Bastidores
Um aliado do polêmico radialista Jorge Kajuru, apontado como possível estrela da eleição de 2016 para vereador, revela que, atendendo convite do pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, Iris Rezende, pode se filiar ao PMDB.
“Iris Rezende acredita que Jorge Kajuru pode ser um dos antídotos contra uma possível candidatura de Waldir Soares a prefeito. Iris e Kajuru são populares na periferia e, juntos, podem ‘estancar’ o crescimento do delegado”, afirma o aliado.
Por enquanto, o “passe” de Jorge Kajuru pertence a PRP do marqueteiro e empresário Jorcelino Braga (que deve apostar em Iris Rezende). Embora seja um outsider, e não precise tanto de outros políticos, no PMDB o radialista contará com uma estrutura mais ampla.
Os prefeitos do PT que vão disputar a reeleição em 2016 estão sofrendo duplamente. Primeiro, a crise econômica — além da concentração de recursos no governo federal — retirou recursos das prefeituras. Não há dinheiro para investimentos e, em alguns casos, é cada vez mais difícil pagar a folha do funcionalismo público. Segundo, a corrupção do PT, no governo da presidente Dilma Rousseff, tende a derrotar candidatos a prefeito que, a rigor, nada têm a ver com a roubalheira na Petrobrás. Políticos dizem que é possível ouvir, no interior, que o eleitorado não quer votar no PT. Em Goiás, duas prefeitas do PT, Selma Bastos, da Cidade de Goiás, e Inês Brito, de Ceres, dificilmente serão reeleitas.
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Friboi libera seu grupo político para se filiar em partidos da base do governador Marconi Perillo[/caption]
O empresário Júnior Friboi liberou seu grupo para se filiar nos partidos da base do governador Marconi Perillo. Os advogados Robledo Rezende e Francisco Bento tendem a acompanhar o tucano-chefe.
“Júnior diz que só vai se filiar a partido em 2018, possivelmente para disputar o governo do Estado. Ele afirma que o quadro nacional ‘está conturbado’ e, por isso, vai ficar quieto. Mas deve apoiar alguns candidatos a prefeito. No momento, está cuidando da organização de sua empresa, a JBS”, afirma Robledo.
“Recebi convite do PSB de Porangatu, inclusive com o indicativo de que posso disputar a prefeitura, mas estou analisando o quadro.” Parte do PSB quer se aproximar, mas não integra a base de Marconi.
Em Porangatu, se não for o candidato a prefeito, Robledo deve apoiar a candidatura de Antônio Lucena, do PRTB. “O eleitorado de Porangatu quer um candidato alternativo, ou seja, que não pertença nem ao grupo do prefeito Eronildo Valadares nem a grupo do deputado Júlio da Retífica.”
“O nosso grupo vai caminhar junto. Devemos nos filiar todos no mesmo partido. Sou homem de grupo. Antônio Lucena, o Tota, não deve ficar no PRTB. Ele é um bom nome para a prefeitura”, assinala Robledo.
Márcio Messias entregou a presidência da Comissão de Direito Bancário da OAB-Goiás. Advogado experimentado e articulador nato, Márcio não estaria “satisfeito” com a pré-campanha de reeleição do presidente da OAB, Enil Henrique. Comenta-se, no próprio grupo, que Enil é o candidato mais anti-candidato da história da Ordem. Não articula, não agrega e sua indecisão vai “expurgando” nomes para os outros candidatos. Como é amigo de Enil Henrique, Márcio não lhe faz críticas. Mas outros aliados de Enil dizem que ser aliado dele é quase como ser “adversário”. Ele não abre o jogo e sua candidatura está naufragando. “Talvez seja possível dizer que a candidatura de Enil é o Titanic da OAB.”
Engenheiro pela Universidade de São Paulo, com mestrado em economia pela Universidade de Brasília (UnB), Henrique Jayme é cotado para disputar a Prefeitura de Pirenópolis em 2016. O governador Marconi Perillo convidou-o para se filiar, em setembro, ao PSDB. O prefeito Nivaldo Melo, do PP, mostrou-se simpático à candidatura, porque, além de se tratar de renovação, o jovem é tecnicamente qualificado. Ele é filho do ex-deputado Frederico Jayme
Oito empresas estão interessadas na aquisição da Celg. A Edesa, que gere a usina de Cachoeira Dourada, seria uma delas. A companhia, propriedade da Eletrobrás (51%) e do governo de Goiás (49%), vale, segundo avaliações preliminares, de 6 bilhões a 8 bilhões de reais. Se receber 3 bilhões, o governo goiano terá de pagar empréstimo de 1 bilhão para a Caixa Econômica Federal. Se assumir o empréstimo, o governo de Goiás poderá pagá-lo parceladamente, e não de uma só vez. Assim, poderá usar o dinheiro da venda da Celg para aplicar no desenvolvimento de Goiás.
