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Saúde Estadual e Municipal funciona em regime de plantão. Opções de lazer como Zoológico funciona normalmente
Protesto é uma forma legal e segura para receber dívidas e pode ser usada por particulares e órgãos públicos para cobrar de pessoas físicas ou jurídicas
Pensando em refrescar a memória de seus leitores, o Jornal Opção elencou alguns dos principais fatos políticos que marcaram o turbulento ano de 2019. Veja a seleção
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Ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (à esq), na sequencia: presidente Jair Bolsonaro, governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e, por fim, presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia / Foto: Colagem[/caption]
Em um ano marcado por incontáveis turbulências no cenário político brasileiro, são vários os assuntos que podem aparecer em uma lista cuja intenção é trazer uma retrospectiva.
Pensando em refrescar sua memória, caro leitor, o Jornal Opção elencou alguns pontos importantes que foram dignos de repercussão entre os principais veículos de comunicação do Estado e do País.
Veja quais foram eles e, caso se interesse em saber mais sobre algum assunto específico, basta clicar no título da reportagem - disponível em forma de link.
https://jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/jair-bolsonaro-e-empossado-presidente-do-brasil-156402/
https://jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/ronaldo-caiado-e-oficialmente-o-novo-governador-de-goias-156332/
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https://jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/policia-federal-indicia-lula-pelo-recebimento-de-propina-disfarcada-de-doacao-227942/
Presidente associa aumento de registros à diminuição de mortes no País Após divulgação na mídia sobre aumento do número dos registros de armas de fogo no Brasil, o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez uma postagem em seu perfil no Twitter, em que pede a ampliação da posse e porte ao Congresso Nacional. De acordo com dados da Polícia Federal, os registros de armas, entre janeiro e outubro de 2019 aumentaram 48%, em relação ao mesmo período do ano passado. Bolsonaro associou o aumento dos registros à diminuição de mortes no País. [embed]https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1211268726043140096[/embed] O presidente deve passar a virada de ano em Salvador, na Bahia, onde ficará durante o recesso. Ele saiu de Brasília na sexta-feira, 27, sem a companhia da esposa, Michele Bolsonaro, que passará por cirurgia dentro de alguns dias.
Dados ficaram disponíveis por uma hora na última sexta-feira, 27 O governo do Reino Unido divulgou na sexta-feira, 27, acidentalmente, o endereço de mais de mil celebridades e autoridades do governo. Os dados pessoais das personalidades ficaram disponíveis para download por cerca de uma hora. O porta-voz da chefia do Gabinete revelou que os dados foram divulgados por engano e foram retirados do ar o mais rápido possível. Entre os expostos, estavam o cantor Elton John e a atriz Olivia Newton-John e oficiais do Ministério da Defesa, incluindo responsáveis pela Política Antiterrorismo.
Na interpretação do parlamentar, basta observar as pessoas que estão comemorando a sanção - para entendê-lo. "São pessoas que estiveram durante esses anos todos envolvidos em escândalos de corrupção"
Maior parte dos requerimentos já são realizados pela internet. Atendimentos presenciais somaram apenas 10% em outubro deste ano
Em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), o procurador federal Renato Vieira, prometeu grandes transformações para 2020. Os objetivos dessas mudanças é modernização do atendimento, economia e diminuição do quadro de servidores.
Sobre essas alterações no serviço, ele revelou que agências ineficientes serão fechadas e que, ainda no primeiro semestre, serão implantadas digitalmente os serviços realizados hoje nas agencias, com biometria e reconhecimento facial.
"As necessidades da sociedade mudaram desde a década passada e até 2019,2020. Com a tecnologia, diversas outras instituições se transformaram. O melhor exemplo são as instituições financeiras. Os bancos passaram por um amplo processo de transformação digital desde 20 anos para cá", disse o procurador ao veículo.
Desde maio, o INSS tem sofrido uma reorganização. Quase 100% dos serviços estão disponíveis na plataforma digital. Mesmo com parte da população ainda sem acesso à internet, a maior quantidade dos atendimentos ocorridos, por exemplo, no mês de outubro, foram digitais, totalizando 442,1 mil. Neste mês, o total de serviços prestados por telefone, pela linha 135, foram 287,9 mil. Apenas 10% dos serviços foram realizados presencialmente, com 82,4 mil requerimentos.
Quanto à essa parcela da população hipervulnerável aos serviços digitais, Vieira diz que não é insensível quanto à isso, e que a pessoa que desejar atendimento presencial, pode agendar o serviço em uma agência, que não pode negar atendimento. Também, por meio do 135, que é gratuito, o requerimento pode ser feito com um atendente.
