviado para Kolimá, na Sibéria. Lá viveu, em condições aterradoras, mais (de) 17 anos. Mesmo quando doente, era forçado a trabalhar. Uma vez, o supervisor, tendo Chalámov avisado que estava doente, sem energia para trabalhar, só mandou um enfermeiro atendê-lo três dias depois. Antes, o supervisor o havia chamado de “canalha”. Ao deixar Kolimá, em novembro de 1953, Chalámov pôs-se a escrever os “Contos de Kolimá”. Demorou 20 anos para conclui-los. A Rússia publicou os primeiros livros com os contos apenas em 1989. O autor já estava morto. Há quem acredite que, em circunstâncias difíceis, os laços de amizade são possíveis e até reforçados. Na Sibéria, sobreviver era mais importante do que fazer amigos. No conto “Medição individual”, Chalámov escreve: “Dugaiév ficou surpreso, ele e Baránov não eram amigos. Aliás, com fome, frio e sono, não se fazia amizade nenhuma, e Dugáiev, apesar de jovem, compreendia toda a falsidade do provérbio sobre amigos temperados na infelicidade e na desgraça. Para que a amizade fosse amizade era preciso uma base sólida, formada quando as condições e a vida ainda não tivessem atingido aquela última fronteira, além da qual já não há nada de humano no ser humano, a não ser desconfiança, maldade e mentira. Dugáiev lembra bem o provérbio nortista dos três mandamentos do detento: não confie, não tema e não peça”. No conto “Ração seca”, um dos mais longos, Chalámov volta ao tema: “A amizade não nasce nem na carência nem na desgraça. As condições de vida ‘difíceis’ que, segundo nos dizem os contos da literatura de ficção, são indispensáveis para o surgimento da amizade, na verdade não são assim tão difíceis. Se a desgraça e a carência reunidas geram amizade entre as pessoas, então isso significa que a carência não é extrema e a desgraça não é grande. A tristeza que se pode dividir com amigos não é tão aguda nem profunda. Na verdadeira carência, só se reconhece a fortaleza do próprio espírito e do próprio corpo, determinam-se os limites das próprias possibilidades, da resistência física e da força moral. Todos nós entendíamos que só era possível sobreviver por acaso. (...) Sabíamos que ali [no campo de prisioneiros] não era lugar para fazer amizades”. Com o que os prisioneiros, intelectuais ou não, sonhavam na Sibéria — sob um frio às vezes de até 60 graus negativos? “Todos nós sonhávamos com a mesma coisa: fatias de pão de centeio que flutuavam à nossa frente como bólides ou anjos”, anota Chalámov. O conto relata, ao final, o suicídio de Ivan Ivánovitch, que “enforcou-se na forquilha de uma árvore”. No conto “Chuva”, Chalámov relata as terríveis condições de vida nos campos de trabalhos forçados na Sibéria. Milhares de pessoas morriam devido aos maus-tratos e a escassez de alimentos, mas os seres humanos eram mais resistentes do que os cavalos. “Faleciam [os cavalos] por causa do Norte, do trabalho além das forças, da comida ruim, das surras, e, embora tudo isso fosse dado a eles mil vezes menos do que às pessoas, faleciam antes. Então compreendi o principal: o ser humano tornou-se ser humano não porque é uma criatura de Deus e não porque tem um polegar em cada mão, mas sim porque é fisicamente mais forte, mais resistente do que todos os animais e, depois, porque conseguiu colocar seu princípio espiritual a serviço de seu princípio físico”. No mesmo conto, Chalámov conta que uma vez, quando estavam extenuados, uma mulher “acenou com a mão, apontou para o céu, para um ponto no canto do firmamento e gritou: ‘Está próximo, rapazes, está próximo!’” Todos ficaram animados. A jovem “indicou que o sol imperceptível se punha no ocidente, que estava próximo o fim do dia de trabalho”. Uma “aparição” que pode ser qualificada de epifania. No conto “A primeira morte”, a mulher descrita em “Chuva” reaparece; agora, com seu nome indicado, Anna Pávlovna. “Nossa brigada amava Anna Pávlovna. Agora ela jazia diante de nós, morta, asfixiada pelas mãos do homem de uniforme militar. (...) Era Chtemenko, agente de polícia da nossa lavra.” Os prisioneiros agarraram Chtemenko, um homem cruel, o amarraram e o levaram à casa do chefe da lavra. “Logo condenaram Chtemenko a dez anos pelo assassinato por ciúme.” Leia sobre a morte do poeta Óssip Mandelstam em: https://jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/conto-requiem-de-varlam-chalamov-resgata-historia-de-como-morreu-o-poeta-russo-ossip-mandelstam-48775/

Lançamentos

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Lira Neto vai escrever história do samba para a editora Companhia das Letras

[caption id="attachment_48771" align="alignleft" width="620"]Reprodução Reprodução[/caption] Consagrado pelas biografias dos presidentes Getúlio Vargas e Castello Branco e do escritor José de Alencar — todas de alta qualidade —, Lira Neto está escrevendo uma história do samba para a Editora Companhia das Letras. O jornalista consegue unir pesquisa exaustiva com uma exposição precisa, sem chatice, dos assuntos sobre os quais escreve. Espera-se que o livro de Lira Neto tenha o mesmo nível do excelente “Chega de Saudade — A História e as Histórias da Bossa Nova”, de Ruy Castro. Afinal, o samba influenciou e influencia praticamente todos os estilos musicais do país. A bossa nova, por exemplo, dificilmente teria existido sem o samba e, claro, sem o jazz.