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“Nosso País vive uma grande transformação”

Ricardo Quirino Li a nota “Reforma tem que discutir baixa presença de negros no Parlamento, diz ministra” (Jornal Opção Online) e penso que essa discussão vai além de uma reforma política, deve ser algo que faça parte de uma conscientização da população negra acerca de sua história e valor. Nesse ponto, clamo ao ensino no nosso País e a uma maior atenção para com as questões relacionadas ao tema. Vamos discutir oportunidades sem extremismos, vamos debater a história, sem radicalismos. As coisas em nosso País, claramente, estão passando por uma grande transformação. Por exemplo, em Goiás, com a inauguração da primeira delegacia de defesa da pessoa com deficiência do Estado. Quando se vê agentes públicos com uma atenção diferenciada em relação a pessoas que para a sociedade às vezes não representam — aos olhos de alguns —, uma grande contribuição, a gente passa a cada dia acreditar na valorização do ser humano. Parabéns ao governo, ao delegado e a todos os que trabalharam intensamente nesse propósito. E-mail: [email protected]  

“Balcão de cargos para atender aliados”
Wilson Barborsa Em relação ao texto “É melhor uma máquina pública enxuta ou obesa?” (Jornal Opção 2040), da coluna “Ponto de Partida”, a fragmentação ministerial acaba por revelar duas vertentes: a ineficiência de comando do governo e o “balcão” de cargos para atender as expectativas dos aliados políticos. Na outra margem do problema, fica a população, à deriva em um mar sem porto. Sêneca já dizia: “Não há porto seguro para quem não sabe aonde quer chegar.” O navio é o governo, o mar, os acordos políticos e os ministérios fragmentados, as “ilhas” espalhadas na falta de um porto. Wilson Barbosa é filósofo. E-mail: [email protected]  
“Pe. Marcelo Rossi não deixou de ser fiel a Deus”
padre-marcelo-rossi-620 Michele Davi O fato de o padre Marcelo Rossi ser sacerdote não o torna menos ser humano. E todo ser humano tem suas falhas. Ninguém se isenta de se magoar, mas todos nós podemos buscar forças em Deus e nos levantar novamente. O padre ensinou muitos de nós a buscar mais fé em Deus, então não acredito que ele tenha deixado de ser fiel a Deus pelo simples fato de se magoar com algumas coisas que falaram dele.  
“Criação de partido é só manifestação de desejo de poder”
Antonio Alves Sobre a nota “Deputado quer criar o partido dos defensores da saúde” (Jornal Opção Online), é bom que se entenda que a criação de mais um partido é apenas uma manifestação do desejo de poder. Fosse assim, iríamos criar o Partido da Educação Brasileira (PEB), o Partido Brasileiro da Saúde (PBS), o Partido da Segurança Nacional (PSN) e um partido para cada segmento. Como um partido desses, chegando ao poder vai se relacionar com outros segmentos sociais? E-mail: [email protected]  
“Esperava mais da biografia de Ronnie Von”
M.C.S. Oliveira O texto “Ronnie Von vira santo em biografia autorizada” (Jornal Opção 2045, caderno “Opção Cultural”), de Iúri Rincon Godinho, é uma crítica perfeita. Eu me decepcionei muito com a “biografia”; esperava mais sobre as fases musicais de Ronnie Von e mais discussões sobre sua carreira. E-mail: [email protected]

Retificando boatos de um imbróglio partidário, João Gomes destaca: quer continuar na Prefeitura

Após nove meses como prefeito de Anápolis, o prefeito João Gomes (PT) começa o ano falando ao Jornal Opção

“A Sudeco executa sólido trabalho desde sua reinstalação”

