Bastidores
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Leobino Valente, novo presidente do TJGO| Foto: Wagner Soares[/caption]
É consensual: o presidente eleito do Tribunal de Justiça de Goiás, Leobino Valente, é um desembargador competente e íntegro. Não só. Ele tem uma grande capacidade de articulação e interlocução com os demais poderes e com a sociedade.
Um desembargador diz que, por ser moderno e, ao mesmo tempo, rigoroso no cumprimento da lei, Leobino Valente pretende tornar o Judiciário mais ágil e cada vez mais próximo da sociedade.
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Novo presidente do Crea, Francisco Almeida | Foto: Reprodução[/caption]
Francisco Almeida foi eleito presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), na semana passada, e vai dirigir a autarquia goiana de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2017.
Como era esperado, Francisco Almeida, um dos melhores presidentes da história do Crea, deu um “banho” em Idalino Hortêncio.
Francisco Almeida obteve 1.758 votos e Idalino Hortêncio, 822. Uma vitória acachapante, com o dobro dos votos, mas esperada.
Espera-se que, a partir de agora, o Crea participe das grandes discussões sobre Goiânia e o Estado. Aposta-se que, finalmente, acabou-se a omissão, o receio de desagradar autoridades.
De um peemedebista da jovem guarda: “Já que Iris Rezende aprecia a lealdade do vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, por que não o apoia para prefeito de Goiânia?” O peemedebista diz que, como Agenor Mariano pertence à jovem guarda do partido, mesmo os não-iristas não colocariam nenhum obstáculo à sua candidatura. Porque ninguém poderá acusá-lo de não representar a renovação. “A ‘irisdependência’ de Agenor Mariano o atrapalha junto às forças da renovação, como Júnior Friboi e Daniel Vilela, mas, por ser competente e participar ativamente da vida do partido, ninguém teria coragem de barrar sua candidatura”, afirma o peemedebista. Não são os grupos de renovação do PMDB que barram a ascensão de Agenor Mariano, e sim o próprio Iris Rezende. “Ser aliado de Iris Rezende é contentar-se em ser uma força secundária”, afirma um deputado estadual do partido.
Um deputado federal do PMDB sublinha que uma vitória de Iris Rezende para prefeito de Goiânia é um vitória pessoal, mas não é do partido, que não terá, mais uma vez, se renovado.
O prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PTB), não faz uma gestão ruim. Mas não conseguiu eleger seu candidato a deputado estadual. Jiribita (PTB) obteve apenas 10.737 votos. O ex-prefeito Geraldo Messias (PP), que vai enfrentar Hildo do Candango, conquistou 12.716 votos. Mais do que o candidato apoiado pela máquina da Prefeitura de Águas Lindas.
Ninguém entendeu os motivos de Iris Rezende ter preferido voltar para a fazenda, no Xingu, a ir ao velório do ex-prefeito de Goiânia, Darci Accorsi (PT), que morreu, na semana passada, aos 69 anos. Um peemedebista histórico apresentou uma explicação: “Iris Rezende possivelmente acredita que terá de enfrentar Adriana Accorsi na disputa pela Prefeitura de Goiânia, em 2016. Portanto, já a considera como adversária”. Ocorre que Iris, nestes casos, é sempre um homem elegante e cortês.
Friboi permanece acreditando que, em 2018, terá o apoio do PMDB e do PSDB do governador Marconi Perillo para disputar o governo. Sonho? Fantasia? Talvez ingenuidade de quem é novo no meio político.
Em Valparaíso, Lêda Borges (PSDB), que se elegeu deputada estadual este ano, vai disputar a prefeitura contra a prefeita Lucimar Nascimento (PT). Lêda Borges tem o apoio da senadora Lúcia Vânia e do deputado federal eleito Célio Silveira. Lucimar Nascimento enfrenta um problema. Ela terá a força da máquina, mas, além do desgaste de uma gestão pouco renovadora e criativa, não terá mais o apoio de Agnelo Queiroz, que, em 2016, não estará mais no governo do Distrito Federal.
Não deixa de ser curioso ou sintomático: o PT do Entorno do DF não elegeu nenhum deputado, estadual ou federal, em 2014. Mostrou fraqueza eleitoral. O Professor Silvano (7.095), Hugo Bites (1.851) e Cassiana Tormin (14.171) não obtiveram, somados, o número de votos de Lêda Borges (32.217).
O prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié, vai tão mal que não está conseguindo articular um sucessor da cidade. Tanto que está tentando buscar um político de Luziânia para disputar a prefeitura, em 2016. Recém-eleito deputado estadual, Diego Sorgatto (PSD) terá dificuldade para explicar ao eleitor de Cristalina porque, sendo de Luziânia, quer disputar mandato noutra cidade. Ele pode alegar que seu pai tem negócios na região. Mesmo assim, é inexplicável e, até, indefensável. Daniel do Sindicato (PSL) não foi eleito deputado estadual, mas em Cristalina teve mais votos do que Diego Sorgatto, que fez uma campanha com muito mais estrutura e o apoio da máquina da prefeitura.
Em Novo Gama, Sônia Chaves, do PSDB, vai terçar forças contra o prefeito Everaldo do Detran (PSL). Sônia Chaves, a favorita, dado o desgaste do prefeito, brigou com Lêda Borges e aproximou-se do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD).
A presidente Dilma Rousseff recuou de seu projeto inicial e indicou Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento e o “duro” Joaquim Levy (secretário do Tesouro do governo Lula) — defensor de um Estado mais enxuto — foi para o Ministério da Fazenda. Joaquim Levy é tido como um economista ortodoxo, pouco dado a firulas populistas. Mas é apontado como leal e cumpridor de ordens. Costuma ser rigoroso no ajuste das contas públicas e não teme cara feia.
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Foto: Divulgação/ Facebook da senadora Kátia Abreu[/caption]
Kátia Abreu é goiana, mas é senadora pelo PMDB do Tocantins. Ela também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e vai ser anunciada como ministra da Agricultura do segundo governo da presidente Dilma Rousseff.
A senadora, reeleita no pleito deste ano, é uma das vozes mais autorizadas do setor rural no País.
A presidente Dilma Rousseff convocou o economista Nelson Barbosa para uma conversa em Brasília. A petista-chefe não quer conversa de que o ministro da Fazenda terá “autonomia” — o que queria Luiz Carlos Trabuco e Henrique Meirelles — para definir a política econômica, o que o tornaria uma espécie de primeiro-ministro. Ela não quer um novo Fernando Henrique Cardoso no governo. No governo de Itamar Franco, FHC assumiu o Ministério da Fazenda e se tornou, de pronto, “primeiro-ministro”, praticamente mandando na gestão. Dilma Rousseff quer um ministro forte, mas seguindo firmemente sua orientação. A presidente não quer o Estado a serviço do mercado financeiro. Quer manter o Estado como representante da sociedade, inclusive com amparo aos setores mais carentes. Se Nelson Barbosa aceitar a tese de que é preciso um Estado necessário, não um Estado mínimo, será indicado ministro da Fazenda. Nos bastidores, comenta-se que vai aceitar a incumbência, mas vai trabalhar por um Estado um pouco menor e menos dispendioso para a sociedade, mas sem contrariar as linhas básicas do pensamento de Dilma Rousseff. O foco de Nelson Barbosa, se assumir, será fortalecer o crescimento da economia, mas sem esquecer nas apostas do desenvolvimento.
O Paço Municipal abriu negociações com o mercado imobiliário para articular o projeto de expansão urbana da Capital. Com a provável aprovação da Planta de Valores e reajuste do IPTU e ITU de forma linear, que beneficia os gigantes do segmento imobiliário -- já que o aumento progressivo afetaria diretamente os empreendimentos com maior valor venal e, claro, os especuladores -- o tema voltou à pauta do Palácio das Campinas Venerando de Freitas. As informações são de uma fonte da Câmara Municipal. Segundo ela, o segredo sombrio por trás dos quase 60% de reajuste linear é o antigo desejo (e compromisso) do prefeito Paulo Garcia (PT) de aprovar uma nova expansão urbana -- a qual a cidade, definitivamente, não comporta. "O assunto é comentado com toda a liberdade na prefeitura", revelou. Paulo Garcia não teria encontrado, ainda, o momento certo para apresentar o projeto da expansão -- haja vista que 2014 foi um ano turbulento e marcado por insatisfação social para com a atual administração municipal --, mas que, agora com a Planta de Valores "bem encaminhada", já teria sido solicitado ao grupo dos grandes do mercado imobiliário que preparassem os detalhes da proposta -- leia-se, apresentassem seus ambiciosos interesses.

