Morre Sam Neill, astro de “Jurassic Park”, aos 78 anos
13 julho 2026 às 11h27

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O ator Sam Neill, eternizado como o paleontólogo Dr. Alan Grant na franquia “Jurassic Park”, morreu nesta segunda-feira, 13, na Austrália, aos 78 anos. A informação foi confirmada pela família, que classificou a morte como “repentina e inesperada”.
Em comunicado, os familiares afirmaram que o ator morreu cercado por parentes e destacaram que ele permaneceu livre do câncer até seus últimos dias.
“Sam estava cercado pela família e partiu com a dignidade que caracterizou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas somos gratos por ele ter permanecido livre do câncer”, informou a família.
Em 2023, Neill revelou publicamente que havia sido diagnosticado com linfoma não-Hodgkin em estágio três, doença que descreveu em sua autobiografia como uma condição que o fazia acreditar que estava “possivelmente morrendo”. Nos últimos meses, porém, o ator afirmou que a enfermidade estava em remissão graças a uma terapia genética que modificou seu sistema imunológico.
Segundo os familiares, ele estava internado no Hospital Particular St Vincent’s, em Sydney, quando morreu.
Carreira de mais de cinco décadas
Nascido na Irlanda do Norte e criado na Nova Zelândia, Sam Neill construiu uma carreira de mais de 50 anos no cinema e na televisão.
Embora tenha atuado em dezenas de produções, foi em 1993 que alcançou reconhecimento mundial ao interpretar o paleontólogo Alan Grant em “Jurassic Park”, dirigido por Steven Spielberg. O sucesso do longa transformou Neill em um dos rostos mais conhecidos da franquia, papel que voltou a interpretar nas continuações da saga.
Ao longo da carreira, também participou de produções como “Caçada ao Outubro Vermelho”, “O Piano” e da série “Peaky Blinders”, consolidando-se como um dos principais atores da Oceania.
Paixão pelos vinhos
Fora das telas, Neill dedicava boa parte do tempo à produção de vinhos. Proprietário de uma vinícola na região de Central Otago, na Ilha Sul da Nova Zelândia, costumava compartilhar nas redes sociais momentos do trabalho nos vinhedos e da vida no campo.
Homenagens
A morte do ator gerou manifestações de pesar de autoridades da Austrália e da Nova Zelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que Neill enfrentou a doença com a mesma serenidade demonstrada durante toda a carreira.
“Irônico e seco, reflexivo e lacônico, Sam enfrentou a doença com a mesma dignidade, humor e convicção que deram força a cada uma de suas atuações. Ele será muito lembrado.”
Já o primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, destacou a importância do ator para o cinema do país.
“Sir Sam Neill foi um dos grandes. Durante mais de 50 anos, levou histórias da Nova Zelândia para o mundo e ajudou a transformar nossa indústria cinematográfica em uma das maiores exportações culturais do país.”
A causa da morte não foi divulgada pela família.