Everaldo Fernandes Benevides A informação sobre a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), publicada em nota pela coluna Bastidores (Jornal Opção Online) na sexta-feira, 19, não corresponde à realidade da instituição. Segundo o jornalista autor da coluna, “Antônio Gomide é visto como o gestor que, se assumir o comando, põe a Sudeco para funcionar de fato. No momento, é meramente decorativa”. Gostaríamos de esclarecer que a Sudeco executa um sólido trabalho desde sua reinstalação, em 2011. A autarquia tem a incumbência de superar as desigualdades intra e inter-regionais e a pobreza extrema, por meio da dinamização econômica e da inclusão produtiva. Soma-se o importante papel de fortalecimento dos sistemas locais e regionais de inovação, visando à competitividade dos espaços produtivos e o desenvolvimento regional sustentável, através da promoção do fluxo de conhecimento e do acesso a instrumentos de apoio coletivo à inovação. A autarquia supervisiona um orçamento de R$ 1,1 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) e de R$ 2,2 bilhões do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). O orçamento próprio e os recursos provenientes de emendas parlamentares somam R$ 231 milhões no ano de 2014, além de R$ 430 milhões em projetos transferidos da Secretaria Nacional de Irrigação atualmente sobre sua gestão. A Sudeco possui um papel integrador no desenvolvimento de estudos de viabilidade e de projetos executivos, como o da ferrovia de ligação entre Brasília e Goiânia, e o de viabilidade do trem Brasília–Luziânia. A autarquia é responsável por implantar e desenvolver seus principais projetos, realizados com recursos provenientes de emendas parlamentares, de descentralização de crédito e de plano de ação com recursos orçamentários da LOA. Todas essas atribuições são executadas pelos 180 colaboradores que compõem o corpo técnico da superintendência, que trabalham não só em Brasília, como também pelos municípios da Região Centro-Oeste, com alto grau de comprometimento. Cabe ressaltar ainda que a atuação da Sudeco é constantemente exaltada pelos parlamentares da região Centro-Oeste e pelos quatro governadores da região. Everaldo Fernandes Benevides é superintendente substituto da Sudeco.

“Mulheres preparadas começam a ser reconhecidas”

Rosangela Magalhães de Almeida Tive três boas notícias em uma semana. Uma mulher no comando da Secretaria da Fazenda de Goiás (Ana Carla Abrão Costa), uma mulher na direção da Escola de Direito e Relações Internacionais da PUC-GO (Maria Nívea Taveira, professora de Direito do Trabalho e irmã de José Taveira) e outra mulher na Coordenação do Curso de Direito da PUC-GO (Neire Mendonça, professora de Direito Civil, há mais de 20 anos na instituição). Todas pelos seus currículos, competência e dedicação na profissão. Nenhuma “cotista”. Há mulheres extremamente preparadas que, felizmente, começam a ser reconhecidas. Sucesso e sorte a todas elas. Rosangela Magalhães de Almeida é professora da PUC-GO, da UNIP e advogada. E-mail: [email protected]

“Todos em Sobibor foram heróis”

Bruno Carreira Parabéns ao jornalista Euler de França Belém pelo artigo “Livro resgata história de líder da revolta do campo de extermínio de Sobibor que morou em Goiânia” (coluna “Im­prensa”, Jornal Opção 2029). Todos os prisioneiros em Sobibor são heróis, mesmo os que morreram. Devemos orar por todos eles. E-mail: [email protected]

Comércio exterior ajudará a solucionar possível crise econômica de 2015, diz Bill O’Dwyer

