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“Aliança com o PT em Goiânia só no segundo turno”, afirma Vilmar Rocha

[caption id="attachment_57722" align="aligncenter" width="620"]Vilmar Rocha, Paulo Garcia e Thiago Peixoto: alianças políticas devem ser pensadas para 2016 mas também para 2018 Vilmar Rocha, Paulo Garcia e Thiago Peixoto: alianças políticas devem ser pensadas para 2016 mas também para 2018[/caption] O presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, afirma que o encontro dele e do secretário de Gestão e Planejamento do governo do Estado, Thiago Peixoto, com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, tem sido mal interpretado. “Não fizemos acordo político algum, mas há possibilidade de uma aliança política para o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Para o primeiro turno, não é possível acordo com o PT e com qualquer outro partido, exceto, claro, se quiserem apoiar o nosso candidato a prefeito, que deve ser Francisco Júnior ou Virmondes Cruvinel. Mas não faz mal algum conversar com líderes dos partidos no primeiro turno. É prova de civilidade. E devemos pensar em 2016 e em 2018. Embora as histórias das eleições sejam diferentes, há conexões entre elas.” No segundo turno, qualquer que seja o candidato, o PSD deve compor uma frente com o PT e partidos da base governista contra Iris Rezende — isto se o peemedebista for candidato e se for para o segundo turno. Vilmar afirma que “Paulo Garcia é um político do bem e quer manter diálogo conosco. As relações dele com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, são cordiais”. Da conversa com Paulo Garcia, Vilmar diz que percebeu que o candidato do PT a prefeito deve ser uma “novidade” — e não os nomes já colocados, como os deputados Adriana Accorsi e Luis Cesar Bueno. O petista-chefe quer surpreender o eleitorado goianiense. O presidente do PSD está conversando com vários políticos, como Vanderlan Cardoso, pré-candidato do PSB a prefeito de Goiânia. “Fiquei com a impressão de que Vanderlan não pretende ser candidato a qualquer custo e não quer ir para a disputa sozinho, sem uma aliança política mais consolidada.” A conversa com Júnior Friboi deixou patente para Vilmar que o empresário não abandonou seu projeto político. “O empresário tem seus negócios, pretende investir neles, mas não desistiu da política. Mora em Goiás, tem negócios no Estado e pretende dar sua contribuição política aos goianos.” Em Anápolis, Vilmar conversou com o prefeito João Gomes, do PT. “Queremos lançar candidato no município, mas o PSD é um partido que não arromba portas abertas.” A próxima conversa de Vilmar será com Giuseppe Vecci, um dos pré-candidatos do PSDB a prefeito de Goiânia. O pessedista avisa: “Não queremos ser vice de ninguém”. Sobre os pré-candidatos do PSD a prefeito de Goiânia, Vilmar frisa que tem orgulho de lançar um candidato a prefeito de qualidade e que tem o perfil moderno da capital. “Não é qualquer partido que tem nomes qualificados como Francisco Júnior e Virmondes Cruvinel. Nós, da direção do partido, deixamos a decisão para os dois. Eles vão se reunir e definir qual será o candidato. Estão motivados e têm profunda identidade com a cidade.”

Primeiro turno em Goiânia vai ser uma selvageria. Porque ninguém será aliado de ninguém

bittencour-vecci-adriana-iris-virmondes-waldri O primeiro turno com vários candidatos é selva pura. Ninguém alisa ninguém. Costuma-se sugerir: “Os candidatos da base aliada a prefeito de Goiânia não vão se atacar e vão criticar basicamente Iris Rezende”. Quem fizer isto indicará que entende muito de bom-mocismo mas pouco de política. É óbvio que o peemedebista-chefe vai ser criticadíssimo, até para que se tente evitar que vá para o segundo turno, ou, se for, que não vá em circunstâncias muito favoráveis. Porém, como é o favorito para chegar ao segundo turno, por certo haverá uma batalha selvagem para tentar ser o nome escolhido pelos eleitores para enfrentá-lo. Waldir Soares, não se sabe por qual partido, vai criticar Giuseppe Vecci, do PSDB. Este vai criticar Vanderlan Cardoso, do PSB. Este vai criticar Luiz Bittencourt, do PTB. Este vai criticar Adriana Accorsi (ou Luis Cesar Bueno), do PT. Esta vai criticar Virmondes Cruvinel (ou Francisco Júnior), do PSD. Este vai criticar todos os outros e vice-versa. Quem quiser posar de santinho tende a ficar fora do páreo. O eleitor prefere candidatos propositivos, mas não dá para ser propositivo o tempo inteiro numa campanha eleitoral.

