Por Euler de França Belém

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Humberto Aidar volta a defender a candidatura de Edward Madureira a prefeito de Goiânia pelo PT

[caption id="attachment_32266" align="alignright" width="300"]Ex-reitor Edward Madureira concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não venceu | Foto: Divulgação Ex-reitor Edward Madureira concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não venceu | Foto: Divulgação[/caption] O deputado Humberto Aidar (PT) permanece defendendo a candidatura do ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira (PT) para prefeito de Goiânia. “Edward Madureira não tem desgaste, atrai o pessoal do meio universitário [que está arredio ao PT], conquista aliados novos, tem votos fora do PT e tem a simpatia dos formadores de opinião”, afirma Aidar. Segundo Aidar, se tiver apoio sólido e confiável, Edward Madureira será candidato a prefeito. “Se não, poderá ir para o governo federal”, afirma o deputado. Ou, como disse o ex-reitor ao Jornal Opção, pode permanecer na UFG, como professor.

“Irmãs Galvão” organizam contas da Prefeitura de Rio Verde mas irritam deputado Heuler Cruvinel

Lídia Mattos, secretária de Administração da Prefeitura de Rio Verde, e Débora Chiogna, chefe da controladoria, estão sendo chamadas por aliados do deputado federal Heuler Cruvinel (PSD) de “Irmãs Galvão”. A mando do prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, a dupla está cortando gastos e enxugando as despesas. O grupo de Heuler Cruvinel não aprova as ações das eficientes e íntegras “Irmãs Galvão”.

O Popular demite Karla Jaime, Wanderley de Faria e Rosângela Chaves

A direção de “Pop” demitiu na quinta-feira, 2, dois editores de fechamento, Karla Jaime e Wanderley de Faria; a editora do caderno “Magazine”, Rosângela Chaves, e João Carlos de Faria. [caption id="attachment_32090" align="alignnone" width="620"] Os editores de fechamento, Karla Jaime (esquerda) e Wanderley de Faria, e a editora do caderno “Magazine”, Rosângela Chaves[/caption] O vice-presidente Maurício Duarte deve anunciar novas demissões na segunda-feira, 6. A redação comenta que consultores espanhóis vão promover grandes mudanças na redação. Em tempo de internet, o “Pop” continua com feições de jornal de província e a diretoria pretende torná-lo mais nacional e cosmopolita.

Morre o diretor português Manoel de Oliveira, de 106 anos. Ele filmou parte de poema de Camões

O cineasta português Manoel de Oliveira morreu na quinta-feira, 2, aos 106 anos, na cidade do Porto, em Portugal. Era o mais longevo diretor da história da chamada sétima arte. Manoel de Oliveira era cineasta desde 1927 e, mesmo com 106 anos e doente, continuava interessado em filmar e articulando novos projetos. Era um dínamo. Sua estreia como diretor se deu com o documentário “O Pintor e a Cidade”. Ele tinha 23 anos. Com 32 longas-metragens no currículo, Manoel de Oliveira era o mais respeitado diretor de cinema de Portugal e dos mais importantes da Europa. Era uma referência em termos de quantidade e, sobretudo, de qualidade cinematográfica. Ele tinha um grande conhecimento literário e, por isso, adaptava muito bem filmes baseados em textos de escritores. “O Velho do Restelo”, seu último filme, de 2014, é baseado no poema “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, o mais importante poeta português, ao lado de Fernando Pessoa. Entrevistado pelo jornal português “Diário de Notícias”, o cineasta disse que a morte não o amedrontada. “Do sofrimento, sim, a morte não”, frisou Manoel de Oliveira, sugerindo que não tinha medo da morte. “E agora, pensando melhor, realmente, quando se morre, solta-se o espírito. O espírito é como o ar que sai. E o espírito sai e junta-se. Ao sair, perde a personalidade, onde está o bem e todo o mal, liberta-se desse bem e mal e junta-se ao absoluto, que é a configuração do espírito, o absoluto. É Deus”, acrescentou. Uma das características de Manoel de Oliveira era sua capacidade de produzir, e com qualidade. Em 1985, pelo filme “O Sapato de Cetim”, ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Em Cannes, com o filme “A Carta”, levou o prêmio do júri. Manoel de Oliveira, um artista múltiplo, trabalhou como ator nos filmes “Fátima Milagrosa”, “A Canção de Lisboa”, “Conversa Acabada”, “Cinématon #102” e “Lisbon Story” (de Wim Wenders). Alguns filmes de Manoel de Oliveira “Aniki Bóbó”(1942). A obra-prima do cineasta é baseada no congtro “Os Meninos Milionários”, de João Rodrigues de Freitas (1908 -1976). “Benilde ou A Virgem Mãe” (1975). Baseado numa peça de teatro de teatro de José Régio. “Non, ou a Vã Glória de Mandar” (1990). É um filme épico. “Vale Abraão” (1993). É tido como um de seus filmes delicados e belos. “O Convento” (1995). As estrelas são Com Catherine Deneuve e John Malkovich. Inspirado (sem rigidez) em “Fausto”, de Goethe. “Um Filme Falado” (2003). Catherine Deneuve e John Malkovich são os protagonistas. “Belle Toujours” (2006). Baseado em “A Bela da Tarde”, de Luis Buñuel. “Singularidades de uma Rapariga Loura” (2009). Baseado num conto de Eça de Queiroz. “O Estranho Caso de Angélica” (2010). “O Velho do Restelo” (2014). Baseado em Camões.      

