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Esteja certo, ministro: o comunismo não acabou, e ainda dará muito trabalho em alguns lugares. Basta citar Cuba e Nicarágua
“A Grande Beleza”: é vital ressaltar o grotesco da busca desesperada pela originalidade e construção de um mundo baseado na valorização irreal de simulacros artísticos
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Magistralmente fotografado e montado, o filme é um carrossel de reinvenções dramáticas. Nem mesmo o término da guerra significa apaziguamento ou elisão de problemas
Ringling deixou na sua conta bancária US$ 311,00. Viveu como um príncipe e deixou como legado uma história de grandeza equiparada à dos maiores pioneiros americanos
“Dizer que a gente vai amar uma pessoa a vida toda é como dizer que uma vela continuará a queimar enquanto vivermos.” — Liev Tolstói, em “A Sonata a Kreutzer”
A “Revista Oeste” publicou uma reportagem, sob o título de “Globo rebaixa jornalista envolvida em escândalo de traição”, que registra um certo mal-estar na rede controlada pela família Marinho.
Os jornalistas Carol Barcellos e Marcelo Courrege, ambos da Globo, se apaixonaram, antes ou depois do Carnaval. Ocorre que o repórter era casado com Renata Heilborn, que seria a melhor amiga de Carol Barcellos. Esta teria sido madrinha do casamento dos amigos.
Até aí, nada demais, pois se trata de vida privada. Porém, ao se tornar público, o affair gerou escândalo e desconforto tanto para as partes envolvidas quanto, de acordo com alguns sites, para a Globo.

Porque a direção da Globo se irritou — se é fato que se irritou —, não se sabe. Paixões e fins de casamentos são assuntos de foro privado e, mesmo com escândalo, a imagem da rede não foi afetada — em nada. Exceto se pintou, por lá, um certo moralismo, que nunca foi o seu forte — como provam os casamentos desfeitos de atores e, mesmo, jornalistas.
De que se trata o suposto “rebaixamento” profissional de Carol Barcellos, apontado pela “Revista Oeste”?
A Globo decidiu que Carol Barcellos não vai mais apresentar o quadro de esportes do “Bom Dia Brasil” (será substituída por Débora Gales) e será enviada para cobrir as Olimpíadas de Paris.
Voltar à reportagem — a fonte do bom jornalismo — e reportar a partir de Paris, uma das mais belas cidades globais, significam “rebaixamento” desde quando? Há registro de que o salário da profissional foi reduzido? Não.

Quando Carol Barcellos voltar de Paris, que permanece uma festa para quem sabe aproveitá-la (Hemingway e Gertrude Stein aproveitaram o máximo possível da cidade-luz), o que fará na TV Globo? Se for para a reportagem, o foco de qualquer emissora de televisão, não estará sendo, de alguma maneira, promovida — e não rebaixada?
Por que os jornais, sobretudo alguns sites, estão demasiadamente interessados na história de Carol Barcellos — como se fosse só dela, e não também de Marcelo Courrege?
Talvez o velho e resistente preconceito contra as mulheres, que, na concepção de muitos — inclusive de alguns jornalistas —, têm de se comportar como “santinhas”; de preferência, casar-se e viver a vida inteira com um único homem. Homens, quando têm muitas mulheres, são, no geral, bem-vistos. São garanhões admirados... por outros homens.
Ora, as paixões e os amores, como os dinossauros e as árvores (mas não os livros e os diamantes), não são eternos. Um dia acabam. Portanto, o que há de mal em “iniciar” uma nova paixão e um novo amor? Nenhum, é claro. Então, basta de moralismo e de reforçar preconceitos rastaqueras.

Carol Barcellos não pode ser “punida” profissional e moralmente por amar um homem — um homem que, de acordo com sua versão, não estava mais casado quando se envolveu, emocionalmente, com ela.
As relações entre as pessoas são complexas e os amores não se enquadram nas etiquetas morais rígidas. Por isso, talvez seja a hora de deixarmos Carol Barcellos e Marcello Courrege — em cujo nome a mídia mal toca — em paz. Vidas insípidas, em variedade e contradições, geram “reportagens” — se reportagens são — a respeito de vidas privadas supostamente “desviantes” mas, pelo visto, bem interessáveis à maioria dos leitores.
Mas o país precisa tomar cuidado para que o excelente e corajoso ministro do STF não se torne o Simão Bacamarte do Judiciário brasileiro

