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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha tem confidenciado que ajudou praticamente todos os deputados federais do PMDB na eleição de 2014 — sim, com grana mesmo —, inclusive políticos de Goiás. É provável que, se fizer delação premiada, como cogitam alguns advogados — porque, se não fizer, não escapará de uma condenação pesada —, entregue todo mundo. Pode sobrar para os aliados goianos. Há quem recomende a Eduardo Cunha que, no lugar de fazer delação premiada, o que o queimaria com meio Brasil, conceda uma entrevista coletiva, um dia depois de cassado — sua cassação é irreversível —, revelando todo o bastidor de suas alianças políticos e negócios.
A economista Ana Carla Abrão Costa recebeu carta branca do governador para deliberar sobre os assuntos da Secretaria da Fazenda em Goiás. A secretária combinou que vai concluir as medidas do ajuste fiscal até dezembro, quando deverá deixar o governo. Isto, é claro, se não for chamada antes para o Ministério do Planejamento.
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Bittencourt durante entrevista ao Opção | Foto: Marcello Dantas[/caption]
O ex-deputado federal Luiz Bittencourt anuncia que vai participar ativamente da campanha de prefeito, como observador crítico. Vai avaliar propostas e dar opiniões sobre as candidaturas. Promete muita polêmica.
O candidato do PSD a prefeito de Goiânia, Francisco Júnior, começa a se diferençar de seus adversários pelo discurso mais técnico — com propostas ousadas — e profundo conhecimento dos problemas da cidade. Não só: ele apresenta solução factíveis para eles. Há quem aposte que o postulante da aliança PSD-PTB tem espaço garantido para crescer no eleitorado formador de opinião. Ele precisa conseguir que os eleitores ouçam com atenção suas propostas. Até agora, não conseguiu, mas a campanha começou há pouquíssimo tempo.
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Montagem[/caption]
Apesar do apoio ao candidato do PSB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, a relação política entre o governador de Goiás, Marconi Perillo, o vice-governador José Eliton, do PSDB, e a senadora Lúcia Vânia, presidente do PSB, é avaliada como tensa. Governistas querem entrar com tudo na campanha, mas esbarram na “má vontade” da líder. Pesquisadores avaliam que a candidatura encorpou depois da aliança com o PSDB, mas, se ficar mais azeitada, tende a ganhar mais musculatura.
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Jardel Sebba e Adib Elias| Fotos: Fernando leite/Jornal Opção[/caption]
A campanha do prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), candidato à reeleição, começou quente. Segundo tucanos, o candidato à reeleição recebe dezenas de adesões de aliados do postulante do PMDB, Adib Elias. A cúpula peemedebista ressente-se da falta de estrutura para fazer campanha à altura da tradição do partido na cidade. Ademais, embora em campanha, não é certo que Adib esteja 100% garantido como candidato. No site do TSE, aparece: “Aguardando julgamento”.
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Arquivo[/caption]
O deputado federal Thiago Peixoto (PSD) afirma que, ao contrário do que “estão espalhando”, o prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), é candidato à reeleição. No site do TSE aparece assim: “Aguardando julgamento”. Bancado pelo deputado Célio Silveira, o tucano Marcelo Melo continua como favorito.
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Foto: Jornal Opção[/caption]
Candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia pelo PMDB, o vereador Gustavo Mendanha pode sair como o grande fenômeno da eleição deste ano. Começou mal, longe dos primeiros colocados, mas aos poucos está crescendo.
“No momento, Gustavo Mendanha está praticamente empatado com Marlúcio Pereira, em segundo lugar. Só que, diferentemente do postulante do PSB, está crescendo, enquanto o rival estagnou e tende a cair. Aos poucos, está se aproximando do líder, Alcides Ribeiro, do PSDB”, afirma um petista. O marqueteiro Célio Rezende e o jornalista Ozéias Laurentino, que conhecem a política de Aparecida como poucos, são peremptórios: “Ninguém ganha de Gustavo”.
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Foto: O grito, de Edvard Munch[/caption]
A mercadoria mais escassa na eleição deste ano não são candidatos, e sim dinheiro. Mas o comportamento de vários candidatos, sem doações de empresas e com escândalos envolvendo políticos de vários partidos e empresários, é semelhante ao dos pacientes que fazem cirurgia bariátrica: se tornam magros mas, em geral, continuam pensando como gordos. Candidatos a vereador, em Goiânia e outros municípios, com dificuldade para arranjar recursos financeiros para iniciar a campanha, pressionam, chegando a se comportar como chantagistas — alguns ameaçam renunciar à disputa —, os candidatos a prefeito.
