Por Euler de França Belém
Hugo Goldfeld, presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), produtor rural e sócio da concessionária Govesa, foi operado na terça-feira, 20, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a retirada de um tumor no intestino. A cirurgia foi bem-sucedida.
Os médicos constataram que não há metástase e Hugo Goldfeld se recupera bem. Ele tem 71 anos.
(Fotografia de Fernando Leite, do Jornal Opção)
O jornalista Oswaldo Buarim Jr,. de 49 anos, morreu de infarto no sábado, 17, em Brasília. Era gerente de comunicação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Jornalista experimentado e competente, Buarim Jr. trabalhou no “Jornal de Brasília”, no “Jornal do Brasil”, na revista “Época”, na “Folha de S. Paulo” e no “Correio Braziliense”.
Segundo o Portal dos Jornalistas, Buarim Jr. trabalhou nas campanhas da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014, como consultor.
Ele era casado com a jornalista Marina Oliveira e deixa dois filhos, David, de 9 anos, Ciro, de 23 anos, e a enteada Mila, de 16 anos.
[A fotografia é do Portal dos Jornalistas.]
A jornalista relata que pretende apresentar um programa na tevê paga e que vai estudar e viajar mais
A Fazer Comunicação Integrada assumiu a assessoria de imprensa da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança na terça-feira, 20. Entrevistas com o pessoal da Abese devem ser feitas a partir de contato com Wanderley Oliveira, por meio dos telefones (11) 3127-7226, (11) 5088-6690, cel.: (11) 99274-1012 — e pelo e-mail [email protected]. A Abese, criada em 1995, conta com 400 associados no Brasil. Seu objetivo é “fortalecer, capacitar e regulamentar o mercado de sistemas eletrônicos de segurança”.
Um trecho da reportagem de O Popular é praticamente idêntico, com ligeira adaptação, ao texto da reportagem da Folha de S. Paulo
Os primeiros volumes, em edição caprichada, saem em fevereiro, com ensaios de Silviano Santiago e Antonio Arnoni Prado e sugestões de leitura
A “Folha de S. Paulo” publicou no domingo, 18, a reportagem “Novos riscos prosperam com agronegócio, assinada por Julio Wiziack. Na primeira página, o jornal titula: “Regiões Norte e Centro-Oeste ganham mais milionários”. O foco da matéria é mostrar que “um brasileiro com espírito empreendedor tem mais chance de fazer fortuna no Norte e no Nordeste do que no eixo Sul-Sudeste”. O número de milionários mais do que dobrou em Goiás entre dez anos, entre 2003 e 2013, segundo a Receita Federal. Saltou de 319 para 688. No Tocantins pulou de 10 para 61 os milionários. Os dados da RF são baseados em informações declaradas, portanto estão subestimados. O número de milionário é bem maior, sugere a “Folha”.
De onde saem tantos milionários? Do agronegócio, conclui a reportagem. “Em 2003, o governo federal turbinou os incentivos para os produtores rurais, mirando os elevados preços das commodities agrícolas no exterior. O agronegócio, que já era forte na exportação, virou motor da economia. Os produtores de minérios também surfaram nessa onda.”
Segundo a “Folha”, consultorias estrangeiras avaliam que, “em 2007, já após o ‘efeito commodity’, o Brasil contava com 130 mil afortunados (com mais de US$ 1 milhão em aplicações financeiras). Hoje, seriam 230 mil”.
A “Folha” menciona dois milionários — um do Tocantins e um de Goiás. Gustavo Rizatti se tornou milionário com a construtora Inovatec, em Palmas, no Tocantins. Construiu um edifício e, com o dinheiro, investiu em novos imóveis e se tornou milionário.
Um dos casos mais interessantes citados pela “Folha” é o do empresário Ismael Alves de Almeida (foto acima), de 35 anos. Seu pai, quebrado pelo confisco da poupança no governo de Fernando Collor, decidiu fabricar picolé e ele mesmo decidiu vendê-los nas ruas. Clóvis, o patriarca, criou a marca Milka, no Setor Coimbra, que, rapidamente, se tornou um sucesso. Cresceu tanto que a família criou outra marca, a Frutos do Cerrado, porém, como o empreendimento ganhou o país e até o exterior, a marca teve de ser mudada para Frutos do Brasil. Em 2015, segundo estimativa, a empresa deve faturar 13 milhões de reais, com a produção saltando de 400 mil para 1 milhão de picolés. Há lojas franqueadas em 12 Estados. “Vendemos tudo o que fabricamos”, afirma Ismael Alves de Almeida.
