Por Euler de França Belém

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Chapa de oposição em 2018 poderá ter Ronaldo Caiado, Daniel Vilela, Jovair Arantes e Sandro Mabel

Há acredite que a chapa das oposições será a seguinte em 2018: Ronaldo Caiado (DEM) para governador, Daniel Vilela (PMDB) na vice, Jovair Arantes (PTB) e Sandro Mabel (PMDB) para o Senado.

Relação entre Marconi Perillo e Jovair Arantes está profundamente abalada

Há quem acredite que não há mais volta na relação entre Marconi Perillo e Jovair Arantes. Mas um petebista tem uma outra visão: “Jovair e Marconi vivem às turras, mas se adoram”.

Antônio Faleiros é cotado para dirigir o Detran

O governador Marconi Perillo e o ex-secretário de Saúde Antônio Faleiros estão viajando juntos com frequência. Faleiros, que tem sido apresentado como “coringa”, é cotado para assumir o comando do Detran. O nome de Horácio Santos permanece cogitado para gerir o Detran. O órgão só piora.

PHS pretende lançar candidato a prefeito em todas as capitais do país

O PHS comemorou sua maioridade — 18 anos — com uma grande festa na sexta-feira, 20, em Brasília. Nas conversas com aliados, o presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, frisou que o partido deve lançar candidato a prefeito nas capitais do país. Será sua política oficial. O ex-vereador Marcelo Augusto, que pretende disputar a Prefeitura de Goiânia, estava presente e não parou de rir.

Deputada federal (do PHS) por São Paulo é umbandista

Curiosidade: o PHS de São Paulo tem uma deputada federal, Clélia Gomes, que é umbandista. A parlamentar é apontada como atuante pela cúpula do PHS. “É uma ótima deputada”, garante o presidente nacional do partido, Eduardo Machado.

Leandro Sena prepara criação de partido político e deve abandonar o PHS

Leandro Sena deve deixar o PHS com o objetivo de criar um novo partido. Político articulado, o único problema de Leandro Sena é que não para em nenhum partido. Se continuar assim, não firma uma imagem de seriedade. Como não dará tempo de registrar o partido até setembro deste ano, Leandro Sena deve ser candidato a vereador, em Goiânia, pelo PHS.

Deputados federais se reúnem e não convocam Vecci. “Ele se comporta como nosso ‘patrão’”

Deputados federais goianos se reuniram, na semana passada, em Brasília, sem a presença do colega Giuseppe Vecci. Motivo alegado por um deputado: “Vecci se comporta não como colega, e sim como ‘patrão’ dos deputados”.

Daniel Vilela convida Lúcia Vânia para se filiar ao PMDB

O deputado federal Daniel Vilela fez uma visita à senadora Lúcia Vânia e convidou-a se filiar ao PMDB. A tucana não respondeu positivamente. Mas admitiu aos seus interlocutores que vai mesmo deixar o PSDB — cuja cúpula nacional a boicota sistematicamente. Daniel Vilela confidenciou a um aliado que é amigo do deputado federal Marcos Abrão, sobrinho de Lúcia Vânia. Lúcia Vânia vai mesmo sair do PSDB. Só não sabe se vai para o PPS ou para o PSB

Lúcia Vânia vai mesmo sair do PSDB. Só não sabe se vai para o PPS ou para o PSB

A senadora Lúcia Vânia (PSDB) não sabe ainda se vai se filiar ao PPS, partido liderado em Goiás por sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão, ou ao PSB, liderado por Vanderlan Cardoso.

Vanderlan Cardoso teria dito que abre mão da presidência do PSB para Lúcia Vânia

Vanderlan Cardoso teria dito que abre mão até da presidência do PSB para conquistar o apoio da senadora Lúcia Vânia. A senadora tem apreço pelo empresário, que avalia como sério. O líder do PSB também admira a tucana e acha que está mal aproveitada no PSDB.

Victor Priori quer fazer uma campanha profissional em Jataí para tentar derrotar Leandro Vilela

O empresário Victor Priori (PSDB) confidenciou a um aliado do governador Marconi Perillo que, em 2016, se disputar a Prefeitura de Jataí, quer fazer campanha profissional, sem uma gota de amadorismo. Um bom sinal seria Victor Priori contratar um marqueteiro como Marcus Vinicius Queiroz, que derrotou o marketing de Duda Mendonça na Colômbia, ou Paulo de Tarso (o que fez a campanha do governador Marconi Perillo). Porém, se avaliar que basta ter dinheiro — usado sem criatividade é puro desperdício —, Victor Priori vai perder mais uma eleição. Leandro Vilela, o candidato do PMDB, se for vitorioso, aposenta o empresário politicamente.

Monge exorcista de Goiás “descobriu” vudu e tentou “curar” o presidente Tancredo Neves

Com Tancredo Neves internado em São Paulo, no Incor, Gastão Neves, seu sobrinho, foi convocado por Francisco Neves Dornelles para uma missão, digamos, do “além”. “Um monge exorcista do interior de Goiás, amigo de Antônia, a secretária de Tancredo, pretendia fazer orações no apartamento que Tancredo ocupara em Brasília durante a campanha, na quadra 206 Sul”, relata José Augusto Ribeiro na biografia “Tancredo Neves — A Noite do Destino” (Record, 866 páginas). O presidente e sua mulher, Risoleta, eram católicos e o religioso só teve autorização para o exorcismo porque pertencia à Igreja Católica.

Ribeiro conta que “o monge fez as orações, mas parecia obcecado com um dos quartos e uma das camas do apartamento. Afinal fixou-se num travesseiro, cujas costuras foram rompidas e do qual ele retirou um pequeno boneco de cera, menor que o tamanho da mão de uma pessoa adulta. O boneco estava todo espetado, não com alfinetes ou pregos, mas com lascas de bambu”. O religioso ficou perturbado com a descoberta. “Ele dizia que tinham preparado três bonecos desses contra Tancredo e agora seria preciso descobrir os outros dois.”

Alguns dias depois, o monge descobriu na casa da Granja do Riacho Fundo, “para onde Tan­credo se mudara depois de eleito, um segundo boneco espetado de lascas de bambu”.
O monge avaliou que o terceiro boneco poderia estar na UTI onde Tancredo Neves estava internado. Porém, como havia outros “salvadores” mais renomados, o religioso católico não conseguiu acesso ao Incor. O boneco, espetado ou não, não foi descoberto. A busca do vudu acabou esquecida. “A UTI vivia assediada por pessoas que queriam salvar Tancredo por meios sobrenaturais — caso do místico Thomas Green Morton, que tornara famosa a saudação ou mantra ‘Rá!’, e do padre Quevedo, um especialista católico em questões de parapsicologia.”

Com o monge esquecido, e com Green Morton e o padre Quevedo afastados, surgiu a vidente Alberice Cruz dos Campos Braga. Ela teve a mesma intuição do monge de Goiás. O “Jornal do Brasil” relatou a história, anos mais tarde: “Abril de 1985. Tancredo vive sua dolorosa agonia. O país todo acompanha pelo rádio e pela TV, hora a hora, quase minuto a minuto, a evolução da doença. Grupos nervosos se formam em todas as cidades e discutem os aspectos mais diversos do caso. No Recife, num desses grupos, uma vidente explica a amigos que a doença de Tancredo é mais do que um fenômeno natural: é consequência de um caso de bruxaria — afirma com grave convicção.

“Como não se trata de uma vidente qualquer, mas de pessoa altamente conceituada entre os que acreditam em experiências místicas, sua convicção, sua certeza impressionam. Começa aí uma corrida que vai acabar no dia seguinte, a 2.724 quilômetros de distância, na Granja do Riacho Fundo, em Brasília, onde Tancredo morou, antes da posse que não houve. Corrida que, para se concretizar, envolveu um ministro de Estado (Fernando Lyra, da Justiça), seu chefe de gabinete e futuro reitor da Universidade de Brasília (Cristovam Buarque), o procurador-geral da República (Sepúlveda Pertence), o presidente da Fundação Petrônio Portella (D’Alembert Jaccoud), a Polícia Federal e o Exército. E terminou, nos jardins do Riacho Fundo, quando se achou — e isso é que impressiona — toda a parafernália da bruxaria em local indicado sem hesitação pela vidente que viajara de tão longe.”

O material da bruxaria “compunha-se de charutos, cabaças, velas amarelas, pretas, vermelhas e roxas, enxofre e cabelos de defuntos”. Alberice Cruz disse que era “uma coisa terrível”. Ribeiro conta que “a vidente, ao ver tudo desenterrado, sentiu ‘um frio na espinha e uma catinga de enxofre e chifre queimado’”.