Considerando o Código de Defesa do Consumidor, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, recurso da Gol Linhas Aéreas contra decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) que impediu a empresa de cancelar voos com destino ou originários de Cruzeiro do Sul (AC). O Ministério Público do Acre (MP-AC) ingressou com ação civil pública contra a empresa após uma série de cancelamentos de voos sem justificativa. A cidade de Cruzeiro do Sul fica no ponto mais a oeste do País, e, em alguns períodos do ano, o único acesso ao município é por via aérea. As decisões de primeira e segunda instâncias proibiram a Gol de cancelar voos na rota sem uma justificativa técnica intransponível (condenação de obrigação de não fazer). Além disso, determinaram a comunicação expressa quando fosse caso de cancelamento da viagem justificado. O ministro relator do recurso, Humberto Martins, explicou que, ao assumir os trajetos, a empresa assume a responsabilidade de prestar o serviço ofertado, tanto em rotas lucrativas como naquelas com poucos passageiros, como é a questão analisada.
O STF declarou a inconstitucionalidade de lei paranaense que estabelecia regras para a cobrança em estacionamentos. A decisão foi tomada na quinta-feira, 18, no julgamento da ADIn 4862, ajuizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade sustentou na ação que a lei 16.785/11, do Estado do Paraná, ofende: o artigo 1º da Constituição Federal, que explicita a livre iniciativa como um dos fundamentos da República brasileira; e o artigo 5º, inciso XXII, que garante o direito fundamental à propriedade; e o artigo 170, que assegura a ordem econômica, observando o princípio da propriedade privada. Para a confederação, a lei questionada pretende ainda legislar sobre matéria de direito civil que, nos termos do artigo 22, inciso I, da Constituição, é de competência privativa da União.
Os bastidores da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) fervilharam na última semana com a divulgação do resultado final da auditoria externa e independente que — contrariando drasticamente o batido discurso do presidente Lúcio Flávio — apontou que houve superávit de R$ 5,4 milhões na entidade, no exercício de 2015. Tendo comandando a OAB-GO naquele ano — marcado ainda por um racha político interno e ampla exploração midiática do suposto “rombo”, o ex-presidente Enil Henrique de Souza Filho não perdeu tempo: com base no resultado da auditoria, interpelou judicialmente Lúcio Flávio para que esclareça, ponto a ponto, os documentos que utilizou para alardear, “de forma irresponsável e mentirosa”, que a OAB-GO estaria insolvente. Para Enil Filho, a tensão foi utilizada por Lúcio Flávio para se consolidar politicamente e não tem nenhum respaldo real, como prova o resultado da auditoria. A situação ficou delicada para a atual gestão que, confrontada pela imprensa, não conseguiu se explicar, apesar de tentar exaustiva e notoriamente desqualificar o resultado da auditoria. O que se comenta é que ficou claro, para os jornalistas presentes, que todas as notícias divulgadas por Lúcio Flávio desde o início do ano, no sentido de que a OAB-GO estaria “insolvente”, não tinham amparo, sobretudo porque a única auditoria de fato conclusiva é esta, que apontou o superávit.
1969, 1986 e 2016: anos que marcam a busca para entender o que aconteceu com um dos monumentos mais importantes da capital
“Propaganda excessiva sobre o Coringa de Jared Leto em ‘Esquadrão Suicida’ foi o tiro no pé da Warner”
Benjamim Santos
É inevitável não fazer comparações ao falar de “Esquadrão Suicida”. O título da matéria “Marketing exagerado é o maior vilão de Esquadrão Suicida” [Opção Cultural, 2145] não poderia ser mais acertado, visto que a Warner tentou repetir o sucesso de marketing alcançado por sua concorrente, Marvel, em “Deadpool”. Não conseguiu. O marketing foi bem feito, sobretudo com as milhares de notícias que circularam sobre a “genial” interpretação de Jared Leto como o Coringa, mas o filme deixa muito a desejar. Aliás, essa propagação toda sobre o Coringa foi o tiro no pé da Warner, afinal Leto é melhor cantor que ator.
