Bastidores
O próximo presidente da República certamente será mineiro: Dilma Rousseff ou Aécio Neves. Os dois nasceram em Belo Horizonte. A petista tem 66 anos; o tucano, 54 anos. A diferença é que Dilma Rousseff se fez politicamente no Rio Grande do Sul.
Cruzando dados e informações de algumas pesquisas, qualitativas e quantitativas, um marqueteiro sugere que a grande surpresa das eleições deste ano não será o governador Marconi Perillo, e sim Vilmar Rocha. O marqueteiro sugere que, no momento, quem está em ascensão para senador são Marina Sant’Anna, do PT, e Vilmar Rocha, do PSD. Ele frisa que Ronaldo Caiado, o primeiro colocado, pode ter chegado ao teto. Na opinião do marqueteiro, Caiado tende a estagnar e Vilmar Rocha, quando apresentado como o nome apoiado pelo governador Marconi Perillo, deve crescer. Marina Sant’Anna é vista como uma incógnita. O marqueteiro afirma que a ligação da petista com movimentos sociais pode sintonizá-la com articulações das ruas. Se fizer uma campanha bem feita, exibindo tal sintonia, tem chance de ser eleita, na avaliação do expert.
O candidato a senador pelo PSB, Aguimar Jesuíno, diz, com todas as letras, que a união de Iris Rezende e Ronaldo Caiado é a união de rancores de políticos vingativos. Ele sugere que os dois políticos pensam no poder pelo poder, mas não têm um projeto moderno de desenvolvimento para Goiás.; Na sua campanha, no lugar de ataques, como Ronaldo Caiado vem fazendo, o procurador da Advocacia Geral da União vai inovar ao apresentar ideias consistentes sobre segurança pública. Ele estuda o assunto a sério e não vai apresentar ideias populistas e meramente eleitoreiras.
O empresário Vitor Priori (PSDB) é o favorito para a disputa da eleição de deputado estadual em Jataí. Para deputado federal, o tucanato banca Gênio Eurípedes. A cúpula tucana avalia que, se fizer um trabalho bem feito, seu candidato poderá mais bem votado no município do que Daniel Vilela, que é apresentado como tendo pouco a ver com a região. Para deputado estadual, o PRB vai bancar Cristiano Castro, apresentando do “Balanço Geral”, da TV Record em Jataí. Ele é popular. Embora da base do governador Marconi Perillo, Castro vai dobrar com o candidato a deputado federal pelo PMDB Daniel Vilela. Mauro Bento Filho, do PHS, disputa mandato de deputado estadual e, segundo o presidente nacional do partido, Eduardo Machado, deve receber o apoio do prefeito Humberto Machado. O PDT banca Marcos Antônio — que dobra com a deputada federal Flávia Morais — para deputado estadual Comenta-se que o prefeito Humberto Machado (PMDB) fechou com Marcos Antônio, Cistiano Castro e Mauro Bento. Há que acredite que ele fechou mesmo só com Daniel Vilela.
O advogado Sérgio Lucas revela que vai publicar brevemente o livro “A Farsa. A obra, que trata de temas políticos, está em fase de revisão. Sérgio Lucas garante que a obra vai chocar o meio político de Goiás. Porque há histórias fantásticas e, ao mesmo tempo, bombásticas.
Políticos conhecem Irapuan Costa Junior apenas como político e, depois, banqueiro. Mas o ex-governador de Goiás é um intelectual múltiplo. Ele acaba de lançar um livro de alta qualidade literária e informativa: “Teimosas Lembranças”. São contos da realidade, muito escrito e formulado. Os leitores certamente ficarão surpresos com sua qualidade. Felisberto Jacomo, que está terminando de lê-lo, diz que há histórias “das mais interessantes”.
