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De um deputado: “O governador José Eliton praticamente fechou aliança com o PRB. As conversas com João Campos estão adiantadíssimas. O parlamentar atrairá a ala evangélica”. “Não me surpreenderei se, chegando em agosto, Ronaldo Caiado [pré-candidato do DEM a governador] perder a maioria das lideranças evangélicas e aparecer nos comícios apenas com dois ou três nanopartidos”, afirma o parlamentar.
O grupo do ex-governador Marconi Perillo aprecia enfrentar, para governador, Iris Rezende (MDB). Depois do prefeito de Goiânia, o segundo nome com quem mais gosta de terçar forças é o senador Ronaldo Caiado (DEM). Motivos: os dois são irritáveis, previsíveis e não aceitam conselhos dos marqueteiros para mudar o comportamento.
Os prefeitos que mantêm ligações políticas, ideológicas e, mesmo, afetivas com os principais dirigentes da base governista — como o ex-governador Marconi Perillo e o governador José Eliton — vão apoiar os candidatos a senador da base aliada. Os prefeitos avaliam que, se apoiarem Wilder Morais, estarão, na verdade, fortalecendo a candidatura de Ronaldo Caiado. Eles acrescentam que Wilder Morais tem poucas chances de ser reeleito.
Os prefeitos da base aliada que permanecem apoiando a reeleição do senador Wilder Morais, do DEM, em geral têm algum negócio no setor imobiliário com o empresário (nada irregular, falando nisso). Casos de Carlão da Fox, de Goianira, e Gil Tavares, de Nerópolis.
O deputado federal Rubens Otoni intensificou seus trabalhos no interior. Ele tem receio de que o desgaste do PT contribua para reduzir sua votação e até mesmo para derrotá-lo. A base política de Rubens Otoni é Anápolis, mas o deputado tem votos espalhados por vários municípios de Goiás. Talvez seja o único nome do petismo conhecido em todo o Estado. É provável que seja maior do que o PT no Estado. “Rubens Otoni vai ser eleito e com uma votação expressiva”, afirma um petista. “Além de municipalista, como sabem os prefeitos, é um político que tem ideias modernas e arejadas.”
A Rede lançou Edson Braz da Silva, um político consistente, para governador. Pode até não ganhar. Mas deve contribuir para qualificar o debate. Edson Braz tem discurso afiado, é decente e, claro, tem o apoio de Marina Silva, a pré-candidata da Rede a presidente da República. Sem Lula da Silva no páreo, Marina Silva cresce e ameaça o “reinado” de Jair Bolsonaro, do PSL.
Lívio Luciano (Podemos), se João Campos (PRB) não aceitar o clamor dos evangélicos da Assembleia de Deus, deve ser o vice de Ronaldo Caiado. Com o apoio da dupla dinâmica José Nelto e Iris Rezende. Além, é claro, da Igreja Videira.
José Nelto diz que a senadora Lúcia Vânia (PSB) não tem como participar da mesma chapa do ex-senador Demóstenes Torres (PTB). “Ela contribuiu para sua cassação. Sendo assim, como vai explicar a nova companhia aos eleitores?”
José Nelto afirma que o pré-candidato do MDB a governador, Daniel Vilela, “é filiado ao PES — Partido do Eu Sozinho”. “Ele está isolado, não tem apoio e caiu no conto do vigário de que pelo menos dois partidos da base governista iriam apoiá-lo. Quanta ingenuidade acreditar que adversário cede aliados.” “Nenhum partido da base governista vai apoiar Daniel Vilela”, aposta José Nelto.
O deputado estadual José Nelto (Podemos) é otimista: “Ronaldo Caiado vai ser eleito governador de Goiás no primeiro turno”. O ex-emedebista sugere que o pré-candidato do DEM “é consistente e uma oposição de fato ao governo do Tempo Novo”. Na base aliada há o mesmo pensamento: “O governador José Eliton vai ser eleito no primeiro turno”.
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