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O humor do “Charlie” e o humor do brasileiro Chico Caruso: ninguém, nem mesmo políticas totalitárias, pode conter os artífices do riso[/caption]
Não existe humor reverente. Quando a favor aproxima-se da publicidade e, portanto, deixa de ser humor. Portanto, quem não aprecia a vida apresentada de modo escrachado e transgressor — arrancando-nos do lugar comum para exibir o inusitado, aquilo que provoca o riso e, às vezes, irrita — deve passar ao largo. O humor de verdade é quase sempre ofensivo e contundente — daí incomodar tanto e não há como enfrentá-lo, exceto com graça ou, como no caso dos inimigos dos criadores do “Charlie Hebdo”, com violência, sobretudo física.
O humor não funciona quando é ideológico, e incomoda tanto a direita quanto a esquerda e o centro político. O humor agrada porque é criado para desagradar. Sua função, se há uma, não é mudar o mundo ou fazer as pessoas mudarem de posição, mas sim fazer rir — riso solto ou contido — todos, desde que não fanáticos. Acredito que até fanáticos, num momento relax, riem do humor corrosivo. Porém, na presença de outros fanáticos, atacam as charges e seus criadores com, digamos, volúpia. Excesso de violência — de ódio por alguma coisa ou alguém — é paixão recalcada.
Para o humorista, chargista ou não, deus não é o dos árabes, Maomé, ou o dos cristãos, Deus. É o humor. Por isso não se deve, para não perder tempo, cobrar limites dos humoristas, categoria à qual pertencem os chargistas. Imaginem os escritores Oscar Wilde, Bernard Shaw, H. L. Mencken e Nelson Rodrigues “contidos”, sem poder escrever seus fabulosos textos e frases politicamente incorretos. Bem, se fosse possível “segurá-los”, no seu tempo, os leitores atuais certamente não estariam citando o quarteto. O terreno da arte e do humor é o da liberdade total, ainda que isto, em tese, seja uma quimera. O humor, de tão radical e libertário — infenso a qualquer controle —, está a um passo da “ilegalidade”.
Na última edição do “Charlie”, Maomé aparece na capa com um cartaz com os dizeres “Je Suis Charlie” (“Eu Sou Charlie”), com uma lágrima nada furtiva saltando, como se, digamos, fosse a culpada do assassinato de dez chargistas e jornalistas e dois policiais, em Paris. Chico Caruso deu uma sugestão para “os colegas do ‘Charlie’”: uma charge na qual, acima da caricatura de Maomé, está escrito: “Este não é Maomé”. Abaixo, “isto não é um desenho de humor!”
(Não deixa de ser comovente a fila quilométrica para comprar o “Charlie Hebdo” pós-tragédia. As pessoas querem, antes de tudo, um souvenir. Fico a pensar: a revista “Realidade” que saiu com Fidel Castro na capa, em 1959, deve ter vendido acima da média, quem sabe com filas nas bancas. Quantos, 56 anos depois, guardam seu exemplar? Poucos, certamente. Meu exemplar, herança do meu pai, Raul Belém, resiste bravamente numa gaveta, ao lado da “Veja” número 1.)
Um dos mais importantes poetas e tradutores brasileiros, Manuel Bandeira manteve casos com alemã, holandesa e várias brasileiras, sempre com discrição. Cineasta disse que sua agenda amorosa era rica
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Roberto Carlos, na versão de Erasmo Carlos, não teria humilhado o cantor e músico Tim Maia[/caption]
A realidade, objeto desconhecido, é feita de pedaços de ficção — assim como a ficção é feita de retalhos da realidade. As duas acabam sendo criadas pela imaginação dos indivíduos. Biógrafos experimentados, ao compor a história de uma pessoa de vida complexa, têm de publicar, no mais das vezes, versões aproximadas do que lhe parece mais, digamos, real. O músico, compositor e cantor Tim Maia está muito bem perfilado no livro “Vale Tudo — O Som e a Fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta. Ainda assim, há lacunas e elogios excessivos, sobretudo à música do artista, que não merece uma análise estética mais detida. O filme “Tim Maia”, de Mauro Lima, é tão bom quanto a biografia de Nelson Motta.
