Por Euler de França Belém

Encontramos 16237 resultados
Paulo Henrique Amorim perde processo para Merval Pereira e terá de indenizá-lo

Paulo-Henrique-Amorim1Paulo Henrique Amorim foi condenado à pena de um mês e dez dias de prisão. Mas o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que, no lugar de ficar encarcerado, o jornalista deve pagar 30 salários mínimos para a parte ofendida, Merval Pereira, de “O Globo”, que foi chamado de “jornalista bandido”. A crítica de Paulo Henrique Amorim foi feita num texto publicado no blog Conversa Afiada, em 2012, com o título de “CPI da Veja. Dias a Merval: vale-tudo não vale nada”. O jornalista pode recorrer, mas, depois de perder em duas instâncias, dificilmente ganhará nos tribunais superiores. Até porque a ofensa é grave e, sobretudo, não há evidência algum de que Merval Pereira seja bandido. Devido à quantidade de processos, Paulo Henrique Amorim moderou sua linguagem. Mas possivelmente será processado por outros de seus textos contundentes.

Roberto Bolaños, que fez o personagem Chaves, ganhou dinheiro do narcotraficante Pablo Escobar

chavesO ator Carlos Villagran, que fazia o personagem Quico, revelou, na semana passada, que o ator Roberto Bolaños, que fazia o personagem Chaves, participou de festas regiamente pagas pelo narcotraficante colombiano Pablo Escobar, chefão do Cartel de Medelín morto pela polícia em 1993. “Eu não fui [às festas de Pablo Escobar] e tenho orgulho de dizer isso, mas Roberto foi. Não sei quantos foram com ele, mas eu não compareci. Chegaram a me oferecer 1 milhão de dólares e isso me causou arrepios”, garante Carlos Villagran

Ao se exaltar, petista Paulo Garcia deu repercussão a charge de Jorge Braga

charge-jorge-bragaUma charge até ingênua de Jorge Braga, do “Pop”, provocou polêmica na semana passada, ganhando repercussão nacional numa charge de Ique. Braga desenhou dois homens conversando e um deles disse que a Prefeitura de Goiânia está uma “zorra”. “A culpa é do Sargento Garcia” — uma referência ao prefeito Paulo Garcia, do PT. Paulo Garcia demonstrou sua irritação nas redes sociais e Cileide Alves, de maneira sutil, tentou vincular sua reação ao caso do “Charlie Hebdo”. Não tem nada a ver. O petista não pediu censura nem a cabeça do chargista. O petista tem o direito de se exaltar, de mostrar sua insatisfação. Mas pedir retratação de algo feito com humor, como uma charge, não leva a lugar algum. Na prática, se não fosse a ira de Paulo Garcia, a charge teria passado praticamente batida, num mundo em que as notícias, inclusive o humor, morrem ao nascer.

Brasileiro Bernardo Ajzenberg ganha prêmio cubano Casa de las Américas

Bernardo Ajzenberg (foto acima, da Cosac Naify) é um jornalista que escreve bem ou é de fato um escritor a ser considerado? Ex-repórter, editor e ombudsman da “Folha de S. Paulo”, Ajzenberg venceu o prêmio cubano Casa de las Américas, na categoria literatura brasileira, com o romance “Minha Vida Sem Banho” (Editora Rocco). A colombiana Adelayda Fernádez Ochoa levou o prêmio principal, com “La Hoguera Lame Mi Piel Con Cariño de Perro”. O colombiano Nelson Omero Guzmán, com o livro “Bajo el Brillo de la Luna”, levou o prêmio de poesia. O cubano José Ferrán Oliva, autor de “Cuba Año 2025”, ganhou o prêmio na categoria de melhor ensaio de tema histórico e social.

