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A maior competição esportiva do planeta está repleta de fortes simbolismos geopolíticos enquanto a bola rola dentro de campo

Com direito a Angela Merkel na Arena Fonte (BA), goleada da Alemanha parecia ser claro recado de que alemães, detentores da economia mais saudável do velho continente, são senhores de toda a Europa

Os terroristas agora querem governar o Iraque

Grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante provoca conflito que atinge os países do Oriente Médio

UPA 24 horas: o prédio já está pronto e com os equipamentos instalados nas salas

[caption id="attachment_7152" align="alignleft" width="620"]UPA de Anápolis começará a atender / Foto:Secom/Anápolis UPA de Anápolis começará a atender / Foto:Secom/Anápolis[/caption] O prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas está pronto, os equipamentos de todas as salas — tanto de atendimento aos pacientes quanto as administrativas — estão instalados e o processo seletivo para complementação do quadro de pessoal está em andamento. a nova unidade — considerada pelos técnicos do Ministério da Saúde que a visitaram como única em Goiás — irá oferecer atendimentos emergenciais em várias especialidades médicas, como clínica-geral, pediatria, ortopedia e odontologia. Também serão oferecidos serviços multidisciplinar com assistente social; nutricionista; farmacêutico; enfermeiro; biomédico; e técnicos de enfermagem, laboratório, radiologia e gesso. O prefeito João Gomes e o secretário de Saúde de Anápolis, Luiz Carlos Teixeira, visitaram a UPA na semana passada. A intenção da visita foi passar por todos os ambientes com o objetivo de verificar se tudo estava correto. Se encontrassem algum problema, a equipe deveria saná-lo imediatamente. Sobre a unidade, o secretário relata: “São 18 leitos de observação (masculino, feminino e infantil), dois leitos de isolamento, sala de urgência com quatro boxes de reanimação, salas de espera para acompanhantes enfim, uma estrutura adequada para a realização de atendimentos com qualidade que garantem o bem-estar de todos”, diz. Já João Gomes ressalta que , com a UPA 24 Horas, a administração cumpre uma de suas metas planejadas para a saúde — que é de ampliar o a­tendimento na rede municipal — e de­clara que não quer dar apenas mais um hospital, mas uma unidade com a­tendimento de qualidade à população. “Queremos dar ao anapolino não só mais um hospital, mas um local em que ele seja bem recebido, bem tratado e tenha atendimento de qualidade, o que é nosso objetivo em todos os serviços oferecidos”. A UPA 24 horas começou a ser construída em 2010 com um investimento de R$ 3.667.447.

Sem espaço, Daia tem mais de 80 empresas na fila de espera

[caption id="attachment_7157" align="alignleft" width="300"]32 e 33 - coluna anapolis_toques.qxd William O’Dwyer: “O governo quer descentralizar instalação de empresas” / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O secretário estadual de Indús­tria e Comércio, o empresário anapolino William O’Dwyer, chegou na semana passada de uma missão na Aus­trália e nos Estados Unidos. Ele mal chegou e já precisou participar da reunião para tratar de questões pertinentes ao Distrito Agroindustrial de Aná­po­lis (Daia). “Lá pude me inteirar mais sobre os detalhes sobre a si­tuação atual do Daia”, conta ele. Segundo William, os problemas maiores do distrito ainda são a energia e a falta de áreas para instalar as empresas que estão na fila de espera, 84, segundo o último levantamento). “O problema da energia a Celg já foi informada e deve nos ajudar com essa questão em breve. Mas o maior problema ainda é a falta de espaço, uma vez que temos muitas empresas esperando por um local.” Devido a isso, e para não perder essas empresas que querem se instalar em Goiás, o governo já está adotando novas políticas para industrializar o Sudeste goiano. “A intenção é exatamente descentralizar a concentração das empresas, ao passo em que conseguimos desafogar os distritos de Anápolis e de Aparecida de Goiânia”, diz o secretário. Missão comercial no exterior A missão foi realizada para buscar apoio e aproximar Goiás desses dois países. Segundo o secretário, bons contatos foram realizados e já começam a gerar frutos. William se encontrou com o governo australiano, que ainda este ano deve mandar ao Brasil uma missão comercial, que provavelmente virá a Goiás no mês de setembro. “Deixamos todas as informações positivas possíveis em relação a Goiás e, agora, o contato será realizado diretamente pela embaixada, em Brasília, que irá nos informar de todas as etapas”, declara. Nos Estados Unidos, William aportou em Califórnia, onde realizou reuniões com empresários das câmaras de comércio no país. Goiás agora tem um cadastro no sistema, o que coloca o Estado no mapa das parcerias comerciais estadunidenses. “O que faremos agora é monitorar. Foi essa a orientação que dei para o meu pessoal. Afinal, de dez cartões dados, se um te responder já temos respostas positivas.”