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Ernani de Paula já causa polêmica[/caption]
Nem bem voltou à sua cidade natal “política” e Ernani de Paula já causa polêmica. Depois de almoçar com Vanderlan Cardoso e obter carta branca para ingressar na legenda, o ex-prefeito despertou o que há de pior num homem: o ciúme. O vereador de primeira viagem Jakson Charles usou as redes sociais para dizer que agradece o interesse de Ernani no PSB, mas dispensa sua filiação.
Ernani é virtual candidato a vereador na cidade e Charles, única estrela do partido, teme perder o espaço de protagonista na campanha e na Câmara. Além disto, peitou o convite feito pelo presidente regional da legenda, causando uma saia justa.
Vanderlan não deve estar nada satisfeito.
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Senador Wilder Morais, hoje no DEM[/caption]
Por que o senador e empresário Wilder Morais vai se filiar ao PP e se tornar seu presidente regional?
Primeiro, porque prefere ficar na base do governo federal e, ao mesmo tempo, permanecer na base do governador Marconi Perillo (PSDB).
Segundo, a presidente Dilma Rousseff ficou profundamente comovida e agradecida ao governador Marconi Perillo, que, com o apoio do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, “deu-lhe”, de mão-beijada, mais um senador. Mais: retirou um senador do arquirrival partido Democratas, do senador Ronaldo Caiado. Não é pouca coisa, sabe-se em Brasília.
Terceiro, a ida do vice-governador de Goiás, José Eliton, para o PSDB é uma espécie de compensação. Para o PP nacional, é mais importante ter um senador, no caso Wilder Morais, do que um vice-governador.
Quarto, se não tem força no plano nacional, do ponto de vista do jogo do Congresso, José Eliton é decisivo para o jogo local do tucano-chefe. Filiado ao PSDB, o vice se tornará, se assumir o governo em abril de 2018, candidatíssimo a governador. O PSDB, se ele for reeleito, mantém, assim, o governo de Goiás.
O deputado estadual Chiquinho Oliveira pode trocar o PHS pelo PSDB. Alguns de seus aliados acreditam que só se tornará presidente da Assembleia Legislativa, entre 2017 e 2018, se estiver filiado ao partido do governador Marconi Perillo. As chances maiores de ser presidente, depois de Helio de Sousa, são de José Vitti, atual líder do governo.
A CEI das Pastinhas da Câmara Municipal de Goiânia cogitou convidar para depor um promotor de justiça. Para que, não se sabe. Pois o promotor em questão é tido como íntegro.
Pesquisas indicam que, se não houver união da base governista na Cidade de Goiás, o PMDB poderá eleger o próximo prefeito, possivelmente alguém da família Curado. Em Goiás, diz-se agora, quase todos têm desgastes. Joaquim da Farmácia e Gustavo Isaac, do PSDB, são os favoritos da base governista na Cidade de Goiás. O vice-prefeito, Rogério Azeredo, do PSD, não está bem nas pesquisas.
O governador Marconi Perillo foi decisivo para o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, trocar o PDT pelo PSDB. Marconi Perillo, próximo de Taques, articulou com o senador Aécio Neves, de Minas Gerais. Taques é apontado como uma referência ética da política brasileira.
O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, nasceu para ser diplomata, como Vilmar Rocha, mas acabou se tornando médico e, depois, político. Não aprecia conflitos inúteis, articula e concilia com rara habilidade. Mas, quando a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, aventou a possibilidade de cortar a gratificação dos servidores da Saúde, Leonardo Vilela esqueceu a diplomacia, porém sem perder a polidez, e trabalhou contra as mãos de tesoura da economista.
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Deputado federal Delegado Waldir, do PSDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Marcus Vinicius Queiroz, marqueteiro que articula para Waldir Soares, afirma que o delegado-deputado ainda não definiu em qual partido vai se filiar. “Vai depender da janela.”
Marcus Vinicius frisa que Waldir Soares ainda trabalha para ser o candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB. “O deputado tem uma vontade férrea e é muito disciplinado”, frisa.
Se não conseguir o apoio do PSDB para disputar a Prefeitura de Goiânia, o deputado Waldir Soares tende a se apresentar como “oposição a todos” — governos federal, estadual e municipal. O delegado já começa a espalhar críticas para todos os lados — passando a impressão de que acredita que tem condições de ganhar no primeiro turno.