O PHS de Eduardo Machado articulou a Chapinha, que começa a ser chamada de Chapa e, até outubro, pode ser nominada de Chapão. PSH, PMN, PSL e PTC se uniram e montagem chapa forte para deputado estadual O PHS tem nomes consistentes, como Jean Carlo (favorito para ser eleito, dada a estrutura financeira, articulada pelo empresário José Garrote), Chiquinho Oliveira, Mauro Bento Filho, Elismar Veiga, Professor Dalson e Alex Batista. O presidente do PHS, Eduardo Machado, avalia que a Chapinha faz de 4 a 5 deputados federais. “No mínimo”, frisa. “E não estou falando apenas dos candidatos do PHS. A nossa coligação é consistente.”
Anote: o advogado José Eliton (PP) será o vice do governador Marconi Perillo para a disputa de 5 de outubro deste ano. Está definido. A batalha de Magda Mofatto e Jovair Arantes não é tanto para lançar a republicana para vice do tucano-chefe. Os líderes do PR e do PTB querem o PP coligado na chapa para deputado estadual. O PP não quer, avaliando que, se o fizer, não vai eleger nenhum parlamentar. Quanto a José Eliton, não resta dúvida: será o vice. Está definido, pois é uma escolha do governador Marconi. O resto é especulação.
O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, trabalhou, árdua e habilidosamente, para formar aquela que ficou conhecida como Chapinha: a união de alguns partidos para fazer uma chapa consistente para deputado federal. Houve um momento em que se pensava que a Chapinha não iria sair das ideias e do papel. Mas na quarta-feira, 25, ela se tornou realidade — unindo PHS, PMN, PTC e PEN.
O PHS vai lançar 29 nomes — entre eles Eduardo Machado e Edivaldo da Cosmed. O PEN banca 10 nomes, como Alfredo Bambu. O PMN terá um candidato — Walter Paulo. O PTC colocará 10 políticos na disputa.
Eduardo Machado diz que, se cada candidato (são 50 candidatos ao todo) obtiver 3 mil votos, a Chapinha elegerá um deputado federal. Porém, se cada candidato conquistar 6 mil votos, o grupo poderá eleger dois deputados federais. O líder do PHS afirma que alguns dos candidatos deverão ter votação superior a 30 mil votos. “Logo, teremos pelo menos dois deputados federais. É a nossa aposta.”
Pré-candidato a deputado federal, o médico Antônio Faleiros (PSDB) está trabalhando em 100 municípios. Em alguns, o tucano tem o apoio de prefeitos. Noutros, tem o apoio de ex-prefeitos. E há também aqueles em que têm o apoio de vários vereadores. Em várias cidades prefeitos, vice-prefeitos e vereadores vão subir no seu palanque. O ex-secretário da Saúde do governo de Goiás tem conseguido apoio de militantes e líderes de vários partidos da base. Faleiros tem amplo de segmentos religiosos e militares. E é, claro, fortíssimo no setor de saúde.
O prefeito de Morrinhos, Rogério Troncoso (PTB), reuniu líderes de vários partidos e, juntos, bateram o martelo: vão apoiar um candidato do município para deputado estadual. Será o vereador Paulinho do Helenês, do PDT. O vice-prefeito Tércio Menezes, do PPS, e o vereador Aluzair Rosa, do PP, que eram pré-candidatos, refluíram e decidiram apoiar Paulinho do Helenês. Atendem ao pleito do prefeito Rogério Troncoso. DEM, PTB, PPS, PSB e PDT se uniram para bancar o vereador pedetista para deputado estadual. No momento, Paulinho do Helenês é o único nome de Morrinhos definido para deputado estadual. O empresário Joaquim Guilherme, do PR, estaria prestes a jogar a toalha. Comenta-se que poderia apoiar Tiago Mendonça, do PMDB, mas o produtor rural seria parente, ainda que distante, de Paulinho do Helenês e, por isso, deve apoiá-lo. Guilherme estaria isolado. O apoio a Paulinho do Helenês faz parte da estratégia para a reeleição de Rogério Troncoso em 2016. O vereador e seu pai, Helenês Cândido, se comprometerem a apoiar o prefeito na próxima eleição. Além disso, Paulinho e Helenês vão apoiar Célio Silveira, do PSDB, para deputado federal.