Aproximar Goiás do Canadá

Na próxima sexta-feira, 20, William se encontrará com os embaixadores de aproximadamente 20 países visando apresentar Goiás. A reunião ocorrerá na embaixada do Canadá, em Brasília. “O Canadá é uma das grandes economias do mundo e estamos afastados deles. Esse país merece mais atenção da nossa parte e , por isso, iremos nos aproximar.”

União Europeia: um “monstro antidemocrático”?

O luxemburguês Jean-Claude Junker teve a maioria dos votos contra o alemão Martin Schultz, mas não se sabe se ele será o sucessor do português José Manoel Barroso

Confirmando apoio ao governador Marconi Perillo, PPS faz convenção no dia 28

Com fortes candidatos a irem à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) por Anápolis, o PPS irá para as convenções no próximo dia 28, mesmo dia da convenção do PSDB — que deve confirmar de modo oficial o governador Mar­coni Perillo para reeleição. O PPS, que está com o PSB de Eduardo Campos no cenário nacional, fechou com a base governista — a quem apoia desde 2004 — para a majoritária, muito devido a chegada de Marcos A­brão, sobrinho da senadora Lúcia Vânia (PSDB), nome central entre os tucanos. Ele chegou e logo assumiu a presidência estadual do partido, sendo também o principal pré-candidato a deputado federal. Para as proporcionais, o PPS fechou com vários partidos, todos pequenos — além de PEN, PV, e PTC (já anunciados anteriormente) o partido também aglomerou o Pros na chapa. Serão provavelmente três os candidatos a deputado estadual por Anápolis. Os principais são os ex-vereadores André Almeida e Gina Tronconi (conhecida como Dr. Gina). André é o favorito. Apontado como um advogado competente, ele tem um trabalho político consistente e com boas chances de ter uma boa votação. Ao todo, o partido tem 25 nomes para as proporcionais.

A prefeitura funcionará em meio expediente nos dias de jogos do Brasil

Com o início da Copa do Mundo, vários órgãos públicos começam a mudar seus horários de trabalho. A Prefeitura de Anápolis publicou em seu site o seguinte anúncio: “A Prefeitura de Anápolis informa que, na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, o expediente nos órgãos públicos municipais nos dias 12, 17 e 23 de junho — quando ocorrem jogos da seleção brasileira — será das 8 às 13 horas. Sendo assim, os servidores que trabalham no período vespertino devem comparecer no horário determinado. Haverá expediente apenas para os funcionários lotados na Secretaria Municipal de Saúde que obedecem ao regime de escala para cumprimento de jornada de trabalho e aos demais servidores ocupantes de cargos relativos à prestação de serviços necessários ao atendimento de situação emergencial.

População avalia como positivos os quase 58 mil atendimentos realizados pelo “Vapt-Vupt” anapolino

As três unidade do Rápido, o “Vapt-Vupt” do município de Anápolis, registraram, apenas em maio, 57.606 atendimentos. Foram 21. 153 no Anashopping, 22.272 na Vila Jaiara e 14.181no Bairro Jundiaí. Com isso, o total de serviços prestados desde a sua implantação, chega a 4. 823.755. Entre os órgãos mais solicitados estão Secretaria da Fazenda, Junta Militar, INSS, Assistência Social, Protocolo e Comunicação. O grau de satisfação de quem passa por estas unidades também é registrado para aprimorar a qualidade do atendimento. No Rápido localizado no Ana­shopping, 18.552 pessoas registraram a sua opinião sobre o atendimento, com 99,75% entre “bom” e “ótimo”. Na Vila Jaiara, das 11.671 pessoas ouvidas, 99,76% avaliaram o atendimento como bom e ótimo. E no Bairro Jundiaí 99,88% dos cidadãos deram nota máxima.

