Por Euler de França Belém
As jornalistas Sonea Stivel e Darmélia Barbosa tiveram uma excelente ideia e a colocaram em livro: “Maiores de 21 — História da Gastronomia no Centro de Goiânia”. Elas listam e contam a história dos restaurantes do bairro que sobrevivem há mais de 21 anos, provando que o Centro continua vivo e muito ativo.
O Centro é meu bairro preferido, o que mais contempla a diversidade social-comportamental da cidade. O livro resgata a história da ótima Lanchonete Esfiha Quente (sou habitué), do Restaurante Popular (vou sempre lá) e do Restaurante Bologna.
Falta alguma coisa. Sempre falta em todos os livros. O poeta Carlos Willian Leite certamente dirá que é um pecado, quase venial, as jornalistas não terem incluído a pizzaria do chinês da Rua 7. “Trata-se da melhor pizza da cidade”, costuma dizer o bardo de Iporá. Não é bem assim. Mas a pizza é mesmo boa e, claro, há a história, sua longevidade (fica-se com a impressão de que se está numa cidade europeia ou em Buenos Aires). Passo por lá de vez em quando e como um brotinho (estou falando de pizza).
O Restaurante Popular é ótimo, com clientela diversificada, inclusive estrangeiros. Um dos garçons, João da Cruz, fala inglês fluentemente; recebeu algumas dicas de uma professora (pelo menos foi o que me disse), mas acabou aprendendo sozinho. A história é devidamente contada, e muito bem, pelas jornalistas.
A Esfiha Quente é o ponto de parada tanto meu quanto dos vates Valdivino Braz (a gente se encontra lá, de passagem para os sebos) e Carlos Willian e do cronista Eberth Vencio. A esfiha é mesmo de primeira — assim como os sucos e vitaminas. Às vezes, quando vou ao sebos do Juari, o Didática, e do Lúcio, o Opção Cultural, almoço uma ou duas esfihas e tomo um creme de banana com aveia ou de morango sem açúcar. Os funcionários, velhos de casa, conhecem parte dos clientes e são muito receptivos para atender. Um deles, Wesley Nunes da Conceição (há 19 anos no batente), já esteve no Faustão (no "Se vira nos 30), da TV Globo. Porque se trata da pessoa que corta laranjas, para suco, mais rápida do Brasil. É impressionante sua rapidez. Ele está trabalhando para figurar no Guiness, o Livro dos Recordes.
O Bologna, todos sabem, é um restaurante italiano pioneiro. A comida continua muito boa.
O livro "Maiores de 21", além de bem escrito e pesquisado, é bonito.
A revista Raízes, com formato parecido ao da “Piauí”, consegue ser, ao mesmo tempo, belíssima graficamente e é dotada de excelente conteúdo editorial-cultural. Numa ótima entrevista, o professor Altair Sales diz que “o cerrado acabou”. O poeta Luiz de Aquino escreve sobre José J. Veiga. Celso Moraes F. é autor do texto “As sociedades secretas continuam secretas depois do Google?” Jonathans Medeiros diz que “a Marvel está definindo a cultura do século 21”.
Os editores da revista são Doracino Naves, Clara Dawn, Wanderley da Silveira, Jonathans Medeiros e Celso Moraes F. Um timaço. Vida longa para a “Raízes”. Longuíssima.
O petista-chefe pode ter cometido crime, segundo o MPF, de tráfico de influência
O jornal “Zero Hora” publicou reportagem, “Ex-soldado do Exército norte-americano é preso em Viamão”, assinada por Eduardo Torres, na quinta-feira, 30. A Polícia Militar do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina prendeu quatro pessoas e apreendeu dois adolescentes, “todos catarinenses”, no distrito de Águas Claras, em Viamão.
Um dos presos é David Beckhauser Santos Herold [foto acima], conhecido como o Americano. David Herold foi soldado do Exército dos Estados Unidos e, como é qualificado militarmente, é apontado como “um dos principais ‘especialistas’ do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção criminosa que comanda crimes a partir das cadeias de Florianópolis, em Santa Catarina. Em outubro do ano passado, Americano foi denunciado por uma das execuções ordenadas pelo grupo”, relata o “Zero Hora”.
A Brigada Militar contou que o grupo estava “criando um ponto de distribuição de drogas”. A polícia apreendeu “1,5 quilo de maconha e 10 comprimidos de ecstasy”.
A facção criminosa PGC mata pessoas sob mando de traficantes de drogas em Santa Catarina e com ramificação no Rio Grande do Sul.
[Foto divulgada pela Polícia Militar]
Um repórter especial de um jornal de São Paulo — mas baseado na sucursal do Rio de Janeiro — passou três dias em Goiânia em busca de informações sobre o senador Ronaldo Caiado. O jornalista, segundo uma fonte que conversou com ele, estava em busca de informações sobre uma suposta denúncia de que o presidente do DEM manteria funcionários num escritório particular de Goiânia, no Setor Marista, mas recebendo pelo Senado. Não se sabe o que o repórter encontrou e o que vai publicar. Aos entrevistados, falava em “desvio de função”. O repórter disse que, embora seu foco fosse outro, tentou falar com o ex-senador Demóstenes Torres, mas não conseguiu.