Júnior Friboi pode disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016 ou governo de Goiás em 2018 pelo PTB

O empresário Júnior Friboi, que pode ser expulso do PMDB — se depender do irismo —, abriu conversações com o PTB do deputado federal Jovair Arantes. Na segunda-feira, 6, Friboi e Jovair Arantes devem conversar a respeito de filiação. Se a sequências do diálogo forem positivas, o empresário pode ser candidato a prefeito de Goiânia, em 2016, ou a governador de Goiás, em 2018, pelo PTB.

Odebrecht demite funcionários em Aparecida de Goiânia e em Trindade

A Odebrecht, uma das maiores construtoras-empreiteiras do país, demitiu funcionários em Aparecida de Goiânia e Trindade (20 pessoas). É possível que tenha de paralisar pelo menos algumas de suas obras. A Operação Lava Jato desequilibrou as finanças da Odebrecht.  

Demóstenes Torres diz que denúncia contra Ronaldo Caiado terá desdobramentos. “Fatos concretos”

O ex-senador e procurador de justiça Demóstenes Torres disse que as denúncias divulgadas contra o senador Ronaldo Caiado — que teria sido favorecido pelo empresário Carlos Cachoeira — terão desdobramentos. "Fatos concretos", disse. Demóstenes Torres, ao ser localizado pelo Jornal Opção, estava com seu advogado.

Instituto Gerir corrige nota e diz que é responsável pelo Hugo e não pelo HGG

O instituto Gerir corrige informação passada ao Jornal Opção por deputados do PMDB, entre eles o deputado estadual José Nelto (PMDB): “Em nota publicada na coluna Bastidores deste impresso, edição de 29 de fevereiro a 4 de abril, o nome do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo 1) foi mencionado equivocadamente. “O texto afirma que houve uma adição no valor do contrato para administração desta unidade de saúde (...valor do contrato da Idtech no Hospital de Urgências de Goiânia  dobrou...). Dado este, incorreto. Tal informação refere-se ao Hospital Geral de Goiânia (HGG) este sim, gerido pelo Idtech. “O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo 1) passou a ser administrado pelo Instituto Gerir em maio de 2012.  E, desde esta data recebe o mesmo valor por leito, não sendo beneficiado com reajuste.”

Advogado diz que empresários pagaram primeira parcela de R$ 300 mil pela Rádio Liberdade, de Catalão

Vendedores da Rádio Liberdade dizem que outro comprador ofereceu 1 milhão a mais pela rádio

Demóstenes Torres, ao atacar Ronaldo Caiado, pode colocar o PMDB no colo do PT de Paulo Garcia

O PMDB de Iris Rezende estava abandonando o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT. Agora, deve deixar Ronaldo Caiado na chapada. Pelo visto, os peemedebistas terão de iniciar uma DR com Paulo Garcia e reabilitar a relação com o petismo.

