Bastidores
O PTB do deputado federal Jovair Arantes não mover um dedo para ajudar na campanha da senadora Lúcia Vânia (PSB). Lúcia Vânia articulou, em tempo integral, para impedir a candidatura do procurador de justiça Demóstenes Torres para senador. Segundo um deputado, teria sugerido que, se não fosse candidata, poderia implodir a base governista, se Demóstenes Torres fosse candidato a senador.
O martelo não foi batido. Por quê? “Porque ainda não foi encontrado”, brinca um deputado. Mas é quase certo que o ex-deputado Vilmar Rocha deverá o suplente da senadora Lúcia Vânia, a dona do martelo. Os dois têm perfis políticos e morais parecidos. São decentes, competentes e com perfis de estadistas.
O presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), desistiu da reeleição. Mas, se convidado, aceitará ser suplente de Marconi Perillo na disputa por uma vaga no Senado. Frise-se: a suplência de Marconi Perillo. A de Lúcia Vânia não está nos seus planos.
Morreu no nascedouro a articulação para montagem de uma chapa alternativa com Vanderlan Cardoso para governador e a deputada federal Magda Mofatto e Demóstenes Torres para o Senado. De maneira surrealista, pode-se dizer que a chapa morreu sem ter nascido. Curiosamente, o governador José Eliton foi um dos políticos que mais se empenharam na campanha de Vanderlan Cardoso na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2016.
O governador de Goiás, José Eliton (PSDB), fará uma reunião com seu secretariado na segunda-feira, 23, às 9 horas. O líder tucano fará um balanço de seu governo e deve cobrar empenho e criatividade na ação pública.
Os dois conversaram demoradamente em Pirenópolis
O presidente do PRB articulou aliança pelo centro como aposta na responsabilidade
O deputado afirma que Jair Bolsonaro vai ter uma votação bem maior do que a apresentada pelas pesquisas
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Fotos: Arquivo[/caption]
O presidente Michel Temer e o ministro Carlos Marun estão, de fato, pressionando o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, para que apoie a candidatura de Daniel Vilela (MDB) a governador de Goiás. Um repórter do Jornal Opção esteve em Brasília no lançamento de um livro do jornalista Hugo Studart, no restaurante Carpe Diem, e ouviu de repórteres e políticos que, apesar de possíveis desmentidos, chegou-se a pensar na demissão de Baldy e na nomeação de um indicado por Daniel Vilela. Mas Temer teria ressalvado que o cargo “é” do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do presidente do PP nacional, Ciro Nogueira, os padrinhos do político goiano. O cargo não é do MDB.
Na semana passada, Daniel Vilela esteve prestes a anunciar o apoio de Baldy à sua candidatura. Assim como de dois outros políticos da base governista. Mas houve um recuo depois da decisão do Centrão de apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, a presidente da República. Não apenas Ciro Gomes, o candidato a presidente do PDT, ficou na chapada. Alianças estaduais podem ter sido dinamitadas ante o acordão nacional.
Se o PP se afastasse de Geraldo Alckmin, para ficar com Henrique Meirelles, o postulante do MDB, ou Ciro Gomes, ficaria menos complicado para Baldy apoiar Daniel Vilela. Mas, se o PP ficar mesmo com Alckmin, a tendência é um alinhamento com o PSDB em Goiás. Ressalve-se que em nenhum momento Baldy deixou de conversar com os três principais pré-candidatos a governador de Goiás: Ronaldo Caiado, do DEM, Daniel Vilela e José Eliton, do PSDB.
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Fotos: Arquivo[/caption]
Não deixa de ser curioso que a campanha eleitoral de 2018 nem começou e os grupos que apoiam Ronaldo Caiado, pré-candidato do DEM a governador, já estão discutindo a formação do secretariado.
Para a Secretaria de Saúde, quatro nomes começam a ser mencionados: Fátima Mrué (aposta de Iris Rezende), Zacharias Calil, Paulo Daher e Silvio Fernandes.
O prefeito de Catalão, Adib Elias, cobiça dois cargos: a presidência da Saneago ou a Secretaria de Segurança Pública.
O deputado José Nelto aposta que será secretário de Governo.
Os jornalistas Eduardo Horácio (aposta de José Nelto), Filemon Pereira e Erika Lettry são lembrados para a Comunicação. Mas nenhum está fazendo articulações.