A chapa da base governista está definida: o governador Marconi Perillo (PSDB) disputa a reeleição, o vice-governador José Eliton permanece como vice e o deputado federal Vilmar Rocha será candidato a senador. Ponto final? Se depender do tucano-chefe sim. Porém na terça-feira, 24, um deputado disse ao Jornal Opção que a chapa poderá ser remontada e até ser motivo de disputa na convenção de sábado, 28. PR e PTB decidiram reivindicar a vice. O parlamentar sugere que Magda Mofatto, do PR, seria uma vice de peso. “Seria um fato novo. Mulher, empresária bem-sucedida, política experimentada. Trata-se, pois, de um nome consistente”, frisa. O fato de o PP se recusar a participar da chapa proporcional para deputado estadual com PSDB, PSD, PRT e PR desagrada setores da base.
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Maguito Vilela e Júnior Friboi: aliança desfeita[/caption]
Júnior Friboi cedeu seu escritório político de Goiânia para sediar o comitê eleitoral de Daniel Vilela, mas não está nada satisfeito com as criticas feitas pelo pai do candidato a deputado federal pelo PMDB, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Friboizistas dizem que Friboi avalia como equivocada a posição de Maguito de articular a candidatura de Iris Rezende a governador.
Aliados de Friboi dizem que o empresário não consegue entender Maguito, que, junto com ele, foi atropelado pelas forças hostis do irismo. Mas é provável que Maguito entrenda mais de política do que Friboi e, por isso sabe que, em eleição para governador, não há neutralidade possível.
Um maguitista de Aparecida de Goiânia diz que Maguito ficou irritado com a desistência de Júnior Friboi. O peemedebista acreditava que, se o empresário forçasse um pouco mais a barra, batendo o pé que seria candidato — sobretudo por ter o controle da maioria dos delegados que votam na convenção —, Iris acabaria saindo do páreo.
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Frederico Jayme: “Caiado não é e não
pode ser visto como bate-pau de Iris”[/caption]
“Ao contrário do que disse o deputado federal Caiado (DEM)”, frisa o ex-deputado peemedebista Frederico Jayme, “Iris Rezende não transformou Goiânia. Poderia dizer, aí com mais acerto, que a gestão de Iris quebrou a Prefeitura de Goiânia. É uma pena que, por ter sido apoiado por Iris, o prefeito Paulo Garcia, do PT, não possa dizer a verdade, ou seja, que não está conseguindo administrar a capital devido à dívida gigantesca deixada pelo antecessor — fala-se em 300 milhões e 400 milhões. O veterano líder peemedebista afirma que asfaltou toda a cidade. O que não diz é que o asfalto, de má qualidade, terá de ser refeito por Paulo Garcia”.
Frederico Jayme sustenta que “Paulo Garcia é mais uma vítima de Iris Rezende. É uma pena que o prefeito está engessado devido à sua lealdade visceral a Iris. Quando terminar o mandato, ficará com o desgaste e será esquecido, inclusive por Iris”.
A composição do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) com Iris Rezende (PMDB) — formando uma chapa majoritária com certa consistência eleitoral —, a indicação do deputado estadual evangélico Luiz Carlos do Carmo, da Assembleia de Deus, para a primeira suplência e o apoio do bispo Manuel Ferreira, chefão das Assembleias de Deus do Brasil, para o candidato democrata assustaram a base marconista inicialmente.
Depois do susto inicial, decidiu-se manter a chapa que vem sendo sugerida pela base: Marconi Perillo para governador, José Eliton na vice e Vilmar Rocha para senador. Mas, ao menos levemente, cogitou-se uma mudança na chapa majoritária. Falou-se no nome do produtor rural José Mário Schreiner, um dos mais importantes líderes classistas de Goiás, para vice-governador. Mas esbarrou-se num problema: ele pertence ao mesmo partido de Vimar Rocha. O PSD não tem condições de bancar dois nomes para a chapa majoritária.
Cogitou-se também de incluir na chapa majoritária um evangélico respeitado pelos líderes das várias igrejas.
O fato é que Caiado surpreendeu a base marconista com suas escolhas e apoios.