McGregor está se comportando como se fosse Muhammad Ali. Mas José Aldo não quer ser George Foreman

Os espíritos de W. B. Yeats e James Joyce se encontram, em Dublin, e, depois de falarem de poesia e prosa, avaliam que Colm Tóibín e John Banville são escritores acima da média, mas não escreveram um romance superior a “Ulysses”. Yeats e Joyce, que apreciava boxe — a sétima arte —, concluíram, depois de muito discutir se Henry James e T. S. Eliot eram ingleses nascidos nos Estados Unidos, que Muhammad Ali ganhou de George Foreman, dono da maior pegada da história do boxe, no Zaire, em 1974, não porque fosse muito melhor, e sim porque era mais inteligente. Ali começou a ganhar a “batalha” — contada por Norman Mailer no delicioso livro “A Luta” — fora do ringue. Todos os dias, de maneira infalível, dizia à imprensa e às pessoas que derrotaria Foreman, que este era galinha morta. Foreman ouvia e não conseguia absorver as críticas. Quando subiu ao ringue, estava quase derrotado, moralmente abatido, sem graça. Não lutou mal, mas estava irreconhecível, quase um zumbi, ou um autômato. A “abelhinha” Ali, mais frágil, porém mais ágil, “picava” e saía. Chegou a ser acossado, mas a famosa pegada de Foreman parecia habitante de Marte. Foreman-Golias acabou nocauteado, de maneira vexatória, por Ali-Davi. Depois de examinarem a luta de Ali e Foreman, que os dublinenses mais sábios chamam de o massacre da serra elétrica, Yeats e Joyce consultaram Rhoodes Lima — o nome não poderia ser mais adequado para um narrador de lutas de MMA — e concluíram, obedecendo à lógica implacável do brasileiro, que o “psicológico” é decisivo no octógono. Sigmund Schlomo Freud, morto em 1939 mas assombrando a todos, por vias do inconsciente coletivo e dos sonhos, não entende direito o que Roodes Lima — o nome, insistimos, é um colosso — quer dizer com “psicológico”. Porém, os sábios que assistem as lutas de artes marciais mistas (o curioso é que, com alguns gladiadores, não há MMA, e sim boxe, ou jiu-jítsu. Há lutas unidimensionais) entendem o que narrador diz ou quer dizer. O que é psicológico? Bem, o psicológico é o psicológico. O que isto quer dizer mesmo? Nada e, ao mesmo tempo, tudo. Traduzindo, pois Roodes Lima é quase um Joyce do MMA, o que se quer dizer mesmo? Simples: que um sujeito entrou com a cabeçorra (e aquelas orelhas quase de Shrek) mais leve e focada do que seu adversário. Há, de fato, lutadores que entram no octógono quase derrotados. Uns entram vitoriosos e, assim, saem mesmo vitoriosos. Júnior Cigano, quando luta com Cain Velasquez, entra derrotado e sai massacrado. Quanto mais tem medo de apanhar, dada a fragilidade de seu “psicológico”, mais apanha. José Aldo e Conor-mcgregor Com tanta conversa atravessada, Yeats não sabe mais sobre o que estava conversando com Joyce. Seria sobre o “sim” de Molly Bloom — que dava mole? — ou a respeito dos chifres de Leopold Bloom? Não. A enrolação toda tem a ver com a luta do brasileiro José Aldo, espécie de Ulisses homérico, contra o irlandês Conor McGregor, um Stephen Dedalus do octógono, tão beberrão, quem sabe, quanto Joyce (ou pai deste), mas que se veste, oh!, como Oscar Wilde (aquele que beijou Walt Whitman na boca). É um dândi de língua grande. O que pretende Conor McGregor ao se portar e ao se postar como vencedor antes da luta? A explicação, se há, é prosaica: o jovem impetuoso deve ter lido “A Luta”, o livraço de Norman Mailer, e se considera o Ali branco da Irlanda. McGregor, que prefere esperar Godot a Janot, nada tem de beócio. É inteligente e esperto. Talvez até espertíssimo. Ele está tentando, com o “sistema psicológico” de Ali, diria o indefectível Rhoodes Lima, derrotar o patropi José Aldo antes mesmo da luta. Criar um “clima” de já ganhei. Yeats avalia que é assim mesmo: luta-se com as armas disponíveis. E, como Joyce sugere em “Finnegans Wake”, a língua é a arma mais letal da história. Porém, Hemingway, que não estava na história, mas foi chamado às pressas para dotar este texto surrealista de mais contenção, disse (quase clamando) para Yeats e Joyce: “Amigos, como sugerem o Rhoodes Lima e o craquíssimo Luciano Andrade, o Wilson Baldini ou o Eduardo Ohata do MMA, José Aldo não é galinha morta e suas declarações são verdadeiros torpedos”. O autor de “Por Quem os Sinos Dobram” tem razão: José Aldo, pós-joyciano, pôs banca e, leitor, em