O Paço Municipal abriu negociações com o mercado imobiliário para articular o projeto de expansão urbana da Capital. Com a provável aprovação da Planta de Valores e reajuste do IPTU e ITU de forma linear, que beneficia os gigantes do segmento imobiliário — já que o aumento progressivo afetaria diretamente os empreendimentos com maior valor venal e, claro, os especuladores — o tema voltou à pauta do Palácio das Campinas Venerando de Freitas.

As informações são de uma fonte da Câmara Municipal. Segundo ela, o segredo sombrio por trás dos quase 60% de reajuste linear é o antigo desejo (e compromisso) do prefeito Paulo Garcia (PT) de aprovar uma nova expansão urbana — a qual a cidade, definitivamente, não comporta. “O assunto é comentado com toda a liberdade na prefeitura”, revelou.

Paulo Garcia não teria encontrado, ainda, o momento certo para apresentar o projeto da expansão — haja vista que 2014 foi um ano turbulento e marcado por insatisfação social para com a atual administração municipal –, mas que, agora com a Planta de Valores “bem encaminhada”, já teria sido solicitado ao grupo dos grandes do mercado imobiliário que preparassem os detalhes da proposta — leia-se, apresentassem seus ambiciosos interesses.