“Sou uma simples eleitora querendo um novo amor”

Margaret Maranhão Sobre a nota “Iris Rezende assinala que pode recuar em pré-candidatura” (Jornal Opção Online), não precisava de nada disso, apenas que o passado aceitasse o presente. O PMDB e Iris Rezende já tiveram um casamento sólido, como versa a música de Adoniran Barbosa: “De tanto levar/ flechada do teu olhar/ meu peito até parece sabe o quê? ‘Tauba’ de tiro ao ‘álvaro’ / não tem mais onde furar.” Não tem mais! As flechas foram as derrotas que foram tidas como traições. Sou uma simples eleitora, querendo um novo amor. E-mail: [email protected]  

“Saúde à família real!”

[caption id="attachment_7102" align="alignleft" width="300"]cartas Dom João de Orléans[/caption] Nei Oliveira Eu conto com as mentes ilustres da Nação, para semear a boa semente da boa informação. Saúde à família real! O ensino na mão do Estado, como está, é um grande perigo para a Nação e para sua própria subsistência. Com a aplicação da ideologia enganadora, nunca o povo enxergará sua verdadeira identidade. Somos o único país da América que pode se tornar um império com monarquia parlamentarista, mas como disse ilustríssimo dom João de Orléans na entrevista ao Jornal Opção (edição 2029), o povo não está preparado para conviver com uma forma de governo virtuoso e de elevada estima, com a honra e a moral como pilares de virtudes a guiar a Nação para a excelência humana com a participação de um povo brilhante e honrado. Já passou da conta, para que as Forças Armadas devolvam à nação o que ela em 1889 usurpou. Avante, povo da nação brasileira! E-mail: [email protected]  

“Entrevista para compreender as esferas do poder”

Magda Gobira A entrevista com dom João de Orléans é longa. Mas salvem-na e leiam-na devagar. Ajuda a compreender o ponto de vista de alguém que sempre esteve nas esferas do poder no Brasil e discorre sem agressividade sobre Estado e poder, povo e partido. Brasileiros e brasileiras, sim, com muito orgulho, mui­to amor e muita honra! E-mail: [email protected]  

“Discussão fulanizada”

Elias Rocha A discussão política em Goiás (e no Brasil) é fulanizada (o poderoso fulano prefere escolher beltrano, guerra entre os sicranos etc.). Nada de ideias inovadoras, propostas concretas de construção de uma sociedade melhor. Apenas disputas de egos e interesses de grupos. Somos uma terra de Macunaímas, de um tropicalismo ultrapassado fantasiado de democracia. Mesmo na minha pequena cidade de Iporá, já temos por aqui uns oito candidatos a deputado estadual disputando os nossos parcos votos. Reforma política já, com voto distrital, inclusive. E-mail: [email protected]  

“Governo é omisso em questão de terras”

Mônica Alves Corrêa Sou proprietária de área rural no Mato Grosso do Sul, invadida em 2013 por índios da etnia Terena, cuja origem é o Chaco paraguaio. A respeito do texto “Quando flechas e ataques cibernéticos se cruzam e ferem o coração da República” (Jornal Opção 2030), tenho a dizer que nossas terras têm títulos desde 1873, sendo que em sua origem era uma sesmaria. Desde a invasão e com nossa vida do avesso, temos percorrido assembleias e tribunais e a questão não progride. Índios manipulados e incitados pelo próprio governo federal, na figura de Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência], querem ampliar suas terras, com violência e abusos. Proprietários defendem seu direito a produzir em paz. O governo e a Justiça Federal são omissos e estão na plateia. Não pode resultar boa coisa. E-mail: [email protected]  

“Orgulho de ser Jornal Opção”

