Flávio Dino reconduz Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal
09 setembro 2026 às 09h59

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino reconduziu Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos de diretor-geral da Polícia Federal e diretor de Inteligência da corporação, respectivamente. A decisão foi tomada um dia após André Mendonça, também ministro do STF, determinar o afastamento dos dois sob a acusação de que a PF teria produzido relatórios irregulares relacionados à atuação do Ministro.
Além de determinar o retorno dos dirigentes, Dino proibiu a adoção de medidas cautelares semelhantes que possam afastá-los novamente e submeteu sua decisão à análise do plenário do STF. No texto, o ministro afirmou que Mendonça pode ter “divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal”, mas que poderia “defender seus direitos perante instância própria”, sem provocar “o efeito de paralisar investigações e trabalho policiais”.
A decisão de Mendonça também desencadeou uma reação na cúpula da Polícia Federal. Ao todo, 11 diretores da corporação deixaram os cargos e se colocaram à disposição após o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. O movimento ampliou a crise interna na instituição e aumentou a pressão sobre o Supremo para encontrar uma solução para o impasse.
Decisão de Mendonça
O episódio teve início na terça-feira, 8, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência. A decisão foi tomada após Mendonça apontar indícios de que a PF teria produzido relatórios paralelos a respeito de sua atuação no caso Banco Master, prática que o ministro classificou como “arapongagem institucional”.
Segundo Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio dos relatórios, que posteriormente teriam sido utilizados para incluí-lo no inquérito das fake news. A decisão provocou uma crise na cúpula da PF e abriu um novo embate dentro do próprio STF, enquanto a 2ª Turma da Corte passou a analisar o caso e formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues.
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