Porém, se os compositores austríaco Mozart e alemão Beethoven ainda são amplamente discutidos, o que sugere que suas obras e vidas ainda são controversas, mesmo tendo morrido há 227 anos e 188 anos, respectivamente, imagine a vida e a obra de Tim Maia, que morreu há 17 anos. Não dá, portanto, para falar em biografia definitiva de ninguém, muito menos de quem ainda desperta paixões fortes, como é o caso do brasileiro. Não há verdades que não podem se tornar mentiras, ou ao menos histórias contadas pela metade, de maneira excessiva ou contida.
No filme “Tim Maia”, Mauro Lima sublinha que, famoso, Roberto Carlos, mais do que esnobou, humilhou o colega. Na pior, o futuro rei do soul tropical pede ajuda e um assistente de Roberto Carlos amassa notas de dinheiro e as joga no chão. O próprio cantor lhe dá botas usadas, o que não significa, necessariamente, velhas, ou muito velhas. A história é verdadeira? Não se sabe. Na versão adaptada para televisão, a Globo cortou o trecho e colocou um depoimento de Roberto Carlos. Este elogia o “amigo”.
Na quarta-feira, 14, Leonardo Rodrigues, do UOL, entrevistou Erasmo Carlos, que pôs mais lenha na fogueira. O Tremendão avalia que a cena do filme pode não ter ocorrido e sugere que, como Tim Maia morreu, o único que pode esclarecê-la é Roberto Carlos. Se verdadeira, logicamente, há testemunhas — até agora, não apresentadas por Mauro Lima. “Eu nunca vi na minha vida nenhuma equipe de nenhum artista fazer uma coisa parecida com o que o cara faz no filme”, afirma Erasmo Carlos.
Procede a impressão de que Mauro Lima, com um único filme, quer se tornar dono da imagem, a “verdadeira”, de Tim Maia? Talvez não. Mas o diretor de cinema talvez tenha de admitir que há alguma possibilidade daquilo que apresenta como fato ser, na verdade, mezzo ficção.
Roberto Carlos deve descer do pedestal e posicionar-se, de maneira decidida, sobre o fato. Por não ser imortal, precisa deixar versões registradas para o confronto com outras versões. Se continuar ausente, ou patrocinando versões apenas edulcoradas, sua história se tornará lacunar ou então será contada tão-somente por quem tem suas próprias interpretações de suas músicas e de sua vida.
Gertrud querida, Tenho recebido muito chocolate, mas carta nenhuma. Gosto muito de chocolate, os que você mandou são deliciosos, mas gosto ainda mais de suas cartas. Tenho andado muito ocupado traduzindo — imagine? Mireille, de Mistral. Tradução em verso. Nunca fui grande apreciador de Mistral, mas a proposta era tentadora e eu traduzo com prazer, acho uma boa ginástica. Mas a princípio quase desisti, porque o primeiro verso do poema é: “Cante uno chato de Prouvènço”. Quer dizer: “Canto uma moça da Provença”. Em provençal “moça” é “chato”. Que língua! Já traduzi o primeiro canto. São onze! [relacionadas artigos="26242"] Moussy* ficou encantada com a sua carta. Já lhe respondeu? Ela anda muito sem animação para os trabalhos. Ainda não começou o seu “blotter”. Começa as coisas e não acaba. A falta de memória tem se agravado e traz sempre complicações. Felizmente arranjou-se uma empregada (por Manolita) que tem boas maneiras, cozinha mais ou menos, mas está se dando bem com ela. E Jo em Bruxelas? Moussy está entusiasmada, sentindo Jo mais perto, porque Bruxelas lhe é muito familiar., era o petit Paris da família quando Moussy era menina e mocinha. O calor aqui já começou: quando chegará o tempo de fazermos troca de frio e calor entre latitudes? Escreva, minha bela. Tenho saudades de você, dos beijos intermináveis, dos olhos muito sérios e de repente o sorrisinho inefável... Com muito carinho M. Nota da revista “Época” Moussy é “holandesa com quem Bandeira manteve um relacionamento de 57 anos”. Notas do Jornal Opção 1 — Moussy era Frederique (Frédy) Henriette Simon Blank, casada com o brasileiro Carlos Blank. Quando ela morreu, Manuel Bandeira escreveu para sua filha, Joanita: “Depois da perda de Moussy eu vivo numa tristeza de morte. Não tenho mais o gosto que tinha: perdi o gosto da leitura e até da música. Acho tudo pau”. O trecho da carta está no livro “A Trinca do Curvelo — Manuel Bandeira, Ribeito Couto e Nise da Silveira”, de Elvia Bezerra. Editora Topbooks. Elvia Bezerra acrescenta: “Madame Blank e Manuel Bandeira desenvolveram uma amizade especial, preservada com extremo carinho pelo poeta. Uma amizade que durou até a morte dela, em 1964, e que foi continuada pelos filhos e netos” (página 60). Elvia Bezerra é recatada. 2 — Como Manuel Bandeira traduziu a chilena a poeta chilena Gabriela Mistral, vale não confundir com o poeta francês Frédéric Mistral (1830-1914), que é citado na carta.
