Por Euler de França Belém
Três candidatos vão disputar o mandato-tampão de presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Goiás na eleição de quarta-feira, 4: Enil Henrique de Souza, Sebastião Macalé e Alexandre Caiado. Quem foi eleito vai ficar no comando até novembro, quando será feita nova eleição, aí com todos os advogados filiados à OAB podendo votar. Os três postulantes estão em campanha aberta, conversando com todos os conselheiros (são 80 com direito a voto). O tempo é curto, mas estão se desdobrando. Macalé é o atual presidente da OAB-Goiás. Era vice-presidente e assumiu depois da renúncia de Henrique Tibúrcio, que decidiu ocupar a Secretaria de Governo de Goiás. Enil Henrique é o tesoureiro da instituição. Alexandre Caiado é o presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem. Advogados disseram ao Jornal Opção que os três postulantes têm a competência e o equilíbrio necessário tanto para defender a OAB, portanto os advogados, quanto a ordem democrática e a sociedade.
O jornalista Leo Dias, colunista do jornal “O Dia”, diz que a onda de demissões chegou à TV Globo; antes, estava circunscrita ao jornal “O Globo” e outro setores do Grupo Globo. “As demissões, que antes estavam restritas ao Projac, central de estúdios da emissora, acabam de chegar à sede do Jardim Botânico, onde fica o jornalismo.” Leo Dias afirma que os cortes agora estão sendo feitos na equipe técnica dos telejornais. “O ‘RJTV Segunda Edição’, que, normalmente, trabalha com três operadores de câmera no estúdio de vidro, agora passa a ter apenas dois profissionais. A outra câmera passa a ficar fixa, sem a necessidade de um funcionário”, afirma o colunista. “Na GloboNews está oficialmente extinto o cargo de auxiliar de câmeras nos estúdios de transmissão dos noticiários. A função do auxiliar é sinalizar ao apresentador todas as mudanças de câmera que acontecem durante a transmissão”, informa “O Dia”. Leo Dias atribui as demissões à diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, mas possivelmente têm a ver com a cúpula administrativa do Grupo Globo, e não com a redação. Silvia Faria pode ter sugerido demissões em áreas que, com uma equipe menor, a qualidade do jornalismo não cairá. Jornalistas não gostam de demitir e só o fazem em última instância.
O grupo de humoristas Porta dos Fundos faz sucesso na internet e na Fox. Fábio Porchat é divertido, mesmo quando excessivo. Seu humor escrachado às vezes parece, paradoxalmente, uma conversa natural, até séria, mas é de uma graça estupenda. Com sua cara de menino levado, faz rir até o mais sisudo dos homens e mulheres. Agora, decidiu virar a Globeleza da Fox (http://www.foxplaybrasil.com.br/watch/390070851916), supostamente a realização de um sonho. Todo pintado, como a Globeleza da TV Globo, dança, pinta e borda, tendo ao lado um gari, protagonizado por Gregório Duvivier, a pitada “heterossexual” do quadro. É a vinheta de Carnaval da Fox. Bem criativa.
Não é bonito de se ver? Pode até não ser. Mas é impossível não rir, ou sorrir, de Fábio Porchat dançando como se fosse o Globeleza masculino.
Alegando que o baixo movimento do shopping Bougainville está puxando seu faturamento para baixo, a empresária Maria do Carmo fecha no sábado, 31, o Café & Cia (antigo Café do Ponto). O quiosque do Café & Cia é um dos empreendimentos mais antigos do Bougainville. Está instalado no shopping há mais de 20 anos. A proprietária vai manter o quiosque do Goiânia Shopping.
A história mais quente do mercado dos restaurantes é que o empresário Marcelo Marquez Batista (foto acima), Piquira, estaria vendendo as quatro unidades do restaurante e empório Piquiras — no Setor Marista, o mais antigo e tradicional, no shopping Flamboyant, o mais recente e mais movimentado, e nos shoppings Bougainville e shopping Buena Vista. Segundo a informação, ele estaria “reclamando muito” dos aluguéis dos shoppings e, por isso, estaria disposto a ficar apenas com o buffet.
No domingo, 25, um funcionário da direção do Piquiras do Bougainville disse a um repórter do Jornal Opção que a história “não passa de fofoca, possivelmente de algum concorrente incomodado com o sucesso do Piquiras. O Marcelo não quer e não vai vender os restaurantes”.
A atriz e cantora Vanja Orico, apontada como musa do “ciclo do cangaço”, morreu, aos 85 anos, de câncer, na quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro. A atriz e cantora trabalhou com os cineastas brasileiro Lima Barreto e o italiano Federico Fellini.
