Bastidores
Ninguém teve coragem de dizer a verdade para Iris Rezende. Mas se for mesmo verdade que ele vai começar seu programa na televisão participando de uma corrida com amigos e professores de academia estará cometendo mais um desatino. Um homem de 81 anos não deixa de ser um homem de 81 anos só porque participa de uma corrida.
Iris Rezende, político experiente e sério, deveria tentar vencer Marconi Perillo, Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide noutro campo: o das ideias. Nesta área, fica-se com a impressão de que o peemedebista está mais do que defasado. As pessoas, depois de ouvi-lo, concluem que “parou” no tempo. É uma pena, porque Iris é um político com uma estatura que se aproxima da de Pedro Ludovico e Mauro Borges.
Depois que disse que as pessoas não podem mais colocar “cadeira no passeio”, sugerindo um bucolismo, uma nostalgia e desconhecimento do mundo moderno ímpares, só falta Iris dizer que vai asfaltar até os quintais das casas de todo o Estado.
O mestre em história pela Sorbonne Gilvane Felipe integrou-se à equipe de José Paulo Loureiro, com o objetivo de contribuir para organizar uma juventude mais participativa e, politicamente, agressiva para a campanha do governador tucano Marconi Perillo.
Ex-militante do PC do B, agora filiado ao PSDB, Gilvane Felipe tem experiência na “arte” de lidar com jovens.
Importante: o governador Marconi Perillo mantém seu apreço por Gilvane Felipe, que considera competente e leal.
A ascensão de Nayara Barcelos e, sobretudo, de Paulo do Valle em Rio Verde começa a assustar Heuler Cruvinel. Na disputa para deputado federal, Cruvinel ainda é o favorito, mas Valle e Nayara começam a cair no gosto do eleitorado.
Nayara Barcelos foi casada com Heuler Cruvinel, mas não faz uma campanha de vingança.
Em Rio Verde, até os “doutores” Milho e Soja “dizem” que, se Heuler Cruvinel (PSD) for derrotado para deputado federal e se Lissauer Vieira for eleito para deputado estadual, a situação do primeiro se complica.
Lissauer Vieira, se eleito, pode pleitear a Prefeitura de Rio Verde.
Tese de Francisco Gedda: “Karlos Cabral (PT), mesmo com muita dificuldade, vai ser reeleito deputado estadual, o que é positivo para o Legislativo, uma vez que é atuante e crítico”.
Gedda frisa que Karlos Cabral é um político consistente, propositivo e ético. “Rio Verde certamente vai elegê-lo.”
O vereador tucano Fernando Cunha, de Anápolis, decidiu não apoiar Onaide Santillo para deputada estadual. Ele coordena o palanque de Eliane Pinheiro, do PMN.
Eliane Pinheiro trabalhou durante anos com o avô de Fernandinho, o falecido Fernando Cunha, que foi deputado federal e secretário do governo de Marconi Perillo.
O PSD é curioso: tem dois deputados atuantes, Vilmar Rocha e Thiago Peixoto. Os dois também foram eficientes como secretários do governo de Marconi Perillo. No entanto, os prefeitos do partido fazem administrações consideradas pífias.
Juraci Martins, de Rio Verde, fez uma gestão competente no primeiro mandato. No segundo, parece que cansou-se da cidade e de seus moradores. Sua administração arrasta-se em campo, como a seleção brasileira que jogou contra a Alemanha na Copa do Mundo. É uma das mais frágeis e sem criatividade de Goiás. Juraci está perdendo de 10 a 0. Fica-se com a impressão de que Juraci Martins tomou gosto mesmo foi pelas vaias.
O prefeito de Formosa, Itamar Barreto, aproximando-se dos 80 anos, faz uma gestão acanhada, e apresenta a desculpa de que herdou uma dívida de quase 100 milhões de reais. De fato, um papagaio federal. Mas nenhum prefeito é eleito para ficar chorando em cima dos problemas deixados pelo antecessor. Talvez fosse o caso de Barreto renunciar e abrir espaço para alguém com mais energia. O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, deu uma melhorada, mas ainda está aquém do Célio Silveira do primeiro mandato. Falta criatividade à equipe do prefeito. Luiz Carlos Attié, de Cristalina, parece que foi acometido da maldição do segundo mandato. Ele paga salários e fornecedores e parece avaliar que administrar é apenas isto, o que, como se sabe, não é.
É possível que se os prefeitos estivessem bem, apresentando-se como exemplo positivo para a população, a situação do candidato a senador Vilmar Rocha fosse bem melhor.
O ex-prefeito de Goianésia Gilberto Naves está “quieto” em termos de eleição para governador. Mas apoia Daniel Vilela (PMDB) para deputado federal e Renato de Castro, do PT, para deputado estadual.
Gilberto é um político da mais alta qualidade. É moderno e culto. Mas, como Iris Rezende só fala de bois, soja, asfalto e mutirão, é difícil estabelecer um diálogo civializado.
Candidato a deputado federal, Daniel Vilela trabalha, em tempo integral, para derrotar o ex-peemedebista Thiago Peixoto em Catalão.
Adib Elias, ex-prefeito de Catalão, apoia Daniel Vilela. Há quem diga que atrapalha. O fato é que, embora arrogante e grosseiro, Adib Elias ainda tem alguma força política no município.
Se Marcos Abrão for eleito deputado federal, é quase certo que o PPS vai bancá-lo para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016.
Marcos Abrão, sobrinho da senadora Lúcia Vânia, fez um excelente trabalho na Agência de Habitação de Goiás. O governo Marconi Perillo, às vezes econômico nos elogios, sempre diz que o jovem executivo foi um de seus mais qualificados e eficientes auxiliares.
O deputado estadual Helio de Sousa (DEM) trabalhou, com extrema energia, pela aprovação das contas do ex-governador Alcides Rodrigues (PSB). Mas tucanos conseguiram segurá-lo.
É provável que a família de Otávio Lage só vai apoiar mais uma eleição de Helio de Sousa. Desconfia-se, em Goianésia, de sua lealdade política.
A impressão é que Vanderlan Cardoso, Antônio Gomide e os “nanicos” são candidatos a prefeito de Goiânia. Suas campanhas têm foco quase só na capital. Motivo: falta de estrutura financeira e de bases partidárias no interior.
Mesmo com a possibilidade de pressões de setores evangélicos, o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, não vai substituir seu vice, o professor e empresário Alcides Ribeiro Filho.
Vanderlan Cardoso é tido como homem de palavra. Ele está certo quando afirma que não se envolve vida pessoal de seus aliados políticos. E, depois, o meio político é extremamente maledicente e quase sempre comete os maiores exageros.
Um peemedebista diz que tem um dossiê prontinho, dos mais explosivos, sobre um aliado do candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso.
O dossiê não atinge Vanderlan Cardoso. Mas, se divulgado, fere mortalmente a candidatura de seu aliado.
No fundo, em termos de conteúdo, o dossiê é irrelevante. Mas, ainda assim, é explosivo. Ele foi produzido em Aparecida de Goiânia.
De um tucano da jovem guarda: “Antônio Faleiros deve ser eleito deputado federal porque trabalha em tempo integral, tem propostas para melhorar a qualidade de vida do povo e gosta de fato de política”.
Faleiros é sempre identificado, no interior e em Goiânia, como o secretário que qualificou o atendimento nas unidades de saúde do governo do Estado, notadamente em Goiânia.