O ex-prefeito de Porangatu Luiz Antônio de Carvalho (foto acima), mais conhecido como Luiz do Gote (Gote era seu pai), morreu na madrugada de sábado, 17, em São Paulo. O corpo será velado no Sindicato Rural de Porangatu — ele foi produtor rural na região Norte, criador de gado — e será enterrado às 16 horas.
Luiz do Gote foi prefeito de Porangatu por duas vezes e era considerado um administrador eficiente e rigoroso, às vezes até autoritário. Na primeira gestão, na década de 1970, considerada bem-sucedida, conseguiu fazer o sucessor, o médico Trajano Gontijo. Na gestão de Trajano, funcionou como uma espécie eminência parda.
No seu segundo governo, Luiz do Gote sucedeu o engenheiro Jarbas Macedo. Ligado à Arena, depois ao PDS, Luiz do Gote, mais tarde, aproximou-se do PMDB e de Iris Rezende.
O aforismo “pobre México: tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos” pode ser refeito, em parte, com a grande notícia da semana em termos de imprensa. O bilionário mexicano Carlos Slim — fortuna avaliada em 73 bilhões de dólares — se tornou, na semana passada, o acionista majoritário de um símbolo máximo dos Estados Unidos, seu principal jornal, o “New York Times”. Talvez seja possível dizer: “Pobre ‘New York Times: tão longe de Deus e tão perto do México”. Depois de fazer um empréstimo para o “Times”, Carlos Slim comprou mais ações e agora tem 16,8% da Time Co., grupo que dirige o jornal. Os Estados Unidos ampliou seu território abusando de atos violentos contra o México. Agora, via finanças, o México compra uma “parte” significativa dos Estados Unidos, um de seus símbolos culturais e de poder. O “Times” é o World Trade Center da imprensa americana.
O ex-jogador Alex, que estava no Coritiba e brilhou em vários times, como o Palmeiras, é o mais novo comentarista esportivo da ESPN. Em campo, Alex era craque, às vezes lembrando Eneias, o da Portuguesa, com suas “ausências” do jogo. Na televisão, com sua ampla visão do que é futebol, certamente vai brilhar.
De futebol, Alex entende, e muito. Precisa tão-somente aprender a falar para os telespectadores. Os debates esportivos são centrados mais no ego dos comentaristas e os telespectadores são quase sempre esquecidos. PVC brilha porque jamais esquece de que não está falando para convertidos. Ele dialoga com aqueles que estão assistindo, entendem de futebol, mas não são especialistas. É didático, com seus muitos dados, mas não é chato nem pretensioso.
Jornais precisam de pautas que provocam polêmica, e políticos — não apenas José Nelto, do PMDB — são experts em produzir pautas que não levam a nada. A história do fim do Tribunal de Contas dos Municípios, que também já foi ventilada pelo Jornal Opção, é quase tão velha quanto Matusalém. Mas o que o leitor deve saber, agora e sempre, é que o TCM não será extinto. Assim como deputados — ou um deputado — não querem seu fim. Alguns querem tão-somente ser conselheiros. O resto é ficção.

