Bastidores
A prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento (PT), lançou três candidatos a deputado estadual. Quer eleger pelo menos, mas, sobretudo, planeja derrotar Lêda Borges. O motivo: a disputa pela prefeita em 2016. Lucimar Nascimento é candidata à reeleição e deve enfrentar exatamente Lêda Borges. Portanto, se esta for eleita deputada, fica mais forte. Se for derrotada, perde energia e prestígio político local e estadual.
Candidato a deputado estadual, Adolfo Lopes, de Valparaíso, é um dos principais esteios das candidaturas de Iris Rezende, para o governo, e Iris Araújo, para deputada federal, no Entorno do Distrito Federal. Adolfo Lopes tira votos de Lêda Borges, que, apesar de certo desgaste, ainda é forte em Valparaíso.
O prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié (PSD), apoia Giuseppe Vecci, do PSDB, e Thiago Peixoto, do PSD, para deputado federal. Para deputado estadual, Luiz Carlos Attié, que faz uma gestão considerada bisonha até pelos aliados, apoia Diego Sorgatto, de Luziânia. Sorgatto também tem o apoio do prefeito Cristóvão Tormin.
Joaquim Roriz Neto, filho de Jaqueline Roriz e neto do ex-governador Joaquim Roriz, é candidato a deputado federal por Brasília. Roriz Neto não entende nada de política. Porém, como sua mãe não pode ser candidato, ele foi para o sacrifício.
O deputado estadual Valcenor Braz, do PTB do entorno do DF, é um nome consistente para a reeleição. Valcenor enfrenta uma competição acirrada. Mas tem prestígio em várias cidades do Entorno de Brasília, como Luziânia.
Aguimar Jesuíno diz que sabe que sua eleição para o Senado é muito difícil. Seu desafio era se tornar conhecido do eleitor para que pudesse expor suas ideias e, depois, para que fossem absorvidas. O fato é que Aguimar Jesuíno, Vilmar Rocha e Marina Sant’Anna são pouco conhecidos dos eleitores goianos. “Estou impressionado com a popularidade de Marina Silva”, afirma Aguimar Jesuíno. “Ela é cercada pelo povão, e sempre com muito carinho”, acrescenta. “É um fenômeno.”
A transferência de votos em política existe, mas às vezes não é decisiva. Com a saída de José Roberto Arruda (PR) da disputa pelo governo do Distrito Federal, seu candidato, Jofran Frejat (PR), aparece em segundo lugar — empatado com o governador Agnelo Queiroz, do PT. A intenção de voto de Frejat não é ruim — o que significa que Arruda está “transferindo” votos para ele, mas não em condições de transformá-lo em líder. Quando candidato, Arruda era o líder, com 37%. O primeiro colocado, sete pontos à frente, é o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, considerado hoje como favorito para ser o próximo governador. Luiz Pitiman, do PSDB, tem 5%. Toninho, do PSOL, aparece com 3%. Perci Marrara, do PCO, não recebeu indicação. Votos nulos e brancos são 12%. 10% dos entrevistados não souberam responder. Agnelo tem uma rejeição que especialistas avaliam como intransponível — 45%. Rollemberg tem a rejeição mais baixa, 6%, o que o fortalece ainda mais. Jofran tem 13% de rejeição. Perci e Toninho aparecem com 12%, Pitiman tem 11%. O segundo turno sinaliza para um confronto entre Rollemberg, apoiado por Marina Silva, e Jofran, bancado por Arruda. Porém, apesar da rejeição gigante, Agnelo não está morto politicamente, dada sua estrutura poderosa. A pesquisa, feita entre os dias 13 e 18 de setembro, ouviu 1.204 eleitores. Está registrada no TRE-DF (DF-00043/2014). Marcelo Melo profético Numa entrevista concedida ao Jornal Opção, o ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, disse, há mais de um mês, que Rollemberg “será eleito” governador do Distrito Federal. Na época, o senador era o terceiro colocado, distante tanto de Arruda quanto de Agnelo.
A carreata-gigante do governador Marconi Perillo e do candidato a deputado estadual Gustavo Sebba está em Davinópolis (nesta quinta, 18), no Sudeste de Goiás. Sebba é aclamado como “a voz renovadora da região Sudeste de Goiás”.