[caption id="attachment_24647" align="alignleft" width="620"]Bill O’Dwyer: "Quando nos abrimos ao comércio exterior, vendemos o que é goiano e atraímos novos investimentos" / Fernando Leite/Jornal Opção Bill O’Dwyer: "Quando nos abrimos ao comércio exterior, vendemos o que é goiano e atraímos novos investimentos" / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] William O’Dwyer, chamado Bill, que fica na Secretaria de Indústria e Comércio até o dia 31 de dezembro, ocupará a Superintendência do Comércio Exterior, no próximo ano. Consi­derada como uma “subsecretaria”, a Superintendência integra a pasta de Desenvolvimento Eco­nômico, Científico, Tecnológico e da Agri­cultura, cujo secretário, também anunciado pelo governador reeleito Marconi Perillo (PSDB), é o vice José Eliton (PP). Segundo William, a fusão é tranquila, uma vez que José Eliton representa um canal direto de comunicação com o governador. “Eu acredito que os resultados serão muito bons. Pois, não só o corte de despesas, que é o principal objetivo, mas a integração dessas secretarias e o fortalecimento delas, individualmente e como um todo, favorecerá o Estado de Goiás”, diz. Ele acrescenta que a fusão das pastas concentrará, em um só lugar, toda cadeia produtiva e que, assim, os resultados serão positivos, em médio prazo. “A Superintendência de Comér­cio Exterior será muito benéfica para Anápolis, pois, quando nós nos abrimos para o comércio exterior, não temos apenas a venda do que é goiano, mas atraímos novos investimentos para as cidades e para a região”, afirma. Como primeira ação, William conta que ele e o vice-governador, José Eliton, viajarão para Nova Iorque em janeiro para apresentar o Estado de Goiás à Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos: “Em janeiro, já iniciaremos os contatos com os Estados Unidos, para mostrar o potencial de Goiás. Isso deve mudar o nosso perfil”. Quanto a 2014, William diz que “não deixa de ser um ano positivo”. O titular destaca a construção do Centro de Convenções, que será entregue no próximo ano, como uma obra importante para Anápolis. “Além do Centro, haverá a conclusão da obra do Aeroporto de Cargas. Outra obra também muito importante é a do presídio, cuja carência, em Anápolis, é muito grande”, afirma ele. A consolidação do Daia, como um grande polo industrial e a atração de novos investimentos, é outro ponto bem avaliado por William. Para o setor, ele anuncia: “O próximo secretário tem um grande desafio, que é a construção do Daia II. Nós já prospectamos algumas áreas para desapropriação, o que nos dará condições de abrigar novas empresas”. Além disso, os 14 alqueires, que serão entregues à Goias­industrial, beneficiará o Distrito já existente. Crise de 2015 De acordo com ele, o município anapolino está bem preparado para tão comentada crise econômica. “Ela afetará o município, mas de uma maneira mais suave. Nós já temos uma economia fortalecida, com melhores resultados, se comparada a outros Estados brasileiros”. O potencial logístico somado ao polo farmoquímico e à própria indústria automobilística contribuem para que o mercado mantenha um nível bom, com manutenção de empregos e geração de renda, ainda que em patamares menores. “O comércio exterior, as exportações e importações via Porto Seco geram bons resultados; o que é positivo para o balanço comercial. Quando você entrega uma obra, gera-se oportunidades de empregos, de realizar novos investimentos”, explica. O secretário cita o Centro de Convenções, como exemplo. Segundo ele, o lugar será uma porta aberta para eventos, o que traz rendas. “A cidade será muito beneficiada. O Centro forçará a construção de novos hotéis e a cidade terá que ser reaparelhada, estruturalmente, para receber esse turismo em massa”, aponta.

Colégios Delta e Galileu se destacam no Enem

[caption id="attachment_24644" align="alignleft" width="300"]Um dos objetivos atuais do Enem é medir a qualidade do ensino médio nas escolas brasileiras, além de descrever o contexto social dos alunos / Flavio Moraes/G1 Um dos objetivos atuais do Enem é medir a qualidade do ensino médio nas escolas brasileiras, além de descrever o contexto social dos alunos / Flavio Moraes/G1[/caption] Os colégios anapolinos Delta e Galileu ficaram, respectivamente, em 5° e 9° lugar no ranking goiano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A lista com o desempenho de cada escola no Enem foi divulgada no início da semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O Colégio WR, de Goiânia, obteve a melhor nota média de Goiás e aparece na 33ª colocação em nível nacional. O Colégio Delta ficou na 214ª posição, no ranking brasileiro, com média 642,39 na prova objetiva, e, na redação, 717,70. Já o Colégio Galileu ficou em 390º lugar com 628,46 pontos na média da prova objetiva e 668,33 na redação. Ainda que a posição assuste, em nível nacional, ambas as escolas obtiveram um indicador socioeconômico “muito alto”. O ranking refere-se à edição passada do Enem, com base nas provas aplicadas em 2013, e comtempla um dos objetivos do Instituto que é o de medir a qualidade do ensino médio nas escolas brasileiras. O índice ainda possibilita a consulta do desempenho médio, porcentuais de alunos em cada um dos níveis de desempenho, a média dos 30 melhores alunos e a formação docente. “Na análise de dados educacionais, é particularmente necessário descrever o contexto social dos alunos, que tem grande influência nos resultados”, afirma o presidente do Inep, Chico Soares. O ranking apresenta 14.715 instituições de ensino médio de um total de 25.909 escolas avaliadas. A maioria das instituições com as melhores notas no País se encontra na região Sudeste.

