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Arquivo[/caption]
O ex-governador Alcides Cidinho Rodrigues ensaiou uma candidatura a deputado federal, chegou a montar escritório político em Goiânia e a conversar com frequência com o presidente do PRP, Jorcelino Braga. De repente, desapareceu do mapa e não deve disputar mandato este ano. Recluso em Santa Helena, onde um filho é prefeito, costuma dizer àqueles que o procuram que não sabe de nada e que está, politicamente, aposentado.
Na verdade, Alcides Rodrigues, pão-duro, não quer gastar dinheiro à toa, porque não tem expectativa de vitória. Ele tentou convencer Jorcelino Braga a obrigar Jorge Kajuru a disputar mandato de deputado federal, e aí, na esteira dos votos do vereador de Goiânia, poderia ser eleito, como o típico candidato-mochila. O problema é que Kajuru mandou um recado curto, grosso e verdadeiro: não vai ser, em hipótese alguma, escada para político decadente e sem votos.
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Adib Elias, prefeito de Catalão pelo PMDB | Foto: Y. Maeda[/caption]
A maioria dos prefeitos do PMDB diz que o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, faz uma gestão republicana. Tanto que o programa Goiás na Frente beneficia todos os prefeitos — não apenas os da base aliada, governista.
Já o prefeito de Catalão, Adib Elias, não se comporta de maneira republicana (bem ao contrário do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha). O emedebista reuniu com Marconi Perillo, em Goiânia, e solicitou parcerias com o governo do Estado. Seu objetivo, justo, é beneficiar o município que administra. Porém, um dia depois da visita — na qual foi muito bem tratado — , Adib Elias cortou a água e retirou os hidrômetros das escolas da rede estadual em Catalão.
Radicalizando, sem perceber que vai prejudicar mais os alunos — que moram em Catalão — do que o governo em si, Adib Elias sequer aceitou a argumentação de que problemas burocráticos, no início do novo exercício orçamentário, atrapalharam a liquidação das contas de água feitas pela Secretaria da Educação. Ele quis mostrar força, mas prejudicando os povo do município.
Um deputado pergunta: “Trata-se da parceria que Adib Elias quer fazer com o governo do Estado?”
A impressão que se tem é que Adib Elias “incorporou” o espírito agressivo do senador Ronaldo Caiado.
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Deputado estadual Santana Gomes | Y. Maeda /Assembleia[/caption]
O governador Marconi Perillo e o vice-governador José Eliton não vão deixar o deputado estadual Santana Gomes na mão. Lucas Calil, do PSL (a caminho do PP), vai deixar seu cargo no governo no dia 31 e, com a retomada do mandato, Santana Gomes deve deixar a Assembleia Legislativa.
Santana Gomes, quando muitos deputados ficam em silêncio — assistindo as críticas contundentes das oposições, sobretudo dos deputados José Nelto (a caminho do DEM) e Major Araújo —, não fica calado e defende o governo de Marconi Perillo com argumentos contundentes. Intimorato, não se cala e enfrenta qualquer um. Observe-se que, em 2017, sua defesa do governo ficou ainda mais precisa e eficiente. Ele está mais articulado e cortante.
A cúpula do governo está avaliando uma alternativa política para garantir Santana Gomes, o deputado que não tem medo de ter coragem, no Legislativo.
Há 130 anos morria Edward Lear (1812-1888), pintor, desenhista e escritor inglês, um dos pais, junto com Lewis Carroll, do nonsense vitoriano. O poema “O Sujeito sem Dedos nos Pés” foi publicado em 1877 no livro “Laughable Lyrics: a Fourth Book of Nonsense Poems, Songs, Botany, Music &c” (“Letras Engraçadas: Quarto Livro de Nonsense em Poemas, Canções, Botânica, Música Etc”, em tradução livr
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Marconi Perillo em Adelêndia | Foto: Wagnas Cabral[/caption]
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem chamado a atenção dos auxiliares mais próximos pelos pronunciamentos contundentes e sólidos que vem fazendo.
O tucano-chefe tem um domínio total dos dados sobre o governo e a economia de Goiás. Ele fala com a maturidade e a autoridade de quem já foi eleito deputado estadual, deputado federal, quatro vezes governador e uma vez senador. Tem visão regional e visão nacional dos problemas. Ele tem falado de seu legado, como o presidente Juscelino Kubitschek apreciava fazer. “O Tempo Novo surgiu para transformar o Estado e criar o novo Goiás que temos hoje”, afirmou na sexta-feira, 19. Seu projeto vai além da política pura e simples, da manutenção do poder. A ideia é ampliar a modernização do Estado e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Um detalhe que tem chamado a atenção, sobretudo no interior: Marconi Perillo tem visitado a casa de pessoas com as quais conviveu (e convive) há mais de 20 anos. Ele lembra o nome das pessoas com facilidade (e sem populismo). O governador não perdeu o gosto de conversar com elas e gosta de ouvi-las com atenção, cuidado e prazer. O poder não lhe tirou nem a humildade nem a capacidade de ouvir. A historiadora Barbara Tuchman escreveu um ensaio no qual sublinha que, a partir de determinado tempo no poder, os políticos deixam de ouvir e perdem a atenção para os detalhes (já disseram que Deus está nos detalhes). Não é o que ocorre com o tucano goiano. Ele permanece atento, vivo, presente.