Márcio Costa Rodrigues Leio a nota “Jornal Opção obtém mais de 1 milhão de acessos num mês” (coluna “Imprensa”, edição 2030) e digo: Parabéns, Jornal Opção! Or­gulho-me de fazer parte desta estatística. E-mail: [email protected]  

“Leitor do Opção desde a adolescência”

Rildo Alves Uma alegria muito grande ver este sucesso do Jornal Opção. O jornalista Euler de França Belém sabe que sou leitor antigo, diria que desde a adolescência. E tive o enorme prazer de passar um tempinho na redação, quando pude aprender a admirar mais ainda a equipe que até então eu acompanhava apenas por meio do jornal impresso, que lia toda semana. Abraço a todos e sucesso. E-mail: [email protected]  

“Só restou a Joaquim Barbosa sair”

Marcelo Luiz Correa Comentando o texto “Sem Barbosa, o Supremo será uma casa para o governo acabar de mobiliar ao seu gosto” (Jornal Opção 2030), não se deve comparar a aposentadoria de Joaquim Barbo­sa à renúncia de Jânio Qua­dros. Barbosa sai de cabeça erguida, sabe que o Supremo tornou-se uma corte subjugada, onde não se julga com imparcialidade e justiça: lá a maioria é subserviente ao PT. Se o seu esforço de forjar julgamentos imparciais e justos falhou, só lhe resta sair. E-mail: [email protected]  

Descanse em paz, Capitão América

cartas.qxd Fernando Silva Nós, colorados, vivemos tempos difíceis nos anos 90. No início dos anos 2000, vimos ser formado um time que aos poucos foi nos devolvendo a confiança, a vontade de torcer, de gritar com força novamente o nome do Inter. Esse time tinha a liderança de Fernan­dão, e isso fazia muita diferença, era decisiva para continuarmos crendo na vitória, que aqueles tempos difíceis haviam ficado no passado, que não voltaríamos a beliscar o titulo e fracassar novamente. Nos anos de 2004 e 2005, isso até voltou a ocorrer, mas podíamos sentir em Fernandão, Tinga, Índio, Clemer e Iarley que algo estava mudando, que a postura não era mais a mesma. No fatídico 16 de agosto de 2006, pudemos soltar um grito preso na garganta por tantos anos, graças à liderança, à técnica, à vibração e ao entusiasmo de Fernandão e seus capitaneados. Fernandão, não tenho palavras para te agradecer. Descanse em paz, Capitão América, nunca te esqueceremos. A Nação Colorada, jamais o esquecerá. E-mail: [email protected]  

“Sem temer a morte”

Manuel Ferreira Parabéns ao sr. Valdeci Mar­ques pelo texto “Já me preparo para a morte” (Jornal Opção 2029, caderno Opção Cultural). Sempre valorizei as pessoas que miram para além deste mundo tão transitório quanto carregado de ilusões, pelas quais nos esforçamos tanto (não sei para quê!). Desde que procurei estudar com mais persistência as perspectivas futuras, orientado pelas luzes do Evangelho (e, no meu caso, sob a interpretação espírita), mais e mais penso na grande transição, e, ao contrário do que alguns poderiam supor, deixo de temê-la, começo a entender o significado da ressurreição, e assim, mais facilmente, me deixo submeter mais facilmente às experiências que estão preparadas para mim e cada um de nós. Em bate-papos, nos questionamos: até quando você quer viver: 80, 100 anos? Sinceramente e sem esperar credibilidade ou não, eu afirmo: até quando estiver preparado para mim. Hoje, amanhã, mês que vem, 80, 100 anos... sei lá! Tenho certeza de que há uma inteligência maior olhando por todos nós, segundo a máxima “nenhuma folha cai da árvore sem a vontade de Nosso Pai”. E-mail: [email protected]  

“Acontecimento que poderia ter mudado a história”

Carlos Spindula O texto “A história de um complô, entre a ficção e a realidade, pra matar o nazista Hitler”, de Irapuan Costa Junior na coluna Contraponto (Jornal Opção 2029) é uma excelente história, narrada em cima de um acontecimento que, se tivesse dado certo, poderia ter alterado a história, ou pelo menos ter poupado a vida de muitos. E-mail: [email protected]  

