Irmão de Virginia Fonseca é condenado por importunação sexual em Goiás e defesa anuncia recurso
10 julho 2026 às 09h27

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O empresário e irmão da influenciadora Virginia Fonseca, William Pimenta Gusmão, foi condenado nesta terça-feira, 7, pela Justiça goiana pelo crime de importunação sexual contra a empresária Lilly Martins. O caso aconteceu durante a festa “Revoada”, em Jussara, em 2023.
No início do processo, Willian chegou a ser absolvido, mas após recurso, foi condenado por uma decisão unânime de 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.
Em nota, os advogados do empresário afirmou discordar da condenação e disse que irá recorrer da decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Além disso, a defesa disse ainda que a decisão “não é definitiva”, por se tratar do julgamento de um recurso, e ressalta que ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão apresentados “dentro das possibilidades”.
A defesa informou que respeita a decisão dos desembargadores, mas discorda da condenação. Os advogados afirmam que William nega a acusação e destacam que o Ministério Público se posicionou, tanto em primeira quanto em segunda instância, pela absolvição do investigado. Segundo a defesa, o órgão entendeu que não havia provas suficientes nem materialidade delitiva, isto é, elementos objetivos que comprovassem a ocorrência do crime.
O advogado de William, Giuliano Vettori, informou que a defesa pretende recorrer aos tribunais superiores. Segundo ele, a legislação brasileira estabelece que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da ação. Em outro pronunciamento, Vettori também ressaltou que tanto o promotor de Justiça quanto o procurador de Justiça se manifestaram pela absolvição de William. Apesar disso, os desembargadores decidiram pela condenação.
A investigação segue em segredo de Justiça.
Confira a nota na íntegra:
“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado. O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva. Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.
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