Aos 32 anos, Juliana Soares Dias era uma profissional dedicada, uma formadora de cidadãos
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Erro em título de reportagem sobre morte de jovem negro nos EUA | Foto: Reprodução[/caption]
Mais uma nota da série “Socorro! Os editorem sumiram”: o jornalista Iuri Rincón Godinho, publisher da Contato Comunicação e ombudsman bissexto, registra que um editor de “O Popular” antecipou-se aos gramáticos e aos governos do Brasil, de Portugal, de Moçambique, de Angola e de Cabo Verde e fez uma nova reforma ortográfica sui-generis: “Baltimore à espera de repostas”.
Segundo Iúri Rincón e 100% dos gramáticos e dicionaristas, fora da redação do “Pop”, a palavra “respostas” continua merecendo mais um “s”.
O crítico de cinema Rogério Durst morreu na quarta-feira, 29, aos 54 anos, vítima de ataque cardíaco. Ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, no Rio de Janeiro. O jornalista sofria de pancreatite, diabetes e estava se tratando de um tumor no rim.
Durst começou como crítico de cinema no ex-célebre “Caderno B”, do “Jornal do Brasil”, entre 1988 e 1991. Era, entre tantos críticos, um dos melhores, um dos mais perceptivos.
Em 1991, contratado por “O Globo”, colaborou na criação do caderno “InformáticaEtc”. A editora era Cora Rónai, filha do crítico, escritor e tradutor Paulo Rónai.
Cora Rónai diz que Durst era bem-humorado. “Era uma época [1991] em que as pessoas não conheciam bem tecnologia, e tínhamos que aproximá-las desse universo. Rogério conseguia escrever com clareza e humor até sobre placa-mãe”, afirma a jornalista.
Mas sua vocação mesmo era a crítica de cinema. Era bem informado e procurava não repetir as críticas publicadas em jornais estrangeiros e nacionais. Buscava sempre acrescentar algum detalhe, alguma informação nova sobre o filme comentado. Se dizia que o filme era bom, o cinéfilo podia confiar.
Durst escreveu também na “Veja Rio”. Ultimamente, não estava em nenhuma redação — trabalhava como free-lancer.
O jornalista escreveu três livros, “Madame Satã: Com o Diabo no Corpo”, de 1985; “Anjo Caído”, de 1996, e “Geração Paissandu”, de 1996. Ele era casado com Ana Beatriz e tinha uma enteada, Ana Marcela.
[Foto do arquivo da família]
O livro, de autoria do pesquisador Ubirajara Galli, sai no próximo mês
Recebo todos os dias dezenas de e-mails “garantindo” que, ao contrário do que publiquei, o colunista Arnaldo Jabor foi “demitido” do jornal “O Estado de São Paulo”, o “Estadão”, “a pedido do Palácio do Planalto”, “a pedido da presidente Dilma Rousseff” ou “devido às pressões do PT”. Nada disso é verdade.
O “Estadão” demitiu Arnaldo Jabor, seu mais celebrado colunista e rei de audiência — lido por antipetistas e, também, por petistas, dada sua habilidade com as palavras; é o típico autor de textos excelentes para debates e polêmicas —, não por que tenha sido pressionado pelo governo da presidente Dilma Rousseff ou pelo PT de Rui Falcão e Lula da Silva.
“O Estado de S. Paulo” demitiu — ou não renovou o contrato (não havia carteira assinada) — Arnaldo Jabor porque está numa fase de contenção de despesas e decidiu reduzir o salário dos colunistas. Há uma nova política salarial no jornal. Só isso. O ganho mensal de Arnaldo Jabor estava acima, bem acima, do novo cenário financeiro do “Estadão”. O único responsável pela “demissão” é o jornal.
O próximo problema deve ser Dora Kramer, a colunista política.
O médico-cardiologista Aguinaldo Freitas Jr. informa no seu Facebook: “Quase pronto! No segundo semestre de 2015 inaugura-se o maior hospital especializado em cardiologia do Estado de Goiás. Orgulho de fazer parte desse grupo”. Trata-se da nova sede do Hospital do Coração, em Goiânia, no Setor Oeste, atrás do supermercado Pão de Açúcar e nas proximidades da Praça Tamandaré.
O Hospital do Coração tem entre seus cardiologistas Paulo César da Veiga Jardim, Gil Perini e Aguinaldo Freitas Jr.
Os médicos continuam atendendo na sede antiga, em frente à nova.
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Reprodução[/caption]
A Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) aprovou, na manhã desta quarta-feira (29/4), a fusão com o Partido Popular Socialista (PPS). As negociações entre as duas legendas se afunilaram nos últimos dias e agora tem o aval de ambas direções.
A partir de agora, detalhes e critérios para a fusão serão acertados, bem como uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será feita. A expectativa é que o tribunal entenda que a união resultará em um novo partido -- o que permitiria a vinda de políticos com mandato.
A expectativa é de que os presidentes nacionais da legenda concedam, ainda na tarde desta quarta-feira, entrevista à imprensa para explicar detalhes do processo de fusão.
