Elizabeth Maria assume presidência do TRE-GO com foco em inclusão das mulheres na política
30 abril 2026 às 12h56

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A desembargadora Elizabeth Maria da Silva, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), assumiu pela primeira vez o comando do Tribunal Regional Eleitoral do Estado em cerimônia nesta quinta-feira, 30. A magistrada deve ficar no tribunal até 2028 e promover a inclusão das mulheres na política goiana.
A eleição interna do TRE que decidiu o nome de Elizabeth, por unanimidade, ocorreu no último dia 23 de fevereiro. Anteriormente, a justiça eleitoral goiana era comandada pelo magistrado Luiz Cláudio Veiga, que ficou no TRE-GO no biênio de 2024 a 2026.
Em coletiva neste dia 30, a desembargadora afirmou que os pilares de sua administração serão firmados na transparência e na segurança do processo eleitoral.
Mudança estrutural
Contudo, a sua principal linha de ação que deve alavancar uma mudança estrutural em Goiás será a promoção de mulheres na política.
Em coletiva com jornalistas, ela criticou a posição do Brasil no ranking da ONU sobre mulheres no parlamento e afirmou que o TRE-GO incentivará as mulheres a serem candidatas e eleitoras por meio de campanhas publicitárias. “O Brasil ocupa uma posição degradante de 133º lugar perante as pesquisas e o ranqueamento da ONU sobre a participação feminina no parlamento, seja municipal, estadual ou federal.”
Ao mesmo tempo, defendeu que em 2026 o tribunal deve fiscalizar com força a cota de gêneros nas eleições (mínimo de 30%), afirmando que serão promovidos programas em mídias sociais, rádio e televisão para incentivar a mulher a participar da corrida eleitoral. “Fiz um café da manhã com as parlamentares goianas e goianenses e trocamos ideias excelentes que certamente vamos colocar em prática ao longo do tempo”, afirmou.
Uma de suas preocupações, contudo, é a popularização de vídeos e textos feitos pelas inteligências artificiais que podem prejudicar a imagem dos candidatos. Entre os projetos destacados estão otimizar rotinas administrativas, incentivar a inovação tecnológica e acelerar o andamento processual, mencionando a necessidade de julgar processos parados de eleições passadas.
Por fim, Elizabeth ressaltou que possui uma trajetória de 16 anos na justiça eleitoral, tendo atuado tanto no interior quanto na capital, além de já ter trabalhado na fiscalização de propaganda eleitoral e como juíza membro do TRE anteriormente, se tornando a segunda mulher a presidir o tribunal — após Beatriz Franco em 2008. “A minha carreira na magistratura sempre convergiu com a justiça eleitoral, tanto que por 16 anos exerci função na eleitoral tanto nas comarcas do interior quanto da Capital.”
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