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Governador Marconi com a presidente Dilma no lançamento do BRT; fotos: Eduardo Ferreira[/caption]
Pesquisa do Instituto Paraná mostra que o governador de Goiás, Marconi Perillo, é um dos mais bem-sucedidos do país.
Ao enfrentar a crise, apostando que um governador tem margem de manobra para que o Estado não soçobre — incentivando investimentos em várias áreas —, o tucano-chefe colhe frutos positivos. Como Goiás. Os governos do Rio Grande do Sul (governado pelo PMDB) e de Minas Gerais (gerido por Fernando Pimentel, do PT) — Estados bem mais ricos — estão atrasando salários; o primeiro está praticamente paralisado, fazendo apenas cortes, sem investir. Marconi Perillo, pelo contrário, tem uma aprovação de 53,8% — índice considerado alto. É o sexto colocado no ranking geral do instituto de pesquisa.
A pesquisa e, sobretudo, o fato de que Goiás não está à deriva — ao contrário de um Estado governado pelo PT, Minas Gerais, e outro Estado governado pelo PMDB, Rio Grande do Sul — indicam que as críticas de parte das oposições são inconsistentes. Publicamente, deputados oposicionistas fazem ressalvas e, às vezes, criticam duramente o governador tucano. No entanto, privadamente, admitem que estão surpresos com os resultados das ações do governo, que antecipou-se às outras unidades da Federação, fez um ajuste rigoroso e, agora, colhe os frutos.
Os acertos do governo Marconi, que reduziram o impacto da crise em Goiás, certamente contribuirão para resultados eleitorais positivos nas eleições de 2 de outubro deste ano. Em Goiânia, por exemplo, o tucanato pode surpreender e, depois de muitos anos, eleger o prefeito. Não lidera as pesquisas de intenção de voto, mas a campanha ainda não começou.
Presidente do PRP, o empresário e marqueteiro Jorcelino Braga articula o tempo inteiro a montagem de uma chapa para tentar derrotar os candidatos da base governista em Goiânia. Ele conversa com frequência com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e com o ex-prefeito da capital Iris Rezende, do PMDB. Um de seus sonhos, que gostaria de transformar em realidade, é levar Vanderlan Cardoso de volta para o PMDB, e exatamente para disputar a Prefeitura de Goiânia.
Ao se aproximar da senadora Lúcia Vânia, do PSB, e do deputado federal Marcos Abrão, do PPS, Vanderlan Cardoso teria acreditado que poderia ser o candidato do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, a prefeito de Goiânia. Descobriu que isto não será possível. Não por que o tucano-chefe o vete, e sim por que a base tem vários pré-candidatos. Portanto, não há como impor sua candidatura aos militantes do PSDB, PTB e PSD, para citar três partidos.
No PMDB, se Iris Rezende saísse do páreo, Vanderlan Cardoso seria um candidato consistente. Ao mesmo tempo, fortaleceria o projeto das oposições para 2018. Parece impossível? Aliados de Jorcelino Braga avaliam que não. Até o fim de março — quando se pode trocar de partido para disputar a eleição de 2 de outubro deste ano —, muita coisa pode acontecer. Ou, claro, não acontecer.
Pode parecer maluquice. Mas um político diz que ouviu, no escritório de Iris Rezende, que a grande jogada pode ser o lançamento da candidatura do deputado federal Waldir Delegado Soares a prefeito de Goiânia pelo PMDB.
“Parece maluquice, é maluquice, mas é o que eu ouvi. Se Iris Rezende optar pela renovação, desistindo da disputa, Waldir Soares, que está insatisfeito no PSDB, porque se sente boicotado pela cúpula, pode ser o nome do partido”, afirma o político. “Além disso, o PMDB ganharia um deputado federal.”
No entanto, três peemedebistas — um deles o deputado José Nelto — disseram ao Jornal Opção que Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia. “A candidatura está praticamente selada”, afirma José Nelto. O vice-prefeito Agenor Mariano disse, recentemente, que, mesmo que não queira — e há quem acredite que não queira —, Iris Rezende deverá ser candidato. É o grande nome do partido na capital. Há quem acredite que, para ganhar, é o único nome.