Expulso do PT, o vereador Tayone di Martino é disputado por cinco partidos

[caption id="" align="alignnone" width="620"] Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption] Os vereadores Tayrone di Martino, ligado à Igreja Católica, e Felisberto Tavares foram expulsos do PT na sexta-feira, 30. A cúpula do partido decidiu que, por não terem apoiado o aumento do IPTU, os dois políticos traíram, mais do que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, o Partido dos Trabalhadores. Tayrone está sendo disputado por PTB, PSD, PDT, PSDB, PMDB e Rede Sustentabilidade. “Recentemente, o deputado federal Jovair Arantes me ligou e disse que o PTB está de portas abertas.” [relacionadas artigos="27235"] Felisberto não compareceu à reunião para fazer sua defesa. Tayrone compareceu, fez sua defesa, com os olhos lacrimejando, e disse ter descoberto que o PT obedeceu as ordens de Paulo Garcia, que havia “jurado” expulsá-lo. “Descobri, a duras penas, que não se pode votar a favor da sociedade e contra uma decisão do PT que prejudica a coletividade”, afirma Tayrone. O vereador conta que percebeu certo constrangimento em alguns petistas. “Por que a cúpula petista não apura se procede a informação de que Paulo Garcia apoiou e votou em Iris Rezende para governador, quando o partido tinha seu próprio candidato, Antônio Gomide? Porque os que votaram pela minha cassação dependem, direta ou indiretamente, de cargos na Prefeitura de Goiânia. Se Paulo Garcia não fosse prefeito, eu não seria cassado. Ele não teria nenhuma força política, porque, fora do poder, nunca teve muita influência no partido, sempre foi do segundo escalão.” “Tenho 31 anos e estava filiado ao PT desde os 14 anos. É uma vida. Nunca me imaginei fora do partido. O PT perdeu a coerência e se perdeu, local e nacionalmente”, sublinha Tayrone. “Em Goiânia, o PT começou a atual legislatura com quatro vereadores e hoje só tem um. Quer dizer que todos, eu, Felisberto Tavares e Djalma Araújo, estão errados e o prefeito Paulo Garcia tem razão?” A partir de segunda-feira, 2, Tayrone vai reunir seu grupo para discutir o futuro político. “Quero me filiar num partido com o qual eu tenha identidade política e filosófica e no qual eu possa, de fato, defender os interesses da sociedade.”

Macalé, Enil Henrique e Alexandre Caiado vão disputar a presidência da OAB-GO na quarta-feira

Três candidatos vão disputar o mandato-tampão de presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Goiás na eleição de quarta-feira, 4: Enil Henrique de Souza, Sebastião Macalé e Alexandre Caiado. Quem foi eleito vai ficar no comando até novembro, quando será feita nova eleição, aí com todos os advogados filiados à OAB podendo votar. Os três postulantes estão em campanha aberta, conversando com todos os conselheiros (são 80 com direito a voto). O tempo é curto, mas estão se desdobrando. Macalé é o atual presidente da OAB-Goiás. Era vice-presidente e assumiu depois da renúncia de Henrique Tibúrcio, que decidiu ocupar a Secretaria de Governo de Goiás. Enil Henrique é o tesoureiro da instituição. Alexandre Caiado é o presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem. Advogados disseram ao Jornal Opção que os três postulantes têm a competência e o equilíbrio necessário tanto para defender a OAB, portanto os advogados, quanto a ordem democrática e a sociedade.

TV Globo surfa na onda e também começa a promover demissões

O jornalista Leo Dias, colunista do jornal “O Dia”, diz que a onda de demissões chegou à TV Globo; antes, estava circunscrita ao jornal “O Globo” e outro setores do Grupo Globo. “As demissões, que antes estavam restritas ao Projac, central de estúdios da emissora, acabam de chegar à sede do Jardim Botânico, onde fica o jornalismo.” Leo Dias afirma que os cortes agora estão sendo feitos na equipe técnica dos telejornais. “O ‘RJTV Segunda Edição’, que, normalmente, trabalha com três operadores de câmera no estúdio de vidro, agora passa a ter apenas dois profissionais. A outra câmera passa a ficar fixa, sem a necessidade de um funcionário”, afirma o colunista. “Na GloboNews está oficialmente extinto o cargo de auxiliar de câmeras nos estúdios de transmissão dos noticiários. A função do auxiliar é sinalizar ao apresentador todas as mudanças de câmera que acontecem durante a transmissão”, informa “O Dia”. Leo Dias atribui as demissões à diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, mas possivelmente têm a ver com a cúpula administrativa do Grupo Globo, e não com a redação. Silvia Faria pode ter sugerido demissões em áreas que, com uma equipe menor, a qualidade do jornalismo não cairá. Jornalistas não gostam de demitir e só o fazem em última instância.