Há quem, no poder, perde a dimensão de perceber o indivíduo — ao mirar nas chamadas grandes questões. Marconi Perillo não perdeu a capacidade de perceber as dores individuais e talvez isto seja um dos motivos de sua longevidade política.
Líderes das oposições acenderam todas as luzes amarelas de seus gabinetes. O motivo é que o governo de Marconi Perillo e José Eliton ampliou a agenda de inaugurações do programa Goiás na Frente.
O governo vai entregar obras até 30 de junho. Muito depois de 6 de abril, data em que Marconi Perillo repassa o governo para o seu vice, José Eliton.
Em meio aos naturalmente inertes ou desinteressados, descrentes ou alienados, existem duas correntes que estarão de olho no veredicto de Porto Alegre
Ministro do STF Luiz Fux concedeu liminar concedendo o benefício a todos os juízes, inclusive aos que são donos de imóveis nas cidades onde trabalham, como a filha dele, desembargadora do TJ do Rio de Janeiro e dona de dois apartamentos no Leblon; valor varia entre R$ 4 mil e R$ 5 mil mensais
Secretaria de Educação não tem previsão de inauguração de unidades escolares e mantém convênios; uma das instituições conveniadas é investigada sob suspeita de fraude
Acidentes na BR-153 e na G0-020 deixaram uma pessoa gravemente ferida
Gestão de Jânio Darrot acerta mais uma agenda positiva na área cultural; filme sobre Padre Pelágio será a grande atração do evento
Disputando ou não, o decano emedebista sempre foi forte cabo eleitoral. Mas com sérios danos de imagem diante da severa crise econômico-financeira da Prefeitura de Goiânia, ele terá poder para o bem ou para o mal este ano?
Depois de uma eleição apertada em 2015, o presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), Wilton Müller Salomão, teve habilidade política para unir os grupos e congregar as forças da associação de juízes em uma única chapa nas eleições de dezembro do ano passado. Com o discurso de união da classe exposto inclusive na chapa, Müller conseguiu atrair novas e antigas lideranças da categoria – como, por exemplo, o desembargador aposentado Homero Sabino de Freitas, seu primeiro vice-presidente, e o juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga, como segundo vice. É preciso dar destaque também para os conselheiros que vão representar os associados nos próximos dois anos. São eles os desembargadores Gerson Santana Cintra e Elcy Santos de Melo (aposentado); e os juízes Valda Abadia Fleury, Cristiane Moreira Lopes Rodrigues, Lígia Nunes de Paula, Heloisa Silva Mattos, Denise Gondim de Mendonça, Willian Costa Mello, Cristian Battaglia de Medeiros, Nickerson Pires Ferreira, Gustavo Braga Carvalho, Aureliano Albuquerque Amorim, Hugo de Souza Silva, João Batista Fagundes. A posse da diretoria e do conselho deliberativo da associação ocorrerá em 31 de janeiro. A solenidade ocorrerá no auditório da sede da Asmego, a partir das 19h30. Na ocasião, estão convidados todos os associados e autoridades dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. Embora tenha sido reconduzido em chapa única à presidência da Asmego, os desafios para o presidente reeleito Wilton Müller Salomão não serão poucos para o biênio 2018–2019, principalmente no que consiste à reforma da Previdência. Eleição sem disputa entre chapas não significam que Müller vai se acomodar no posto; aliás, pelo contrário, isso multiplica várias vezes sua responsabilidade, posto que teve o voto da maioria absoluta de seus pares. Prova de que não deve se sentir confortável é que desde o resultado ele tem dito que se sentia “honrado com o apoio que recebi dos colegas”. “O resultado da nossa eleição significa união, característica imprescindível para as difíceis missões que temos no campo institucional”, ressaltou. As principais bandeiras, além da reforma da Previdência, serão a busca pela simetria constitucional com o Ministério Público; continuidade na modernização do patrimonial; reforma no estatuto social da Asmego; mudanças no plantão judiciário; além da defesa intransigente das prerrogativas e direitos da magistratura. Ao final, Müller terá dois anos para provar que a ausência de disputa no pleito eleitoral é mais benéfica para a classe, considerando que isso não significa acomodação política, mas, sim, evolução natural em prol dos associados, resultante do amadurecimento e da experiência reunida na gestão que dará prosseguimento.
Qual é a grande proposta dos opositores ao atual governo de Goiás para disputar e vencer as eleições deste ano? Não há. As oposições até agora batem cabeça e não desenvolvem temas para oferecer ao eleitorado
A movimentação política com vistas às eleições de outubro está em curso. Todos os partidos, os pré-candidatos e candidatos a pré-candidatos se mexem para ganhar a chamada “musculatura” política por meio de coligações. O MDB do governador Marcelo Miranda, que é pré-candidato à reeleição, está fazendo dever de casa. Na quarta-feira, 17, o presidente estadual da sigla, Derval de Paiva, esteve reunido como o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, também pré-candidato a governador, pelo PR. Na foto (sem autoria revelada), além de Derval e Dimas, participam da conversa Hebert Barros Brito, o Dr. Buti, o deputado estadual Valdemar Júnior e o ex-prefeito João Tabocão. Resta saber se aliança entre os dois partidos estava no cardápio. Se sim, quem vai ceder?


