Após busca e apreensão, Luan Alves participa de sessão na Câmara sem repercussão no plenário
11 junho 2026 às 13h37

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O vereador Luan Alves compareceu à sessão desta quinta-feira, 11, na Câmara Municipal de Goiânia, um dia após ser alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). Durante os trabalhos legislativos, no entanto, os vereadores não comentaram sobre o caso. A ação da Polícia Civil de Goiás foi realizada nesta quarta-feira, 10, e teve como alvos 12 ex-auxiliares da Prefeitura de Goiânia.
Durante a sessão, Alves permaneceu no plenário até a suspensão dos trabalhos para a entrega de títulos de cidadania goianiense. Na ocasião, as homenagens, de autoria do vereador Vitor Hugo (PL), foram destinadas a Wagner Rosário, secretário da Controladoria-Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP), e a Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ao mesmo tempo, os vereadores também não comentaram na tribuna a respeito da operação. Nos bastidores, muitos afirmaram que ainda não possuem conhecimento do processo, que corre em sigilo. Outros parlamentares comentaram que aguardam o decorrer das investigações.
Por exemplo, o vereador Fabrício Rosa (PT) também comentou sobre as recentes operações envolvendo parlamentares, incluindo a prisão temporária do ex-vereador Zander Fábio (Podemos), em maio. “Eu desejo que os vereadores que foram afetados tenham direito à ampla defesa, ao contraditório, que possam fazer as suas defesas. Mas eu torço para que as operações sigam, não só contra vereadores”, disse.
Segundo Rosa, essas situações “mancham” o Legislativo goianiense, e ele defendeu a atuação da delegacia. “Eu sonho com o dia em que a Deccor tenha muito mais estrutura. Que a gente tenha pelo menos umas 10 unidades dela espalhadas por Goiás”, acrescentou o parlamentar.
Ainda na quarta-feira, 10, Alves divulgou uma nota sobre a ação e afirmou que recebe a atuação da Deccor com “absoluto respeito e tranquilidade”. O vereador também destacou que está colaborando com as investigações e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
“Ressalto que a investigação encontra-se em fase de apuração, inexistindo qualquer condenação ou reconhecimento de responsabilidade contra minha pessoa. Como cidadão e agente público, sempre pautei minha atuação pela legalidade, pela transparência e pelo compromisso com o interesse público”, disse o parlamentar.
Alves também havia citado que “chama atenção o fato de que tais medidas ocorram em um momento de intensa movimentação política e pré-eleitoral em Goiás”, mencionando que é filho do deputado estadual Clécio Alves (PSDB).
A ação da PCGO investiga um suposto esquema de propina em secretarias da gestão anterior envolvendo empresários do setor de eventos para liberação ou renovação de alvarás de funcionamento. Segundo a investigação, nem todos os investigados teriam recebido vantagem financeira, mas alguns poderiam ter atuado para facilitar a prática. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos.