Alto número de requerimentos aprovados

A Câmara Municipal de Aná­polis apresentou balanço positivo quanto à produtividade dos parlamentares em plenário. Além de projetos de lei e de resolução das mais variadas moções, os 23 vereadores aprovaram 1.731 re­que­rimentos em sessões ordinárias, ao longo do ano. Paulo de Lima (PDT) aprovou 297 reivindicações, liderando o ranking. Em seguida, Jean Carlos (PTB) com 174 aprovações e Amilton Filho (SD), com 154. As reivindicações da população ganham o caráter oficial por meio do requerimento, podendo, então, serem encaminhadas aos órgãos públicos em geral. Apresentado pelo vereador, bancada ou Mesa Diretora, o requerimento é um instrumento legislativo que exige informações do Executivo, no prazo máximo de 30 dias, conforme determina a lei. É necessária a aprovação em plenário, com votação simbólica.

Anapolino tem o comando de batalhão no TO

Natural de Anápolis, o coronel goiano Dodsley Yuri Tenório Vargas foi anunciado na terça-feira, 23, pelo governador eleito do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), como o novo comandante do Corpo de Bombeiros do Estado do Tocantins. A indicação se dá, em grande parte, devido ao seu bom currículo: incorporou as fileiras dos bombeiros na Academia de Bom­beiro Militar do DF; possui vários cursos voltados para o oficialato dos bombeiros; e  curso de perícia de incêndio e explosões. . Nos quase 24 anos em que está no Tocantins, o coronel passou por inúmeras funções. Além de subcomandante, ele também desempenhou o cargo de diretor de ensino, coordenador-adjunto da Defesa Civil e, ainda, foi chefe do Estado-Maior do Estado. O coronel assume o comando a partir do próximo dia 1º de janeiro.

O Talibã manda notícias

Massacre de crianças no Paquistão choca o mundo na semana em que EUA e Cuba reatam laços diplomáticos

“Bolsonaros e o retrocesso da sociedade brasileira”

[caption id="attachment_24015" align="alignright" width="620"]Jair Bolsonaro: estilo ofensivo que representa muita gente, diz jornalista Foto:Wilson Dias/ABr Jair Bolsonaro: estilo ofensivo que representa muita gente, diz jornalista Foto:Wilson Dias/ABr[/caption] Elzenúbia Moreira Uma ofensa do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) proferida em 2003, enquanto os dois discutiam em um corredor da Câmara, voltou a ser notícia nas últimas semanas: ao responder a um discurso da deputada sobre a ditadura militar, o parlamentar voltou a declarar que ele só não a estupra porque ela “não merece”. Maria do Rosário não é a primeira nem tampouco será a última mulher a ser alvo das ofensas de Jair Bolsonaro. A ministra Eleonora Menicucci [Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres], a senadora Marinor Brito (PSol-PA), a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) a cantora Preta Gil e inclusive a presidente Dilma Rousseff já foram atacadas por palavras agressivas do parlamentar. Bolsonaro não cessou seu discurso ácido e, em entrevista à “Zero Hora” fez nova ofensa: “Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria.” Isso equivale a dizer que o estupro é uma questão de merecimento, onde a mulher “deseja ser violentada” e, quando o estuprador o faz, está premiando a mesma. Estupro não é prêmio ou castigo, é crime e violação dos direitos das mulheres. Mas o que mais assusta neste lamentável episódio é saber que existem milhares de Bolsonaros na sociedade brasileira, já que ele foi eleito para seu sétimo mandato de deputado federal nas eleições deste ano, sendo o mais votado no Rio de Janeiro e com o terceiro lugar geral no País. São mais de 460 mil brasileiros que concordam com opiniões e atitudes de um político que não tem condições de representar o povo. Bolsonaro extrapola a liberdade de expressão e os limites da di­gnidade humana, ignora os direitos humanos e os das mulheres, e trata com desrespeito os colegas. Mas isso não o intimida, porque o deputado não teme processos judiciais e representações que serão apresentados contra ele no Conselho de Ética. Ele irá responder a essas acusações como já fez em tantas outras; vai ser absolvido ou ver o processo ser arquivado, graças à imunidade e à inviolabilidade garantidas aos parlamentares pela Constituição Federal. Contudo, o que aconteceu na semana passada serviu para direcionar nosso olhar à sociedade brasileira e vermos que o Brasil vive um momento de retrocesso em questões importantes, em que pessoas protestam a favor do retorno da ditadura militar, atacam e ofendem os nordestinos co­mo se eles fossem os únicos responsáveis pela reeleição da presidente Dilma Rousseff e, segundo uma pesquisa do Ipea [Ins­ti­tu­do de Pesquisas Econômica Apli­cada], 58,5% dos entrevistados concordam com a ideia de que se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros. Isso demonstra que a sociedade brasileira ainda precisa avançar muito em questões como o combate à intolerância, ao preconceito e ao machismo, porque, infelizmente, Bolsonaros só são eleitos porque representam pessoas como eles. Elzenúbia Moreira é jornalista.  

