Política
Após uma queda de braço que se arrasta há mais de 50 dias entre senadores e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu, nesta quinta-feira (23), que a análise de medidas provisórias enviadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional voltará a seguir o rito previsto pela Constituição Federal.

Desde 2020, para dar agilidade ao trabalho dos parlamentares, que passaram a ter sessões remotas, por causa da pandemia da covid-19, um ato conjunto das mesas da Câmara e do Senado eliminou a necessidade de análise de MPs em comissões mistas. Assim, as medidas provisórias passaram a ser analisadas diretamente no plenário – primeiro na Câmara, por 90 dias, e depois no Senado, por 30 dias –, permitida emendas. A medida foi justificada, à época, como excepcionalíssima em razão das medidas emergenciais sanitárias impostas pela pandemia.
Com a decisão do presidente do Senado, em respeito a um acordo anterior com o presidente da Câmara, Arthur Lira, as MPs que foram enviadas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda serão apreciadas pelo Congresso, seguirão o rito adotado durante a pandemia de votação direta nos plenários. Já as MPs enviadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passarão pelas comissões mistas, que devem ter imediatamente seus membros indicados pelos líderes de cada Casa. Em cada análise de MP, a presidência e a relatoria dos colegiados volta a ser alternada entre deputados e senadores.
Emergência
A decisão de Pacheco é uma resposta a uma questão de ordem, apresentada à Mesa do Senado, pelo líder da maioria, Renan Calheiros (MDB-AL), pedindo o retorno imediato do funcionamento das comissões mistas com análise prévia das comissões, tal qual era antes da pandemia. Isso porque a tramitação de MPs enviadas pelo governo Lula - entre elas a de reorganização da Esplanada e a de reoneração de combustíveis – está travada no Congresso diante da falta de consenso entre as casas legislativas.
Apoiado unanimemente pelos líderes da Casa, Renan Calheiros lembrou que a apreciação de MP, sem necessidade de passar por comissão mista, não tem mais sentido, já que foi autorizada por ato do Congresso em 2020, em caráter excepcionalíssimo. “A validade dessa exceção foi confirmada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, apenas durante o estado de calamidade pública”, disse Renan Calheiros.
Impasse
Apesar de no Senado o tema ser considerado pacificado, e com discussão vencida, na Câmara, Arthur Lira deu sinais claros que ainda não há nada resolvido sobre o impasse. Enquanto Pacheco reúne ainda nesta quinta-feira o Colégio de Líderes para fechar questão sobre a polêmica e levar sua decisão ao plenário, Lira, também após reunir os líderes da Casa, classificou a decisão de "truculenta" e ameaçou não cumprir a determinação de Pacheco, que também é o presidente do Congresso Nacional.
O deputado Arthur Lira defende a manutenção do rito atual, em que as MPs são votadas primeiro na Câmara e depois no Senado, pulando a etapa das comissões mistas. “Este gesto [primeiro análise pelas comissões mistas] que não vai levar a lugar nenhum. Não defendemos ir contra a Constituição, mas queremos um rito mais atual, que atenda a demanda das duas casas. Não queremos guerra, mas não fui eu quem mudou o texto e mudei com a minha palavra. A comissão mista truculenta não vai andar com medidas provisórias. As lideranças do governo querem que o rito atual seja obedecido. Esta é uma decisão unilateral que não ajudará o Brasil”, criticou.
Lira avalia ainda que a Câmara se sente sub-representada nas comissões mistas. “Seriam 12 [representantes] de 513 deputados, enquanto o Senado [que tem 81 parlamentares] ficaria super-representado. O que custa arrumar uma alternativa e ceder? A nossa proposta era para que o Pacheco fizesse esse gesto, e distensionássemos 13 MPs do governo anterior e construíssemos uma PEC com a nova realidade”, disse.
Segundo Arthur Lira, antes de irem diretamente ao plenário, quando as matérias chegavam, eram com pouco prazo e muitas MPs caducavam. “No período em que o rito estabelecido pela pandemia foi instaurado, eu desafio o Senado a provar que alguma matéria foi encaminhada a eles sem tempo de apreciação”, afirmou.