O deputado federal Fábio Sousa vai disputar as prévias do PSDB. Sua discordância tem a ver mais com o prazo determinado pela cúpula do partido, 29 de janeiro. De fato, sexta-feira não é o melhor dia para um encontro político. As pessoas trabalham e, muitas vezes, não têm tempo para comparecer em eventos nos dias úteis. O ideal é que se façam encontros aos sábados ou domingos.
As relações entre Fábio Sousa e o deputado federal Giuseppe Vecci são cordiais. Eles não vão “brigados” para as prévias. Na verdade, os dois são os pré-candidatos mais sólidos do PSDB. Porque Waldir Delegado Soares não quer participar das prévias, consequentemente não tem como ser candidato do partido. Anselmo Pereira, que na verdade quer ser vice, é carta fora do baralho.
Jayme Rincón, até sexta-feira, 8, não havia aventado a possibilidade de disputar as prévias.
Poucos escritores são tão brutais quanto William Faulkner, autor de “O Som e a Fúria”, “Luz em Agosto” e “Absalão, Absalão!” Mas a brutalidade que descreve é menos uma invenção literária e mais um fato da vida. Não é um artifício para atrair leitores. Poucos autores mostraram tão bem, sem a típica retórica americana, a maldição da escravidão.
Porém, se a literatura é a arte suprema — a que mais se aproxima é a música, que às vezes é literatura oralizada —, cinema não é arte; é entretenimento. Quem o percebe como arte são os críticos, cada vez mais numerosos, dada a vitalidade da internet — a meca das oportunidades culturais. Os espectadores, se não persuadidos pelos críticos, percebem o cinema como mero entretenimento. Trata-se, por vezes, de divertimento de primeira linha.
É provável que o diretor Quentin Tarantino, narrador tão implacável quanto Faulkner, perceba o cinema tão-somente como entretenimento, ainda que saiba refiná-lo — estetizando a violência, diriam adeptos, conscientes ou inconscientes, da Escola de Frankfurt — e torná-lo artificioso.
Tarantino choca pela violência, que parece desmedida — a vida supera seus filmes, mas a violência exposta na sala de anatomia que se tornam as salas dos cinemas é mais brutal —, porque a adorna, quase repetindo as cenas, e porque parece tomá-la como um fato do cotidiano. Uma segunda pele do indivíduo.
O filme “Os Oito Odiados” é drama, comédia e western. O “Estadão”, no qual militam ótimos críticos de cinema, chegou a mencionar John Ford — o Ingmar Bergman das pradarias — e Anthony Mann como “padrinhos” do filme de Tarantino. Aqui e ali — a diligência e os personagens durões — há ecos de Ford e Mann. Ecos, porém não marcas muito acentuadas. O pai ou avô do ótimo (mesmo admitindo-se que há certa chatice palavrosa e enrolada) “Os Oito Odiados” é o excelente “Meu Ódio Será Sua Herança”, filme de Sam Peckinpah.
As cenas de violência, pacientemente montadas, dando a ideia de que o espectador examina-as com um microscópio eletrônico — pode repassá-las —, ecoam Sam Peckinpah, um grande diretor. A falta de linearidade da história lembra, e não vagamente, as histórias de Faulkner, quase sempre intrincadas e descontínuas. Tarantino nos dá a verdade aos poucos, dosando-a — como se fosse uma Emily Dickinson de calça: “A verdade há de deslumbrar aos poucos/Os homens — p’ra não cegá-los”.
Os homens de Tarantino estão cegos aparentemente pela cobiça, mas, de algum modo, buscam alguma coisa a mais — uma carta de Abraham Lincoln, falsa ou verdadeira, sabe-se lá. A verdade “chega” e é exibida, com os jogos (inteligentes e maliciosos) de todos explicitados, por meio de um poderoso strip-tease visual e palavras candentes, quase declamadas, como se as personagens estivessem num recital de poesia.