“Considero o Jornal Opção acima da média”

Fábio Coimbra Parabéns a este belo e sensacional jornal. Aqui, de Barcelona, custa-me acreditar que um Estado como Goiás, desconhecido no País (não tenho certeza, mas meus amigos de São Paulo não o conhecem) e no mundo, tenha feito um jornal de tão alta qualidade. Desde que descobri o jornal, considero-o acima da média. Leio toda semana o caderno de Cultura e a coluna Imprensa, e eventualmente os editoriais, que são estupendos. Fábio Coimbra é doutor em Ciências Sociais e trabalha para instituições de pesquisa europeias.

Elismar Veiga assume presidência do PHS anapolino e entra na disputa pela Prefeitura

[caption id="attachment_24053" align="alignright" width="620"]Ascensão de Elismar Veiga à liderança municipal tem por objetivo fazer com que ele se cacife politicamente e fortalecer o partido para 2016 Ascensão de Elismar Veiga à liderança municipal tem por objetivo fazer com que ele se cacife politicamente e fortalecer o partido para 2016[/caption] A diretriz nacional do PHS para 2016 é de que a sigla deve lançar candidatura nos municípios. Nesse sentido, na quarta-feira, 17, o então vice-presidente da sigla em Aná­po­lis, Elismar Veiga, ascendeu à presidência e mostrou que a diretriz valerá para a cidade. O nome de Elis­mar foi indicado para concorrer à cabeça da possível chapa pelo partido. O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, esteve presente na cerimônia. Além dele, o cogitado candidato para concorrer à Pre­feitura pelo PSDB, Alexandre Baldy, também prestigiou a posse. Segundo Elismar, ainda que Baldy seja um amigo e um representante anapolino na Câmara Federal, a diretriz está valendo. “O PSDB tem toda liberdade de traçar seu caminho, como o PHS também tem. O nosso partido tomou esse posicionamento. Se houver necessidade de um diálogo lá na frente, para um primeiro turno, para juntar a base do governador, isso será resultado de uma conversa de todos os partidos da cidade”, disse. O caso é que, neste ano, o PHS mobilizou sua base para reeleger o tucano Marconi Perillo. Assim, o anúncio da possível chapa do PHS em Anápolis não inviabiliza, por exemplo, uma coligação com o PSDB de Baldy em 2016, seja na cabeça ou na vice. Como informou Elismar, conversas serão feitas. O agora presidente anapolino comentou ainda que a disputa pela Prefeitura de Anápolis está “completamente” aberta e que, diferentemente da eleição passada, não há um candidato com aprovação da maioria da cidade. “Como a disputa está muito aberta, ela será acirrada, com muitos candidatos e, certamente, vai se sobressair quem tiver a melhor proposta para cidade”, afirmou. Nesse sentido, o partido já tem alguns planos para 2015. Elismar contou que a sigla propõe formar uma chapa competitiva e qualificada de candidatos à Câ­mara Municipal. “Te­mos bons nomes. Por exemplo: dra. Gina Troconi, que já foi vereadora; e Ananias Júnior, que é um jovem talentoso e com muita habilidade política. Além disso, a sigla tem conversado com outros partidos para montar um bloco. O objetivo, explicou, é oferecer um projeto qualificado para o município: “Já começamos o diálogo com diversos outros partidos, no sentido de montarmos um bloco para trabalharmos juntos, pensando em um projeto coletivo, para que seja bom para cidade”. Ainda que alegue ser prematuro comentar quais são as siglas, Elismar cita o PHS, cuja proximidade é grande e o PSDC, presidido por Isaias Carvalho, que também esteve presente na cerimônia de posse.

