Bastidores
O governador de Goiás, Marconi Perillo, se tornou protagonista nacional com a vice-presidência do PSDB. A capacidade de aglutinação e o diálogo amplo com vários grupos do partido pesaram na escolha do tucano goiano.
Marconi Perillo é reconhecido pelos principais líderes do PSDB — como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito de São Paulo, João Doria Jr. — como uma de suas mais expressivas figuras nacionais.
Vale frisar que outro fator decisivo foi seu governo equilibrado, que hoje chama a atenção tanto do PSDB quanto do país. Num momento em que vários governos estão quebrados — como o do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Estados governados pelo PMDB, e de Minas Gerais, gerido pelo PT —, o governo de Goiás paga salários em dia e faz obras em todos os municípios (com o programa Goiás na Frente).
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Marconi Perillo durante congresso “Senado e Câmaras Municipais” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Quem conversa com ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso percebe que é pródigo em elogios ao governador de Goiás, Marconi Perillo. Os elogios são dirigidos tanto ao gestor — visto como responsável — quanto ao político, apontado como eficiente.
Mas recentemente, na escolha dos novos dirigentes do PSDB, hipotecaram apoio a Marconi Perillo: o senador José Serra; o prefeito de São Paulo, João Doria; o governador de Mato Grosso, Pedro Taques; o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; senador-ministro José Aníbal; o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio; Paulo Bauer, o embaixador Sérgio Amaral. O tucanato de Minas Gerais também ficou ao lado do líder tucano.
Ao abrir mão de seu favoritismo, Marconi Perillo contribuiu, de maneira decisiva, para manter a unidade do PSDB.
A pesquisa do instituto Serpes/Acieg contém um dado que contraria a geografia: o município de Faina, que fica na região do Araguaia, aparece na região Nordeste de Goiás.
É provável que o Serpes aponte que o erro é da Acieg e a Acieg sugira que o erro é do Serpes. Só falta mesmo os dirigentes dizem que a geografia enlouqueceu.
O empresário Hugo Goldfeld — o Jair Bolsonaro do mundo pastoril —, ex-presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura e fã número zero do senador Ronaldo Caiado, pré-candidato do DEM a governador de Goiás, é apontado como líder do grupo que financiou a pesquisa Serpes/Acieg.
Hugo Goldfeld serviu ao regime militar com ardor e não se arrepende disso.
O PRB de João Campos e Gilvan Máximo está conversando com José Eliton, pré-candidato a governador pelo PSDB. Mas setores do partido sugerem que o advogado Djalma Rezende, se estiver bem de saúde — ele faz tratamento de câncer no Hospital de Câncer de Barretos (SP) —, pode ser candidato a governador de Goiás. Visto como self-made man, o proprietário de uma das mais poderosas bancas de advocacia do Estado começa a ser citado nas pesquisas de intenção de voto.
O presidente do PHS, Eduardo Machado, mantém forte ligação com o senador Ronaldo Caiado (DEM), do qual pode ser vice. Mas não sabe se o apoia para governador ou, se atendendo o governador Marconi Perillo, apoia José Eliton para governador. Os principais aliados do político estão na base do tucano-chefe.
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Iris Rezende e Gustavo Mendanha | Foto: reprodução[/caption]
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, é apontado como um gestor mais eficiente do que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Ambos são do PMDB.
Há até quem brinque que Goiânia está se tornando cidade-dormitório de Aparecida. Fica a sugestão de mudar o nome da capital para Goiânia de Aparecida.
Apesar de Gustavo Mendanha ser moderno e Iris Rezende primo e irmão do arcaísmo — o prefeito seria um “Arcairis” —, Aparecida não tem o peso político-eleitoral de Goiânia. Aquele tem menos de 300 mil eleitores e esta tem quase 1 milhão de eleitores.
Os repórteres mais categorizados dos principais jornais de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro falam com frequência às vezes diária com o governador de Goiás, Marconi Perillo. Os temas são, no geral, a agenda do PSDB, a crise econômica do país e a disputa presidencial de 2018.
Os jornalistas procuram conhecer as teses do tucano-chefe a respeito das reformas, como a da Previdência, sucessão presidencial, propostas para alavancar o desenvolvimento do Brasil e rumos e cenários da política.
Repórteres e editores dizem que Marconi Perillo está sempre atento aos fatos, dando informações precisas. Outra característica apreciada é que o tucano limita-se aos fatos, não se preocupando em “plantar” notícias.
O prefeito de Catalão, Adib Elias, apresenta-se como caiadista desde criacinha. Consta, até, que, em seus discursos, o alcaide costuma dizer que gostaria de ser chamado de Adib Caiado Elias.
Mesmo assim, segundo um aliado de Adib Elias, o deputado federal Daniel Vilela, pré-candidato a governador pelo PMDB, teria sugerido que “daria” o colégio eleitoral de Catalão para o ministro das Cidades, Alexandre Baldy (sem partido), disputar mandato de deputado federal. Claro que ele teria se filiar ao PMDB.
O deputado José Nelto avisa que Adib Elias comprometeu-se a apoiá-lo para deputado federal. “É incontornável”, avisa.
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD, foi mesmo sondado para ser o vice do pré-candidato a governador de Goiás pelo PSDB, José Eliton.
Ouvido pelo Jornal Opção, Heuler Cruvinel disse que não descarta, se o convite for efetivado oficialmente, ser vice de José Eliton. Porém, por respeito ao partido, só vai discutir a questão, junto com Vilmar Rocha (presidente do PSD) e o deputado federal Thiago Peixoto, em abril de 2018.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, vão se reunir com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy. O trio vai discutir basicamente projetos de saneamento e moradias para o Estado.
Alexandre Baldy definiu uma equipe especial do Ministério das Cidades para encaminhar os pleitos de Goiás. O ministro está trabalhando tanto, sobrando pouco tempo para se alimentar, que recentemente teve uma crise de hipoglicemia.
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Foto: Alan Santos/PR[/caption]
Em tom de brincadeira, mas falando sério, o presidente Michel Temer confidenciou a um peemedebista goiano que, se tivesse dez ministros atentos e trabalhadores como Alexandre Baldy, seria presidente do Brasil, da Argentina e do Chile.
Michel Temer afeiçoou a Baldy, a quem trata como filho. No Ministério das Cidades, o deputado federal goiano licenciado é visto como workaholic. Os funcionários nunca trabalharam tanto.
Eleitores pensam em Evandro Magal como fim de linha
Secretário afirma que o ex-prefeito de Goianésia tem experiência pública e privada
Quem for candidato não fica até março de 2018
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José Eliton discursa durante evento | Foto: Jota Eurípedes[/caption]
O vice-governador Zé Eliton — que assume o governo de Goiás no dia 7 de abril, num sábado — discutiu a reforma do secretariado na semana passada. O tucano está conversando com representantes dos partidos políticos que integram a base governista.
Secretários e demais auxiliares que vão disputar eleições em 2018 vão deixar os cargos até 31 de dezembro de 2017.
Os que estão tentando ficar até março não agradam nem José Eliton nem o governador Marconi Perillo. A nova equipe terá a “cara” de José Eliton e muitos não entendem isto. O tucano-chefe quer que seus aliados entendem que, de certo modo, o vice já está governando.