Vanja Orico é uma das mais destacadas intérpretes da música “Mulher rendeira” (https://www.youtube.com/watch?v=I9kHUL1LV7Y), tema do filme “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto. Ela atuou nos filmes “Lampião — O rei do cangaço” (1963) e “Jesuíno Brilhante — O Cangaceiro” (1973).
Com Fellini, Vanja Orino trabalhou em “Mulheres e Luzes” (1950). Nesse filme, canta a música “Meu Limão meu limoeiro” (https://www.youtube.com/watch?v=76FhUnonvx0).
Adolfo Rosenthal, seu filho único, a dirigiu no média-metragem “Maria da Graça”.
Não pretendia comentar, nem brevemente, a luta ou quase luta entre o americano Anthony “Rumble” Johnson, atleta de altos e baixos, e o sueco Alexander Gustafsson. Porém, como os craques Rayana Caetano, Rafael Teodoro, Ricardo Spindola e Carlos Willian, embora mais qualificados para comentar lutas de MMA, ficaram silentes e vários amigos do Facebook praticamente exigiram que eu desse uma palavrinha a respeito, estou aqui, mais uma vez, discutindo a 17ª arte (o boxe é a sétima, um pouco acima do cinema). A pergunta é: por que Gustafsson perdeu? Fica-se com a impressão de que somos, para usar um termo Frankenstein, impactados mais pela derrota do que pela vitória? A pergunta apropriada deveria ser outra: “Por que Johnson ganhou?” Por que preferimos a primeira indagação? Porque as pessoas estavam de olho muito mais em Gustafsson, que supostamente, segundo o próprio Johnson, derrotou Jon Jones e, segundo os fãs do sueco, teria sido garfado pelos jurados.
Pois o problema de Gustafsson talvez seja exatamente Jon Jones. É possível que tenha visto em Johnson apenas uma escada para voltar a se aproximar do excepcional campeão. Ele parece ter subido ao octógono não para lutar contra Johnson, e sim para participar de um simulacro de treino com vista a pegar o rei da categoria meio-pesado. A cachola do sueco parecia estar longe. Parecia ter se preparado mais para enfrentar Jon Jones do que Johnson.
Na luta contra Jon Jones, Gustafsson sacou com mestria o jogo do oponente americano, por isso batia e escapava. Só começou a perder quando cansou-se, porque movimentou-se de maneira excessiva pelo octógono, e aí Jon Jones aproximou-se e começou a bater forte e a metralhar o sueco com seus cotovelos-metralhadoras. O repertório do americano é vasto e, se o oponente se cansa, adeus: o pau come. Como dizem os comentaristas do canal Combate, ele “passa o carro”, quer dizer, atropela o oponente.
De olho em Jon Jones, mas, tendo de lutar contra Johnson, Gustafsson parece ter se esquecido que seu adversário é um pegador mortal. O jogo apropriado era jabear e mantê-lo a distância, até cansá-lo. Como não fez de maneira precisa o jogo das escapadas, para deixar Johnson com os braços pesados e o fôlego curto, o sueco tornou-se um alvo fixo, quase um saco de pancadas. Aí, como nocauteador atroz, Johnson o pegou e não lhe nenhuma chance.
O erro de Gustafsson, um bom lutador mas nada excepcional, talvez tenha sido treinar e preparar sua cabeçorra para enfrentar Jon Jones, e não Johnson, um pegador. Parece impossível que seus treinadores tenham cometido este erro? É provável que o erro não tenha sido do técnico ou do técnicos, e sim do próprio sueco — que já estava de olho no título e, claro, na grana. Imagine um campeão meio viking nos Estados Unidos, uma espécie de Greta Garbo do octógono. O sujeito, se brincar, ainda vai parar em Hollywood.
O que fará Gustafsson daqui pra frente? Não sei, porque não tenho bola de cristal, mas possivelmente enfrentará Daniel Cormier e, se vencer de maneira convincente — Cormier é outro Johnson, um pouco mais versátil —, talvez seja colocado no octógono para lutar contra o vencedor da batalha entre Jon Jones e Anthony Johnson. Como acredito que o campeão vai derrotar o desafiante — atacando Johnson de maneira incisiva, mas usando a envergadura para evitar seu boxe fatal —, entre 2015 e 2016 o sueco estará de volta ao octógono para enfrentar Jon Jones.