O presidente da Câmara disse que “continua com toda boa vontade” de sentar com Pacheco, sem a presença de senadores mais radicais na condução do tema, para um consenso. Em uma referência ao senador Renan Calheiros, seu desafeto político em Alagoas, o presidente da Câmara intensificou as críticas ao afirmar que está "com dificuldade de entender quem manda no Senado". Para Lira, há interferência de disputas políticas de Alagoas nas decisões de Pacheco.
O vice-líder do Partido Progressista (PP) na Câmara dos Deputados, José Nelto, afirmou que o Congresso Nacional não vai aceitar carga tributária "retrógrada" ou cortes indiscriminados na área social. Ele defende que novas regras fiscais e Reforma Tributária sejam ajustadas à realidade do Brasil e às necessidades da sociedade.
Segundo o deputado federal, o governo está adotando uma lógica de austeridade que afeta os mais pobres. Ele explica que essa lógica exclui setores importantes da área social dos limites do teto de gastos e propõe um Imposto sobre Valor Agregado que extrapola os índices globais, taxando a população em 25% de forma indiscriminada, conforme proposto pelo Secretário Extraordinário do Ministério da Fazenda, Bernard Appy.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta para a distorção tributária que aumenta a desigualdade social, criando um abismo entre a maioria da população e uma minoria privilegiada pelo atual sistema tributário.
Nelto defende sistema tributário que reduza as desigualdades, reequilibre a contribuição com impostos e fortaleça a capacidade do Estado de oferecer serviços públicos de qualidade. Ele argumenta que isso pode ser alcançado sem aumentar a carga tributária, mas sim redistribuindo-a.
No caso do teto de gastos, o deputado acredita que o controle deve começar de cima para baixo, com um pacto entre os três poderes para ajustar ou até mesmo eliminar despesas desnecessárias e rever supersalários e penduricalhos.
Nelto argumenta que um governo que favorece os mais ricos em detrimento dos vulneráveis e não revisa seus próprios privilégios não tem credibilidade perante os investidores, já que não produz sustentabilidade econômica e social. Para ele, as pautas em questão precisam ser aperfeiçoadas antes de tramitar no Congresso Nacional, visando o bem do povo brasileiro.
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Participaram 25 dos 31 prefeitos filiados ao MDB de reunião com o vice-governador Daniel Vilela na tarde desta terça-feira, 21, no 4º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. O encontro, realizado a portas fechadas, debateu os caminhos do partido para as eleições municipais, estratégias e o apoio dos prefeitos na última eleição.
No cenário atual, o partido quer candidatura própria nas maiores cidades, como em Goiânia, Aparecida e Anápolis. Aqui, as expectativas estão sob a empresária Ana Paula Rezende Craveiro, filha do casal, já falecido, Iris Rezende – Iris Araújo. Outra certeza também é de que o MDB priorizará alianças com o União Brasil, legenda do governador Ronaldo Caiado.
No encontro de hoje, Daniel agradeceu os prefeitos pelo apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado, do União Brasil. Inclusive, lembrou de uma reunião no diretório do MDB em 2021, onde 27 dos 28 prefeitos entregaram uma carta solicitando ao partido apoio ao governo Ronaldo Caiado. “Vocês foram fundamentais e determinantes para que o MDB tomasse a decisão correta de aliança com Ronaldo Caiado”, disse ao agradecer o apoio dos pares.
Para os prefeitos, Daniel apresentou a equipe da vice-governadoria e deu destaque a Pedro Sales, como seu chefe de gabinete. Vilela agradeceu a parceria dos políticos durante a campanha de 2022 e se colocou à disposição.
Bastidores
Em entrevista ao Jornal Opção, os prefeitos explicaram que partido está com as portas abertas para possível retorno do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, mas que nenhuma articulação oficial foi feita nesse sentido.
“Eu acho que faria todos felizes trazer ele de volta para o partido [Gustavo Mendanha],” diz o prefeito de Buriti Alegre, Andre Chaves (MDB). O político emenda "é uma vontade minha”.
O prefeito de Guarani de Goiás, Janézio Pereira, do MDB, falou que a volta de Mendanha é interessante para compor o quadro do partido. Ele considera o nome “robusto” pelo favoritismo em Aparecida de Goiânia. “Seria uma volta natural (de Gustavo Mendanha). Acredito que Daniel Vilela entende que a divergência política já passou e agora a gente pensa no futuro”, ponderou.