Ok, não deram espaço o suficiente para que ele mostrasse sua “genialidade”, mas isso não é argumento. Talvez não tenham dado porque ele é mau ator. Ganhou um Oscar por seu papel em “Clube de Compras Dallas” unicamente pelo fato de ter emagrecido tanto — a Academia ama esse tipo de atuação: Charlize Theron — que é uma boa atriz — também ganhou a estatueta com a ajuda de uma mudança corporal drástica, visto que engordou 13 quilos para viver a serial killer Aileen Wuornos no filme “Monster – Desejo Assassino” (2003); Christian Bale — que é muito melhor que Leto — também ganhou o Oscar por seu papel em “O Vencedor” (2010), para o qual emagreceu 28 quilos.
É possível dizer que Leto foi premiado, por assim dizer, pela persistência: em 2007, engordou 28 quilos para interpretar o assassino de John Lennon no filme “Chapter 27”. Anos antes, emagreceu 11 quilos para fazer o seu papel em “Requiem for a Dream”. Pronto. Foi isso. Nada demais. Não é que ele seja um excelente ator. Além disso, Leto teria que ser mais que genial para superar o Coringa de Heath Ledger em “Batman: o Cavaleiro das Trevas” (2008). É impossível não comparar.
Então, voltando ao argumento inicial: o marketing da Warner foi tão bom quanto o de “Deadpool”. A diferença é que Ryan Reynolds conseguiu entregar o que a propaganda vendeu; Leto, muito longe disso. Reynolds está muito bem no filme, que foi bem executado pelo estúdio e olha que estamos falando da Fox, aquela mesma empresa responsável por todos os desastres da franquia “X-Men”.
Além disso, por incrível que pareça, Leto não é Reynolds — e isso é algo triste de se dizer, afinal, Reynolds, como ator, é tão bom quanto o seu filme do “Lanterna Verde”.
Benjamim Santos é estudante de Letras.
“Tentaram dar mais profundidade às personagens, mas o tiro saiu pela culatra. Uma pena”
Thiago Burigato* Muito boa a análise. Eu vi o filme no dia em que foi exibido em Goiânia com boas expectativas e até entendi o que os criadores quiseram fazer, tentando dar uma profundidade às personagens, estabelecendo um vínculo maior com o Batman, mas... o tiro acabou saindo pela culatra. Uma pena. Thiago Burigato é jornalista.“Ela disse tudo o que eu ia dizer”
Anderson Fonseca* Adorei o artigo da Ana Amélia Ribeiro, no Opção Cultural, sobre o filme “Esquadrão Suicida”. Eu ia escrever para o mesmo jornal, mas depois que li, pensei: “Ela disse tudo o que eu ia dizer!”. Anderson Fonseca é escritor.“Se Coco Chanel foi nazista, não sei, mas uma coisa é fato: tinha grande talento para a moda”
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Coco Chanel considerava Adolf Hitler um “grande europeu”[/caption]
Greice Guerra*
Sobre o artigo: “Coco Chanel foi nazista e antissemita convicta” [Coluna Imprensa, 1884]
Não sabia desse lado de Coco Chanel. Já assisti documentários e filmes sobre sua vida, onde observei infância e juventude muito difíceis! Nunca ouvi ou vi nada a respeito deste “outro” lado de Coco. Deve ser uma leitura interessante. Não li o livro, mas talvez a mesma tenha tido essa postura por uma questão de sobrevivência. Claro que não justifica, mas pelos documentários e filmes que já vi a respeito de Coco Chanel, ela sofreu muito preconceito, opressão e até mesmo perseguição devido ao seu estilo “vanguardista” de ver a vida e a moda também. Era uma mulher muito à frente de seu tempo, sendo a criadora da calça comprida para mulheres, sendo uma das primeiras a usá-las.
Em Paris, principalmente na Champs-Élysées, existem várias homenagens e inspirações a Coco Chanel. Eu a adoro e a admiro! E gosto e uso seu “estilo”. Se ela foi nazista ou simpatizante, eu não sei e não vou julgá-la, mas uma coisa é fato: ela possuía grande talento para a moda! Independente de qualquer coisa, sou sua fã e seguidora de seu estilo. Adoro o estilo Coco Chanel!
*Greice Guerra é economista.
Presidente do Sintego relata que profissionais da educação goianiense tiveram que lutar para conseguir o piso nacional, algo só alcançado depois que o peemedebista deixou a Prefeitura