Quando cachorros e macacos aparecem em filmes não tem mais para ninguém — nem para a mocinha, especialmente se estiver vestida. O mesmo ocorre quando atrizes bonitas são mostradas nuas em filmes, peças de teatro e séries de televisão. Os olhos de todos — inclusive e, quem sabe, sobretudo dos jornalistas — voltam-se para as cenas de nudez. A bela Paolla Oliveira (acima), de “corpo escultural”, disseram jornais e portais na quarta-feira, 28, aparece seminua na série “Felizes para sempre?”, de Fernando Meirelles, exibida pela TV Globo. Mega-Sena acumulada? Joaquim Levy, o arauto do caos, divulgando outra má notícia? Que nada! Só deu Paolla Oliveira, com “com dois eles”, explicou um jornal, corrigindo um internauta.
Paolla Oliveira (que muitos chamam de “Paôla”, mas a pronúncia é “Páula” mesmo, como se faz na Itália) “brilha”, sugeriram, como a garota de programa Danny Bond (o autor da série não podia ser mais “criativo”, pois a jovem é, na série, uma “matadora”). De “luxo”, avisaram, talvez com água na boca, os jornalistas que escreveram as reportagens. Convocada para “melhorar” as relações entre um casal, representado por Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz, Danny Bond participa, com certa volúpia, quem sabe — num realismo que melhora a realidade, é possível —, de um “ménage à trois”. Uma internauta, mais realista do que os textos dos jornais, escreveu: “A mulher quer salvar o casamento e chama a Paolla Oliveira?” De fato, não dá pé. Fica-se com a impressão de que quer se “salvar” é do marido — empurrando-a para a Bond girl.
Por que os jornais deram tanto espaço para a série, quer dizer, para a fotografia de Paolla Oliveira com uma calcinha preta minúscula? Por nada, não. Só para atrair audiência. E o Jornal Opção? Para não ser hipócrita, seguiu pela mesma seara.
Ah, e a série? E alguém se importa com isso se tem a Paolla Oliveira para olhar?! A série, se levada ao DVD, deve mudar de nome: “Paolla Oliveira — Nua para sempre”. É mais realista e, mesmo, imaginativo.
Pelo menos seis brasileiros são considerados “fidelistas” em Cuba: Lula da Silva, Dilma Rousseff, José Dirceu, Chico Buarque, Fernando Morais e Frei Betto. “Fidel e a Religião” (de 1985) resulta de uma longa entrevista feita pelo dominicano brasileiro Frei Betto. O livro se tornou best seller internacional. Em Cuba, entre crentes e ateus, se tornou uma espécie de bíblia. Cada resposta de Fidel Castro é um “versículo”. Na quarta-feira, 28, o jornal mais importante do País, o “Granma” — porta-voz do Partido Comunista Cubano, quer dizer, da família Castro —, noticiou, com destaque, novo encontro entre Fidel Castro, de 88 anos — consta que com lapsos de memória, quase demenciando —, e Frei Betto, da Igreja Católica.
O encontro entre Fidel Castro e Frei Betto ocorreu na terça-feira, 27, em Havana (por questões de saúde, o longevo ditador não sai mais de Cuba). “O companheiro Fidel e o destacado intelectual brasileiro Frei Betto sustentaram na tarde de ontem [terça-feira] uma conversa amistosa, durante a qual abordaram variados temas nacionais e internacionais”, sublinha o “Granma”. Quais temas depreende-se que sejam segredo de Estado. “O encontro se desenvolveu num clima afetuoso, característico das amplas e fraternais relações existentes entre Fidel e Betto”, acresceu o jornal.
Cubanos sugerem que, embora muito doente e meio desconectado da realidade, Fidel Castro ainda é a autoridade suprema da Ilha. Raúl Castro, antes de tomar alguma decisão importante, visita o homem que liderou a Revolução de 1959 e lhe pede orientações sobre quais caminhos trilhar. Tolo aquele que acreditar que a aproximação com os Estados Unidos tenha se dado única e exclusivamente pela boa vontade de Raúl Castro e por sugestão do papa Francisco, da Igreja Católica.
Na segunda-feira, 26, Fidel Castro disse que não rejeita acordos, como o feito recentemente com os Estados Unidos, que provavelmente colocará fim ao embargo econômico — que, na prática, só existe porque Cuba não tem dinheiro para comprar mercadorias no mercado internacional (quem tem, como o Irã e a Rússia, burla quaisquer embargos) —, mas frisou que permanece “desconfiado” do velho “inimigo”. Washington, mais maleável, viu a fala de Fidel Castro como um “sinal positivo”. Uma porta aberta, quase escancarada. Fidel Castro, como discípulo mais de Maquiavel e Hobbes do que de Marx (que, como as obras de Fernando Henrique Cardoso, não serve para o dia a dia da política e da economia), sabe que não se arromba portas abertas.
