Indicado para o STF por Temer, Alexandre de Moraes é sabatinado em barco do goiano Wilder Morais

A chalana Champagne serviu como Senado improvisado para o ministro da Justiça licenciado apresentar algumas de suas ideias e se defender de acusações

O ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes — indicado pelo presidente da República, Michel Temer, para a vaga do falecido ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federa, só falta ser sabatinado e aprovado pelo Senado — convidado por um grupo de senadores, compareceu a uma reunião, num barco do senador goiano Wilder Morais, na terça-feira, 7, em Brasília. “Compareci e fui surpreendido” com a informação de que “a reunião ocorreria em um barco atracado” numa “residência” do Lago Sul.

Wilder Morais, o senador que é dono da construtora Orca, de vários shoppings, sócio do Hotel Nacional no Rio de Janeiro e um dos homens mais ricos de Goiás, é filiado ao PP, mas, segundo a revista “Veja”, a reunião teria sido organizada por um bloco de senadores do PR, PTB, PRB, PSC e PTC. O objetivo, segundo Alexandre Moraes, era “expor seus pontos de vista”. Teoricamente, seria uma prévia da sabatina que o Senado fará no dia 22 de fevereiro. “Tivemos uma conversa séria e respeitosa, assim como venho fazendo em todas as reuniões com os demais senadores”, frisa o professor da USP e doutor em Direito.

A chalana de Wilder Morais, de nome Champagne, é ponto de encontro de condestáveis da República. O ex-deputado Sandro Mabel, do PMDB, assessor especial do presidente Michel Temer, foi o responsável por levar Alexandre de Moraes à “sabatina” improvisada.

Os senadores, segundo registro da “Veja”, questionaram o ministro da Justiça licenciado a respeito das “acusações” de suposto “envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)”. Outros temas focados: Operação Lava Jato, legalização das drogas e prisão em segunda instância. “Foi uma sabatina informal”, sublinhou um dos senadores.

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