Empresário é indiciado por espancar mulher em situação de rua em Pirenópolis e pode pegar até 10 anos de prisão
10 julho 2026 às 08h26

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As investigações sobre a agressão a uma mulher em situação de rua em Pirenópolis foram concluídas pela Polícia Civil de Goiás, que indiciou o empresário Orion Dix Paranhos pelos crimes de lesão corporal gravíssima, violência psicológica e dano. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda a manifestação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que decidirá sobre a denúncia criminal. Se condenado, o acusado, que é dono de dois restaurantes na região turística da cidade, pode enfrentar uma pena somada de até 10 anos de prisão.
O crime, ocorrido em junho deste ano, foi motivado por uma discussão banal. O empresário acusou a vítima, sem apresentar qualquer prova, de ter danificado uma tampa de esgoto próxima ao seu estabelecimento comercial. A brutalidade do ataque gerou forte indignação na comunidade local e levou a associação de comerciantes da Rua do Lazer a emitir uma nota de repúdio, desligando Orion Paranhos de seu quadro de associados por conduta incompatível com os valores da cidade.
Embora a defesa do suspeito tenha tentado negar a autoria, o delegado responsável pelo caso reforçou que as imagens de segurança e os depoimentos de testemunhas presenciais não deixam dúvidas de que ele foi o autor do espancamento. Orion segue detido sob prisão preventiva desde o final de junho.
Relembre o caso
O episódio aconteceu no dia 16 de junho de 2026, no centro histórico de Pirenópolis. Maria dos Santos Garcia, de 48 anos, uma moradora em situação de rua amplamente conhecida na cidade, foi surpreendida e agredida com socos e chutes enquanto dormia em um banco público.
O caso tomou proporções ainda mais graves dias após o ataque. Como Maria continuava se queixando de dores intensas e inchaço abdominal, policiais civis conseguiram o apoio de um médico voluntário para submetê-la a exames complementares. O diagnóstico revelou uma hemorragia interna severa e laceração hepática (no fígado). Maria foi transferida às pressas para o Hospital Estadual de Anápolis (Heana), onde passou por uma cirurgia de emergência para a retirada total do baço. A perda definitiva do órgão foi o fator técnico que fundamentou o indiciamento do agressor por lesão corporal gravíssima.
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