Dublin, a cidade de Joyce, Samuca Beckett e McGregor, cantou de galo, como James, o Joyce, se avaliava como cantor, até de algum mérito. Não posso mentir. Ao ler, talvez no Universo Online, o tedioso UOL (um texto sobre MMA mais parece literatura de José Mauro de Vasconcelos — simplória mas atraente), que José Aldo havia se intitulado “rei de Dublin”, e exatamente em Dublin, ri (só não gargalhei porque lembrei-me de Simão Bacamarte e corei) e passei a vê-lo como bandeirante. McGregor estava provocando e saiu sem lã, pois José Aldo, o Ulisses tropical, disse, com palavras literárias, lembrando Shakespeare: “Não me afeta em nada [as palhaçadas calculistas de McGregor]. Isso não é nada para mim. Não é nada! Eu sou o campeão! Você não é nada [olhando para McGregor]! Eu cheguei aqui, sou o rei, cheguei e trouxe o sol para esta cidade! Trouxe o sol para vocês sorrirem!”. Confesso, Rayana Caetano, Candice Marques, Frederico Jayme, Rafael Theodor Teodoro, Ricardinho Tavares, que ouvi uma voz de barítono, aparentemente a de Yeats, dizendo: “Um poeta como José Aldo já começa ganhando”. Pô, um cara que chega e leva o sol, para iluminar a Dublin de Joyce, acaba de reescrever “O Retrato do Artista Quando Jovem”. McGregor, que começava a derrotar José Aldo longe do octógono, afetando seu “psicológico” — perdoe o Rhoodes Lima e o Luciano Andrade, mr. Freud —, desesperou-se. Um irlandês desesperado em Dublin é, de certa maneira, um personagem de “Ulysses” (ou um personagem de Oscar Wilde, talvez “Dorian Gray”), perdido nas ruas ou no (ou fora do) octógono. McGregor, deixando de ser um personagem de Joyce para se tornar um personagem do delicioso e sujo romance “Um Safado em Dublin”, de J. P. Donleavy (um Joyce com a boca um pouco mais suja, com uma linguagem ágil, filha do criador de “Dublinenses”), decidiu tomar à força o cinturão de José Aldo. O UOL, meio patrioteiro — e, admito, até gostei da patriotada, pois estou torcendo por José Aldo e apreciando o jogo circense armado pelo habilíssimo Dana White, um personagem de Charles Dickens perdido nos Estados Unidos, como se fosse um personagem da americana Donna “Dickens” Tartt, a de “O Pintassilgo” —, publicou que McGregor “roubou” o cinturão do brasileirinho feio mas charmoso. O’Keefe, personagem de “Um Safado em Dublin” — ou “The Ginger Man” —, na página 40, é explícito: “É disso que eu gosto a respeito da Irlanda, tão aberta no que diz respeito a ódios”. Mas o ódio de McGregor é circense, é show, é espetáculo. É marketing. Calculando que José Aldo não iria reagir — suas palavras foram cortantes (levar o sol para Dublin, Deus!, Joyce não faria melhor; talvez Yeats, poeta dos melhores) —, McGregor disse, ou melhor, gritou: “Ele não vai fazer nada, assim como hoje não fez nada. Ele disse que faria alguma coisa (se eu o tocasse), e não fez nada!” Entretanto, noutra provocação inteligente, e na terra de Joyce, um escroque de gênio, José Aldo torpedeou: “Foi tranquilo, já esperava [o clima hostil], principalmente pelo fato de eles não terem ídolo, não terem nada. Não foi nada, isso não é nada! Nunca vai ser nada. Não senti nada, o máximo que ele pode fazer é isso, porque na próxima vez que estivermos frente a frente, vou bater muito na cara dele”. Desconcertante. Não aprecio a palavra fã, que é meio bocó, mas não há como não admirar as palavras de José Aldo — o Oswald de Andrade do MMA. Pô, fico criticando o UOL, com seus textos tediosos, e acabei fazendo um texto longo, xaropesco, sobre José Aldo, espécie de Macunaíma às avessas e o primeiro adepto da antropofagia do MMA. Ele “devorou” a Irlanda e, junto, McGregor. Joyce comentou com Yeats: “Putisgrila, poeta, quem diria: um brasileiro, que nem é leitor de Guimarães Rosa, aquele que escreveu o ‘Ulysses’ dos trópicos, acabou canibalizando um irlandês”. O MMA levou a Semana de Arte Moderna para Dublin. Joyce está “certo”. McGregor perdeu o primeiro round. Até agora, José Aldo não parece nada abalado. Mas o irlandês deve ter ficado assustado com sua verve. Eu, que me assusto com Joyce e Beckett, quase sempre, fiquei estupefato com o verbo quente do lutador brasileiro. Seu “psicológico” — para citar mais uma vez a fera Rhoodes Lima e a bela Kyra Gracie Guimarães — está em ordem. Eu, claro, já estou colocando meu protetor bucal e pondo minhas luvas. À espera dos próximos quatro rounds. Evoé!