Críticos apontam que a violência é, por vezes, gratuita. E, como na vida, é. Tiros que destroem cabeças mais espantam do que chocam, quem sabe. Parecem desnecessários. Mas a Guerra Civil Americana, na primeira metade da década de 1860, que opôs o Sul, os Confederados, ao Norte, os ianques de Lincoln, Ulysses S. Grant e George Sherman, foi tremendamente brutal. Mais de 600 mil pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas e mutiladas. As armas não eram tão poderosas quanto as atuais — mata-se hoje com certa distância asséptica, por assim dizer —, o que, paradoxalmente, reforçava ainda mais a crueldade das batalhas.
“Os Oito Odiados” conta histórias do pós-Guerra Civil — terminada em 1865, com o grande Lincoln assassinado, num teatro, por um sulista —, quando as brutalidades não haviam cessado.
Samuel L. Jackson (o major Marquis Warren) — notável mesmo quando canastrão — e Kurt Russell (John Ruth), que lutaram na Guerra Civil, são agora caçadores de recompensas. O primeiro prefere entregar os procurados pela Justiça mortos. O segundo, numa ética diferente, a dos durões relativamente honrados do Oeste, entrega suas presas vivas, para serem julgadas. John Ruth (Russell) leva a criminosa Daisy Domergue (a formidável Jennifer Jason Leigh), mulher de boca suja, cuspindo literalmente e cuspindo palavras bravias, como se estivesse atirando com a língua, para ser enforcada. Daisy é tão brutal quanto os homens — todos filhos do Oeste selvagem, com seus próprios códigos, sem dúvida vitais para sobrevivência à época. Os personagens não se chocam com nada e nem se assustam. A vida endurecia o corpo e a alma.
Tarantino parece fazer discursos, com imagens e textos — sabe casá-los às vezes com perfeição —, e, como Faulkner, percebe que a maldição da escravidão não é superável. Permanece viva em cada ser — branco ou negro. O fim da escravidão, abolida pelo presidente Lincoln — homem de gênio, leitor de Shakespeare e autor de uma prosa extraordinária, que teria influenciado a literatura enxuta norte-americana, de Mark Twain a Ernest Hemingway, na avaliação do crítico Edmund Wilson —, não eliminou as chagas profundas que dividiram os homens antes, durante e depois da Guerra Civil. Embora pareça retórico, além de dado à grandiloquência, Tarantino mais mostra do que demonstra. Ao modo de Faulkner. A violência era um fato (e fardo) da época (e de hoje) e o diretor não tem pejo em mostrá-la em toda a sua crueza — chocando os puros da aldeia, especialmente os críticos de cinema. O major Marquis Warren é uma espécie de Sherman negro. Tão virulento quanto.
Veja o trailer do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=XI7yuHXpDbM
Os heróis são todos vilões
Não surpreende que, para recontar a história da e do pós-Guerra Civil, Tarantino tenha usado oito criminosos — os caçadores de recompensa não são, a rigor, homens da lei e o suposto xerife, Chris Mannix (Walton Goggins), parece tudo, menos um xerife. Os sete homens — o fato de serem sete é uma referência a outro filme de western — e a mulher são bandidos sem nenhuma piedade. Vítimas e sujeitos da imensa batalha que, terminada, levou, anos depois, os Estados Unidos a se tornarem uma potência industrial e imperialista. Mas, no meio tempo, prevaleceu o banditismo em várias partes do país. Lincoln queria pacificar os Estados Desunidos, mas, como morreu, sua causa resultou, num primeiro momento, relativamente perdida. Os sulistas sofreram profundamente nas mãos dos vitoriosos nortistas — tanto que muitos escaparam do país. Alguns mudaram-se para o Brasil, onde fundaram colônias em São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. A família da cantora Rita Lee — e Lee é uma referência ao extraordinário general confederado Robert Lee — é de origem sulista. Tarantino mostra que, com a relativa falência do Estado, os homens estavam por conta própria. Eram, digamos, o mercado e, também, o Estado. A lei e a falta da lei. O western “Os Oito Odiados” conta uma história alternativa. O western é isto: uma história paralela. O lado “B” da história americana.
A bela música de Ennio Morricone “colore” o filme, tornando-o ainda mais um western (de “interiores”, como anota a crítica especializada).
Os críticos, para apreciar os filmes e para convidar os leitores e espectadores a apreciá-los, deveriam levá-los menos a sério. É o excesso de pretensão dos críticos que “piora”— e, às vezes, “melhora” — os filmes.