O vice-governador de Goiás, José Eliton, e o pai do governador, Marconi Ferreira Perillo, também estão na carreata.
Participam do comboio mais de 400 veículos.
Os desgastes que o governador Marconi Perillo teve com a demora na expansão do eixo Anhanguera para Trindade e Senador Canedo devem ser debitados na conta do presidente da Metrobus, Padre Ferreira. Desde fevereiro, o tucano cobra do presidente da estatal a implementação do benefício, mas o projeto não saiu do papel por falta de ação da Metrobus.
Padre Ferreira deixou sua marca também no Vapt Vupt. Durante sua passagem pelo órgão, que é uma das principais vitrines da administração de Marconi Perillo, o atendimento das agências caíram de qualidade e o assunto ganhou as capas dos jornais e manchetes dos telejornais. Bastou mudar o comando que a situação se normalizou e o Vapt Vupt voltou ao padrão de excelência que o notabilizou como uma das principais vedetes do governo.
A propósito do Padre Ferreira, causa estranheza sua decisão de não assumir o mandato de deputado estadual com a saída de Helder Valin para o TCE. Ele preferiu ficar na presidência da Metrobus e abriu caminho para Vitor Priori assumir a cadeira. Estranho, muito estranho.
Com a campanha descolada da agenda do governador Marconi Perillo, o senadoriável Vilmar Rocha tem visitado em média cinco cidades por dia para se reunir com prefeitos, vereadores e lideranças, além de comícios públicos, e buscar um maior empenho da base aliada para sua candidatura. “No começo foi importante estar colado com o governador para reforçar que sou o único candidato da base aliada e aproveitar para me tornar mais conhecido, mas agora trabalho uma agenda paralela, também com comícios carreatas e encontros em todo o Estado”, explicou o candidato ao senado pela coligação A Garantia de um Futuro Melhor para Goiás.
Só nos últimos dias Vilmar Rocha já esteve em Inhumas, São Luiz de Montes Belos, Anicuns, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Jussara, Bom Jardim, Iporá, Cezarina, Guapó, Goianésia, Rio Verde, Cachoeira Dourada, Itumbiara e Pires do Rio. Em todas as cidades, o candidato participa de reuniões com cerca de 300 pessoas e pede maior empenho de todos com a eleição majoritária. Em Goianésia, por exemplo, estavam presentes lideranças de 34 municípios do Vale do São Patrício e do meio Norte goiano. “É comum, no começo da campanha, vocês ficarem preocupados em trabalhar para seus deputados”, afirmou Vilmar aos presentes. “Mas nessa reta final, é hora de focar o trabalho na eleição da chapa majoritária. É de extrema importância elegermos o governador, mas ele também precisa da minha eleição, principalmente se houver segundo turno”, completou.
Vilmar acredita que a virada em sua campanha se dará nos próximos dias e usa as recentes pesquisas como prova disso. Nos últimos levantamentos feitos por institutos como Ibope, Veritá e Serpes, o candidato da Base Aliada aparece em curva de crescimento, enquanto seu principal adversário chegou a cair até 5 pontos percentuais em uma delas. “O voto para senador é o último a ser decidido pelo eleitor. Só nesses últimos dias é que as pessoas começam a prestar mais atenção nos candidatos”, ponderou Vilmar Rocha. “Nossa campanha tem sido sem ataques e com propostas concretas e realizáveis. O eleitor tem percebido isso e, aos poucos, está abraçando o nosso projeto”, concluiu o candidato.
[Joaquim Roriz Neto, de camisa preta, tem 22 anos e quer ser o sucessor do avô]
O título não está errado, mas não está inteiramente correto. O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz está doente, faz hemodiálise com frequência, e praticamente não anda mais. Está sempre numa cadeiras de rodas. Portanto, não será candidato a nenhum cargo eletivo este ano. Na verdade, como Jaqueline Roriz, filha do político de 79 anos, teve seu registro impugnado pela Ficha Limpa, o clã decidiu lançar para deputado federal Joaquim Roriz Neto.
É provável que clã também queira confundir o eleitorado menos informado. A maioria certamente vai pensar que se trata de Joaquim Roriz, o avô, que ainda tem seu capital eleitoral em Brasília.
Joaquim Roriz Neto é filho de Jaqueline Roriz.
