Faltou Dizer
Texto aprovado pela Câmara dos Deputados permite que presidentes de partidos utilizem recursos públicos da maneira que quiserem
Dados de pesquisa recente que revelam que 42% das pessoas entre 18 e 35 anos preferem um regime militar como forma de governo; jovens estão desiludidos e existe um esgotamento do atual modelo?
Ataques ocorridos nos Estados Unidos mudaram de vez o rumo da geopolítica mundial
Semana foi marcada por catástrofes ambientais que devastaram o sul do país e o norte da África
Após tanto negarmos e postergarmos, finalmente chegamos aos tempos em que, para debatermos as alterações climáticas e seus efeitos, basta trocarmos comentários casuais na fila de um supermercado
Toda ação policial envolvendo mortes precisa ser investigada até mesmo para o bem da corporação. Porém, pelo menos a imprensa precisa agir com imparcialidade para não perder a credibilidade
Jogador brasileiro enfrenta acusações de agressão a sua ex-namorada, a DJ Gabriela Cavallin, mas ainda não foi afastado pelo clube
Conteúdo causou estranhamento tanto pela forma quanto pelo conteúdo, mas humorista Lauro Ferreira garante que não é marconista
Talvez, pensando magnanimamente, o presidente nem devesse trabalhar por sua recondução, mas em apontar quem será seu sucessor
Apoiadores de Bolsonaro e de Lula vão julgar o desfile militar por suas próprias réguas, e ficarão desagradados
Ele representa a habilidade de preservar identidades culturais e espirituais em meio a circunstâncias adversas
Previsão é que Produto Interno Bruto do município supere o de Anápolis em 2025; atualmente, são R$ 14,8 bilhões contra R$ 15,2 bilhões
Martin Scorsese tem excelentes filmes de máfia. É um gênero que ele ajudou a moldar com obras icônicas como "Os Bons Companheiros" e "Cassino". O de enredo mais atual é Infiltrados. Nele, o celular é a arma mais importante no conflito entre “bandidos e mocinhos". No filme, somos levados a acompanhar em tempo real uma tensa disputa, mediada por celulares, mensagens de texto, escutas e câmeras ocultas, sempre à procura de uma informação, uma peça que possa desmantelar toda a encenação e revelar a verdade por trás das máscaras. Na vida real, o aparelho é alvo preferido tanto de bandidagem pequena quanto de grandes investigações policiais.
No terreno da bandidagem pura e simples, em 2022, o país registrou 508,3 mil roubos e 490,8 mil furtos de celulares, totalizando quase 1 milhão de ocorrências. Isso significa um aumento de 16,6% na comparação com 2021 ou quase dois por minuto. Só em Goiás foram registrados 28.960 roubos ou furtos desses aparelhos. Essas informações constam no 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, desenvolvido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no mês passado. Como a pesquisa só leva em consideração dados oficiais registrados pelas secretarias estaduais de segurança pública, podemos considerar que o número real seja maior já que só neste final de semana, por exemplo, foram recuperados 30 aparelhos em Goiânia que haviam sido furtados durante a festa do peão em Barretos, São Paulo. Para além do valor do aparelho, bandidos e policiais têm percebido que as informações contidas valem mais que objeto.
Não à toa, a polícia busca periciar e recolher os aparelhos dos políticos e dos advogados desses políticos. Recentemente, aliados de Jair Bolsonaro (PL) se mostraram preocupados em relação às conversas encontradas no celular de Frederick Wassef. Mauro Cid que está preso até hoje diz lamentar não ter jogado o celular no fundo do mar. Aras, por sua vez, viu sua chance de ser reconduzido reduzida a zero depois da divulgação de mensagens com empresário bolsonarista. O deputado bolsonarista goiano, Amauri Ribeiro, precisou entregar o telefone dele ontem para a PF.
Aqui em Goiás, outros celulares também parecem meter medo e por isso foram até desaparecidos. Um desses, periciado durante a investigação do crime que vitimou os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Carvalhães, ambos assassinados no interior do escritório em que trabalhavam, em Goiânia, em 28 de outubro de 2020. O aparelho sumido em questão foi utilizado em uma quebra de sigilo telefônico durante a fase de inquérito dos homicídios, revelando suposto esquema de tráfico de influência e troca de favores dentro do Poder Judiciário do estado. Esse suposto desaparecimento do aparelho veio à tona após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar os celulares para uma investigação ministerial, a fim de apurar “a potencial capilaridade dos crimes envolvendo diferentes autoridades com prerrogativa de foro perante o Superior Tribunal de Justiça”. O problema é que depois dessa solicitação, o TJ informou no processo que não há no Núcleo Público Judicial do órgão o segundo aparelho solicitado pela PGR. A Polícia Civil (PC), responsável pela investigação na época do crime, também informou que o celular exigido “não foi encontrado no cartório” da instituição. Depois de tudo isso, na tarde desta quarta-feira, 30, o gabinete da 2ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri informou ao Jornal Opção que o aparelho por fim foi localizado.
Nesse último caso lembro-me de outro roteiro de filme, dessa vez nacional: "Tropa de Elite" quando se constata que existe um grande mecanismo de corrupção que envolve polícia, políticos, juízes e todo o resto. Ainda bem que uma hora ou outra algumas verdades acabam aparecendo. Como discípulos de Montesquieu é bom ter em mente que "todo homem que tem o poder é tentado a abusar dele (…). Por isso é preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder.”
A lição do dia é que na política, como na vida, não se pode dizer tudo, porque até liberdade de expressão tem limite
Brasil possui várias rotas ligando o país diretamente com o continente africana, por meio de empresas nacionais e estrangeiras