 “Deixem as pessoas escreverem ou lerem o que quiserem”

Epaminondas Silva Acho difícil que Machado tenha se prevenido de uma coisa natural: as línguas evoluem. Quando ele escreveu “as escravas riam à socaba” (em “Missa do Galo”), ele não tinha como prever que um dia, o termo “à socaba” pararia de ser empregado (assim como também, “escravas” — mas, felizmente, o patrulhamento não o atingiu como seu comparsa, Mark Twain). Um século depois, visitar Machado de Assis demanda esforço porque a língua não é estática. A literatura não é à prova de erros. Por que deveria ser à prova de uma revisão? E por que a revisão mataria o original? Se é possível um original não sobreviver à evolução da língua, será que o era assim tão clássico? Se há “70% de analfabetos funcionais”, as obras originais de Machado de Assis fizeram pouco para resgatá-los. Ou, melhor dizendo, as pessoas que acham que as obras de Machado de Assis estão num pedestal fizeram menos ainda para mudar este cenário. Então temos três panoramas: o ideal (ler Assis no original); o alternativo (ler “simplificado”); e o pior dos panoramas, não ler nada. Desses três, me expliquem, por que o panorama “alternativo” é pior do que o “pior”? E, sério mesmo, vocês acham que apenas o “ideal” é válido? Só tivemos deste então os panoramas “ideal” e “pior” e, veja, temos “70% de analfabetos funcionais”. Este imbróglio está mobilizando muito mais indignados do que quando a Caixa Econômica Federal retratou Machado de Assis como um caucasiano, num comercial. Então, ficamos assim: não se simplificam obras literárias. Ótimo, passaremos a ler Dostoievski no original, em russo. Afinal, ler uma tradução em português não é “facilitar”? O problema não é reescrever Machado de Assis. O problema é exclusivamente as pessoas acharem que livros realmente interferem na visão das pessoas. A pon­to de as obras serem alçadas à con­dição de instrumentos sagrados, intocáveis. Bobagem, se livros mudassem as pessoas, o “50 Tons de Cinza”, um livro que reuniu mais leitores no último ano do que Ma­chado de Assis na última década, teria criado uma geração de mu­lheres, por assim dizer, “rodrigueanas”. Livros não mudam as pes­soas. Ninguém vai rever sua condição de vida por devorar Ma­chado naquele português re­bus­cado que ninguém mais pratica. De quebra, estão numa enorme inversão, em que o sujeito que lê “simplificado” sai embrutecido da experiência. Por favor, deem mais crédito à inteligência alheia. As pessoas podem muito bem escolher por conta própria o que leem, por prazer. Se querem ler Machado “simplificado”, Paulo Coelho, Lya Luft ou qualquer coisa descartável, ainda tenho a ilusão que vivemos num grau de democracia em que as pessoas têm liberdade de perderem seu tempo lendo o que querem. E isto é mais interessante para a literatura do que uma professora aborrecida obrigando seus alunos a lerem um texto árido, pela única motivação que, se não ler, vai tirar zero na prova. Neste ponto, o original de Assis provocou muito mais deserções do gosto das pessoas pela literatura do que abriram novos horizontes para ela. Nossa educação falha gloriosamente a partir do momento em que mostra que existe apenas uma literatura: a de língua portuguesa. Resultado? Geração após geração com gente avessa à leitura. E gente avessa à leitura, sinto muito dizer, existe independentemente de haver um Machado de Assis “mastigadinho”. E isso tem mais a ver com essa visão que certas literaturas são sagradas e obrigatórias. Deixem as pessoas escreverem ou lerem o que quiserem. E-mail: [email protected]  

“Llosa serve para explicar o caso com Machado de Assis”

Zedu Lima A excelente abordagem de José Maria e Silva [sobre o “assassinato” da escrita de Machado de Assis] me remete a este comentário que Mário Vargas Llosa fez em uma entrevista da edição de 20/10/2010 da revista “Veja”: “A linguagem é preciosa para o escritor. Quando você está submerso nas massas, há muita pressão para rebaixar a fala, de forma a ser entendido pelo maior número de pessoas. É preciso repetir e simplificar, simplificar e repetir. No final, acabava traindo a mim mesmo e ao que há de mais sagrado para o trabalho do escritor.” E-mail: [email protected]  

