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Caso do estagiário demitido após postagens contra feministas mostra que as redes sociais não são terra sem lei e discurso de ódio não é opinião
O primeiro romance de Diogo Rosas G. nos dá a nítida certeza de que estamos diante de um estreante de peso que deverá surpreender-nos com outras boas criações no futuro
Wilmar Silva, sob o pseudônimo de Djami Sezostre, experimenta múltiplas possibilidades de artesanato literário
Há quem acredite que o tucano-chefe está escolhendo o candidato para ganhar e o candidato para o qual prefere perder. O fato é que o governador, um vencedor, não entra numa eleição para perder
Há descompasso entre a realidade pés no chão do prefeito, que admite dificuldades neste início de mandato, e parte de sua equipe, que garante que a máquina engrenou a mil
O ditador morreu em 1953, de um AVC ou envenenado por Beria e aliados, mas plantou a semente do totalitarismo no socialismo da China, dos países-satélites do Leste Europeu, de Cuba e do Camboja
“Por que ‘A Chegada’ é meu favorito”
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“A Chegada” mostra como linguagens diferentes podem afetar nossa percepção do espaço-tempo | Foto: Divulgação[/caption]
Anderson Fonseca
“A Chegada” é meu filme favorito. Imagine você como funciona nossa percepção do tempo. Bem, já há provas de que nossa percepção do tempo é influenciada por nossa linguagem. Além disso, o tempo é efeito da termodinâmica no cérebro. O tempo segue uma seta do passado para o futuro e você observa isso na expansão do universo ou numa casa em desordem, mas a linguagem afeta nossa percepção do tempo e do espaço. Uma cultura que veja o tempo como um movimento cíclico construirá uma linguagem em que isso seja representado. O verbo, neste caso que se refere aos estados transitórios, seria diferente. Na Bíblia, em Eclesiastes 3: 9, o tempo é descrito como cíclico. Deus, por exemplo, é chamado de “É” ou de “Já”, em várias passagens bíblicas, porque Ele não participa da transitoriedade a qual os homens estão sujeitos. Por isso, para Deus é usado o verbo ser na terceira pessoa (“É”) e nenhum hebreu pode usá-la.
Imagine então uma sociedade criada em um planeta cujo movimento rotativo seja menor que 24 horas, ou, orbitando um quasar. A percepção do tempo não apenas seria diferente, mas a linguagem que representa esta percepção também. Agora, imagine uma sociedade formada em um satélite artificial orbitando um buraco negro. Nesta, a percepção do tempo é afetada pelo movimento translativo, rotativo, gravidade, entropia etc. Imagine, então, que um membro desta sociedade entre em contato conosco. Quando aprendermos sua linguagem, nossa percepção do espaço-tempo será afetada.
Uma comunidade que não usa substantivos para orientação espacial como direita e esquerda, estranharia nossa descrição do espaço, mas, depois de estar conosco e aprender, passaria a usar em seu próprio habitat. Há uma tribo aborígene que não enxerga a cor azul. Uma experiência feita com eles, em que em um desenho hexagonal há quadrados de cores verdes e apenas um azul, esta cor só foi percebida após ter sido indicada pelos cientistas. Por que eles não percebiam? Porque em seu vocabulário há diversos nomes para a cor verde, mais não há o azul. Nossa percepção da cor é afetada pela linguagem e só percebemos algo depois que nomeamos. Bem, então é assim: a língua afeta nossa percepção do espaço e do tempo, logo, se aprendemos outra língua esta percepção é modificada. [“A Chegada só é interessante do ponto de vista linguístico”, Jornal Opção Online, Opção Cultural]
Anderson Fonseca é escritor.
“Até hoje os italianos homenageiam os ‘pracinhas’ brasileiros”
Gilberto Marinho As cidades italianas, onde os soldados brasileiros combateram, até hoje homenageiam os nossos “pracinhas”. Um dos horrores da guerra é a fome – que atinge, principalmente, crianças, mulheres e idosos. O soldado brasileiro era o único que dividia sua ração com eles. Todos os anos, as crianças das escolas “primárias” dessas cidades italianas se reúnem para homenagear a FEB [Força Expedicionária Brasileira], cantando em português o “Hino do Expedicionário” – hino que, aliás, a maioria dos nossos professores de história e dos brasileiros desconhece. A banda sueca Sabaton compôs uma música para homenagear ato de heroísmo de três pracinhas brasileiros. [“Waldyr O’Dwyer: o relato de um oficial do Exército sobre a participação brasileira na 2ª Guerra Mundial”, Jornal Opção 2169] Gilberto Marinho é jornalista.“Um ‘estudioso’ deveria interpretar melhor a mensagem de J. R. R. Tolkien”
Ivan Vieira No Brasil não existe interpretação textual, por isso a molecada acha plausível ser fã de “Star Wars” e apoiar o golpista Michel Temer (PMDB); acha normal curtir “X-Men” e defender Jair Bolsonaro [deputado federal pelo PSC-RJ]. Como um católico nascido em fins do século 19, John Tolkien era muito conservador em sua mundividência e isso se torna explícito nas cartas. Mas o seu legado é uma apologia à diversidade e um manifesto pelas diferenças, talvez porque ele buscasse restaurar a mensagem crística em sua essência por meio da sua obra. Um leitor de “O Senhor dos Anéis” não pode ignorar a pulsante mensagem de tolerância e empatia, já que Gandalf defende a vida do próprio Sméagol quando Frodo “Bolsomínion” questiona por que Bilbo não o matou quando teve chance. Um “estudioso” deveria ser mais cauteloso e interpretar melhor a mensagem de amor e empatia de J. R. R. Tolkien. Ivan Vieira é professor assistente na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).“O governo tem a obrigação de investir nos presídios”
Patrícia Valéria Ferreira Concordo com o jornalista Elder Dias. Vejo opiniões contrárias, pessoas querendo a volta da lei de talião. Como já disse alguém, assim vamos acabar um país de mutilados. Assim como em áreas como saúde e educação, o governo tem a obrigação de investir nos presídios que faz parte da Segurança. Não podemos nos comportar como bárbaros, simplesmente virar as costas pra esse horror não o fará menos terrível. Esse preso um dia retornará para a sociedade. A pergunta é: em que condições? Presos de menor periculosidade saem do presídio verdadeiros assassinos porque em locais como esse funciona uma escola do crime. Não dá para governantes jogarem a sujeira embaixo do tapete. Vejo soluções paliativas em andamento mas ninguém mencionou a construção de novos presídios e cadeias. [“A prisão é o esgoto da sociedade. Mas mesmo os “dejetos” devem ser tratados”, Jornal Opção 2167]“Vamos querer que os presidiários saiam pior do entraram?”