Conforme a assessoria de imprensa do PSB, o partido deve primeiramente consultar os dirigentes estaduais da sigla, uma vez que a união está focada já nas próximas eleições municipais.
A palavra final será dada após realização de uma conferência em âmbito nacional entre as duas legendas para avaliação da proposta de fusão.
O comando regional da nova legenda, que manterá o nome PSB e o número 40, ainda não foi definido. Em Goiás, o PPS é comandado pelo deputado federal Marcos Abrão, já o PSB, pelo empresário Vanderlan Cardoso.
Com a fusão, o PSB passará a ser a quarta maior bancada da Câmara Federal, sendo 45 parlamentares (34 do PSB e 11 do PPS), atrás apenas do PMDB, do PT e do PSDB.
O peso-pesado Mike Tyson, desde Joe Louis e Muhammad Ali, era o maior fenômeno do boxe. Era “a” estrela internacional, acima de quaisquer outros boxeadores. Mas uma vida desregrada, inclusive com o consumo de drogas, encerrou sua carreira mais cedo e abalou suas finanças. Diz-se que faltaram orientações. Não faltaram. Ele, na verdade, não ouvia ninguém — era escravo absoluto do “princípio do prazer”. Tinha dinheiro sobrando e preparo de menos.
O americano Jon Jones, campeão dos meio-pesados, é a maior estrela do UFC — acima do ótimo Cain Velasquez, este, um atleta aparentemente introvertido, que, se ganhar de Fabrício Werdum, passa a ocupar o espaço do espetacular meio-pesado, agora suspenso por tempo indeterminado. Não cabe a mim ditar como uma pessoa deve se comportar ou não. Não sou patrulheiro de comportamento. Desde que não prejudiquem a sociedade, os indivíduos têm o direito de fazer o que quiserem com suas vidas — inclusive usar drogas e ingerir bebidas alcoólicas. Porém, no caso de Jon Jones, há dois problemas.
Primeiro, Jon Jones é atleta de uma organização que tem regras. Não é legal lutar dopado. O campeoníssimo usou cocaína e foi pego num exame antidoping. O chefão Dana White só não foi duro com o pupilo porque se trata de um campeão fundamental para o sucesso financeiro do UFC. Se fosse outro lutador, como sugeriu Phil “Mr. Wonderful” Davis, teria sido suspenso por um longo tempo. Divulgou-se que Jon Jones faria um tratamento, mas não se sabe se fez. É muito difícil livrar-se das drogas. Os Estados Unidos são a meca das drogas — cocaína, heroína, maconha, entre outras menos citadas.
Segundo, a vida pessoal de Jon Jones começa a afetar outras pessoas. Ele não deu a mínima para um sinal vermelho e acabou batendo no automóvel de outra pessoa e quebrou o braço de uma mulher grávida. Poderia tê-la matado. Ele fugiu, abandonou o automóvel, que havia alugado, não deu nenhuma assistência à vítima. Depois da fuga, voltou apenas para pegar dinheiro que havia deixado no carro. A polícia encontrou maconha no veículo. Jon Jones pode ter levado, junto com o dinheiro, a cocaína.
O que tudo isto sugere? Que alguma coisa errada está acontecendo na vida pessoal de Jon Jones. Possivelmente, consumo excessivo e combinado de cocaína e álcool.
Acatando reivindicação dos consumidores do país, o deputado federal Marcos Abrão (primeiro plano, na foto), do PPS-Goiás, propôs, na Câmara dos Deputados, uma alteração no Código de Defesa do Consumidor para ampliar prazo para reclamação de garantia de produtos e serviços.
A proposta do parlamentar goiano sugere que “a garantia de produtos e serviços duráveis passaria de três meses para dois anos (270 dias) e de não duráveis de 30 para 240 dias”.
Marcos Abrão sublinha que “a extensão desse prazo equilibra as relações de consumo, provocando a melhoria da durabilidade e qualidade dos produtos e serviços. É uma pequena mudança, mas com um impacto enorme, inclusive no meio ambiente com a diminuição do volume de descarte de produtos industrializados”.
A reportagem “Tornozeleira não inibiu ação de sequestradores” (quarta-feira, 29), de “O Popular”, assinada pelo jornalista Vandré Abreu, reinstala o samba do crioulo doido na redação. Leia este trecho e tire suas conclusões: “O líder da quadrilha, Paulo Antônio Batista Filho [foto acima], de 22 anos, identificado como Fábio Junio Ferreira da Silva, era monitorado pela Justiça via tornozeleira eletrônica até o início desde, quando ele rompeu o equipamento”. Como se sabe fora da redação do jornal, Paulo Antônio Batista Filho e Fábio Junio Ferreira da Silva não são a mesma pessoa. Pelo contrário, Fábio Júnior é, tudo indica, o articulador do sequestro de Paulo Antônio.
O erro surpreende, pois Vandré Abreu é um dos repórteres do primeiro time do jornal.
Os leitores, se quiserem, podem gritar: “Socorro! Os editores sumiram”. Se não sumiram, estão dormindo.
Veja abaixo:


