Conheça os 6 brasileiros que estão transformando a ciência e a tecnologia
20 abril 2026 às 16h54

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Nos últimos anos, o Brasil tem se consolidado como um polo de relevância científica e tecnológica. Os pesquisadores e jovens talentos vêm apresentando soluções que dialogam diretamente com desafios globais, desde a saúde até o meio ambiente. Dentre eles, seis nomes se destacam por iniciativas que já chamam atenção em publicações internacionais e em projetos aplicados em comunidades.
O neurocientista Miguel Nicolelis lidera o protocolo Walk Again Neurorehabilitation Protocol, desenvolvido em parceria com pesquisadores chineses. A técnica combina sensores cerebrais não invasivos, realidade virtual e dispositivos robóticos, com resultados que indicam reorganização neural e recuperação parcial de movimentos em pessoas com lesão medular.

A bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordena estudos sobre a proteína Polilaminina, investigada como possível tratamento para lesões medulares. Os testes clínicos iniciais avaliam a recuperação de movimentos e sensibilidade em pacientes com paraplegia e tetraplegia, dentro de protocolos regulados e acompanhados por especialistas.

Na área de inteligência artificial, o estudante Nuno Abílio, da Universidade Estadual de Maringá, criou o sistema Tecnoblade. A ferramenta analisa imagens microscópicas para identificar patógenos de doenças como malária e Chagas, oferecendo diagnósticos mais rápidos e acessíveis em regiões com infraestrutura limitada.

O pesquisador Luciano Moreira coordena estudos com a bactéria Wolbachia, aplicada em mosquitos Aedes aegypti para reduzir a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. A estratégia já apresenta resultados em cidades brasileiras e foi reconhecida por revistas científicas internacionais.

Na oncologia, o biomédico Matheus Henrique Dias investiga uma abordagem experimental para o câncer colorretal. A pesquisa analisa a superestimulação de células tumorais como forma de limitar sua proliferação, em colaboração com centros científicos europeus, ainda em fases iniciais de validação.

Por fim, a jovem pesquisadora Anna Luísa Beserra desenvolveu o sistema Aqualuz, que utiliza energia solar para purificar água de cisternas. A tecnologia, reconhecida por programas ligados às Nações Unidas, já está em uso em comunidades rurais do semiárido brasileiro, oferecendo acesso seguro à água potável.

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