É impossível não achar graça de Fábio Porchat como Globeleza

O grupo de humoristas Porta dos Fundos faz sucesso na internet e na Fox. Fábio Porchat é divertido, mesmo quando excessivo. Seu humor escrachado às vezes parece, paradoxalmente, uma conversa natural, até séria, mas é de uma graça estupenda. Com sua cara de menino levado, faz rir até o mais sisudo dos homens e mulheres. Agora, decidiu virar a Globeleza da Fox (http://www.foxplaybrasil.com.br/watch/390070851916), supostamente a realização de um sonho. Todo pintado, como a Globeleza da TV Globo, dança, pinta e borda, tendo ao lado um gari, protagonizado por Gregório Duvivier, a pitada “heterossexual” do quadro. É a vinheta de Carnaval da Fox. Bem criativa. Não é bonito de se ver? Pode até não ser. Mas é impossível não rir, ou sorrir, de Fábio Porchat dançando como se fosse o Globeleza masculino.

Quiosque mais antigo do Bougainville fecha a porta no sábado. Causa: baixo faturamento

Alegando que o baixo movimento do shopping Bougainville está puxando seu faturamento para baixo, a empresária Maria do Carmo fecha no sábado, 31, o Café & Cia (antigo Café do Ponto). O quiosque do Café & Cia é um dos empreendimentos mais antigos do Bougainville. Está instalado no shopping há mais de 20 anos. A proprietária vai manter o quiosque do Goiânia Shopping.

O restaurante Piquiras está à venda? Funcionário de Marcelo Batista garante que não

A história mais quente do mercado dos restaurantes é que o empresário Marcelo Marquez Batista (foto acima), Piquira, estaria vendendo as quatro unidades do restaurante e empório Piquiras — no Setor Marista, o mais antigo e tradicional, no shopping Flamboyant, o mais recente e mais movimentado, e nos shoppings Bougainville e shopping Buena Vista. Segundo a informação, ele estaria “reclamando muito” dos aluguéis dos shoppings e, por isso, estaria disposto a ficar apenas com o buffet. No domingo, 25, um funcionário da direção do Piquiras do Bougainville disse a um repórter do Jornal Opção que a história “não passa de fofoca, possivelmente de algum concorrente incomodado com o sucesso do Piquiras. O Marcelo não quer e não vai vender os restaurantes”.

Atriz brasileira que trabalhou com Federico Fellini morre de câncer

A atriz e cantora Vanja Orico, apontada como musa do “ciclo do cangaço”, morreu, aos 85 anos, de câncer, na quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro. A atriz e cantora trabalhou com os cineastas brasileiro Lima Barreto e o italiano Federico Fellini. Vanja Orico é uma das mais destacadas intérpretes da música “Mulher rendeira” (https://www.youtube.com/watch?v=I9kHUL1LV7Y), tema do filme “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto. Ela atuou nos filmes “Lampião — O rei do cangaço” (1963) e “Jesuíno Brilhante — O Cangaceiro” (1973). Com Fellini, Vanja Orino trabalhou em “Mulheres e Luzes” (1950). Nesse filme, canta a música “Meu Limão meu limoeiro” (https://www.youtube.com/watch?v=76FhUnonvx0). Adolfo Rosenthal, seu filho único, a dirigiu no média-metragem “Maria da Graça”.

Por que Gustafsson perdeu para Anthony Johnson? Porque pensou que estava enfrentando Jon Jones