Petistas dizem que hoje Luis Cesar e não Adriana Accorsi seria o candidato a prefeito de Goiânia

[caption id="attachment_48185" align="alignleft" width="300"]Os preferidos do PT, Luis César e Adriana Accorsi | Fotos: Marcos Kennedy Os preferidos do PT, Luis César e Adriana Accorsi | Fotos: Marcos Kennedy[/caption] Dois petistas disseram ao Jornal Opção que a imprensa praticamente não compreende como se define um candidato a prefeito pelo PT. “Hoje, como a deputada Adriana Accorsi não tem possivelmente nenhum delegado, se houver uma disputa na convenção, é provável que Luis Cesar Bueno obtenha pelo menos 70% dos votos dos delegados do partido e, assim, seria definido como o candidato do PT a prefeito de Goiânia”, afirma um dos mais experimentados petistas da capital. “Luis Cesar tem quatro mandatos de deputado estadual, dois de vereador e é o presidente do PT metropolitano. É um político forjado dentro da máquina partidária e, ao contrário de Adriana Accorsi, nunca esteve filiado ao PSDB”, diz o segundo petista. “A base banca o deputado.” A Executiva do PT, depois de reunião com o prefeito Paulo Garcia, sugere que pretende “manter a unidade do partido” e, se possível, definir “o” pré-candidato depois do carnaval. “No PT, desde sempre, ninguém se torna candidato a partir de notas de jornal”, afirmam os petistas.

Thiago Peixoto aposta que Giuseppe Vecci e Iris Rezende vão disputar a Prefeitura de Goiânia

thiago-peixoto-foto-fernando-leiteSecretário de Gestão e Planejamento do governo de Goiás, o deputado federal Thiago Peixoto (PSD), está entusiasmado com o Uber (o serviço é de qualidade, os automóveis são limpos e confortáveis). Mas não deixa de acompanhar as discussões políticas. “Nós temos dois pré-candidatos a prefeito que conhecem Goiânia como poucos — os deputados Francisco Júnior e Virmondes Cruvinel. Eles têm forte ligação com os segmentos organizados da capital e são políticos criativos, modernos.” Instado a comentar o nome do PSDB para prefeito de Goiânia, Thiago Peixoto diz que, como pertence a outro partido, não é apropriado envolver-se nos assuntos alheios. Mas admite que o nome mais cristalizado é o do deputado federal Giuseppe Vecci, que tem uma história ao lado do governador Marconi Perillo. Sobre Waldir Soares: “Fiquei com a impressão de que sairia do PSDB para ser candidato por outro partido”. Ele aposta que Iris Rezende será o candidato do PMDB.

Chico Buzina mandou matar vice-prefeito e patrocina candidatura de filhos e irmão em 3 cidades goianas

Chico Buzina vai bancar candidatos a prefeito em Anicuns, Nazário e Avelinópolis

Daniel Vilela deve ser o presidente e Paulo Cezar Martins o vice-presidente do PMDB

daniel-paulo-cezar-martins-foto-opcao-y-maerda O deputado federal Daniel Vilela deve assumir a presidência do PMDB no início de fevereiro. O deputado estadual Paulo Cezar Martins deve ser indicado para a vice. José Nelto é cotado para ser o secretário-geral ou o tesoureiro (180 mil reais por mês do Fundo Partidário). Se não aceitar compor, o irismo tende a ficar fora da direção do partido. Se eleito pela executiva para presidir o PMDB, Daniel Vilela ficará dois anos no comando, com possibilidade de reeleição. Porém, se for disputar o governo em 2018, deixará a presidência para um aliado.

PT deve bancar chapa forte para vereador em Goiânia. Marina Sant’Anna é um dos nomes

A direção do PT em Goiânia organizou uma lista com o nome de 72 pré-candidatos a vereador. A lista, ao final, será refinada para pouco mais de 50 postulantes. A cúpula petista avalia que uma chapa consistente para vereador é meio caminho andado para fortalecer o candidato a prefeito. Marina Sant’Anna deve ser um dos nomes fortes para a disputa.

Senador Ronaldo Caiado deve bancar o médico José Ronaldo para prefeito de Itaberaí

A política de Itaberaí estava polarizada entre o prefeito Roberto Silva, do PSD, e a ex-prefeita Rita de Cássia, do PSDB — ambos da base do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Mas o ex-prefeito Wellington Baiano — que não pode disputar eleição, pois é inelegível — está convencendo José Ronaldo a disputar a prefeitura. Resta saber se, ao final, o médico, conceituado no município, vai aceitar um ficha suja coordenando seu palanque, quer dizer, sua campanha. Porém, se confirmado o apoio do senador Ronaldo Caiado, do DEM, ele se tornará um postulante consistente. Definida sua candidatura como nome da terceira via, é possível que a base governista tente um pacto entre Silva e Cássia.

Há consenso de que presidente do Pros, cedo ou tarde, vai se estrumbicar

Há um consenso em Brasília: o presidente do Pros, o goiano Eurípedes Júnior, não percebe, mas vai acabar se estrumbicando. Ele brigou com a bancada nacional do partido, comprou avião e helicóptero com o Fundo Partidário e vai acabar sendo acionado judicialmente. Um deputado, seu desafeto, afirma que ele estaria utilizando o helicóptero para sair de Planaltina, onde mora, para frequentar Brasília. O uso seria particular, e não partidário.