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Presidentes em lados opostos: Lousa com Fábio Sousa; Afrêni com Vecci | Fotos: Jornal Opção / divulgação[/caption]
A disputa pela vaga de candidato do PSDB à Prefeitura de Goiânia dividiu os diretórios do partido. Fontes do tucanato informaram ao Jornal Opção que Afrêni Gonçalves, presidente do estadual, trabalha pela candidatura do deputado federal Giuseppe Vecci.
Já o presidente do Metropolitano, Rafael Lousa, prefere o deputado federal Fábio Sousa. As predileções são, claro, nos bastidores. Em on, ambos se dizem neutros.
No entanto, há um movimento dentro do partido para adiar as prévias -- marcadas para o dia 29 de janeiro -- que estaria sendo bancado por Lousa, Delegado Waldir e o próprio Fábio Sousa (os dois últimos confirmaram à reportagem que não aceitam as prévias no fim deste mês).
A decisão foi tomada pela executiva estadual do partido, em reunião comandada por Afrêni.
Deputado federal critica decisão da cúpula do PSDB em escolher candidato do partido para a Prefeitura de Goiânia já no fim do mês
Decisão vem após série de ataques coordenados; chanceler alemã pretende suspender direito de permanecer no País
Vários ex-prefeitos terão dificuldades de se reeleger em 2 de outubro deste ano — daqui a nove meses e 22 dias. A situação de oito deles é difícil e, em alguns casos, muito difícil. O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), é um dos mais rejeitados de Goiás e enfrenta Marcelo Melo, uma parada federal. O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares (PMDB), faz uma gestão de baixa qualidade e brigou com vários de seus aliados. O prefeito de Novo Gama, Everaldo do Detran (PPL), surpreendeu negativamente os eleitores. A situação do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PTB), não é muito ruim. Mas, se aparecer um adversário propositivo, pode ser derrotado. O prefeito de Formosa, Itamar Barreto (PSD), herdou uma dívida milionária e faz uma gestão bisonha. Deve perder para Ernesto Roller (PMDB). Lucimar Nascimento (PT), de Valparaíso, é muito mal avaliada. Miller Assis (PSD) é apontado como um dos piores prefeitos da história de Goianira. Solange Bertulino (PMDB) vai muito mal em Uruaçu.
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Júnior Friboi e os irmãos Joesley e Wesley Batista[/caption]
A coluna Painel, da Folha de S. Paulo, publica, neste sábado (9/1), que diretores da empreiteira OAS -- acusada de formar cartel para fraudar licitações da Petrobras --, tinham apelidos para executivos de outras empresas.
Mensagens no celular do ex-presidente Léo Pinheiro mostram, por exemplo, que os irmãos goianos da JBS Friboi, Júnior, Joesley e Wesley Batista, era chamados de "os do boi grande". Já os da Odebrecht, de "alemães".
O ex-presidente Léo Pinheiro foi condenado a 16 anos de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi preso em novembro do ano passado, mas já responde em liberdade.
O juiz Sérgio Moro condenou a empreiteira por ter pago propina nos contratos das obras das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná.
Vale ressaltar que a JBS Friboi não é citada na Lava Jato.
Petista ainda não foi definida como candidata do partido, mas é inegável sua alta capilaridade
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Antônio Gomide, Maguito e Daniel Vilela: união de Anápolis, Aparecidade de Goiânia e capital contra a base aliada[/caption]
O raciocínio é simples. Minar a base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB) no processo de sucessão ao governo estadual em 2018, nas três principais cidades goianas: Goiânia, a capital, Aparecida de Goiânia e Anápolis. Isso significa que, a partir das eleições municipais deste ano, pode ser iniciado um processo de efetivação de uma aliança política envolvendo o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela (PMDB), o deputado federal Daniel Vilela (PMDB) e o ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide (PT).
Mas afinal, como se daria esta aliança política abrangendo duas siglas que, internamente, são divididas por grupos e tendências com longo histórico de falta de unidade partidária? Tudo dependerá da sobreposição do grupamento liderado por Maguito em relação ao do cacique Iris Rezende. Se os Vilelas conseguirem sobrepor o decano peemedebista da liderança da legenda, o caminho estaria aberto para a consolidação da aliança com o PT da tendência de Gomide e de seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni (PT).