Figuras que já tiveram brilho no cenário do Estado ficaram ofuscados na memória dos goianos em 2019
A política goiana é marcada por nomes fortes que atuaram ao longo dos últimos anos. Elencamos aqui, justamente aqueles que sempre tiveram enorme destaque por suas atuações extremamente relevantes no âmbito político e repercutidas grandemente na mídia regional, mas que neste último ano não demonstraram todo seu brilho potencial e ficaram ofuscados na memória dos goianos em 2019.
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Thiago Peixoto já ocupou secretarias e foi deputado federal. Em 2019, esteve longe da vida pública| Foto: reprodução[/caption]
- Giuseppe Vecci
- José Vitti
- José Eliton
- Katia Maria
- Marcos Abrão
- Thiago Peixoto
- Isaura Lemos
Causa da morte seria mal súbito. Andréia Ribeiro desmaiou no palco depois de cantar a primeira música de seu repertório
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Cantora Andréia Ribeiro | Foto: Reprodução/Instagram[/caption]
A cantora de forró, Andreia Ribeiro, passou mal na manhã deste domingo, 29, enquanto fazia um show, na cidade de José de Freitas, a 48km de Teresina. Ela teria sofrido de mal súbito pouco depois de começar o show.
Andréia participava de um evento pré-reveillon e havia cantado apenas uma música, quando se sentiu mal e desmaiou no palco. Ela foi encaminhada para o Hospital Nossa Senhora do Livramento, depois transferida para o Hospital de Urgências de Teresina (HUT) às 5h30 da manhã.
De acordo com a assessoria da unidade de Saúde, Andréia morreu três horas depois da entrada no HUT.
Parlamentar foi presidente da Comissão de Turismo e presidente da CPI das Universidades. Avalia como produtivo seu primeiro mandato na Casa
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Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Com primeiro mandato na 19ª Legislatura, Coronel Adaílton (PP) fez balanço de como foram as atividades na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás neste ano. Segundo o próprio deputado estadual, o ano foi iniciado com bastante ansiedade, já que ele não conhecia o parlamento goiano, embora já tivesse atuado em funções do Executivo em anos anteriores.
"A experiencia inicial foi de ansiedade, por não conhecer o sistema. E uma certa decepção, tenho que dizer. Mas fomos consertando, com o passar do tempo, buscando experiência com os mais antigos, como o Major Araújo (PSL), que já está aqui em seu terceiro mandato, o Dr. Helio (PSDB), que para mim é uma referência. Conversando com eles, atuando em conjunto, aprendi que o parlamento é a verdadeira arte da política", observou Coronel Adaílton.
Balanço
"Fizemos um trabalho diferenciado em termos do que ouvimos e temos de noticia na assembleia. Primeiro que conseguimos eleger o nosso presidente, Lissauer (PSB), ainda fosse contra a vontade do governo, mas foi a vontade dos deputados. O parlamento fez a diretoria e o presidente Lissauer e os demais membros da mesa", comemorou. "Foi um trunfo."
"A partir daí, conseguimos formar alguns blocos, grupos e lideranças. Apresentamos muitos projetos de lei. Tive a oportunidade de ter, ainda compondo a oposição em maio e junho de 2019, uma lei aprovada. Apresentei vários projetos de lei de muita importância em defesa da mulher e em defesa das pessoas mais carentes", lembrou.
Turismo
Como presidente da Comissão de Turismo, Coronel Adaílton disse que seu trabalho na Alego foi muito focado na área. "Elaboramos o primeiro Seminário de Turismo da Assembleia Legislativa", contou. "Nesta comissão, viajamos todo o estado buscando fortalecer essa indústria verticalizada, que é o turismo. Gera muito emprego, renda e qualidade de vida, tanto para os turistas quanto para quem mora nas cidades", disse o parlamentar.
De acordo com Coronel Adaílton, a Comissão buscou descentralizar a atividade turística que, hoje, são muito focalizadas em Caldas Novas, Pirenópolis e Cidade de Goiás. "São três polos importantes e que estão consolidados, mas também buscamos descentralizar. No interior de Goiás, visitamos o Complexo da Caverna de Terra Ronca, entre Guarani e São Domingos de Goiás."