Bomba atômica de Demóstenes Torres contra Ronaldo Caiado contém só um erro

O artigo-tirambaço “Ronaldo Caiado: uma voz à procura de um cérebro”, do ex-senador Demóstenes Torres, ex-DEM, é muito bem formulado e, detalhe, foi escrito por ele mesmo, que tem cultura e não precisa de ghost-writer. O ex-primeiro-amigo do senador Ronaldo Caiado cita Fouché, Shakespeare, Carlos Lacerda, “O Menino do Dedo Verde” (livro de Maurice Druon), Zelig (o filme de Woody Allen). Num texto de uma página, com as ideias articuladas com lógica e estocadas ferinas, só encontrei um erro: “O jornal ‘Diário da Manhã’ de Goiânia, publicou uma matéria”. Não há vírgula entre “Goiânia” e “publicou”. No caso, não se deve separar o sujeito do verbo, da ação.

“O PPL quer lançar Jorge Kajuru para prefeito de Goiânia”, diz José Neto

“Se o PPR não quiser bancar a candidatura do radialista Jorge Kajuru a prefeito de Goiânia, o PPL pode lançá-lo”, afirma José Neto. O presidente do PPL é taxativo: “Nenhum partido que quer se fortalecer pode desprezar um candidato de ampla densidade eleitoral como Jorge Kajuru. Os partidos pequenos têm de perceber que precisam investir em candidatos a prefeito e vereador”.

Editora de Portugal lança livro com 18 contos inéditos de Fernando Pessoa

O livro é organizado pela professora Ana Maria Freitas, do Instituto de Estudos sobre o Modernismo, da Universidade Nova de Lisboa

Fotografia de criança que se rendeu ao confundir câmera com arma é um grito contra a guerra na Síria

Foto que circulou pelas redes sociais mostra o menino Adi Hudea em campo no norte da Síria As crianças sofrem e, ao mesmo tempo, divertem-se com a guerra. Muitas vezes nem entendem direito o que está acontecendo — aliás, como parte dos adultos. Porque algumas guerras não têm lógica e, deste modo, sentido. Louis Malle, com “Adeus, Meninos”, e John Boorman, com “Esperança e Glória”, mostraram, com rara felicidade, como meninos percebem o horror e, também, um certo esplendor da guerra — que tira todos da rotina e do conforto mínimo. Lembrei-me dos cineastas ao ver a fotografia de Adi Hudea (apresentado pela “Folha de S. Paulo” como menino e pelo G1 como menina), de 4 anos. Em 2012, quando o repórter-fotográfico turco Osmar Sagirli levantou a câmera para fotografá-lo, imediatamente a criança levantou os braços — em sinal de rendição —, com os lábios comprimidos e um olhar assustado (os olhos arregalados são perscrutadores e vigilantes), pois acreditava que se tratava de uma arma. Parece que não teve coragem nem mesmo de chorar. O pai de Adi Hudea havia sido morto na guerra da Síria — entre governo, rebeldes e Estado Islâmico —, que já matou cerca de 250 mil pessoas. A fotografia é de 2012, mas só agora se tornou “viral”, ao ser postada no Twitter pela repórter-fotográfica Nadia AbuShaban. O que uma fotografia pode dizer? Sempre muito. Por exemplo, sobre a falta de civilidade entre os homens modernos. Pode dizer que, na luta pelo poder, as principais vítimas são inocentes — como crianças, que muitas vezes perdem a infância, quando não a vida. Por fim, o gesto de Adi Hudea, que confundiu uma máquina fotográfica com uma arma, e sobretudo seu rosto, triste, amedrontado e inocente, parecem dizer ao mundo que é preciso trabalhar pela paz — em todos os lugares. O olhar da criança é, de alguma forma, um clamor “silencioso”, um “grito” sobre a impotência dos que nada podem fazer — exceto temer inclusive uma simples máquina fotográfica. Trecho de poema de John Donne

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti."