Daniel Vilela afirma que irá cobrar TCU por retomada da licitação do Anel Viário de Goiânia
02 setembro 2026 às 10h13

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Durante o Fórum Empresarial – Eleições 2026, promovido pelo Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) nesta quarta-feira, 2, o candidato à reeleição ao Governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), afirmou que irá cobrar do Tribunal de Contas da União (TCU) a liberação do edital de licitação para a construção do Contorno Leste.
De acordo com Vilela, a construção do Anel Viário, que ligará Hidrolândia a Terezópolis de Goiás, irá “também abrir uma nova possibilidade de logística na região”. O vice-governador defendeu ainda que a licitação da obra seja mantida paralelamente ao processo de concessão da BR-060, entre Goiânia e Brasília.
“É porque nós estamos com a grande expectativa da licitação do anel viário aqui da região metropolitana. E o TCU acabou suspendendo essa licitação, em razão dela estar também contemplada no leilão que será feito da BR-060 de Goiânia até Brasília”, afirmou.
Segundo Daniel, a manutenção dos dois processos é necessária diante da incerteza sobre a conclusão do leilão da concessão. “A gente entende que se faz necessário seguir paralelamente tanto a licitação da obra via recursos do Ministério dos Transportes quanto pela concessão, porque a gente não sabe se a concessão vai dar certo”, declarou.
A licitação havia sido suspensa pelo TCU no último dia 20 de agosto, após o órgão constatar que o edital lançado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com previsão de investimento de R$ 1,126 bilhão, apresentava possível duplicidade de investimentos para a execução do mesmo trecho rodoviário.
Segundo a fiscalização do TCU, a Concorrência Eletrônica 241/2026-12, do DNIT, se sobrepõe a compromissos já previstos na solução consensual aprovada pelo próprio tribunal para a concessão da Rota do Pequi. O acordo estabelece R$ 1,3 bilhão em investimentos privados para a construção do Contorno de Goiânia.
Na avaliação do TCU, a execução simultânea dos dois projetos poderia resultar em cobrança em duplicidade, com recursos do orçamento público e das tarifas de pedágio. A sobreposição também aumentaria o risco de atraso na conclusão da obra, uma vez que o cronograma estabelecido na licitação do DNIT prevê a execução em prazo posterior ao definido na solução consensual da concessão.
Vilela afirmou que pretende tentar sensibilizar o ministro responsável pela suspensão para que a licitação seja liberada. O leilão da concessão da BR-060, segundo ele, está previsto para dezembro. “Então nós vamos tentar sensibilizar o ministro que suspendeu para que ele libere essa licitação”, afirmou.
O Jornal Opção também procurou o TCU e o DNIT para esclarecer a situação da licitação e os motivos da suspensão e a possibilidade da retomada do processo diante da defesa feita por Daniel Vilela para que a obra avance paralelamente à concessão da BR-060. Até o momento, não houve retorno.
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