A partir daí, a engenharia política para definição de cabeça de chapa, vice e Senado seria uma discussão sobre a qual não é possível fazer projeções neste momento. O estágio inicial se concentrará na formatação de uma ampla frente política que uniria três players políticos, respectivamente de Goiânia, Aparecida e Anápolis. Ou seja, três “grandes” dos maiores colégios eleitorais de Goiás. É de ressaltar que nestas cidades, com exceção de Anápolis, o PSDB de Marconi e partidos aliados nunca apresentou grande rendimento eleitoral.
Antônio Gomide teria a missão de tomar os votos dos tucanos em Anápolis. Eleito prefeito duas vezes (2008 e 2012), sua administração na “Manchester Goiana” foi uma das mais bem avaliadas da história da cidade. Os índices de 80% de popularidade à frente do Executivo municipal anapolino o credenciaram a disputar o governo em 2014. Apesar do revés nas urnas, o petista conseguiu ganhar de todos os candidatos no primeiro turno em Anápolis. Fato que demonstra grande capital político que será de fundamental importância para a reeleição do prefeito João Gomes (PT) em 2016 — e para os planos eleitorais de 2018.
Em ascenção
Já Daniel Vilela é uma força em ascensão. Vereador por Goiânia, deputado estadual por uma legislatura e, atualmente, deputado federal, o peemedebista sempre obteve votação expressiva na região metropolitana e em Jataí — município da região Sudoeste do Estado. Jovem, de boa estampa, trato fácil com aliados e adversários, o filho de Maguito tem afiado seu discurso e preparado novos planos que o levam para caminhos mais notórios na política. É inegável que o Palácio das Esmeraldas esteja em seu radar.
Apesar de ter sofrido duas derrotas seguidas (2002 e 2006) na tentativa de retornar a chefia do governo estadual, Maguito Vilela recomeçou do zero sua carreira política ao assumir a desafiante tarefa de governar Aparecida de Goiânia. Sua gestão tem agradado os aparecidenses, fato que explica ter sido eleito duas vezes (2008 e 2012) ao Executivo do segundo mais populoso município de Goiás.
Como se nota, este provável eixo pode fechar, eleitoralmente, os três principais municípios ao PSDB e as siglas que compõem a base aliada. Sobrou a região do Entorno do Distrito Federal, que deverá ser uma “Stalingrado” na batalha por votos. Deve-se ressaltar que este cenário é distante, mas seus ruídos já podem ser ouvidos neste ano de eleições municipais. A base para que a aliança política entre o clã dos Vilela e dos Gomide se viabilize, inevitavelmente, passará por 2016. Portanto, para quem observa atentamente a política goiana, é bom ficar de olho.
De 11 a 21 de janeiro, o Espaço Culturama dá início à sua programação de férias, com atividades que estimulam a criatividade e sociabilidade de crianças maiores de sete anos. São manhãs e tardes de fotografia, blogs e vlogs, serigrafia (passar o rodo), aquarela, desenho, circo, teatro, música e street dance. O investimento em cada atividade é R$ 60. Você encontra a programação detalhada no site ou pela página oficial no Facebook.
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Issy Quinan, Evandro Magal, Chico Balla, João Gomes, Jânio Darrot, Misael Oliveira, Judson Lourenço e Jardel Sebba: alguns são favoritíssimos, como os dois primeiros, mas há outros que estão dando a volta por cima[/caption]
Mesmo quando eficientes, os prefeitos goianos têm dificuldades para administrar os municípios. Faltam recursos para investimentos e mesmo para pagar funcionários e fornecedores. O resultado é que há uma quebradeira generalizada. Oito prefeitos têm condições de serem reeleitos. Embora não sejam líderes nas pesquisas de intenção de voto, alguns deles estão em fase de recuperação. Issy Quinan, do PP, é favorito disparado em Vianópolis. Faz uma administração considerada qualitativa até por seus adversários, tanto que não tem rivais consistentes para a disputa de 2 de outubro deste ano. Evandro Magal, do PP, é favoritíssimo em Caldas Novas. É consistente tanto política quanto eleitoralmente. Tende a ser reeleito com facilidade e conta com o apoio da deputada federal Magda Mofatto (PR) e do deputado estadual Marquinho do Privê (PSDB).