Educação
Em 2019, Coronel Adaílton lembra que foi presidente da CPI das Universidades, que antes estava à cargo do deputado Simeyzon (PSD) e com relatoria de Talles Barreto (PSDB). "Tive essa grata satisfação de encerrar essa CPI", afirmou. "Um trabalho que revelou ao povo goiano e brasileiro, algumas falcatruas que ocorrem e ocorriam no Estado de Goiás, em relação a diplomas falsos, institutos que se dizem de educação e colocam em cheque os diplomas depois de emitidos. Causam prejuízos diretos às pessoas que se propõem a fazer essas especializações."
O parlamentar informou que o o relatório final desta CPI foi encaminhado aos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, o Ministério da Educação e o Congresso Nacional. Neste último, foi feita uma sugestão de que lá tambpem fosse realizada uma CPI, de âmbito nacional. "São instituições nacionais, goianas e até internacionais que atuaram de maneira incorretas", falou o deputado.
Segurança
Apesar de ter votado em favor do Estatuto do Servidor, Coronel Adaílton foi um dos principais frontes de defesa dos policiais na Assembleia, durante a votação. "Defendemos a nossa categoria, principalmente as forças de segurança, que compõem o sistema de segurança publica, e a educação", contou. "Entendemos que o governo precisa do apoio e da atenção dos deputados e servidores no sentido de equacionar as dificuldades financeiras que o estado enfrenta, mas não podem ser apenas com o sacrifício do servidor público", defendeu.
Principal suspeito é namorado da vítima, que não foi encontrado. De acordo com informações, o relacionamento era conturbado
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Simone Monteiro, 29 anos | Foto: Reprodução/Facebook[/caption]
Na tarde deste domingo, 29, a Polícia Civil de Goianésia, sob o comando do delegado Marco Antônio Maia, investiga possível feminicídio, que teria ocorrido no Bairro Ipê, no município a 176km de Goiânia.
A polícia ainda analisa a cena do crime e acredita que Simone Monteiro, de 29 anos, tenha sido morta a facadas. O principal suspeito, no momento, é o namorado da vítima, que não foi visto desde a última sexta-feira, 27.
De acordo com informações dadas à polícia por conhecidos da vítima, o relacionamento do casal era conturbado. Entretanto, Simone ainda não havia prestado queixa do namorado à polícia.
De acordo com o delegado, a polícia agora coleta materiais da cena para saber se houve objetos roubados ou furtados, para analisar a possibilidade de outro crime, que não o feminicídio.
Ela tinha 95 anos e deu entrada no Hospital Pró-Cardio do Rio de Janeiro com infecção respiratória. Sua saúde ficou debilitada após a morte do filho em outubro deste ano
Deputado federal usou Twitter para resgatar discussão calorosa acerca do seguro obrigatório
Para traçar as estimativas, foram consultadas 2.948 pessoas entre 5 e 6 de dezembro. A margem de erro da pesquisa pode variar em dois pontos percentuais para mais ou menos
Assim como o superministro de Jair Bolsonaro, a secretária da Economia de Goiás acredita em um Estado mais leve e em uma iniciativa privada menos atrelada aos cofres públicos
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Guedes e Cristiane: os dois têm pensamentos semelhantes | Foto: Divulgação e Jornal Opção[/caption]
Em meio aos ruídos provocados pelo estilo de comunicação do presidente Jair Bolsonaro, uma área, em especial, tem trazido boas notícias para o governo. Com Paulo Guedes à frente, a economia tem migrado para um novo modelo, com foco em um Estado menos pesado e eliminação, ainda que gradativa, de amarras que sempre tornaram empreender um exercício hercúleo no Brasil. Aos poucos, o país tenta se descolar do capitalismo de Estado (em que até a iniciativa privada só sobrevive atrelada aos cofres públicos) para um capitalismo de fato – com todas as suas virtudes e contradições.
Alguns números começam a sinalizar que o país pode estar saindo do fundo do poço em que se meteu a partir de meados da década, fruto de um Estado perdulário e excessivamente centralizador nas questões econômicas – é bom frisar, contudo, que não existe economia 100% livre de governos que, afinal, em tese existem para garantir as condições básicas para todos e não só para os grandes empresários.
Na sexta-feira, 27, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego é a menor desde 2016. Tal como uma febre terçã, contudo, ela permanece incomodamente alta: ainda são 11,9 milhões de brasileiros sem trabalho. Mas isso significa 1,5 milhão de desempregados a menos que no início deste ano.
Há muitos analistas que apontam que esse crescimento é impulsionado pela informalidade. Essa é apenas parte da verdade. Ainda de acordo com o IBGE, o crescimento no número de postos de trabalho com carteira assinada foi de 1,1%. Parece pouco, mas é o melhor desempenho desde março de 2014.