“Patrícia Secco torna o mundo mais complexo”

Lara Lafur Mas se Patrícia Secco, deturpando Machado de Assis, escreve que “a índole natural da ciência é a aceitação”, toda essa complexidade que acompanha o desenvolvimento científico e que “O Alienista” capta com incrível precisão termina por desaparecer sem deixar rastro. Com isso, ao invés de facilitar Machado de Assis, ela torna o mundo ainda mais complexo — ao calar uma das vozes geniais que mais soube compreendê-lo. E-mail: [email protected]

Milagre da ciência ou pontapé “padrão Fifa”?

O pontapé inicial dado no primeiro jogo da copa por um rapaz paraplégico, se visto com os óculos da esperança, foi alviçareiro; mas se visto com as lentes obtusas da promessa, foi chocho. Quem, como eu, nasceu e cresceu com alguma deficiência, foi acompanhado desde a infância pela vaga, mas renitente, promessa do milagre. No meu caso, da insuspeita Santa Luzia aos mais renomados oftalmologistas do país no seu tempo – passando por médiuns, curandeiros e pastores igualmente renomados --, todos prometeram que eu enxergaria em breve. E nenhum teve sucesso, pelo menos até agora. Pelo milagre, tomei periódicas e caras vacinas nos primeiros dois anos de vida, fiz a dieta do peixe para esperar, dormindo, a visita de um invisível doutor Fritz, e fui compelido, por uns homens que me enchiam os olhos (e a barriga) de água benta, a ter fé na conquista de uma visão que eu sequer supunha o que era. Um pouco mais tarde, quando minha família já havia desistido do milagre que eu nunca esperara, fui fisgado pela sedução da promessa. Ali pelos sete, oito anos, uma prima com uns três a mais -- e uma precoce mitomania -- me disse que eu iria enxergar aos nove. Ela me contou a  história de uma vidente que nosso avô consultara, e que até marcara dia para o milagre: meu aniversário de nove anos. Mas eu não podia comentar com  ninguém, muito menos com nosso avô, de quem ela ouvira a conversa em segredo. Nessa promessa de milagre eu acreditei, e esperei por ele com uma ansiedade atroz. Minha malévola prima, feliz por despertar em mim a inédita fé, exaltou o prometido milagre até a véspera do meu mais aguardado aniversário. O milagre não veio, como de costume. Mas em vez de recriminar minha prima,  aprendi, como muitas pessoas com deficiência mundo afora, a não precisar mais dele. Não por acaso, o pontapé inicial da copa me fez lembrar essa pouco singela história infantil. Liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, a equipe do projeto “andar de novo” alardeou, em tom milagreiro, que por meio de uma veste robótica controlada pela atividade cerebral (exoesqueleto), um “paciente paraplégico” [sic] iria “se levantar de uma cadeira de rodas, caminhar por cerca de 25 metros no campo e dar o primeiro chute da Copa". Assim como sua cobertura pela Globo, o primeiro pontapé da Copa foi tímido. E ao contrário do prometido, o tal exoesqueleto não logrou fazer com que o rapaz paraplégico caminhasse um metro sequer no campo. O projeto do cientista Nicolelis certamente tem seus méritos, mas ao se submeter ao famigerado “padrão Fifa”, perdeu a razão. Afinal, uma abertura de copa do mundo, ainda mais quando submetida às irracionais regras do mercadinho da Fifa, não é lugar para experimentos científicos. Por r$33 milhões de reais de ajuda do governo brasileiro e muita promessa de mídia internacional, Nicolelis experimentou e teve pífios resultados. Seu experimento ganhou ares de milagre malogrado, e a ciência ficou reduzida a mais uma piegas pantomima em meio àquele espetáculo farsesco.