Não pretendia comentar, nem brevemente, a luta ou quase luta entre o americano Anthony “Rumble” Johnson, atleta de altos e baixos, e o sueco Alexander Gustafsson. Porém, como os craques Rayana Caetano, Rafael Teodoro, Ricardo Spindola e Carlos Willian, embora mais qualificados para comentar lutas de MMA, ficaram silentes e vários amigos do Facebook praticamente exigiram que eu desse uma palavrinha a respeito, estou aqui, mais uma vez, discutindo a 17ª arte (o boxe é a sétima, um pouco acima do cinema). A pergunta é: por que Gustafsson perdeu? Fica-se com a impressão de que somos, para usar um termo Frankenstein, impactados mais pela derrota do que pela vitória? A pergunta apropriada deveria ser outra: “Por que Johnson ganhou?” Por que preferimos a primeira indagação? Porque as pessoas estavam de olho muito mais em Gustafsson, que supostamente, segundo o próprio Johnson, derrotou Jon Jones e, segundo os fãs do sueco, teria sido garfado pelos jurados. Pois o problema de Gustafsson talvez seja exatamente Jon Jones. É possível que tenha visto em Johnson apenas uma escada para voltar a se aproximar do excepcional campeão. Ele parece ter subido ao octógono não para lutar contra Johnson, e sim para participar de um simulacro de treino com vista a pegar o rei da categoria meio-pesado. A cachola do sueco parecia estar longe. Parecia ter se preparado mais para enfrentar Jon Jones do que Johnson. Na luta contra Jon Jones, Gustafsson sacou com mestria o jogo do oponente americano, por isso batia e escapava. Só começou a perder quando cansou-se, porque movimentou-se de maneira excessiva pelo octógono, e aí Jon Jones aproximou-se e começou a bater forte e a metralhar o sueco com seus cotovelos-metralhadoras. O repertório do americano é vasto e, se o oponente se cansa, adeus: o pau come. Como dizem os comentaristas do canal Combate, ele “passa o carro”, quer dizer, atropela o oponente. De olho em Jon Jones, mas, tendo de lutar contra Johnson, Gustafsson parece ter se esquecido que seu adversário é um pegador mortal. O jogo apropriado era jabear e mantê-lo a distância, até cansá-lo. Como não fez de maneira precisa o jogo das escapadas, para deixar Johnson com os braços pesados e o fôlego curto, o sueco tornou-se um alvo fixo, quase um saco de pancadas. Aí, como nocauteador atroz, Johnson o pegou e não lhe nenhuma chance. O erro de Gustafsson, um bom lutador mas nada excepcional, talvez tenha sido treinar e preparar sua cabeçorra para enfrentar Jon Jones, e não Johnson, um pegador. Parece impossível que seus treinadores tenham cometido este erro? É provável que o erro não tenha sido do técnico ou do técnicos, e sim do próprio sueco — que já estava de olho no título e, claro, na grana. Imagine um campeão meio viking nos Estados Unidos, uma espécie de Greta Garbo do octógono. O sujeito, se brincar, ainda vai parar em Hollywood. O que fará Gustafsson daqui pra frente? Não sei, porque não tenho bola de cristal, mas possivelmente enfrentará Daniel Cormier e, se vencer de maneira convincente — Cormier é outro Johnson, um pouco mais versátil —, talvez seja colocado no octógono para lutar contra o vencedor da batalha entre Jon Jones e Anthony Johnson. Como acredito que o campeão vai derrotar o desafiante — atacando Johnson de maneira incisiva, mas usando a envergadura para evitar seu boxe fatal —, entre 2015 e 2016 o sueco estará de volta ao octógono para enfrentar Jon Jones.

Jornais e portais nem falam da série Felizes para sempre? Só querem mostrar a nudez de Paolla Oliveira

Quando cachorros e macacos aparecem em filmes não tem mais para ninguém — nem para a mocinha, especialmente se estiver vestida. O mesmo ocorre quando atrizes bonitas são mostradas nuas em filmes, peças de teatro e séries de televisão. Os olhos de todos — inclusive e, quem sabe, sobretudo dos jornalistas — voltam-se para as cenas de nudez. A bela Paolla Oliveira (acima), de “corpo escultural”, disseram jornais e portais na quarta-feira, 28, aparece seminua na série “Felizes para sempre?”, de Fernando Meirelles, exibida pela TV Globo. Mega-Sena acumulada? Joaquim Levy, o arauto do caos, divulgando outra má notícia? Que nada! Só deu Paolla Oliveira, com “com dois eles”, explicou um jornal, corrigindo um internauta. Paolla Oliveira (que muitos chamam de “Paôla”, mas a pronúncia é “Páula” mesmo, como se faz na Itália) “brilha”, sugeriram, como a garota de programa Danny Bond (o autor da série não podia ser mais “criativo”, pois a jovem é, na série, uma “matadora”). De “luxo”, avisaram, talvez com água na boca, os jornalistas que escreveram as reportagens. Convocada para “melhorar” as relações entre um casal, representado por Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz, Danny Bond participa, com certa volúpia, quem sabe — num realismo que melhora a realidade, é possível —, de um “ménage à trois”. Uma internauta, mais realista do que os textos dos jornais, escreveu: “A mulher quer salvar o casamento e chama a Paolla Oliveira?” De fato, não dá pé. Fica-se com a impressão de que quer se “salvar” é do marido — empurrando-a para a Bond girl. Por que os jornais deram tanto espaço para a série, quer dizer, para a fotografia de Paolla Oliveira com uma calcinha preta minúscula? Por nada, não. Só para atrair audiência. E o Jornal Opção? Para não ser hipócrita, seguiu pela mesma seara. Ah, e a série? E alguém se importa com isso se tem a Paolla Oliveira para olhar?! A série, se levada ao DVD, deve mudar de nome: “Paolla Oliveira — Nua para sempre”. É mais realista e, mesmo, imaginativo.