Candidato do Solidariedade a deputado federal reforçou campanha nos municípios goianos que circundam o Distrito Federal, como Padre Bernardo, Águas Lindas e Formosa
Em grande comício realizado para a juventude, em Itumbiara, o candidato ao senado Vilmar Rocha (PSD) afirmou que, se eleito, lutará para levar um curso de medicina para a cidade. O evento, realizado domingo, 14, na Praça da Feira da Avenida Beira Rio, reuniu milhares de jovens e contou com as presenças do vice-governador José Eliton, do prefeito Chico Bala, do ex-prefeito José Gomes e de diversos candidatos a deputado federal e estadual.
“Itumbiara é uma cidade importante, economicamente forte, estruturada e tem todas as condições de receber uma faculdade de medicina”, afirmou Vilmar Rocha em seu discurso. “Essa é também uma forma de interiorizar o atendimento e os serviços de saúde. Por isso, estipulei uma meta: caso seja eleito, vou lutar para trazer cinco faculdades de medicina para o interior de Goiás e Itumbiara será um local”, explicou.
Vilmar ressaltou ainda que, na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) autorizou 39 novos cursos de medicina no Brasil. “Só em São Paulo serão 14. Na Bahia, seis. Minas e Paraná receberão quatro cada. E sabe quanto em Goiás? Nenhum!”, destacou Vilmar.
Segundo o deputado federal, é preciso aumentar o número de cursos da área da Saúde em Goiás. Não de forma indiscriminada, mas de forma planejada, em cidades estruturadas e que já contem com campus da UFG ou da UEG. Para Vilmar Rocha, formar médicos nos locais onde eles residem faria com que eles atuassem em suas regiões de origem, mantendo-os próximos das famílias e dos amigos e aumentando a prestação de serviços de saúde no interior. “O que acreditamos é na garantia da presença dos médicos no interior, com as faculdades regionais, com hospitais universitários locais”, afirmou.
Vilmar Rocha lembrou ainda que, enquanto o Brasil importa médicos de Cuba, da Bolívia e de outros países, mais de 2 mil jovens goianos estudam medicina exatamente nesses países. “É um grande paradoxo”, afirmou. Para o candidato, o problema da falta de médicos no Brasil é crônico e ações como o Mais Médicos são apenas paliativas. “Precisamos universalizar a presença dos médicos no Brasil. O investimento em faculdades de medicina no interior atuaria nas diversas frentes de melhoria da saúde pública”, concluiu.
O peemedebista não vai disputar mandato de senador em 2018, o que aumenta a possibilidade de Daniel Vilela ser candidato a governador neste ano
Pesquisas para deputado federal e estadual são válidas quando feitas por regiões ou municípios, com o objetivo de definir a força dos postulantes nestas localidades. No entanto, em termos de todo o Estado, é praticamente impossível fazer uma pesquisa equilibrada a respeito. Um candidato a deputado pode ser eleito com os votos do Entorno do Distrito Federal, mas, se a pesquisa for feita, noutras regiões, como Norte, Sudoeste e Grande Goiânia, é possível que ele não seja citado pelos eleitores. Assim também ocorre com políticos de outras regiões, como o Sudoeste. Em 2010, Heuler Cruvinel (PSD) foi eleito deputado federal com os votos do Sudoeste, notadamente de Rio Verde, mas não aparecia em pesquisas referentes às outras regiões.
Mas há um dado curioso sobre a Grande Goiânia. As cúpulas partidárias avaliam que, dada a escassa estrutura financeira e falta de apoio político, o delegado Waldir Soares, candidato a deputado federal pelo PSDB, não será eleito. No entanto, pesquisas e levantamentos feitos na região sempre mencionam o tucano. O motivo? Não se sabe exatamente, mas é possível que as redes sociais e o intenso trabalho nas bases estejam “ajudando” o jovem político.
Na internet, o delegado Waldir é mais conhecido do que a maioria dos políticos. Não à toa é chamado de “Rei do Facebook”. Ele tem mais seguidores do que vários políticos consagrados. O que concluir? Que, “abertas” as urnas e apurados os votos, o policial pode surpreender e, de repente, ser eleito deputado federal. Quem viver, se quiser, verá — sempre afirma o tucano de bico cada vez mais longo.