Recém chegado ao partido, o prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra comentou o protagonismo político de Maguito Viela e Iris Rezende na política e principalmente no MDB. O emedebista acredita que Daniel pode ser o próximo político a ocupar a cadeira do Paço. "Vislumbramos uma expectativa de telo como governador na próxima eleição", concluiu.
O presidente do MDB Jovem em Goiás, Glaykon Rangel e o deputado estadual, Lucas do Vale também participaram do encontro. "Nós falamos sobre às necessidades dos municípios goianos, gerando essa proximidade do governo do estado com os municípios", comentou o parlamentar.
Questionado sobre a possível volta de Mendanha, o deputado conclui: "Isso não foi abordado nem nos bastidores do partido, não teve uma discussão nesse sentido dentro do partido".
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A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China será acompanhada de uma comitiva de 102 nomes do setor empresarial, organizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A relação inclui nomes dos setores de produção de carne bovina, aves, suínos, celulose, algodão, insumos e outros. Além de Joesley e Wesley Batista, da JBS, a indústria frigorífica enviará executivos de empresas como Minerva, Marfrig, BRF e Aurora.
Do setor de celulose, irão diretores da Suzano e da Paper Excellence. A relação inclui também Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, do grupo Caoa, que fez uma parceria com a montadora chinesa Chery. Veja mais abaixo a lista completa.
Os custos de viagem e hospedagem serão pagos pelos empresários, segundo o Ministério da Agricultura. O papel da pasta e do governo, de acordo com assessores, é o de facilitar encontros e negócios que os executivos vão ter com chineses. Além dos executivos do agro, pelo menos mais 50 industriais vão à China. Integram a lista empresas como Embraer, a Vale e alguns bancos. Este grupo também deve ir no início desta semana.
Lula tem embarque previsto para a sexta-feira, 24, rumo ao país asiático. Na próxima terça-feira, 28, o presidente terá uma série de reuniões políticas bilaterais com os chineses. Na quarta-feira, 29, haverá agenda com a participação dos cerca de 200 empresários que vão ao país e Lula. O presidente retornará ao Brasil na quinta, 30. As informações são da Folha Press.
Lista de integrantes da comitiva empresarial
**Setor de carne bovina**
1. Antônio Jorge Camardelli - Abiec
2. Cínthia Torres - Diretora técnica - Abie
3. Wesley Mendonça Batista - J&F JBS
4. Joesley Mendonça Batista - J&F/JBS
5. Gilberto Tomazoni - CEO Global JBS
6. Carlos Alberto Macedo Cidade - Diretor Relações Inst. JBS
7. Marcio Soares Rodrigues - Gerente JBS
8. Pedro Felippe Castellain Barbosa de Castro - Diretor Exp. Ásia JBS
9. Renato Mauro Menezes Costa - Friboi
10. Marcela de Souza Afonso Rocha - Diretora JBS
11. Lincoln Bueno - Presidente da Mercúrio Alimentos
12. Paulo Sérgio Mustefaga - Abrafrigo
13. José João Batista Stival Júnior - Abrafrigo
14. Lincoln Lafaiete - Abrafrigo
15. Marcos Antonio Pompei - Abrafrigo
16. Rogerio Jose Bonato - Abrafrigo
17. João Gonçalves Silva Júnior - Frigon
18. Ivon da Silva Jr - Frigorífico Silva
19. Daniela da Silva - Frigorífico Silva
20. Adilton Bittencourt - Boa Carne
21. Rafaella Bittencourt - Boa Carne
22. Murilo Leite - Frisacre
23. Maria Carolina Rebollo Machado Leite - Frisacre
24. Fabio Ricardo Leite - Frisacre
25. Marcos Paulo Parente Araujo - Frisacre
26. Maíra Santiago Pires Parente - Frisacre
27. Luana da Silva Machado - Frisacre
