Uma paralisação organizada nesta quinta-feira, 11, por trabalhadores da indústria farmacêutica Cifarma, em Goiânia, denuncia atrasos recorrentes no pagamento de salários, falta de depósitos do FGTS, irregularidades no pagamento de férias e problemas relacionados ao vale-alimentação. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico no Estado de Goiás (Sind.Q.F.P-GO), a situação se arrasta desde 2025.

Cerca de 200 funcionários participam do protesto em frente à empresa, com apoio do sindicato da categoria e de representantes sindicais de Goiânia, Anápolis e Catalão. Além dos atrasos salariais, os trabalhadores também denunciam problemas na alimentação oferecida pela empresa. De acordo com relatos, houve redução dos recursos destinados às refeições, o que tem provocado a falta de comida durante o horário de almoço.

Durante a mobilização, os trabalhadores realizaram uma assembleia para discutir e aprovar a pauta de reivindicações da categoria. Entre as principais demandas estão a regularização imediata dos salários, o pagamento integral dos valores de FGTS em atraso, melhorias no vale-alimentação e a garantia de condições adequadas de alimentação aos empregados.

Em recuperação judicial

A paralisação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial enfrentado pelo Grupo Cifarma desde 2024. À época, a empresa apresentou à Justiça um plano para reorganizar suas finanças e negociar débitos com credores. No entanto, segundo o sindicato, os trabalhadores seguem enfrentando dificuldades relacionadas ao recebimento de salários e benefícios, o que motivou a mobilização desta quinta-feira.

O sindicato destaca que a paralisação ocorre de forma pacífica e dentro dos limites previstos pela legislação trabalhista. A entidade também reforça que a participação no movimento não pode resultar em punições, represálias ou demissões dos trabalhadores envolvidos na mobilização.

A reportagem do Jornal Opção procurou a Cifarma, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

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