Educação em pauta

O prefeito João Gomes (PT) se reuniu no início da semana com a presidente do sindicato dos professores, Jocilene dos Santos, e com a secretária municipal de Educação, Virgínia Melo. No encontro, Gomes aproveitou para anunciar que Virgínia continuará à frente da pasta em 2015. O objetivo era discutir a regulamentação da jornada de trabalho dos professores. “Atualmente, os professores trabalham 32 horas e recebem por 40. A proposta é que seja reduzida para 28”, explicou a secretária. Segundo ela, é necessário seguir a Lei de Responsa­bi­lidade Fiscal, porém o que o sindicato propõe não há como cumprir.  Espera-se que já em 2015 ambas as partes cheguem a uma definição. Gomes destacou as conquistas já feitas, como o plano de cargos e salários e a capacitação do profissional, e pontuou que é necessário discutir os pontos financeiro e legal de cada reivindicação. O número de profissionais também foi pauta na reunião. “Nosso planejamento já conta com mais esta ação. Entendemos que será preciso mais profissionais para atender a demanda”. Ainda no início da semana, a Prefeitura publicou, no Diário Oficial, o edital do concurso público para professores de diversas áreas. São mais de 200 vagas.

Câmara Municipal derruba os 860% propostos e aprova aumento de 20% no IPTU e ITU para 2015

[caption id="attachment_24049" align="alignright" width="620"]Vereadores questionaram o projeto do Executivo que previa um aumento de mais de 860% para alguns setores Foto: Ismael Vieira Vereadores questionaram o projeto do Executivo que previa um aumento de mais de 860% para alguns setores Foto: Ismael Vieira[/caption] A Câmara Municipal de Anápolis aprovou, na terça-feira, 16, o projeto de aumento linear de 20% na alíquota do IPTU/ITU da cidade. Na Sessão Extraordinária, os vereadores questionaram o projeto do Executivo. A matéria inicial previa um aumento de mais de 860% para alguns setores. “Junto com a parte jurídica da Câmara, nós optamos pelo aumento de 20%, que é razoável, não lesa o contribuinte e ainda aumenta a arrecadação do município”, explicou o relator do projeto substituto, o vereador Jean Carlos (PTB). A matéria, que teve tramitação em Comissão Mista, foi aprovada com nove votos contrários, 12 favoráveis e uma abstenção. Frei Valdair (PTB) comentou que o ajuste foi feito de forma justa: “O texto original seria muito pesado para a população”. Entre os que votaram contra, estão os vereadores Mirian Garcia (PSDB) e Vespasiano dos Reis (SD). A tucana Mirian explicou que a Prefeitura de Anápolis deve adequar suas des­pesas à receita e não o contrário. “O aumento do salário mínimo é de 8%; a co­mi­da subiu; a inflação está alta. Pode ser um aumento de R$ 1, que serei contra. O cidadão não a­guenta mais aumento”, afirmou. Já Vespasiano considera a ar­re­cadação municipal alta e que, portanto, não poderia apoiar uma nova alta.