28. João de Almeida Sampaio Filho - Vice Presidente Minerva
29. Marcio Rodrigues - Masterboi
30. José Eduardo de Oliveira Miron - Frigol
31. Sandro Silva de Oliveira Júnior - Supremo
32. Alisson Navarro - Diretor Comercial - Marfrig
33. Magno Alexandre Gaia - Ramax
34. Márcio André Scarlassara - Frigorífico Tavares FTS
35. Jeremias Silva Junior - Frigorífico Astra
36. Diana Miniello Silva - Frigorífico Astra
37. Bruno Candia Nunes da Cunha - Frigorífico Astra
38. Guilherme Meneghelli Oranges - Barra Mansa
39. Fabiano Furlan - Prima Foods
40. Diego Riva Magnabosco - Frigosul
41. Maurício Reis Lima - Friesp
42. Marcos Barbieri Coutinha - Frisa
43. Francisco Willian Delfino Fortunato - Beauvallet
**Carne suína e de aves**
44. Ricardo Santin - Presidente da ABPA
45. Luis Rua - Diretor de Mercados ABPA
46. Linda Chen - Representante ABPA na Ásia
47. Marcos Antonio Molina dos Santos - Presidente do Conselho BRF
48. Márcia Aparecida Pascoal Marçal dos Santos - Conselheira BRF
49. Rogério Moraes - Diretor Asia BRF
50. Bruno Machado Ferla - Vice Presidente Jurídico e RI BRF
51. Johnny Hiroki Fujihara - Gerente Asia Aurora
52. Cláudio Almeida Faria Rio Branco Alimentos Pif Paf
53. José Roberto Gonçalves - Diretor de Qualidade BRF
54. Etivaldo Vadão Gomes Frigoestrela
55. Etivaldo Gomes Filho - Frigoestrela
56. Eduardo Gomes Caluz da Silva - Frigoestrela
57. Paulo Baub - Frigoestrela
58. José Roberto Goulart - Alibem
59. Gilberto Felipe de Souza Junior - Coasul
60. Olavo de Oliveira Lucena - Somave
61. Carlos Eduardo Geminiano - Somave
62. Hugo Leonardo Bongiorno - Avenorte
63. Schyene Ritter dos Santos Maia - Avenorte
**Algodão**
65. Alexandre Pedro Schenkel - Presidente Abrapa
66. Edson Mizoguchi - Coordenador Programa de Qualidade Abrapa
67. Marcelo Duarte - Diretor de relações Internacionais Abrapa
68. Jones Yasuda - Assessor Técnico Abrapa
69. Thomas Paul Reinhart- Assessor Comercial Abrapa
**Insumos**
70. Juan Henrique Mena Acosta - Associação Bioinsumos
71. João Bello Neto - Nortox
72. Barbara Tamara Mendes Lodi - Ourofino
73. Geraldo Ubirajara Berger - Bayer
74. Daniel Bernardes Fereira Rossi - Hubio Agro
**Celulose**
75. Pablo Gimenez Machado - Diretor Executivo Ásia Suzano Celulose
76. Amaury Pekelman - Diretor Relações Inst. Paper Excellence
77. Claudio Laert Cotrim Passos - presidente da Paper Excellence
78. Marcelo Kim Yuen Pan - Diretor Jurídico Paper Excellence
**Óleos vegetais - soja**
79. André Meloni Nassar - Abiove
**Arroz**
80. Andressa Silva - Abiarroz
**Reciclagem animal**
81. Decio Coutinho - Presidente da ABRA
**Multisetoriais**
82. Sueme Mori - CNA
83. João José Pietro Flávio - OCB
84. Nelson Catarino Croda Machado Aprosmat
85. Kleverson Scheffer - Maggi
86. Julio Fortini - Ecoplan
87. Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho - Representante CAOA
88. Fábio Phelipe Garcia Pagnozzi - Instituto Brics
89. Pedro Paulo Pagnozzi - Instituto Brics
90. Mario Pagnozzi - Instituto Brics
91. Fabrício Patriani - Instituto Brics
92. Lijun Lei - Instituto Brics
93. Itamar Antônio Canossa - Presidente Forum Agro mato-grossense
94. Ivanilse Tofoli Canossa - Forum Agro mato-grossense
95. Fernando Costa - Universidade Brasil
96. Marcelo Peres - Universidade Brasil
97. Stephano Costa - Universidade Brasil
98. Tarcisio Sachetti - Agro Investments Sachetti
99. Alexandre Ferreira Lopes - MECH - centro estudos mercado chinês
100. Ricardo Gracia - MECH centro estudos mercado chinês
101. João Marcelo Costa Fernandez Conde - Afrinvest
102. Dereck Favero Birchall - Afrinvest