Fidel Castro, que não rejeitou acordo com EUA, recebe Frei Betto. Liberalização à vista? Quem sabe

Pelo menos seis brasileiros são considerados “fidelistas” em Cuba: Lula da Silva, Dilma Rousseff, José Dirceu, Chico Buarque, Fernando Morais e Frei Betto. “Fidel e a Religião” (de 1985) resulta de uma longa entrevista feita pelo dominicano brasileiro Frei Betto. O livro se tornou best seller internacional. Em Cuba, entre crentes e ateus, se tornou uma espécie de bíblia. Cada resposta de Fidel Castro é um “versículo”. Na quarta-feira, 28, o jornal mais importante do País, o “Granma” — porta-voz do Partido Comunista Cubano, quer dizer, da família Castro —, noticiou, com destaque, novo encontro entre Fidel Castro, de 88 anos — consta que com lapsos de memória, quase demenciando —, e Frei Betto, da Igreja Católica. O encontro entre Fidel Castro e Frei Betto ocorreu na terça-feira, 27, em Havana (por questões de saúde, o longevo ditador não sai mais de Cuba). “O companheiro Fidel e o destacado intelectual brasileiro Frei Betto sustentaram na tarde de ontem [terça-feira] uma conversa amistosa, durante a qual abordaram variados temas nacionais e internacionais”, sublinha o “Granma”. Quais temas depreende-se que sejam segredo de Estado. “O encontro se desenvolveu num clima afetuoso, característico das amplas e fraternais relações existentes entre Fidel e Betto”, acresceu o jornal. Cubanos sugerem que, embora muito doente e meio desconectado da realidade, Fidel Castro ainda é a autoridade suprema da Ilha. Raúl Castro, antes de tomar alguma decisão importante, visita o homem que liderou a Revolução de 1959 e lhe pede orientações sobre quais caminhos trilhar. Tolo aquele que acreditar que a aproximação com os Estados Unidos tenha se dado única e exclusivamente pela boa vontade de Raúl Castro e por sugestão do papa Francisco, da Igreja Católica. Na segunda-feira, 26, Fidel Castro disse que não rejeita acordos, como o feito recentemente com os Estados Unidos, que provavelmente colocará fim ao embargo econômico — que, na prática, só existe porque Cuba não tem dinheiro para comprar mercadorias no mercado internacional (quem tem, como o Irã e a Rússia, burla quaisquer embargos) —, mas frisou que permanece “desconfiado” do velho “inimigo”. Washington, mais maleável, viu a fala de Fidel Castro como um “sinal positivo”. Uma porta aberta, quase escancarada. Fidel Castro, como discípulo mais de Maquiavel e Hobbes do que de Marx (que, como as obras de Fernando Henrique Cardoso, não serve para o dia a dia da política e da economia), sabe que não se arromba portas abertas. Aposta-se que o estabelecimento de relações abertas entre Estados Unidos e Cuba com Fidel Castro ainda vivo — acreditava-se na suspensão do embargo tão-somente depois de sua morte (o embargo é um dos fatores responsáveis pela longevidade da dinastia Castro no poder) — tende a contribuir para liberalizar, aí de modo definitivo, o regime pós sua morte. Raúl Castro, visto como um “duro” devido à sua história como executor-mor da Revolução, é interpretado pela diplomacia internacional como menos culto do que o irmão, porém mais maleável a um sistema menos fechado. A tese de uma mini-China no Caribe é de Raúl Castro, não de Fidel Castro. Curiosidade: as pernas de Fidel Castro parecem mais finas do que de hábito.

Wilson Silvestre é nomeado para a diretoria de Monitoramento de Comunicação em Brasília

O jornalista Wilson Silvestre, ex-Jornal Opção e ex-“O Popular”, tomou posse no cargo de diretor de Monitoramento de Comunicação do governo do Distrito Federal na sexta-feira, 23. Wilson Silvestre trabalhou, nos últimos quatro anos, como gerente setorial de comunicação da extinta Secretaria de Agricultura do governo de Goiás. “Trabalhar com o competente Antônio Flávio Camilo de Lima foi uma grande experiência. Trata-se de um executivo bem informado e preparado”, frisa. Em Brasília, o jornalista mantém ligações com o deputado federal eleito Rogério Rosso (PSD) e com o senador Gim Argello (PTB). Em Goiás, é ligado, politicamente, ao governador Marconi Perillo (PSDB) e ao deputado federal Vilmar Rocha (PSD). [Foto do Facebook do jornalista]