Além da melhora na geração de emprego, o mercado tem dado outros sinais de recuperação. É o caso, por exemplo, das vendas no comércio. Este ano, o varejo teve o melhor Natal da metade final da década, com alta nas vendas de 9,5%. O resultado é significativo especialmente porque foi precedido pelo recorde histórico da Black Friday, que este ano movimentou R$ 3,2 bilhões, 23% a mais que no evento do ano passado.
Cercada de desconhecimento e preconceito, a alta na bolsa de valores, que chegou a 117 mil pontos (marca histórica) entra na lista de bons ventos na economia. Ao contrário do que muita gente pensa, esse movimento não beneficia somente os muito ricos, que têm dinheiro para investir em ações (na verdade, em mercados saudáveis, a bolsa é uma opção também para pequenos investidores). Quando a bolsa sobe, significa que há uma melhora na perspectiva de lucro das empresas. Melhora de lucro leva a mais investimentos. Mais investimentos geram mais empregos. E o ganho do acionista acaba beneficiando também o trabalhador.
É óbvio que a economia não tem trazido apenas boas notícias. Produtos básicos, como combustível, carne e gás de cozinha tiveram altas expressivas, pesando principalmente no bolso de quem tem renda menor. Contudo, a balança de 2019 pesa muito mais para o positivo que para o negativo, especialmente quando se olha para o retrovisor e se avista os terríveis cinco anos anteriores.
O que se vê no Brasil é um novo modo de pensar o Estado e a economia. Em entrevista recente na Central Globonews, o ministro Paulo Guedes revelou parte de como é esse pensamento. Um dos preceitos básicos é enfrentar o que ele chama de “torres do descontrole de gastos”. Duas delas, segundo o ministro, foram derrubadas com a reforma da Previdência e a diminuição no crescimento da dívida pública, que vai poupar R$ 100 bilhões em juros em 2020.
Dessa forma, dinheiro que iria para o pagamento de privilégios para certos setores do funcionalismo e para financiar os campeões nacionais – empresas que ganham bilhões anualmente – pode ser utilizado para políticas públicas.
A equipe econômica atacou, ainda, o mercado de crédito, diminuindo a participação dos bancos públicos (estancando a farta bolsa-empresário do BNDES) e induzindo o crédito privado. À Globonews, Guedes disse que, pela primeira vez, o mercado tem o setor privado como maior fonte de financiamento.
O ministro defende, ainda, um novo modelo de pacto federativo, em que municípios e Estados tenham mais recursos e autonomia em relação ao poder central. A distribuição dos royalties dos recursos do pré-sal se enquadra nessa nova perspectiva. É o que chamam de mais Brasil e menos Brasília.
O resumo do ideário de Guedes está em uma de suas frases ditas aos jornalistas: “O governo gasta muito e gasta mal”. Por isso, a necessidade de reformas profundas. A tributária deve ser a próxima – e talvez a mais importante para fazer a economia finalmente escapar de seus voos de galinha.
Compreender o que pensa Guedes é especialmente interessante para os goianos. Como é notório, a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, é próxima do ministro e, certamente, comunga de muitos dos seus princípios, o que não significa, nem de longe, que não tenha brilho e convicções próprias.
Ao contrário, assim com sua colega Ana Carla Abrão, que coincidentemente ocupou a mesma função em Goiás (quando a Secretaria da Economia era a Secretaria da Fazenda), tem formação e currículos sólidos. É experimentada tanto na iniciativa privada quanto no setor público. Sua trajetória profissional e seus posicionamentos diante da pasta que ocupa permitem vislumbrar uma liberal na acepção da palavra.
Por isso, ela tenta, aqui, implantar políticas econômicas semelhantes às que estão em andamento em Brasília. A repactuação dos incentivos fiscais, as mudanças no Estatuto do Servidor Público, a diminuição no número de servidores comissionados e a reforma da Previdência estadual entram nesse pacote.
Em entrevistas, Cristiane sempre deixou claro que, atualmente, o Estado está encapacitado de fazer o que é sua razão de ser: políticas públicas. Ela costuma usar uma analogia para retratar a situação atual, em que mais de 90% de todos os recursos são consumidos pelas despesas correntes, como folha de pagamento e pagamento da dívida. Nesse cenário, de acordo com a secretária, o governador torna-se uma espécie de gestor de Recursos Humanos.
Essas medidas têm o mesmo pano de fundo e são muito semelhantes às tomadas pelo governo federal: visam diminuir o peso do Estado e colocá-lo a serviço dos 7 milhões de goianos e não apenas de determinadas corporações ou segmentos.

