Bastidores
Doação foi feita na campanha de 2014. O deputado federal não se manifestou antes da divulgação da lista sobre o motivo pelo qual recebeu dinheiro da empresa da família Batista
Flávia Morais, Daniel Vilela, Rubens Otoni, Roberto Balestra, Magda Mofatto, Pedro Chaves receberam juntos mais de 2 milhões de reais
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Joesley e Wesley Batista tinham uma bancada da carne em Goiás[/caption]
Vários deputados federais receberam dinheiro da JBS, empresa de propriedade dos goianos José Batista Sobrinho (JBS), Joesley “Delator Premiado” Batista e Wesley Batista.
Entre os que receberam estão Magda Mofatto, do PR, Daniel Vilela, do PMDB, Pedro Chaves, do PMDB, Rubens Otoni, do PT, Roberto Balestra, do PP, e Flávia Morais, do PDT.
Flávia Morais recebeu 100 mil reais da JBS; Daniel Vilela: 250 mil reais; Pedro Chaves: 250 mil reais; Roberto Balestra: 900 mil reais; Rubens Otoni: 5 mil reais; e Magda Mofatto: 500 mil reais. Juntos, os seis deputados receberam mais de 2 milhões de reais.
Emissários do parlamentar do Paraná, ligado ao presidente Michel Temer, conversaram com investigadores da Operação Lava Jato
Presidente da Assembleia é considerado principal pilar de sustentação da base aliado do governo no Legislativo
Integrantes do partido sugerem que é preciso definir o candidato a governador até agosto para facilitar a formação da chapa de postulantes a deputado federal e estadual
Como a cassação de Renato Castro pode ser mantida pela Justiça, na segunda instância, vários políticos articulam para a próxima disputa eleitoral
A escolha de um nome interno é a mais sugerida. Mas a sociedade pode pressionar por um nome externo
Prefeito de Goiânia articula, cada vez mais de maneira aberta, com pequenos partidos e líderes evangélicos uma frente de apoio ao pré-candidato do DEM ao governo de Goiás
Maguito Vilela em 1994 e Alcides Rodrigues em 2006 desbancaram candidatos que eram considerados mais consistentes eleitoralmente. Em 2018 pode ocorrer o mesmo
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Reguffe e Rodrigo Rollemberg | Foto: Geraldo Magela e reprodução[/caption]
O senador José Antônio Reguffe diz que, quando terminar seu mandato, em 2022, aí, sim, vai pensar em disputar o governo do Distrito Federal. Mas as circunstâncias da debacle política de Brasília, verdadeira hecatombe — estão presos o ex-senador Gim Argello, o ex-deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) e os ex-governadores Agnelo Queiroz (eleito pelo PT) e José Roberto Arruda (PR) e é provável que o deputado federal Rogério Rosso não escape dos tentáculos implacáveis da Lava Lato — podem forçá-lo a disputar o governo já em 2018. Se não disputar, para a tristeza da capital, o governador Rodrigo Rollemberg pode ganhar por W.O.
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Vice-governador José Eliton, secretária Raquel Teixeira e governador Marconi Perillo | Foto: Jota Eurípedes[/caption]
Analistas experimentados da política de Goiás afirmam que o programa Goiás na Frente pode ser destrutivo para as oposições. Eles frisam que se as obras saírem — e assinalam que começam a sair — em tempo hábil, movimentando as economias municipais, não vai sobrar apoio político tanto para Daniel Vilela quanto para Ronaldo Caiado, possíveis candidato a governador pelo PMDB e pelo DEM.
No interior, vários prefeitos de partidos da oposição não veem a hora de migrarem para a base governista. Eles alegam que são mais bem recebidos pelo governador Marconi Perillo e pelo vice José Eliton que pelos líderes de seus partidos, que só aparecem em época de eleições.
Um dos principais aliados do vereador do PT agora é secretário extraordinário do governo de Marconi Perillo
A líder do PMN será bancada pelo prefeito Valmir Pedro, do PSDB
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Foto: governo de Goiás[/caption]
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, mantêm um relacionamento amplamente cordial. Os dois sempre falam bem um do outro, tanto pública quanto privadamente. Fica evidente que o tucano e o peemedebista, políticos maduros, pensam, divergência política à parte, no Estado e na capital.
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Paulo do Vale (PMDB), prefeito de Rio Verde | Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, filiado ao PMDB, é próximo politicamente do senador Ronaldo Caiado (DEM). É apontado, até por aliados, como o mais caiadista dos peemedebistas, ao lado do prefeito de Goiânia, o neocaiadista Iris Rezende. Mas políticos que conhecem o gestor da principal cidade do Sudoeste dizem que ele está cada vez mais próximo da base governista. A tendência é que migre para a base marconista e deixe a oposição a ver navios.