PT vai liberar dossiê bombástico contra Iris Rezende durante a campanha eleitoral

O PT, com Adriana Accorsi, Luis Cesar Bueno, Edilberto Dias (ou outro nome), não vai alisar Iris Rezende na campanha para prefeito de Goiânia. Sempre que Iris atacar a gestão de Paulo Garcia, ou o governo de Dilma Rousseff — tentando “tirar o corpo fora”, depois de anos irmanado com o PT —, os petistas vão criticá-lo de maneira implacável. O dossiê contra o peemedebista, quase concluído, é devastador. O cacique teria deixado a prefeitura com dívidas de mais de 400 milhões de reais.

Misael Oliveira, com 30 anos de vida política, garante que vai disputar reeleição em Senador Canedo

O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, disse aos seus aliados que, com mais de 30 anos de vida política, jamais desistirá de seus projetos políticos e pessoais. Por isso será candidatíssimo à reeleição em 2 de outubro. Misael Oliveira é um desses fenômenos políticos: é mais bem avaliado como gestor do que como político. Administrador que trabalha e tem o que mostrar, por vezes, por ser ríspido e não gostar de jogar conversa fora, não é bem visto em termos estritamente políticos. Agora, Misael Oliveira está mais afável e, sobretudo, não fica em seu gabinete. Ele está acompanhando os trabalhos de seus auxiliares com frequência e conversando diretamente com as pessoas, sem intermediários. “O Misael faz obras, reorganizou as finanças da prefeitura, mas precisa mostrar o que faz e se tornar mais acessível”, afirma um marqueteiro.

Wilder Morais prova que, em Brasília, não está só cuidando dos negócios. Ajuda dezenas de prefeitos

O senador Wilder Morais passava a impressão que estava em Brasília apenas cuidando de seus negócios ou passeando de barco no Lago Paranoá, ao lado de belas garotas Bastou contratar o jornalista Nilson Gomes — craque que entende de jornalismo, de política e de marketing político — e, aos poucos, está mostrando o que de fato faz em Brasília. Claro que permanece pensando nos seus negócios, porque é empresário, mas está conseguindo mostrar que tem conseguido ajudar vários prefeitos de Goiás, e sem discriminá-los por filiação política ou ideologia. Nilson Gomes elaborou um longo dossiê sobre o assunto. Wilder Morais prova, como dizem os publicitários qualificados, que não basta fazer — é essencial mostrar o que se faz.

Marqueteiro Ademir Lima diz que Miller Assis será reeleito prefeito de Goianira

Numa visita ao Jornal Opção, o marqueteiro Ademir Lima, um dos mais experimentados quando o assunto é eleição municipal, garante que o prefeito de Goianira, Miller Assis (PSD), será reeleito. Ademir Lima diz que, ao contrário do que se publica, Miller Assis tem “muito o que mostrar durante a campanha”. O prefeito não seria uma nulidade administrativa, frisa o marqueteiro. O problema é saber se Miller Assis terá tempo para recuperar sua imagem. No momento, Carlão Alberto Oliveira, do PSDB, desponta como franco favorito.

Audiência pública vai discutir em Goiânia a privatização da Celg

[caption id="attachment_27452" align="alignleft" width="300"]Reprodução / Celg Reprodução / Celg[/caption] Uma audiência pública sobre a privatização da Celg será realizada na quarta-feira, 3, em Goiânia, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). A audiência é muito aguardada e será útil para a Eletrobrás e o governo de Goiás, por intermédio de Fernando Navarrete, explicar como será o processo de privatização. No momento, não pode chover em Goiânia. Pois, se isto acontecer, faltará energia em vários bairros. O atendimento é precário e a resolução dos problemas demora horas. Reclamar por telefone na Celg, até para avisar sobre falta de energia, é uma missão quase tão impossível quanto visitar o Sol.

Alcides Rodrigues não colocou um tijolo na obra do Hospital Regional em Uruaçu

Como o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse que seu candidato a prefeito de Uruaçu será Valmir Pedro (PSDB), o ex-prefeito Lourenço Pereira Filho, do PTB, desesperou-se e partiu para o ataque. Quem está construindo o hospital regional em Uruaçu é Marconi Perillo. Mas Lourenço Filho sugere que o “responsável” pela construção é o ex-governador Alcides Rodrigues, que não colocou um tijolo na obra. O problema-chave é que Lourenço Pereira Filho, como sabem até seus aliados no PTB, não pode ser candidato a prefeito de Uruaçu e em nenhuma cidade brasileira. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás — quer dizer, pela segunda instância. Não tem saída. É ficha suja, mas, devido ao desgaste da prefeita Solange Bertulino (PMDB), é popular.