Depois de contar a história da vidente, Ribeiro frisa que “um adepto verdadeiro da bruxaria ou da magia negra, que odiasse Tancredo Neves a esse ponto ou que tivesse sido contratado para tal trabalho, não teria acesso aos jardins do Riacho Fundo pelo tempo necessário para escavá-los, enterrar aquela coisa toda e refazer a superfície do gramado. Se tal raciocínio for aceito, a explicação que decorre imediatamente dele é que se tratava de uma falsa bruxaria, de uma falsa ação de magia negra — uma simulação produzida pelos mesmos agentes dos grupos radicais dos órgãos de segurança que antes haviam produzido episódios como o do pistoleiro boliviano de Goiânia, o caixote de cocos entregue na porta do avião de Tancredo em São Paulo, a tomada desplugada no avião em que viajaria o general Lêonidas e os bonequinhos espetados de lascas de bambu, um no apartamento onde Tancredo morara até a eleição e outro na Granja do Riacho Fundo, para onde ele se mudara depois de eleito”.

Qual era o objetivo? “Intimidar e chantagear, pela demonstração da vulnerabilidade, primeiro, do candidato e, depois, do próprio presidente eleito”, escreve Ribeiro.

Tancredo não foi assassinado. A Comissão de Sindicância do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo concluiu que Tancredo não foi envenenado. O presidente morreu provavelmente devido a erros médicos. No dia da primeira cirurgia, o principal cirurgião havia esquecidos os óculos em sua casa. Um grupo de médicos ficou no subsolo do Hospital de Base de Brasília e um grupo ficou noutra área, o que provocou discussão. Antes, fizeram um diagnóstico errado, avaliando que o político de 75 anos tinha apendicite, quando era um tumor benigno, um leiomioma. A cirurgia foi feita de maneira errada. O clima de mistério sobre a morte do político que “derrotou” a ditadura civil-militar beneficia sobretudo os médicos que o operaram. “O Caso Tancre­do Neves — O Paciente” (Cultura, 381 páginas), de Luís Mir, historiador e especialista em atendimento médico do trauma, não contém uma linha de sensacionalismo, mas deixa muito mal os médicos que “cuidaram” do paciente.

Provável corrupção do PSDB na Petrobrás também precisa ser investigada com rigor

Percebo jornalistas alvoroçados nas redes sociais porque o PSDB começa a ser citado por operadores da corrupção na Petrobrás. Diz-se, comumente: “O PT quer desviar o foco”. É um equívoco. É preciso verificar a corrupção de integrantes do PT, do PMDB, do PP, mas também a do PSDB. Ao contrário dos outros três partidos, o PSDB é o sr. da pureza? Não é, possivelmente. Não é crível que o PT tenha inventado todo o processo de corrupção na Petrobrás. É provável que, antes, existia um esquema corrupto. Tudo indica que o PT, com seus aliados, apenas o potencializou, e de maneira “extraordinária”, é certo. A Setal Engenharia e Construções e o executivo Augusto Mendonça, ex-dirigente da Toyo Setal, admitiram que o cartel para participar de licitações na Petrobrás funcionava “desde o final dos anos 1990” (segundo texto do “Estadão”). Noutras palavras, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o que não quer dizer que o tucano esteja envolvido — também é suspeito de participação nas falcatruas investigadas pela Operação Lavajato.

Dora Kramer pediu licença do Estadão porque estaria enciumada de Eliane Cantanhêde?

dora kramer A colunista Dora Kramer, do “Estadão”, ficou conhecida por cobrar transparência de políticos. Recentemente, pediu licença do jornal, mas sem esclarecer seus motivos. Daí começaram as especulações. Há várias versões. Primeiro, estaria enciumada com a chegada de Eliane Cantanhêde, que, de fato, tem feito análises precisas do quadro político nacional. Ressalve-se que os estilos são diferentes e o jornal poderia agasalhar as opiniões das duas colunistas sem nenhum problema. Segundo, estaria com problemas de saúde — o que ela nem o jornal confirmam. Terceiro, teria rejeitado uma proposta para escrever apenas nos fins de semana. Hipótese também não confirmada. Quarto, sua cabeça teria sido pedida pelo governo petista. Hipótese implausível, porque “O Estado de S. Paulo” tem se comportado de maneira crítica, em bloco, em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff, do PT. O que está acontecendo de fato não se sabe, pois Dora Kramer, rainha da transparência, nada diz, contrariando seus notáveis comentários.

Revista Piauí vai publicar perfil de Eduardo Cunha, o Ulysses Guimarães da savana

A repórter Carol Pires está escrevendo um perfil do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para a revista “Piauí”. Como o perfil não será laudatório, por isso não o ajudará no contencioso com o governo da presidente Dilma Rousseff e com a Procuradoria Geral da República, Eduardo Cunha não se interessou em conversar com a jornalista. Porém, como é uma repórter notável e, como Gay Talese, não desiste ante a primeira barreira, Carol Pires ouviu adversários e aliados de Eduardo Cunha e certamente escreverá um perfil preciso do Ulysses Guimarães da savana ou do deserto.