Governador discute obras com prefeito

O governador Marconi Perillo (PSDB) discutiu novas propostas de investimentos para Anápolis com o prefeito João Gomes (PT), no início da semana. A pavimentação asfáltica, a implantação do Daia II e a construção do viaduto entre as avenidas Brasil e Goiás, que faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, foram alguns dos projetos debatidos. Segundo Go­mes, o objetivo é firmar parceria com o Estado e, assim, trazer obras significantes para Anápolis. A pavimentação é um exemplo de obra, já em execução, realizada em parceria entre o município e o Estado. Na mesma semana, ambos participaram da entrega de 25 mil brinquedos às crianças anapolinas, no Estádio Jonas Duarte. A realização do evento foi em parceria com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

Mais de 600 moradias são sorteadas

Por meio do programa Minha Casa Minha Vida, a Prefeitura de Anápolis contemplou 658 famílias, na sexta-feira, 19, com o sorteio de moradias para os residenciais Colorado e Polocentro. A proposta é reduzir o déficit habitacional no município e promover qualidade de vida à população. As mais de cinco mil pessoas, que se inscreveram no programa, não precisaram comparecer ao sorteio. Representantes do programa em Anápolis e do Ministério Público acompanharam o processo para garantir transparência e legalidade. As moradias são destinadas às famílias com rendimento familiar de até R$ 1.600 e contam com toda a infraestrutura necessária, como ruas pavimentadas, meios-fios, calçadas, redes de energia, água tratada e esgoto. São 512 apartamentos com área construída de 48,56 m² no Residencial Colorado e 146 casas de 42,17 m² no Polocentro.

O arame, a garrafa PET e a lâmpada amarela

Valdirene Oliveira  lampada Desde março de 2014 a luz do poste que fica em frente a minha casa, no Setor Gentil Meireles, está queimada. Solicitei a troca pelo 156 [telefone de atendimento da Prefeitura de Goiânia], tenho protocolo etc., mas nada de trocarem a lâmpada estragada. No início eu liguei, liguei, liguei. Mas acabei cansando de ligar e providenciamos solução por conta própria: um refletor com sensor em frente ao portão. Sei que não deveria ser assim, mas, se nem o lixo estava sendo recolhido, imaginem uma lâmpada ser trocada rapidamente. Eis que na tarde desta quinta-feira, 11, chega um caminhão da Prefeitura para fazer a troca da lâmpada e lá fui eu falar com o moço que “fiscalizava” a troca. Queria apenas dizer se no papel que ele tinha em mãos constava a data da solicitação. Conversa vai, conversa vem, e ele me disse que não sabia da data de solicitação e inclusive mostrou o papel para mim. Daí eu disse que a lâmpada do segundo poste havia queimado nessa semana e ele disse que aproveitariam que estavam ali e a consertariam também. Mas o inusitado da conversa foi quando ele me disse que eles não estavam trocando a lâmpada, mas sim fazendo uma “gambiarra” (sim, ele me disse isso!). E eu, espantada, perguntei “como assim?”. E ele me falou: “Iríamos trocar se fosse lâmpada branca, por lâmpada branca. A Prefeitura não compra mais essa e só tem no estoque a lâmpada amarela, mas para usar a amarela teríamos que ter um reator. Só que não temos esse reator; então, nós estamos testando uma adaptação com o uso de uma garrafa PET e um reator já usado para ver se funciona". E eu disse: “Mas, e se não funcionar?” E ele, sem jeito, falou: “Então...”. Daí eu disse: “Então eu fico mais um tempo sem luz no poste?”. E ele, todo sem jeito (claro, sem ter responsabilidade direta pela situação, mas ali na situação de dar uma resposta ao ser questionado), me disse: “A Prefeitura não tem comprado material para trabalharmos. E, quando compra, é de ‘terceira’, mal terminamos um conserto e já estragou novamente.” E eu disse: “Realmente a nossa cidade está ‘abandonada’, mas o IPTU vai subir.” Não quis pressionar o moço, pois a situação já estava constrangedora. E ele disse para mim: “Mas nós vamos fazer tudo pra dar certo e a senhora ter luz no poste. Desde março, não é?" E eu disse: “É... então tá. Se não der certo o ‘plano A’, tem o B, C ou D?”. Ele respondeu: “Vamos tentar.” E daí, para finalizar, ele me perguntou: “A senhora tem um pedaço de arame para arrumar pra gente? Porque aí ajuda.” E eu: “Acho que tenho, vou ver com meu marido...” Entrei para casa e passei a tarefa para o marido, que arrumou o arame e levou para o pessoal. Fui dar banho no meu filho, para ele tirar o cochilo da tarde, e fiquei pensando: “Gambiarra não é coisa de quem faz ‘gato’? E eu arrumei o arame? Mas a proposta veio da Prefeitura... e ainda tem a garrafa PET, deve ser a tal política da ‘sustentabilidade’...” E confesso que fiquei imaginando: será que vai dar certo? Então, ao anoitecer... Eis que chegou a luz amarela! Pensei até em tomar um vinho em homenagem à iluminação de Natal da porta da minha casa. Afinal, tem até garrafa PET (está lá, pena que minha câmera não consiga registrar bem para mostrar). Quem quiser visitar para conhecer como é, estudar o caso etc... Está lá uma linda PET. Acho que de uma Coca-Cola de 2 litros. A que ponto chegamos. Valdirene Oliveira é professora universitária e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Goiás.