Itamar Oliveira As pessoas não param para pensar. Não estamos preocupados com o bem-estar dos internos, como picham por aí: estamos preocupados com a maneira com a qual vão sair de lá, pois eles voltarão pra sociedade. Então, vamos querer eles pior do que quando entraram lá? [“A prisão é o esgoto da sociedade. Mas mesmo os “dejetos” devem ser tratados”, Jornal Opção 2167] Itamar Oliveira é engenheiro ambiental.“Olavo de Castro mereceria ser estudado como empresário”
Alberto Nery Quando ouvimos dizer que um empresário construiu no Brasil qualquer empreendimento com recursos próprios, é obrigação que ele seja estudado. Porque aqui ninguém constrói nem casa de joão-de-barro sem ajuda bancária, principalmente de banco estatal. [“Morre Olavo de Castro, o empresário que construiu o Castro’s Hotel com recursos próprios”, Jornal Opção Online] Durval Junior Bela reportagem com um entrevistado raro: um ex-oficial da FEB, ainda vivo e lúcido. Apenas uma observação: o U-507 jamais recebeu "ordem de atacar os navios brasileiros". Tal iniciativa coube ao seu capitão, Harro Schacht. O U-507 era um "lobo solitário", pois os outros dez submarinos a que se refere o entrevistado faziam parte da "Operação Brasil", abortada dias depois de desencadeada, em julho de 1942.
Em oito dias, dentro de um trem, o líder bolchevique bolou a tese de que a revolução deveria ser violenta e dirigida por um grupo de vanguarda. Ele tinha 47 anos e estava no exílio havia 12 anos
Pensa-se no político mineiro quase que exclusivamente como conciliador, mas era também um político decidido
Espécie de criminoso de Estado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, joga pesado contra os adversários
Elas dizem que não vão recuar do ato por melhores salários e permanecem na porta dos quartéis bloqueando a saída de viaturas
Suspeito foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal durante abordagem a um ônibus
O corte teria a ver com contenção de despesa e suposto contencioso entre o profissional e ao menos um editor do jornal
O diretor nega, mas "T2" mais parece uma sequência para as aventuras vividas em 1996
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T2 é uma continuacão de "Trainspotting"? Danny Boyle nega essa suspeita, mas de fato parece[/caption]
Rui Martins
Especial para o Jornal Opção, de Berlim
Eles formavam uma quadrilha, porém Mark Renton partiu com as 16 mil libras de um tráfico de heroína. Vinte anos depois, Renton retorna da Holanda a Edimburgo e reencontra Spud, Sick Boy e Begbie, em situações diversas e muito perigosas.
"T2" é uma continuacão de "Trainspotting"? Seu diretor, Danny Boyle, nega essa suspeita, porém, a impressão é de um retorno dos quatro para reviverem, num contexto diferente, as aventuras que excitaram jovens hoje quarentões.
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"Não é uma sequência, mesmo porque o clima da época de 'Trainspotting' era outro, tudo mudou, e seria impossível reeditar, com o mesmo impacto, as aventuras do passado", diz Danny Boyle, o diretor e criador, que não precisa provar nada, pois já embolsou até um Oscar com "Slumdog Millionaire".
Mesmo assim, não se pode evitar os comentários maldosos dos que veem os amadurecidos jovens de outrora como num exercício de come-back no estilo dos Rolling Stones. Porém, não se pode negar, o filme tem música, movimento, fotografia, cenas, enfim, tudo de bom, mesmo para os jovens de agora que nunca viram o primeiro "Trainspotting".
A atriz búlgara Anjela Nedyalkova contou, no encontro com a imprensa, ter visto essa primeira versão quando bem adolescente e não ter gostado de certas cenas chocantes. Agora participante do "T2", ela viveu Veronika, a esperta garota que soube convencer o grupo a criar um grande bordel com sauna em Edimburgo, mas fugiu para Sofia com as 100 mil libras obtidas para execução do projeto, deixando seus amigos sem nada e obrigados a viverem novas aventuras.
Rui Martins está em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema
A chalana Champagne serviu como Senado improvisado para o ministro da Justiça licenciado apresentar algumas de suas ideias e se defender de acusações


