Clima no TCM sobre o Imas muda após sustentação oral de Mabel
07 julho 2026 às 16h37

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O prefeito Sandro Mabel pode ter marcado um ponto a seu favor após ter ido ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), na última semana, defender a manutenção da licitação que visa contratar uma empresa para gestão do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais, o Imas.
Isso porque, depois da sustentação oral do prefeito, que expôs a estrutura deficitária do instituto e detalhou a dívida que já beira os R$ 230 milhões, o clima no Tribunal, que havia decidido antes pela suspensão da homologação do processo licitatório, parece ter mudado.
Fontes do TCM ouvidas sob reserva pela reportagem afirmam que os conselheiros do Tribunal teriam ficado sensibilizados com a situação caótica do Imas apresentada por Mabel, sobretudo diante da possibilidade cada vez mais real de extinção do plano de saúde dos servidores municipais.
“Muita gente precisa do Imas. Isso é uma coisa que precisa ser analisada bem”, disse a fonte.
Leia também: Mabel volta a defender extinção do Imas caso processo de reestruturação não receba aval
Os membros do Pleno, inclusive, devem ser reunir no final desta semana para deliberar a questão. A expectativa é de que haja uma mudança de posicionamento, com a liberação do processo de licitação – considerado essencial para Prefeitura de Goiânia para a reestruturação do Imas.
Relator do processo, o conselheiro Humberto Aidar chegou a retirar o processo da pauta após a sustentação oral de Sandro Mabel para deliberação. Os conselheiros, agora, devem se reunir para cravar um posicionamento para o julgamento da pauta, que pode acontecer já na próxima semana.
No aguardo
Na semana passada, o Jornal Opção noticiou que o prefeito Sandro Mabel decidiu aguardar um posicionamento definitivo do TCM-GO sobre continuidade do processo licitatório para contratação da empresa que prestará serviços ao Imas para, então, enviar à Câmara Municipal de Goiânia o projeto de lei que promove a reestruturação do órgão.
O projeto que visa a reorganização do instituto está parado na Casa Civil, pronto para ser enviado para análise do Legislativo. O texto vai propor, por exemplo, a contribuição por faixa etária, que teria uma variação de R$ 50 a R$ 660 e aumentaria a receita do instituto em R$ 10 milhões. Outra proposta que deve constar no projeto é a padronização de prazos de carência para alguns atendimentos.
A intenção do Paço era enviar o projeto para a Câmara Municipal até, no máximo, o mês de junho, prazo que já acabou. Agora, o prefeito afirma que vai esperar a decisão do TCM quanto à licitação para contratar a empresa para, enfim, remeter o texto para crivo dos vereadores.
“Vamos enviar assim que o Tribunal der o aval para que possamos firmar o contrato. Se não der esse aval, não haverá reestruturação. Não há condições de manter o Imas”, disse Mabel.



