Parte do PMDB avalia que Lava Jato tornou Daniel Vilela carta fora do baralho

Integrantes do partido sugerem que é preciso definir o candidato a governador até agosto para facilitar a formação da chapa de postulantes a deputado federal e estadual

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela: há quem no PMDB avalie que a Lava Jato feriu de morte a candidatura do segundo e que é preciso bancar logo o nome do primeiro para governador | Fotos: Reprodução e André Costa/Jornal Opção

Na semana passada, o Jornal Opção conversou com iristas, vilelistas e “independentes” a respeito do candidato do PMDB a governador de Goiás em 2018. Os iristas estão cada vez mais convictos de que o peemedebismo deve bancar o senador Ronaldo Caiado para governador, com um vice do PMDB, um candidato a senador pelo PMDB e outro pelo PPR, possivelmente o vereador Jorge Kajuru. Mais: avaliam que é preciso “fechar” com o presidente do DEM o quanto antes, com o objetivo de evitar desgastes — decorrentes de possíveis agressões mútuas — entre peemedebistas e o senador.

Os iristas sublinham que a Lava Jato “feriu de morte” a candidatura de Daniel Vilela e de Maguito Vilela, citados como tendo recebido dinheiro ilícito da Odebrecht — seriam carta fora do baralho —, e que, ao menos até agora, o nome de Ronaldo Caiado tem sido preservado do armagedom. O vilelismo contrapõe que se trata de uma tese equivocada, pois não há provas cabais de que os dois Vilelas tenham se envolvido com corrupção ou, em algum momento, tenham feito “advocacia” político pró-empreiteira. Daniel Vilela, na opinião dos vilelistas, persiste como o político que simboliza a “renovação”, uma espécie de Marconi Perillo de 2018.

Mas, ao ouvir peemedebistas que não se consideram iristas nem vilelistas, mas admitem maior proximidade com o vilelismo, colheu-se uma opinião que parece perigosa para Daniel Vilela. Disseram que o PMDB prefere apoiar o deputado federal para governador, mas ressalvaram que ele tem até agosto deste ano para “limpar” seu nome. Por que agosto? “Porque o partido deve definir o nome de seu candidato a governador até agosto, pois precisa, a partir da definição, montar sua chapa de candidatos a deputado federal e estadual”, afirma um deputado. “Ocorre que, até agosto, Daniel dificilmente terá conseguido limpar seu nome. A Lava Jato pode ‘deixar’ manchas que não podem ser retiradas.”

Uma resposta para “Parte do PMDB avalia que Lava Jato tornou Daniel Vilela carta fora do baralho”

  1. Luciano Almeida disse:

    A um candidato não basta ser honesto, probo e íntegro; deve aparentar ser tudo isso – e muito mais, sob pena de passar a campanha defendendo-se dos previsíveis ataques, sem convencer ninguém. Isso parece óbvio, exceto para os candidatos que não ostentam essa aparência.

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