Anna Vitória Caiado é cotada para a Casa Civil.
Paulinho da EPP é citado como possível chefe de gabinete.
Samuel Belchior, do MDB, é a principal aposta para a Secretaria das Cidades ou para a Agência de Habitação (Agehab).
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Wilder Morais | Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado[/caption]
Comenta-se que, para apoiar o candidato do DEM a governador, Ronaldo Caiado, o senador Wilder Morais só fez um pedido: quer ser secretário da Fazenda.
O “pedido”, se verdadeiro, sugere que Wilder Morais acredita mais — o que é lógico, a se aceitar as pesquisas de intenção de voto — na vitória de Ronaldo Caiado do que na sua.
A Secretaria da Fazenda é a mais poderosa do governo do Estado. Mas Wilder Morais possivelmente não tem noção do quão Ronaldo Caiado é centralizador. Se for eleito, vai indicar secretários, é claro, mas, na prática, será o secretário de todas as pastas. O secretário de Saúde — Fátima Mrué pode ser indicada pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende, embora os nomes do democrata sejam outros: Zacharias Calil, Silvio Fernandes e Paulo Daher — será, no caso de vitória do democrata, o próprio Caiado, que é médico.
Noutras palavras, o tiro de Wilder pode até ser pra cima, mas pode acabar atingindo seu pé.
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Fotos: Câmara dos Deputados[/caption]
Militantes do DEM contam, em tom jocoso, que toda vez que sai uma pesquisa de intenção de voto o senador Wilder Morais, do partido Democratas, suspira forte e diz: “Oh, que saudade de ser suplente do senador Demóstenes Torres”.
“Si non è vero, è ben trovato”, dirão os militantes do partido dos senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais.
O PP de Alexandre Baldy, o PTB de Jovair Arantes e o PSD de Thiago Peixoto estão na luta pela vice
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Foto: Jefferson-Rudy-Agência-Senado[/caption]
Pré-candidato a presidente pelo PSL, o deputado federal Jair Bolsonaro trabalhou, inicialmente, para ter um militar, notadamente um general, na sua vice. Seria um recado de que, com dois militares, seu governo seria mesmo duro. Ao mesmo tempo, se tentarem derrubá-lo — digamos com um impeachment —, a vice estaria garantida para um “político”, no caso militar, da linha dura.
Embora um militar não esteja descartado, políticos experimentados sugerem a Bolsonaro que convide um civil ou uma mulher para sua chapa — para torná-la mais suave ou palatável. No momento, embora seja cotada para disputar mandato de deputada federal — e até de governadora —, por São Paulo, a professora Janaína Paschoal, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é um dos nomes mais cotados para ser vice do presidenciável do PSL.
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Fotos: Arquivo[/caption]
Criou-se o mito de que os evangélicos marchariam unidos na campanha do pré-candidato a governador pelo DEM, senador Ronaldo Caiado. Na verdade, os evangélicos, como em outras religiões, votam em candidatos de vários partidos.
A Assembleia de Deus esteve fechada 100% com Ronaldo Caiado? Nunca. Na semana passada, dois religiosos da Assembleia de Deus, um vinculado ao Ministério Vila Nova, disseram que, apesar das pressões, vão apoiar o candidato do PSDB a governador, José Eliton. Um deles é peremptório: “Não dá para deixar de bancar o candidato apoiado por Marconi Perillo. Ele foi o governador que mais bem tratou os evangélicos na história de Goiás. O mínimo que se pode dizer é que é respeitoso conosco”. Um dos pastores garante que José Eliton terá um voto silencioso na Assembleia de Deus. “Deve passar de 25%”, afirma. O ex-deputado estadual Daniel Messac (PTB), da Vila Nova, apoia o postulante tucano.
Daniel Vilela, pré-candidato do MDB a governador, conta, dizem pastores evangélicos, com pelo menos 35% do apoio da Assembleia de Deus. Entre seus articuladores estão o pastor Abigail Almeida e seu filho, Samuel Almeida, ex-deputado e ex-secretário da Prefeitura de Goiânia na atual gestão de Iris Rezende.
Ronaldo Caiado deve ter, segundo cálculo de pastores, cerca de 40% dos votos dos integrantes da Assembleia de Deus. É muito, mas bem menos do que o senador esperava inicialmente. Seu principal apoiador é Oídes José do Carmo, bispo respeitado na Assembleia de Deus.