Judson Lourenço (PMDB), de Santa Helena, não pretende disputar a reeleição, porém, dada sua consistência política e administrativa, é um nome forte. Pode ser empurrado para a disputa.
Jardel Sebba (PSDB), de Catalão, enfrentou uma fase difícil, mas está se recuperando. Pode surpreender Adib Elias (PMDB). Com fama de violento — numa gravação, fala em matar o empresário César da PC —, Adib Elias pode ser superado pelo afável e civilizado Jardel Sebba.
Jânio Darrot (PSDB) pôs a casa em ordem em Trindade e deve ser reeleito. Quando assumiu, em 2013, descobriu que o prefeito anterior, Ricardo Fortunato (PMDB), havia deixando a prefeitura quebrada. Aos poucos, de maneira organizada, ajeitou as contas da prefeitura e, agora, sua gestão está deslanchando. Se for reeleito, terá condições de fazer uma gestão até revolucionária. É um político decente e um gestor sério e comprometido com a sociedade. A deputada Flávia Morais, do PDT, pode apoiá-lo? É possível. Se o fizer, será imbatível.
Misael Oliveira, de Senador Canedo, não lidera as pesquisas, mas pode ser reeleito. Há um dado curioso: o prefeito do PDT é mais bem avaliado como administrador do que como político. Resta-lhe estabelecer um marketing eficiente que acoplem as imagens do gestor e do político. Zélio Cândido (PSB) é teleguiado por Vanderlan Cardoso; não tem identidade. A história de Divino Lemes (PSD), embora relativamente esquecida, não é positiva no município.
Em Itumbiara, Chico Balla (PTB), se tiver o apoio do líder José Gomes da Rocha, pode comprar o terno para a segunda posse. Não se trata de um gestor criativo e de um político popular como Zé Gomes. Porém, com o apoio do ex-prefeito, é favoritíssimo. E, até agora, a oposição não apresentou um nome sólido.
O problema de João Gomes é mais o PT do que sua gestão. O prefeito de Anápolis faz uma administração bem avaliada e articula politicamente com habilidade — tanto que mantém relação positiva com o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB —, mas o fato de pertencer ao PT o prejudica. O que o favorece é sua imagem de empresário e de que não é um petista dos mais petistas.
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Iris discursa durante o evento na sede do PMDB, ao lado dos deputados José Nelto, Bruno Peixoto e o vereador e secretário Paulo Magalhães. Ao fundo, o deputado federal Daniel Vilela; embaixo (à esquerda), o vereador Wellington Peixoto, recém-filiado ao partido | Foto: Alexandre Parrode[/caption]
Na segunda-feira, 11, os principais líderes do PMDB reúnem-se com Iris Rezende, em seu escritório, para discutir a questão da presidência do partido. A proposta coletiva é que Iris assuma o comando, com o deputado federal Daniel Vilela na vice.
“O convite é intransferível”, afirma o deputado estadual José Nelto. Quer dizer, o convite é exclusivo para Iris Rezende assumir a presidência do partido, mas não é estendido a Iris Araújo e a Nailton Oliveira. Um ex-deputado frisa que “tanto Iris Araújo quanto Nailton, se assumirem o comando, vão manter o PMDB dividido. Iris Rezende, por sua história, pode agregá-lo”.
Iris Rezende aceitaria Daniel Vilela como presidente do PMDB? “Possivelmente não”, admite um irista. Se o peemedebista-chefe rejeitar o comando, sugerindo que vai disputar a Prefeitura de Goiânia, o caminho mais factível é manter Pedro Chaves na presidência. “Iris Rezende poderia indicar o vice e o tesoureiro, por exemplo”, sugere um parlamentar. “Torço para que Iris assuma e contribua para a pacificação do PMDB”, afirma José Nelto.
Daniel Vilela, por sua vez, está de mãos estendidas para Iris Rezende. Ele quer manter e ampliar o diálogo.