Aposta-se que o estabelecimento de relações abertas entre Estados Unidos e Cuba com Fidel Castro ainda vivo — acreditava-se na suspensão do embargo tão-somente depois de sua morte (o embargo é um dos fatores responsáveis pela longevidade da dinastia Castro no poder) — tende a contribuir para liberalizar, aí de modo definitivo, o regime pós sua morte. Raúl Castro, visto como um “duro” devido à sua história como executor-mor da Revolução, é interpretado pela diplomacia internacional como menos culto do que o irmão, porém mais maleável a um sistema menos fechado. A tese de uma mini-China no Caribe é de Raúl Castro, não de Fidel Castro.
Curiosidade: as pernas de Fidel Castro parecem mais finas do que de hábito.
O jornalista Wilson Silvestre, ex-Jornal Opção e ex-“O Popular”, tomou posse no cargo de diretor de Monitoramento de Comunicação do governo do Distrito Federal na sexta-feira, 23.
Wilson Silvestre trabalhou, nos últimos quatro anos, como gerente setorial de comunicação da extinta Secretaria de Agricultura do governo de Goiás. “Trabalhar com o competente Antônio Flávio Camilo de Lima foi uma grande experiência. Trata-se de um executivo bem informado e preparado”, frisa.
Em Brasília, o jornalista mantém ligações com o deputado federal eleito Rogério Rosso (PSD) e com o senador Gim Argello (PTB). Em Goiás, é ligado, politicamente, ao governador Marconi Perillo (PSDB) e ao deputado federal Vilmar Rocha (PSD).
[Foto do Facebook do jornalista]
Daniel Goulart Filho [foto], de 18 anos, foi aprovado no vestibular para Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontada como a terceira melhor do País na área.
Na redação, Daniel Filho obteve quase a nota máxima. Seu pai, Daniel Goulart, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), diz que a qualidade na elaboração de textos decorre dos ensinamentos do professor Antônio, da escola Argumento. “O mestre Antônio ajudou a prepará-lo tanto em Língua Portuguesa quanto em redação”, conta Daniel Goulart.
Daniel Filho estudou no Externato São José e no colégio WR, em Goiânia.
O chefe de redação de “O Estado de S. Paulo” no Rio de Janeiro, José Luiz Alcântara, de 65 anos, morreu de infarto na segunda-feira, 26. Ele trabalhou quase 15 anos no jornal, foi repórter do “Jornal do Brasil” e chefe de reportagem e de redação de “O Dia”.
José Luiz Alcântara deixa um filho, Maurício, e a mulher Lívia Ferrari.
O jornalista era filho do escritor e jornalista Nertan Macedo, que escreveu um livro sobre as mortes no tronco em Dianópolis, no início do século 20, em Goiás (hoje Tocantins). A história é a mesma que foi romanceada por Bernardo Élis em “O Tronco” e analisada por Osvaldo Póvoa e pelo juiz Abílio Wolney (atua no Poder Judiciário goiano).
[Fotografia do Portal dos Jornalistas]
Alegando que perdeu a cota de comissionados no governo de Goiás, dada a recente reforma administrativa, o deputado federal João Campos, do PSDB, demitiu todos os seus assessores. Ele vai recontratar alguns, com prioridade para evangélicos.
João Campos colocou seu veículo, um Hyundai Veracruz 2008 à venda, para pagar dívidas de campanha.
O prefeito de Goiânia, numa entrevista ao Clube de Repórteres Políticos, chamou o presidente da Agetop, Jayme Rincón — provável candidato a prefeito da capital, em 2016, pelo PSDB —, de “protótipo de político”. “Nunca foi testado nas ruas”, frisou. O petista-chefe acrescentou: “Pessoas próximas ao governador dizem que Marconi fala que ele [Rincón] é a cruz que ele [Marconi] tem de carregar”. O governador Marconi reagiu imediatamente às declarações: “Jayme é um dos mais operosos auxiliares do governo, responsável pela condução do maior volume de obras já realizado pela administração pública de Goiás. Além de muito competente, ele é um auxiliar dedicado, focado integralmente nos assuntos da Agetop, em relação a quem não tenho nenhuma restrição ou objeção a fazer”.
A presidente Dilma Rousseff vai escolher o próximo desembargador do Tribunal Regional do Trabalho em Goiás possivelmente em fevereiro ou março. Porém antes a lista será apreciada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho e, em seguida, pelo Ministério da Justiça. O TRT definiu a lista tríplice na quinta-feira, 22: Wellington Luís Peixoto (primeiro lugar), Danielle Parreira Bello Brito (segundo lugar) e Alexandre Meirelles (terceiro lugar). O indicado ocupará a vaga do quinto constitucional. A vaga pertence à advocacia.