PMDB tenta forçar adesão do PT, que vai flertando com os nanicos

[caption id="attachment_6484" align="alignright" width="620"]Antônio Gomide e Iris Rezende: juntos em uma chapa? Pouco provável que isso aconteça | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Antônio Gomide e Iris Rezende: juntos em uma chapa? Pouco provável que isso aconteça | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Todas as análises políticas feitas em volta do PMDB resultaram inúteis, uma vez que o resultado em si se mostrou o mesmo previs­to em eras passadas: Iris Rezende é o candidato ao governo. Nada de Friboi. E a mesma força que colocou o líder peemedebista em seu lugar de “direito”, cometeu outro delize ao dar um ultimato ao PT do ex-prefeito de Anápolis, Antônio Go­mide: tinha até o dia 8 para aceitar uma aliança, revogando, assim a candidatura de Gomide, ou o partido votaria em bloco para o fim da aliança local. Quando questionado sobre a questão, Gomide tratou o tal ultimato co­mo um “equívoco político” e ensinou ao PMDB como fazer política. Sua fala concedida em entrevista ao Jornal Opção Online é clara: “Vão votar contra o próprio partido porque o vice [Michel Temer] é do PMDB. Isso é um equívoco, porque esse projeto entre PT e PMDB dá sustentação política aos dois partidos não só no nacional como nos Estados.” O ultimato foi, com certeza, uma ação desesperada por parte dos peemedebistas, assim como o anúncio precoce da candidatura de Iris no fim de março para impedir a descompatibilização de Gomide em Anápolis. É bom lembrar que, dias antes do primeiro anúncio, o próprio Iris disse que não seria candidato. E, após uma ida, uma volta e um retorno de candidatura por parte de Iris, o PMDB tenta, por meio da força, inutilmente, espremer o PT contra a parede. Para o PT, seria bom ter o PMDB na chapa — desde que não fosse na cabeça —, e os próprios petistas querem tal aliança. O prefeito de Anápolis, João Gomes, por exemplo, vê com bons olhos uma aliança com o PMDB, “por ser bené­fica para o partido tanto na chapa majoritária quanto na proporcional”. Principalmente na proporcional. É certo que alguns nomes não precisam se preocupar tanto, caso de Rubens Otoni, que já tem votos certos e estrutura suficiente para se reeleger. Mas neófitos, caso de Edward Madureira, por exemplo, precisam e muito. Ou seja, o cenário não é da forma como vem sendo desenhada nas mentes peemedebistas, até porque, como já disse o próprio Gomide, em relação a tempo de TV, por exemplo, o PT tem tempo suficiente para fazer campanha. A questão fica por conta de outros fatores (leia-se R$), ou mesmo estrutura partidária — a qual o PMDB tem mais. O que os peemedebistas não perceberam ainda é que o PT tem flertado com os “nanicos” e não com os grandes. É certo que Antônio Gomide tem conversado com vários partidos, sendo a maioria deles pequenos, como: PHS, Pros, Solidariedade, PPL, PTC e PSDC, fora PDT e PCdoB. Desses, o diálogo mais proveitoso, segundo dizem, está sendo feito com o Pros, que inclusive pode aparecer na vice — espaço que já foi oferecido ao PHS de Eduardo Machado. Isso mostra claramente que o vice de Gomide tem tudo para sair de um partido pequeno, fato que o PMDB não viu ou não quer ver.

A disputa pela atenção eleitoral do povo anapolino se torna cada vez mais visível

[caption id="attachment_6481" align="alignright" width="200"]Marconi Perillo: presença em Anápolis Marconi Perillo: presença em Anápolis[/caption] Todos os governadoriáveis querem estar perto de Anápolis, mas poucos têm as chances de conseguir um excelente resultado como Antônio Gomide (PT) e Marconi Perillo (PSDB). O primeiro porque tem um popularidade invejável no município devido à sua gestão e o segundo por seu constante — levando em consideração seus três mandatos à frente do Executivo goiano — favorecimento à cidade. E a disputa pela atenção eleitoral do anapolino começa a se tornar ferrenha. Gomide tem estado pouco na cidade, pois precisa concluir seu ciclo de viagens, o que tem feito com vigor, afinal foram 15 cidades visitadas apenas nos últimos três dias. Aproveitando essa “ausência”, o governador tem marcado bandeira em Anápolis. Pela terceira semana consecutiva, há algum evento no município. No fim da semana passada, foi a 34ª edição do Gover­no Junto de Você, que aconteceu no Jardim dos Ipês. É a segunda vez, apenas no atual mandato, que o governador transfere o governo estadual para Aná­polis, com a oferta de vários serviços públicos à população. E no evento ele tornou a afirmar que o governo estadual investiu mais de R$ 700 milhões em Anápolis, fora a política de atração de empresas. Essa mesma fala foi usada quando da visita da presidente Dilma Rousseff (PT) para a inauguração do trecho Palmas-Anápolis da Ferrovia Norte-Sul e da visita técnica ao Centro de Convenções, que reuniu os três últimos secretários de Indústria e Comércio de Goiás. Fora isso, o governador ainda anunciou a construção de 38 quadras cobertas nas escolas estaduais do município. Sem contar a autorização da abertura de linhas de crédito da GoiásFomento com a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia). Além disso, o último encontro do PSDB antes das convenções será realizado em Anápolis, onde Marconi deverá ser anunciado oficialmente como candidato. Isso mostra de modo claro aquilo que já vem se percebendo há algum tempo: todos querem a atenção do povo anapolino.

Anápolis, Brasília e Goiânia se unem para estudar crescimento econômico da região

Com o intuito de discutir ações de desenvolvimento econômico, a Companhia de Planeja­men­to do Distrito Federal (Code­plan), em parceria com as prefeituras de Anápolis e Goiânia, além do governo de Brasília, realizou na semana passada, na capital fe­de­ral, o “Seminário Eixo Brasí­lia–Aná­polis–Goiânia: o modelo de desenvolvimento com inclusão social e o Eixo como novo vetor de desenvolvimento”. O objetivo do seminário foi debater diretrizes conjuntas para o desenvolvimento das três cidades que formam um eixo econômico cujo Produto Interno Bruto (PIB) gira em torno de R$ 270 milhões. Foram organizadas mesas de debate para abordardiversos assuntos. O principal deles: como realizar os investimentos necessários em logística para capitalizar a já considerada localização privilegiada desse Eixo.

Revista Exame diz que mão de obra em Goiás não é problema

“Operar no Centro-Oeste pode trazer alguns desafios quando se trata de fornecedores e logística, mas além das oportunidades para uma indústria como a de automóveis, a mão de obra — uma das mais conhecidas deficiências da competitividade brasileira — não se apresenta como um problema estrutural.” Assim começa matéria publicada pela Revista Exame, tendo como fonte o vice-presidente industrial da Hyundai Caoa, Mauro Correia. Tirando um equívoco claro na questão logística — visto que a própria Exame, reverberada pela “Veja”, colocou Anápolis (consequentemente, Goiás) como o polo logístico do Brasil — a fala traz um bom aspecto: a formação de mão de obra. A falta de pessoas qualificadas para trabalhar é um problema constantemente apontado por grandes empresários que estabelecem seus empreendimentos em Goiás. Correia relata na matéria que foi surpreendido positivamente pela qualidade dos trabalhadores, que, entretanto, não foram conseguidos pela empresa de modo rápido. A Caoa, em parceria com institutos educacionais, como o Senai, investiu na qualificação da mão de obra. “Se existe restrição com mão de obra, dá para agir montando projeto com o Senai, que é excelente. O resultado é sempre positivo”, disse o executivo. A montadora da Hyundai Caoa foi inaugurada em Anápolis em 2007.

Conferência pretende discutir aspectos da saúde do trabalhador

Acontece nesta semana a Con­ferência Macrorregional da Saúde do Trabalhador. O evento é uma realização da prefeitura em parceria com Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e os Conselhos Estadual e Municipal de Saúde. A discussão abordada pela conferência parte do princípio das políticas públicas que podem ser elaboradas para que municípios, ma­cror­regiões, Estados e União contribuam de modo mais efetivo na implementação da Política Nacional de Saúde do Tra­balhador, considerando os processos produtivos no território e a situação de saúde dos trabalhadores, formais e informais, rurais ou urbanos. Palestrantes de destaque nacional foram convidados para falar sobre questões que envolvem o tema, como a influência do desenvolvimento econômico e a precarização do trabalho.