Mortes e desaparecimentos de cientistas colocam os Estados Unidos em alerta máximo
20 abril 2026 às 19h23

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Um mistério que vem chamando a atenção nos Estados Unidos, nas últimas semanas, e parece ter saído de um roteiro de filme de suspense, deve tomar novos rumos desde que passou a chamar a atenção da Casa Branca. Desde 2023, 10 cientistas e altos funcionários com acesso a alguns dos segredos nucleares e espaciais mais bem guardados dos EUA morreram ou desapareceram sem deixar rastros.
A comunidade científica e os setores de inteligência do país entraram em alerta máximo após a morte de Amy Eskridge, especialista em tecnologia antigravidade, confirmada como o décimo primeiro caso em uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis envolvendo pesquisadores de alto nível.
As últimas mensagens atribuídas a Amy Eskridge revelam um cenário perturbador. Nos textos enviados ao sócio, Amy afirma que é alvo de ameaças de morte diariamente desde que desenvolveu uma teoria relacionada à física quântica e tecnologias avançadas como formas de manipular a gravidade para permitir levitação e propulsão a partir do elemento 115, que poderia servir como combustível de naves espaciais.
O elemento 115 é o Moscóvio, tão raro que é considerado apenas teórico pela dificuldade em reproduzi-lo. Ele só aparece durante experimentos em aceleradores de partículas. Amy investigava a propriedade do Moscóvio de gerar “energia exótica”. Isso não seria apenas uma mudança: mudaria tudo o que conhecemos sobre transformação de energia. Não se trata apenas de algo revolucionário. É praticamente o colapso de paradigmas científicos.
De acordo com as mensagens, a cientista acreditava que sua descoberta havia ultrapassado uma “linha perigosa”, o que desencadeou vigilância, invasão de dispositivos e, posteriormente, uma suposta “inclusão em uma lista de eliminação”. Usando um tom desesperador, ela reforça várias vezes: “Eu não me matei. Não importa o que digam.”
Amy Eskridge também afirma, nas mesmas mensagens, que as ameaças não estariam ligadas ao governo dos Estados Unidos ou a outro país, mas a empresas privadas interessadas em silenciar possíveis avanços tecnológicos que poderiam afetar interesses estratégicos e financeiros envolvendo bilhões de dólares.
Pressão popular para solucionar o mistério
O caso de Amy aumentou ainda mais a pressão popular sobre o governo americano para solucionar o mistério. Na quinta-feira, 16, o presidente Donald Trump falou sobre o assunto pela primeira vez. “Eu acabo de sair de uma reunião sobre esse caso muito sério.” E acrescentou: “Eu espero que seja algo aleatório, mas saberemos mais dentro de duas semanas. Alguns deles eram pessoas muito importantes, e tudo isso será seriamente investigado.”
Mas a demora em fornecer respostas aos desaparecimentos e mortes de cientistas vem gerando insatisfação entre os americanos, que querem respostas para o que já consideram uma ameaça em potencial contra a segurança nacional, já que envolve indivíduos com acesso a informações que países inimigos dos Estados Unidos, como China e Rússia, gostariam de obter.
Repercussão nacional
O caso ganhou repercussão nacional há pouco mais de um mês, após o desaparecimento do general aposentado da Força Aérea William Neil MacCasland, 68 anos, visto pela última vez saindo de sua casa, no Novo México. Ele deixou para trás o telefone, objetos pessoais e até os óculos. Levou somente uma arma e, segundo a esposa, parecia não querer ser encontrado. Até hoje, não se sabe o paradeiro do militar.
MacCasland trabalhou durante décadas no Laboratório de Pesquisas da Base Wright Patterson, da Força Aérea dos Estados Unidos. O local é conhecido por realizar pesquisas de casos extraterrestres desde 1947.
As circunstâncias do desaparecimento do general MacCasland são semelhantes a outros casos:
- Steven Garcia, 48 anos, funcionário federal, trabalhava em uma usina que produzia 80% dos componentes não nucleares para armamentos nucleares dos EUA. Desapareceu em agosto de 2023, após sair de casa levando apenas um revólver. Deixou para trás telefone, carteira e chaves.
- Anthony Chavez, 79 anos, e Melissa Casiazs, 54 anos, trabalhavam como secretários administrativos com acesso total às dependências do Laboratório Nacional Los Alamos, um dos locais nucleares mais importantes dos Estados Unidos. Os dois desapareceram em 2025 da mesma maneira: deixaram o local de trabalho a pé e não levaram nada com eles. Nunca mais foram encontrados.
- Monica Jacinto Reza, gerente da NASA e chefe do Laboratório de Propulsão, desapareceu durante uma viagem com amigos na Califórnia.
Outros cientistas que trabalhavam no mesmo laboratório que Monica, Frank Maywald e Michael David Hicks, que também estavam no projeto DART da NASA para pousar uma nave em um asteroide, morreram em circunstâncias ainda não esclarecidas pela polícia.
Além deles, o corpo do farmacêutico e pesquisador da NASA, Jason Thomas, foi encontrado no fundo de um lago em Massachusetts no mês passado. Ele estava desaparecido desde dezembro de 2025.
Outros dois cientistas morreram violentamente: o astrofísico Carl Grillmair, cujo trabalho está relacionado à Força Aérea dos Estados Unidos, e o físico nuclear Nuno Loureiro, que recentemente fez uma descoberta envolvendo energia de fusão nuclear. Ambos foram assassinados dentro de casa.
Acredita-se que todos os casos estejam ligados à espionagem moderna e que as agências de inteligência já estejam investigando sem fazer alarde. De acordo com a declaração de Donald Trump, o país inteiro aguarda, ansioso, por respostas sobre esse grande mistério.