“Gomide foi o melhor prefeito de Anápolis”

José Justino [caption id="attachment_12670" align="alignright" width="150"]“Esse é o momento mais importante para tornar-se conhecido”, avaliou Antônio Gomide | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Lendo a última edição (2057) do Jornal Opção, fiquei incomodado com a forma com que o recém-eleito deputado federal pelo PSDB, Alexandre Baldy, se portou durante a entrevista. Impressionou-me a falta de humildade do jovem político ao afirmar que Antô­nio Roberto Gomide (PT), nosso ex-prefeito — o melhor da história da cidade —, foi um gestor aquém do que Anápolis merecia e, mais, que graças a Pedro Sahium [prefeito antecessor] foi que Gomide conseguiu se destacar. Ora, sr. Baldy, a educação em Anápolis é referência na­cio­nal. Em cinco anos, Gomide construiu viadutos que nunca tivemos em cem anos de história. Anápolis só tinha um hospital; hoje, a cidade conta com uma estrutura de saúde ampla. Casas construídas, já se completarão em torno de 10 mil. Os parques da cidade, que seu “salvador” Sahium quase inviabilizou, fazem parte dos mais belos de Goiás. Enfim, se um dia Alexandre Baldy for prefeito de Anápolis e fizer pelo menos 10% do que o ex-prefeito Gomide fez, já terá feito demais. José Justino é morador do Setor Vivian Park, em Anápolis.

“Precisamos lidar com a questão mal resolvida com os militares”

Epaminondas Silva | E-mail: [email protected] [caption id="attachment_23411" align="aligncenter" width="600"]Em passeata contra Dilma e o governo, faixa pela volta dos militares Em passeata contra Dilma e o governo, faixa pela volta dos militares[/caption] Se alguns carregam um cartaz “pela volta dos militares”, são escorraçados tanto pela direita como pela esquerda. O brasileiro precisa lidar com esta questão mal resolvida com os militares. Afinal, na hora em que a criminalidade assume, são os militares que são chamados. Mas ai de alguém se elogiar a ditadura. Entretanto, não compro essa ideia de que escolas militares são melhores. A diferença é por causa da “disciplina”. Ou vão me dizer que um diretor “civil” tem o mesmo grau de acesso que um militar para acionar outras instâncias governamentais? E fora a ameaça de ser enxotado de uma instituição modelo para manter alunos incentivados a produzir bons resultados. Escolas militares são boas porque os alunos querem ficar nela e alunos querem ficar nelas porque são boas. E melhor ainda que escolas militares? A boa e velha escola particular. Daí não tem como apreciar a ironia daquele sindicalista da educação, socialista, pregando o modelo falido de escola “gratuita”, enquanto são os militares e a iniciativa privada que entregam os melhores resultados.