O estudante de Direito da PUC-Goiás Lucas Paiva diz que “alunos e professores estão tomando providências” contra o suposto furto de uma cadeira que pertencia ao Centro Acadêmico da faculdade particular. “Um livro, não divulgado, cita a cadeira como um bem da PUC”, afirma Lucas. O estudante diz que a cadeira é um símbolo, tanto que havia sido reformada. Ganhar outra — o reitor Wolmir Amado deu sua própria cadeira ao CA — não é a mesma coisa, afirmam.

“Os corpos docente e discente estão empenhados em pesquisas históricas, contatando ex-alunos e professores. Diversos professores nos procuraram, se sentindo incomodados com a situação e com a depreciação da instituição por meio de postagens de alunos e professores da UFG”, afirma Lucas. “O DCE e a Atlética Primata já se posicionaram a favor do Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua.”

Lucas relata que o boletim de ocorrência registrado na polícia não menciona o nome das pessoas envolvidas no suposto furto da cadeira. “As imagens foram repassadas somente na terça-feira, de manhã, depois de feito o registro do BO”, afirma. “Alunos da UFG, contatados, reconheceram a pessoa que saiu com a cadeira. Depois, encontramos com o próprio aluno no Caxim [Centro Acadêmico]” e ele teria confirmado que é a pessoa que aparece na imagem. O aluno da UFG é R. N., “mas não parece ser ele que transporta a cadeira. Pelo que checamos, a pessoa que carrega a cadeira é ex-presidente da Mafiosa”  .

O estudante de Direito Renato Silva diz que a PUC vai respaldar a batalha para a retomada da cadeira. “Sabe-se que duas pessoas são responsáveis pelo ‘furto’. Está registrado no boletim de ocorrência. Elas terão de comparecer à polícia e, depois, terão de responder a processo judicial. O pessoal do Centro Acadêmico e da PUC pretende levar o caso às últimas consequências. Além de levar a cadeira, depredaram as instalações do nosso Centro Acadêmico. Será que estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás estão sendo ‘educados’ para se comportarem como bárbaros?”

Os estudantes da PUC ficaram chateados com o comportamento dos professores da Faculdade de Direito da UFG que sentaram-se na cadeira e deram apoio à ação dos alunos.